A locomotiva da luta contra as portagens no Algarve! E que tem conduzido todo um comboio... que em breve chegará ao destino...
CIDADÃOS! ERGAM-SE E LUTEM! LUTEM! LUTEM POR UM MUNDO MELHOR, MAIS JUSTO, MAIS SOLIDÁRIO E COM JUSTIÇA SOCIAL! TODOS TÊM DIREITO À FELICIDADE! PELA EUROPA DOS POVOS!
sábado, maio 30, 2015
A luta contra as portagens da morte no passado sábado em Almancil (dia 23 de maio)
(Clicar para ver todas as fotos)
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ALMANCIL | Moção a exigir a suspensão imediata das portagens aprovada por unanimidade (12 fotos)

Como é do conhecimento público realizou-se neste último sábado, 23 de maio, um conjunto de ações anti-portagens, promovidas pela Comissão de Utentes da Via do Infante, compreendendo uma almoço/debate e uma marcha lenta de viaturas com a colocação de coroas de flores e memoriais em alguns locais da EN 125 onde ocorreram vítimas mortais. As portagens da A22 têm sido grandemente responsáveis pela elevada sinistralidade que acontece no Algarve, particularmente na EN 125, uma verdadeira rua urbana e que voltou a transformar-se na “estrada da morte”. Na região assiste-se a uma média de 23 acidentes diários, 30 mortes e 150 feridos graves por ano – já ultrapassa a centena de vítimas mortais em três anos e meio de portagens.
A CUVI congratula-se pela boa participação dos utentes e outros cidadãos, com destaque para diversos motards do Moto – Clube de Faro e até da vizinha Andaluzia. No debate verificaram-se várias intervenções e foi aprovada uma Moção por unanimidade e aclamação por cerca de uma centena de pessoas presentes – a exigir ao governo a suspensão imediata das portagens na Via do Infante, a requalificação total da EN 125, solicitar aos responsáveis políticos nacionais e regionais do PSD, CDS e PS uma tomada de posição, sem ambiguidades, em relação às portagens e apelar à AMAL e outras entidades regionais que reforcem uma ampla plataforma da sociedade civil do Algarve pela suspensão imediata das portagens. A referida Moção será enviada ao 1º Ministro, Ministro da Economia, Presidente da República, Secretário-Geral do Partido Socialista, Presidente da AMAL e aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República. (em anexo segue Moção).
A Comissão de Utentes, juntamente com outras entidades, irá continuar a desenvolver durante o verão que se aproxima um conjunto de ações e iniciativas fortes, algumas de surpresa, visando a anulação das portagens. Também se espera que, entretanto, o Secretário-Geral do Partido Socialista agende a reunião pedida pela Comissão de Utentes há mais de um mês. Algumas das próximas ações anti-portagens a desenvolver pela CUVI será no dia 4 de julho – visando novamente a mortal rua urbana 125 – e a participação na grande concentração e desfile internacional do Moto – Clube de Faro no dia 19 de julho.
Conheça o texto integral da Moção AQUI.
Planet Algarve
sábado, maio 16, 2015
Syriza: “Exigências dos credores são inaceitáveis”
Segundo relatos em vários órgãos de comunicação social, as críticas mais fortes ao rumo das negociações foram feitas pela presidente do Parlamento, Zoe Konstantopoulou. A reunião contou com a presença do vice primeiro-ministro Dragasakis, responsável pelas negociações em Bruxelas, que reagiu mais tarde à polémica relatada pela imprensa numa nota no Facebook.
Yannis Dragasakis afirma que apresentou ao Secretariado Político do Syriza as conclusões da reunião do governo sobre o rumo a dar às negociações e que não comenta fugas de informação. “Neste momento crítico das negociações é necessária uma cooperação próxima e construtiva entre o governo, os órgãos do partido e o grupo parlamentar”, declarou o vice primeiro-ministro.
Comunicado do Secretariado Político do Syriza sobre os desenvolvimentos políticos e a negociação
Desde o momento da formação do governo, ficou claro – tanto no estrangeiro como no nosso país – que o mandato dado pelo povo grego é vinculativo e constitui a bússola nas negociações.infoGrécia
As linhas vermelhas do governo são também as linhas vermelhas do povo grego, elas exprimem os interesses dos trabalhadores, dos trabalhadores independentes, dos reformados, dos agricultores e da juventude. Elas exprimem a necessidade para o país seguir um novo caminho de crescimento, tendo como eixo a justiça social e a redistribuição das riquezas.
A insistência dos credores em querer aplicar o programa memorandário do governo Samaras, criando no país um espartilho sufocante de pressões políticas e asfixia financeira, surge em oposição direta com a noção de democracia e de soberania popular na Europa. Ela exprime uma ligação obsessiva à austeridade que desmantela o Estado social, à direção oligárquica dos assuntos europeus em circuito fechado e longe da influência da vontade social, o que abre caminho ao crescimento da extrema direita na Europa.
Estas exigências são inaceitáveis. Elas são inaceitáveis para o povo grego, que lutou todos estes anos para pôr fim às políticas criminosas dos memorandos. Elas são inaceitáveis para os povos da Europa e as forças progressistas sociais e políticas que lutam por uma Europa da solidariedade e da democracia.
Os cidadãos da Grécia e da Europa não são consumidores passivos das notícias das 20h. Pelo contrário, entendemos que podem ser também parte ativa numa negociação que diz respeito ao nosso destino comum à escala europeia e mundial.
O Syriza tomará todas as iniciativas possíveis para informar a sociedade grega mas também os povos da Europa. Em cada cidade, em cada bairro e em cada local de trabalho, mas também em todos os países da Europa, estarão os deputados, eurodeputados e dirigentes do Syriza, com os membros do Syriza e as forças solidárias, num grande apelo à mobilização pela vitória da democracia e da dignidade.
Chegou a hora dos povos entrarem na luta.
Venceremos.
Proteger salários, pensões e leis laborais: as “linhas vermelhas” de Tspiras na conferência da Economist
16 Maio, 2015
No discurso desta sexta-feira, o primeiro-ministro grego garantiu que
irá recusar uma nova dose da mesma austeridade que os gregos têm
sofrido nos últimos anos.Tsipras falou no dia seguinte à reunião da direção política do Syriza, onde o vice-primeiro ministro Dragasakis deu conta do andamento das negociações em Bruxelas. O partido emitiu um comunicado a classificar de “inaceitáveis” as tentativas dos credores de aplicar ao país algumas das medidas – como os novos cortes nas pensões ou mais leis a retirar direitos aos trabalhadores – que foram rejeitadas em janeiro pelo povo grego nas urnas.
O primeiro-ministro confirmou que tem sido possível chegar a entendimento em Bruxelas acerca de mudanças no regime do IVA, na quantificação das metas orçamentais ou na reforma do aparelho fiscal, mas permanecem as divergências sobre as leis laborais e as pensões de reforma.
“E quem achar que as nossas linhas vermelhas se apagam com o passar do tempo, que se desengane”, avisa Tsipras
“Quero assegurar ao povo grego que não existe qualquer possibilidade de o governo grego recuar no que toca às pensões e aos assuntos laborais”, voltou a sublinhar Alexis Tsipras. “E quem achar que as nossas linhas vermelhas se apagam com o passar do tempo, que se desengane”, acrescentou, respondendo aos que o acusam de abandonar as promessas eleitorais com uma lista das medidas emblemáticas que o governo conseguiu aprovar e pôr em marcha nos primeiros 100 dias do mandato.Para que exista um acordo, prosseguiu o primeiro-ministro grego, serão necessárias quatro condições: saldos orçamentais primários mais reduzidos em 2015 e 2016, de forma a quebrar o ciclo reprodutivo da austeridade e recuperar folga orçamental; nenhum corte nos salários e pensões; discussão da restruturação da dívida pública; e um forte programa de investimento, apostando nas infraestruturas e novas tecnologias.
“Convidamos o outro lado, após cinco anos de metas irrealistas e fracassos constantes, a aceitar a realidade”, concluiu Alexis Tsipras, garantindo estar à procura “não apenas de um acordo, mas de uma solução” que permita ao país sair da crise e melhorar as condições de vida das pessoas.
O primeiro-ministro grego destacou ainda os bons resultados da execução orçamental até abril, segundo os dados divulgados na quinta-feira pelo Ministério das Finanças: “Apesar da asfixia económica, o nosso governo conseguiu aumentar tanto o saldo orçamental primário como as receitas, em comparação com o ano passado”. E lembrou os convidados da Economist que quando entrou no governo “a situação era tal que quase impossibilitava o pagamento de salários e pensões” por parte do Estado.
infoGrécia
Funcionárias da limpeza comemoram regresso ao trabalho

Ao fim de 571 dias de luta, as funcionárias da limpeza do Ministério das Finanças juntaram-se esta segunda-feira para comemorar a vitória, depois do parlamento ter aprovado a sua reintegração.
O ministro da Reforma Administrativa George Katrougalos e a vice-ministra das Finanças Nadia Valavani juntaram-se à festa das trabalhadoras à porta do Ministério, onde estiveram acampadas desde o dia da ordem de despedimento por parte do anterior governo.
“Estas mulheres tornaram-se no símbolo da mudança na Grécia”, afirmou Nadia Valavani, algo emocionada:
“As funcionárias da limpeza venceram porque lutaram por isso; sem luta, não se pode vencer”, declarou por seu lado o ministro Katrougalos:
Na sexta-feira, o primeiro-ministro Alexis Tsipras recebeu as funcionárias da limpeza na residência oficial e deu-lhes os parabéns pela vitória da sua luta que se tornou um símbolo da resistência às medidas de austeridade da troika.
infoGrécia
Trabalhadores despedidos regressam às instalações da TV pública
O parlamento grego já aprovou a lei que vai restabelecer o canal público de televisão grego e recontratar os trabalhadores que mantêm um conflito judicial com o Estado desde o seu despedimento e a transformação da ERT num canal mais pequeno que foi um fracasso na qualidade e nas audiências, o NERIT.
infoGrécia
terça-feira, maio 12, 2015
Custos das PPP continuam a subir
A Unidade Técnica de Apoio
Orçamental (UTAO) alerta que as PPP “constituem uma fonte de risco
orçamental não negligenciável". As PPP custaram aos contribuintes 1.544
milhões de euros em 2014, um agravamento de 60% em relação a 2013.

A UTAO adverte ainda que "as receitas provenientes de portagem poderão vir a situar-se abaixo do orçamentado"
As
PPP custaram ao Estado mais 576 milhões de euros do que em 2013, uma
subida de 58.9% e um montante correspondente a 0,9% do PIB.
Uma nota da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), divulgada pela Lusa, refere que o "novo acréscimo significativo" com as PPP se deve sobretudo ao "contributo das PPP do sector rodoviário, cujos encargos líquidos subiram 555 milhões de euros" face a 2013, nomeadamente pelo “início de pagamento das subconcessões rodoviárias da empresa Estradas de Portugal [EP]”.
A UTAO lembra que, no OE2015, o governo apontava os custos das PPP em 1.458 milhões de euros, mas os encargos foram superiores em 86 milhões.
A UTAO realça que “em 2014 o valor actual dos encargos brutos futuros [previstos no OE2015] representava cerca de 11,1% do PIB”, ou seja, 19.200 milhões de euros e alerta: "devido à dimensão das responsabilidades futuras do Estado, as PPP constituem uma fonte de risco orçamental não negligenciável".
A UTAO alerta também para o risco dos pedidos de reposição do equilíbrio financeiro que se encontram pendentes e envolvem montantes significativos: "o valor global dos pedidos de reposição do equilíbrio financeiro [pelos privados] atingiu perto de 3.700 milhões de euros", cerca de 2,1% do PIB, "sendo que o sector rodoviário representa cerca de 3.500 milhões de euros", apontam.
A UTAO aponta também para o risco de "a materialização das estimativas de poupanças” depender de processos de renegociação em curso e também “da aprovação pelas entidades financiadoras e da apreciação do Tribunal de Contas" (TdC).
A UTAO alerta ainda para o risco de a responsabilidade das grandes reparações das PPP rodoviárias passar das concessionárias para a EP, no âmbito das renegociações ainda em curso, o que "poderá conduzir a encargos orçamentais futuros, caso as reparações se venham a revelar necessárias". De acordo com os contratos atuais, as grandes reparações são pagas antecipadamente pelo concedente com base numa mera previsão de ocorrência, mesmo que não sejam necessárias, lembram os técnicos, alertando que "futuramente, estes encargos apenas serão suportados pelo parceiro público se, e quando, vier efectivamente a ser necessária a realização de uma grande reparação.
A UTAO adverte ainda que "as receitas provenientes de portagem poderão vir a situar-se abaixo do orçamentado".
Note-se que na Europa só a Grécia ultrapassa Portugal em encargos com as PPP.
Uma nota da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), divulgada pela Lusa, refere que o "novo acréscimo significativo" com as PPP se deve sobretudo ao "contributo das PPP do sector rodoviário, cujos encargos líquidos subiram 555 milhões de euros" face a 2013, nomeadamente pelo “início de pagamento das subconcessões rodoviárias da empresa Estradas de Portugal [EP]”.
A UTAO lembra que, no OE2015, o governo apontava os custos das PPP em 1.458 milhões de euros, mas os encargos foram superiores em 86 milhões.
A UTAO realça que “em 2014 o valor actual dos encargos brutos futuros [previstos no OE2015] representava cerca de 11,1% do PIB”, ou seja, 19.200 milhões de euros e alerta: "devido à dimensão das responsabilidades futuras do Estado, as PPP constituem uma fonte de risco orçamental não negligenciável".
A UTAO alerta também para o risco dos pedidos de reposição do equilíbrio financeiro que se encontram pendentes e envolvem montantes significativos: "o valor global dos pedidos de reposição do equilíbrio financeiro [pelos privados] atingiu perto de 3.700 milhões de euros", cerca de 2,1% do PIB, "sendo que o sector rodoviário representa cerca de 3.500 milhões de euros", apontam.
A UTAO aponta também para o risco de "a materialização das estimativas de poupanças” depender de processos de renegociação em curso e também “da aprovação pelas entidades financiadoras e da apreciação do Tribunal de Contas" (TdC).
"Devido à dimensão das responsabilidades futuras do Estado, as PPP constituem uma fonte de risco orçamental não negligenciável", alerta a UTAOO Governo estima uma poupança acumulada de 7.200 milhões de euros ao longo da vigência dos contratos de PPP rodoviárias, ou seja, até 2041, mas a UTAO salienta que "em termos de valor actualizado para 2014, as poupanças em encargos brutos entre 2014 e 2041, representam cerca de 3.800 milhões".
A UTAO alerta ainda para o risco de a responsabilidade das grandes reparações das PPP rodoviárias passar das concessionárias para a EP, no âmbito das renegociações ainda em curso, o que "poderá conduzir a encargos orçamentais futuros, caso as reparações se venham a revelar necessárias". De acordo com os contratos atuais, as grandes reparações são pagas antecipadamente pelo concedente com base numa mera previsão de ocorrência, mesmo que não sejam necessárias, lembram os técnicos, alertando que "futuramente, estes encargos apenas serão suportados pelo parceiro público se, e quando, vier efectivamente a ser necessária a realização de uma grande reparação.
A UTAO adverte ainda que "as receitas provenientes de portagem poderão vir a situar-se abaixo do orçamentado".
Note-se que na Europa só a Grécia ultrapassa Portugal em encargos com as PPP.
Artigos relacionados:
Bloco quer impedir cortes de eletricidade e água a famílias com dificuldades económicas
O Bloco propõe que não seja
cortado o fornecimento de luz e água, por falta de pagamento, “a pessoas
com rendimento per capita inferior ao valor do limiar de pobreza”. O
projeto será debatido esta quarta-feira no parlamento.

Foto de Paulete Matos
Nesta
quarta-feira, 13 de maio, será debatido na Assembleia da República um
projeto de resolução apresentado pelo Bloco de Esquerda que “garante o
pleno acesso à eletricidade e ao gás por parte das famílias com
dificuldades económicas”. (Aceda ao texto integral do projeto)
O projeto bloquista apresenta ainda outras medidas:
- “Alargar os critérios para atribuição da Tarifa Social e ASECE (apoio social extraordinário ao consumo e energia), passando a abranger: todas as pessoas que estejam a auferir de subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego, RSI, CSI, abono de família, pensão social de invalidez e pensão social de velhice, assim como todas as famílias que tenham um rendimento per capita inferior ao valor do limiar de pobreza”.
- “Alargar os apoios sociais à aquisição de gás de botija”.
- “Tornar obrigatória a divulgação destes apoios sociais, bem como das condições de acesso, por parte dos operadores, da Segurança Social e da Autoridade Tributária”.
- “Definir que o acesso à Tarifa Social e ASECE é feito, por via eletrónica ou presencialmente, com a entrega de requerimento com declaração sob compromisso de honra, cabendo aos operadores confirmar a elegibilidade do consumidor num prazo máximo de 30 dias, findos os quais se procede a deferimento tácito”.
No documento apresentado, o Bloco lembra que o Eurostat apontava em abril passado que “o preço pago pelo gás em Portugal era o segundo maior da União Europeia e o preço da eletricidade era o terceiro mais alto” e salienta que isto reflete “o que é a realidade portuguesa onde, nos últimos anos, o aumento de tarifas (fruto de privatizações e liberalização do setor) e o aumento do IVA fizeram disparar o preço destes bens essenciais”, enquanto “as famílias viram os seus rendimentos diminuir acentuadamente”.
O Bloco sublinha que “muitas famílias têm cada vez mais dificuldades em garantir o acesso a bens tão básicos e essenciais como a eletricidade e o gás”, que “em média, 300 mil clientes da EDP sofrem cortes de eletricidade e que os acordos prestacionais aumentaram 25%”.
O documento realça que a tarifa social e o Asece se têm mostrado “incapazes de garantir o acesso à eletricidade e ao gás a um preço mais reduzido por parte de famílias com dificuldades financeiras”, que “os critérios para aceder a este tipo de apoios continuam restritivos” e que “os operadores têm conseguido barrar o acesso a estes apoios”.
Por isso, o Bloco salienta a “necessidade de garantir um apoio social efetivo” e nessa base apresenta as medidas apontadas no projeto de resolução.
Esquerda.net
O projeto bloquista apresenta ainda outras medidas:
- “Alargar os critérios para atribuição da Tarifa Social e ASECE (apoio social extraordinário ao consumo e energia), passando a abranger: todas as pessoas que estejam a auferir de subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego, RSI, CSI, abono de família, pensão social de invalidez e pensão social de velhice, assim como todas as famílias que tenham um rendimento per capita inferior ao valor do limiar de pobreza”.
- “Alargar os apoios sociais à aquisição de gás de botija”.
- “Tornar obrigatória a divulgação destes apoios sociais, bem como das condições de acesso, por parte dos operadores, da Segurança Social e da Autoridade Tributária”.
- “Definir que o acesso à Tarifa Social e ASECE é feito, por via eletrónica ou presencialmente, com a entrega de requerimento com declaração sob compromisso de honra, cabendo aos operadores confirmar a elegibilidade do consumidor num prazo máximo de 30 dias, findos os quais se procede a deferimento tácito”.
No documento apresentado, o Bloco lembra que o Eurostat apontava em abril passado que “o preço pago pelo gás em Portugal era o segundo maior da União Europeia e o preço da eletricidade era o terceiro mais alto” e salienta que isto reflete “o que é a realidade portuguesa onde, nos últimos anos, o aumento de tarifas (fruto de privatizações e liberalização do setor) e o aumento do IVA fizeram disparar o preço destes bens essenciais”, enquanto “as famílias viram os seus rendimentos diminuir acentuadamente”.
O Bloco sublinha que “muitas famílias têm cada vez mais dificuldades em garantir o acesso a bens tão básicos e essenciais como a eletricidade e o gás”, que “em média, 300 mil clientes da EDP sofrem cortes de eletricidade e que os acordos prestacionais aumentaram 25%”.
O documento realça que a tarifa social e o Asece se têm mostrado “incapazes de garantir o acesso à eletricidade e ao gás a um preço mais reduzido por parte de famílias com dificuldades financeiras”, que “os critérios para aceder a este tipo de apoios continuam restritivos” e que “os operadores têm conseguido barrar o acesso a estes apoios”.
Por isso, o Bloco salienta a “necessidade de garantir um apoio social efetivo” e nessa base apresenta as medidas apontadas no projeto de resolução.
Esquerda.net
domingo, maio 03, 2015
1º de Maio na Grécia: "Nem um passo atrás! Não seremos chantageados!"
Vários ministros do Syriza
participaram na manifestação do 1º de Maio em Atenas, incluindo Yanis
Varoufakis, que foi aplaudido durante 15 minutos. Tsipras divulga
mensagem: “Venceremos nas nossas lutas para proteger e reforçar os
nossos direitos, a nossa Democracia e a nossa dignidade”.

Uma delegação da Esquerda Europeia levou a solidariedaade à Grécia.
O
1º de Maio em Atenas foi marcado, como é habitual, por duas
manifestações; a primeira da central sindical PAME, dirigida pelo
Partido Comunista, e a segunda organizada pelas centrais sindicais do
setor privado, GSEE, e do setor público, ADEDY.
A esta segunda compareceram os ministros do atual governo Panagiotis Lafazanis (Energia), Panos Skourletis (Trabalho), Nikos Voutsis (Administração Interna) e Dimitris Stratoulis (Segurança Social) junto à Praça Syntagma. Yanis Varoufakis entrou, sozinho, na manifestação, na rua Klafthmonos e recebeu uma ovação que, segundo o diário Protothema, durou uns 15 minutos. Cercado pelos repórteres e operadores de câmara, o ministro das Finanças, que levava um cravo vermelho na lapela, não quis dar declarações.
O cartaz do Syriza neste 1º de Maio tinha as seguintes frases: "Nem um passo atrás! Não seremos chantageados!"
Cartaz do Syriza: "Nem um passo atrás! Não seremos chantageados!"
Uma delegação do Partido da Esquerda Europeia, encabeçada pelas suas
vicepresidentes Marisa Matías, eurodeputada portuguesa do Bloco de
Esquerda, e Margarita Mileva, da Esquerda Búlgara, participou também na
manifestação de Atenas.
“Estamos aqui em solidariedade com todos os trabalhadores, não só os gregos mas também todos os trabalhadores da Europa e do mundo”, declarou Marisa Matias no decorrer da manifestação. “É muito importante estar hoje aqui porque há uma chantagem e uma ofensiva enorme das instituições europeias contra o governo grego e as medidas que querem pôr em prática para salvaguardar os direitos dos trabalhadores. É preciso dizer-lhes que têm o apoio da esquerda de toda a Europa”.
Esquerda.net
A esta segunda compareceram os ministros do atual governo Panagiotis Lafazanis (Energia), Panos Skourletis (Trabalho), Nikos Voutsis (Administração Interna) e Dimitris Stratoulis (Segurança Social) junto à Praça Syntagma. Yanis Varoufakis entrou, sozinho, na manifestação, na rua Klafthmonos e recebeu uma ovação que, segundo o diário Protothema, durou uns 15 minutos. Cercado pelos repórteres e operadores de câmara, o ministro das Finanças, que levava um cravo vermelho na lapela, não quis dar declarações.
Tsipras: “Venceremos nas nossas lutas”
Já o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, divulgou no Twitter uma
mensagem que dizia: “Venceremos nas nossas lutas para proteger e
reforçar os nossos direitos, a nossa Democracia e a nossa dignidade”.O SYRIZA não se oferece como tubo de ensaio para os planos sujos que difamam e denigrem as ideias e as visões de esquerda, diz LafazanisPanagiotis Lafazanis divulgou também uma declaração em que afirma que “se o objetivo dos círculos dirigentes da UE e do FMI é forçar a esquerda grega a 'sujar' as mãos num acordo neoliberal e antioperário, de forma a sufocar por décadas qualquer perspetiva de esquerda na Grécia e na Europa, bateu na porta errada. O SYRIZA não se oferece como tubo de ensaio para os planos sujos que difamam e denigrem as ideias e as visões de esquerda”.
O cartaz do Syriza neste 1º de Maio tinha as seguintes frases: "Nem um passo atrás! Não seremos chantageados!"
Delegação do PEE
Cartaz do Syriza: "Nem um passo atrás! Não seremos chantageados!"“Estamos aqui em solidariedade com todos os trabalhadores, não só os gregos mas também todos os trabalhadores da Europa e do mundo”, declarou Marisa Matias no decorrer da manifestação. “É muito importante estar hoje aqui porque há uma chantagem e uma ofensiva enorme das instituições europeias contra o governo grego e as medidas que querem pôr em prática para salvaguardar os direitos dos trabalhadores. É preciso dizer-lhes que têm o apoio da esquerda de toda a Europa”.
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