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quinta-feira, maio 21, 2009

60 mil professores recusaram entregar os objectivos individuais

A ministra da educação acaba de anunciar que a reforma da avaliação dos professores foi ganha. E justifica: entregaram os objectivos individuais 70 mil professores. E dos que entregaram os objectivos individuais, 30% pediram aulas assistidas, candidatando-se, dessa forma, às menções de Excelente e Muito Bom. Vamos lá fazer contas! Há 140 mil professores. Se descontarmos os que estão prestes a reformar-se e, por esse motivo, estão isentos do processo de avaliação de desempenho, houve mais de 60 mil resistentes. É obra! Um pouco mais do que eu julgava. Apesar das ameaças, dos telefonemas, dos emails e das perseguições, ainda houve 60 mil que disseram que não. Continuo a não perceber por que razão a Plataforma Sindical optou por formas de luta tão tímidas. E sobretudo não entendo por que razão andou quase todo o 2º trimestre a dormir. Será que a unidade da Plataforma Sindical justifica a timidez das formas de luta? Apesar disso, considero que uma grande manifestação nacional, no dia 30 de Maio, é uma forma de desgastar um pouco mais o PS. Um PS que está isolado muito por efeito do Compromisso Educação que os movimentos independentes de professores, APEDE, MUP e PROmova, estão a construir com todos os partidos da oposição. Só em Outubro se saberá quem vai ganhar: se Sócrates ou os professores. Se o PS sair derrotado em Outubro, tal significará uma enorme vitória dos professores e o fim do pesadelo imposto pela divisão da carreira em duas categorias e um sistema de avaliação de desempenho injusto, burocrático e inútil. E já agora: talvez valha a pena pensar na possibilidade de apelar aos 60 mil resistentes que entreguem apenas um relatório crítico idêntico ao que se faz há muitos anos.
ProfAvaliação

segunda-feira, maio 18, 2009

É TEMPO DE REERGUER A VOZ!

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

MUP

terça-feira, abril 28, 2009

Manifestação…quando?


O Movimento Escola Pública participou na manifestação do 25 de Abril, data que assinalamos com todo o empenho e a nossa vontade de defender a liberdade, a igualdade e a democracia. Depois da manifestação, reunimos na Casa do Brasil e, para além de discutirmos aspectos organizativos do Movimento Escola Pública, fizemos um balanço da semana de consulta aos professores e apontámos os caminhos que nos parecem os mais eficazes para continuar uma luta que veio para durar. Assim, eis um resumo possível das principais ideias-força:

1) A participação na semana de consulta não foi famosa: apesar das mais de mil reuniões realizadas, houve de facto várias escolas em que não houve reunião, e nas que houve o número de professores foi mais baixo do que em consultas anteriores.

2) A esta situação não é alheio o facto de grande parte dos professores ter entregue os objectivos individuais. Há vergonha e desânimo da parte de muitos professores que cederam com medo de ficarem isolados. Por isso, muitos não participaram nas reuniões. Mas isto não é uma situação generalizada: nesta reunião aberta que realizámos estiveram professores que entregaram os objectivos individuais e que querem muito continuar a lutar.

3) Pelos motivos indicados acima, foram em geral os professores mais radicalizados (que bom seria que todos partilhassem esta disponibilidade inequívoca para a luta) que compareceram nas reuniões. Daí que seja natural que propostas de luta como greves de vários dias ou greves em simultâneo com manifestações tivessem tido uma adesão nada desprezável.

4) Mas a proposta de uma grande manifestação nacional, acompanhada ou não de outras medidas de luta, não tendo recolhido um entusiasmo por aí além, apareceu na maior parte dos casos como algo incontestável.

Assim, considerou-se fundamental:

6) Voltar a unir todos os professores, tenham ou não entregue os objectivos individuais, num grande protesto de massas. É preciso mostrar ao governo e ao país que a maioria esmagadora dos professores não concorda com a farsa que o ministério quer impor nas escolas.

7) Para conseguir isto, quaisquer que sejam as medidas de luta adoptadas, devemos ter um discurso dirigido aos professores que entregaram os objectivos individuais: não desistam, nada está perdido, muito pelo contrário, com todos vocês os professores voltarão a estar unidos e a serem capazes de condicionar as políticas deste e do próximo governo

8) Dado o défice de participação nesta consulta e o ambiente que se vive nas escolas, consideramos contraproducente avançar para medidas de luta radicais. A forma de luta mais capaz de voltar a unir todos os professores é a realização de uma grande manifestação nacional. E que seja a um sábado para poder ser mais mobilizadora.

9) Ora, no mês de Maio, há quatro sábados disponíveis: 9 de Maio é muito cedo, há pouco tempo para mobilizar. 16 de Maio começa a perder força, até porque consta que nessa altura haverá uma grande manifestação em Lisboa, protagonizada pela Igreja Católica e que pode mobilizar muitos milhares de pessoas. 23 de Maio seria uma boa data, mas há muito tempo que um partido político (PCP) tem agendada uma manifestação nacional em Lisboa para esse dia. Assim resta-nos o sábado 30 de Maio, que a nosso entender só traz vantagens, porque:

- temos mais de um mês para mobilizar em força para esta data, e vimos como é necessário ter tempo para voltar a dar confiança a muitos professores

- 30 de Maio dista uma semana das eleições europeias (7 de Junho): os professores têm todos os motivos para mostrarem, em força, em tempo de campanha eleitoral, a escola pública que defendem e a rejeição às políticas des(educativas) deste governo, denunciando igualmente o desinvestimento na escola pública como resultado de políticas europeias.

10) E finalmente sublinhamos: o governo já recuou quando se viu encostado à parede com manifestações surpreendentes. Depois do simplex 1 e do simplex 2, começa a ser difícil enganar a opinião pública com um simplex 3. Os professores estarão na rua para provar isso.
MEP

PROmova apela a formas de luta no 3º período que desgastem o Governo de Sócrates

Sem abdicar da sua matriz de independência partidária, o Movimento PROmova não podia, em coerência, deixar de tomar a opção política de apelar à penalização eleitoral do PS de Sócrates e de incentivar ao voto nas forças partidárias que assumam o compromisso público de revogar a arbitrária divisão administrativa da carreira e de suspender este modelo de avaliação, enquanto condições da pacificação dos professores e das escolas, com vista à definição negociada e o mais consensual possível de uma avaliação do desempenho credível e justa.
No essencial, trata-se de corresponder ao desafio geral lançado, recentemente, pelo Presidente da República para que os cidadãos não se resignem e não se abstenham de lutar pelos seus direitos, evitando entregar o poder, de mão beijada, àqueles que os afrontam e injustiçam. A nossa indignação e a nossa oposição às medidas educativas deste Governo exigem-nos uma posição política clara: votar naqueles que se comprometem a trabalhar com os professores nas melhores soluções para a escola pública e a não votar naqueles que legislam e decidem contra os professores, em nome de racionalidades económicas inconsequentes e por sujeição a meros projectos narcísicos e propagandísticos de infalibilidade pessoal.
A esmagadora maioria dos professores portugueses e das suas famílias estão, absolutamente, convictos de que não permitirão mais a continuidade de posturas arrogantes e incompetentes, pelo que saberão mobilizar-se no sentido de derrotarem, nos próximos actos eleitorais, aqueles que protagonizaram (Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues e todos os dirigentes que não tiveram o desprendimento, a coragem e o discernimento para se lhes oporem, internamente) ou sancionaram (Vital Moreira incluído), tanto a afronta pública à dignidade dos professores, como a implementação de medidas impreparadas e arbitrárias, no domínio da Educação.
Chegou a hora de sermos pragmáticos e de colocarmos o nosso sentido de exigência, de justiça e de dignidade acima de fidelidades e lealdades partidárias que não obtêm essa mesma reciprocidade da parte daqueles que alguns de nós elegeram.
Se já os constrangemos a recuar no modelo de avaliação, agora, é chegado o momento de os derrotarmos nas urnas, por imperativos de rigor, decência e justiça.
PS de Sócrates, NUNCA MAIS!
Comentário
Estou 100% de acordo. A derrota do PS é a vitória dos professores e vice-versa. Os professores não podem ficar parados. As formas de luta a realizar no 3º período devem obedecer a um critério: são boas todas as formas de luta legais que ajudem a derrotar o PS nas três eleições que se avizinham. Temos de ser ambiciosos. Depois de quatro anos de afronta e humilhação, os professores não podem querer menos. Quem escolheu os professores como alvo a abater foi o PS. Os professores limitam-se a exercer o direito à autodefesa.
ProfAvaliação

quarta-feira, janeiro 28, 2009

REVISÃO DO ECD: REUNIÃO FENPROF-ME (28/01/09)


FENPROF apresentou ao Ministério solução para resolver o conflito da avaliação
Prova de ingresso em debate no início da revisão do Estatuto da Carreira Docente
A FENPROF propôs (nesta quarta-feira, 28/01/2009) ao ME que adoptasse para o continente a solução transitória que, na Região Autónoma dos Açores, o respectivo Governo Regional, também ele de maioria socialista, decidiu aplicar este ano. Independentemente das diferenças de perspectiva que existem entre os dois Governos, há uma preocupação que deverá ser comum: a de garantir que a tranquilidade regresse às escolas, o que exige que seja superado este profundo conflito instalado em torno dos procedimentos de avaliação a aplicar no ano em curso. O Governo Regional dos Açores revelou essa sensibilidade, o que não tem acontecido com o Governo da República. A reunião realizada no ME (28/01/2009) correspondeu ao início de um processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) que foi requerido pelos Sindicatos. Para a FENPROF, os objectivos definidos para esta revisão são claros e, um deles, é a eliminação da espúria prova de ingresso na profissão docente que foi imposta pelo ME no âmbito da última revisão do ECD.

Concursos 2009: consequências muito negativas no plano profissional e pessoal dos professores e no funcionamento das escolas
Nota de imprensa do SN da FENPROF (27/1/2009)


Sete perguntas ao Secretário de Estado da Educação a propósito da avaliação da qualidade "interna e externa" dos cursos profissionais
Nota de imprensa da Direcção do Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino


Docentes que poderiam aposentar-se até 2010 são obrigados a trabalhar mais 13 anos!...
Governo não cumpre compromisso negocial

A não ser solucionado, com brevidade, o problema, a FENPROF admite promover uma concentração nacional de protesto destes docentes, para além de apresentar queixa junto do Provedor de Justiça, tentando, dessa forma, encontrar uma solução para um problema que se arrasta já há demasiado tempo.


Resultados no 1º Ciclo do Ensino Básico muito longe do desejável!
Exige-se mais investimento e medidas adequadas (nota de imprensa do Secretariado Nacional da FENPROF de 26/01/2009)


"Tão importante como manter a luta é manter e reforçar a unidade dos professores"
Entrevista: nove perguntas ao secretário-geral da FENPROF (25/01/2009)

Mais uma vez, a possibilidade de suspender a avaliação foi rejeitada pela maioria absoluta que apoia o Governo; nas escolas, são dezenas de milhar os que entram na luta e recusam entregar objectivos individuais; a luta dos professores está forte, como se confirmou pela adesão à greve de 19 de Janeiro, e para continuar, devendo manter este importante traço de grande unidade. Entretanto, na semana que agora começa, deverá ter início um novo processo de revisão do ECD...� É face a tudo isto que, em breve entrevista, colocámos nove questões a Mário Nogueira. "As frentes jurídica e judicial são sempre importantes, só que complementares da principal frente que é a acção e a luta reivindicativa dos professores. A FENPROF tem muitos juristas e todos os diplomas legais são conferidos no que respeita à sua legalidade. Mas, pela via judicial o que se pode corrigir são as ilegalidades e não as soluções legais negativas. Podemos encontrar alguma matéria de legalidade duvidosa, por exemplo, nos decretos regulamentares da avaliação, mas o problema mais grave é o modelo em si e esse não é ilegal, pois faz parte da lei que contém o ECD", afirma. "Além disso, é uma opção extremamente morosa que pode durar três ou quatro anos até haver uma decisão. De que interessará aos professores saberem, daqui a quatro anos, que foram sujeitos a um procedimento que era ilegal se, entretanto, já tiveram de o aplicar? Claro que tem importância esta frente. Usamo-la no momento certo, mas ela não substitui a luta reivindicativa, pois essa é que combate as soluções negativas e obriga a que mudem", realça o Secretário-Geral da FENPROF, num dos momentos desta entrevista, em que o dirigente sindical também destaca: "Tão importante como manter a luta é manter e reforçar a unidade dos professores." / JPO


Face à teimosia do Governo e da sua maioria (salvo honrosas excepções) professores suspendem esta avaliação nas escolas
FENPROF apoia os professores nesta luta e apela às escolas que ainda não suspenderam a avaliação que o façam. Será a melhor e, talvez, única forma de, neste processo, defender a Escola Pública e os interesses dos nossos alunos
Face à teimosia do Governo e da sua maioria (salvo honrosas excepções) professores suspendem esta avaliação nas escolas

A reprovação (23/01/2009) de mais um projecto de Lei que visava suspender o modelo de avaliação de desempenho e substitui-lo, este ano, por uma solução transitória, a adoptar este ano lectivo, confirma que o Governo e a esmagadora maioria do grupo parlamentar do Partido Socialista, apesar de isolados, estão determinados em manter o clima de grande confronto e forte conflito que, há tanto, arrastam contra os professores. Com a sua decisão, a esmagadora maioria dos deputados do PS, onde se incluem vários docentes, reafirmou que coloca o interesse partidário acima do superior interesse da Escola Pública que, mais uma vez, saiu a perder! Contra esta atitude do Governo e da sua maioria parlamentar, aos professores e educadores resta, numa atitude de grande responsabilidade e profissionalismo, aprofundar a luta que vêm mantendo nas escolas e os tem levado a suspender a aplicação da avaliação de desempenho e a recusar entregar os objectivos individuais de avaliação, subscrevendo documentos em que assumem essa decisão. São já centenas de escolas e dezenas de milhar de docentes que assumiram essa posição, o que acontece de forma contínua, verificando-se que, dia a dia, a lista aumenta de forma significativa. Nos últimos três dias foram 25 escolas a tomar essa decisão. Na foto, um pormenor das galerias do hemiciclo onde muitos professores assistiram a esta sessão parlamentar.

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In Fenprof

quinta-feira, janeiro 22, 2009

E a união mandou o medo embora....


Escola Secundária Ferreira Dias, Cacém

Setenta e cinco por cento dos professores presentes na RGP realizada nesta quarta-feira, 21 de Janeiro, votaram pela recusa do Simplex e pela não-entrega do documento dos objectivos individuais. Em votação feita em urna verificou-se que dos 168 presentes, 123 votaram a Moção em que se apelava à recusa. Registaram-se 28 votos contra e 17 brancos. Recorde-se que esta escola é das maiores do país e o seu corpo docente ultrapassa os duzentos.

Sabendo-se que o prazo para a entrega dos OI, na maior parte das escolas, expira nesta semana e na próxima, é sintomático o que se passou na Ferreira Dias: antes desta RGP o medo tinha como que paralisado as pessoas. Mas juntas, mais uma vez juntas, verificou-se um volte-face. A moção de recusa aprovada refere explicitamente a vontade de manter “a coerência com todas as tomadas de posição anteriores”.

No documento aprovado refere-se também que os professores querem ser avaliados, “mas nunca por este modelo”, nem simplificado, porquanto “não altera nada de essencial”. Por isso exige-se ao ministério que apresente um “modelo justo, testado, simples e formativo”. A moção termina reafirmando a decisão de “manter a suspensão, não entregando o papel/documento dos Objectivos Individuais”.

Registe-se ainda que um elemento da mesa que presidia à RGP e que na fase anterior do processo tinha entregue o Requerimento a pedir aulas assistidas…decidiu juntar-se à maioria dos colegas e declarou também a sua intenção de participar na recusa.

O prazo para a entrega nesta escola termina na próxima segunda-feira, 26 de Janeiro. Confirmando-se agora na prática e individualmente a decisão colectiva aprovada, do Cacém virá um significativo número a juntar às 150 escolas e agrupamentos que ao longo da semana passada sentiram a necessidade de reunir e reafirmar a rejeição e denúncia do Simplex.

Efeito bola de neve

O efeito bola-de-neve precisa de escolas grandes e pequenas, de todo o país. Hoje e nos próximos dias decorrem mais reuniões um pouco por todo o lado. É preciso estar em contacto permanente e colectivo até à última hora do sai do prazo, para que ninguém fique só, se deixe intimidar ou abater pelo desânimo. Nas poucas escolas (as primeiras) onde os prazos já acabaram surgiram os primeiros que se recusaram “de facto” e deram esse passo corajoso. Os dias que se aproximam serão decisivos.

Só precisamos de manter a palavra…para no final garantir um número confortável de “resistentes” que acrescentam à luta comum mais esta forma original de protesto suplementar. Forma privilegiada de expressar a determinação em travar a destruição da escola pública, a sua “ruptura” em turmas e professores de primeira e segunda categoria e a sua crescente e acelerada entrega ao privado.
MEP

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Escola D. Martinho de Castelo Branco – Portimão

mantém suspensão da avaliação

Moção

Os/as professores/as da Escola E. B. 2,3 D. Martinho de Castelo Branco – Portimão, reunidos no dia 13 de Janeiro, entendem que as condições objectivas para a aplicação do modelo, mesmo que simplificado, de avaliação do desempenho não se alteraram, tendo em conta os seguintes aspectos:

1. Os/as docentes exigem que o modelo de avaliação da actividade docente constitua um instrumento fundamental de valorização da escola pública e do desempenho dos/as professores/as e educadores/as;

2. Entendem que qualquer alternativa ao actual modelo de avaliação do desempenho só pode passar pelo fim da divisão artificial da carreira em professores e titulares, uma fractura que descredibiliza o próprio estatuto profissional e a função docente;

3. Consideram também que a simplificação agora publicada em Diário da República (Decreto-Regulamentar 1-A/2009, de 5 de Janeiro) despreza a componente científica e pedagógica do trabalho docente, ao mesmo tempo que, não mexendo no essencial do modelo e apresentando-se, apenas, como uma solução transitória, visa ganhar tempo aproveitando-se, cinicamente, do próprio calendário eleitoral para fazer valer, no futuro, medidas por todos rejeitadas;

4. Entendem ser lamentável, contudo, que o ministério da Educação e o Governo recorram à ameaça e à chantagem para forçarem os docentes a abdicarem da sua luta.

As declarações recentes do Secretário de Estado Adjunto e da Educação são condenáveis num quadro em que se iniciaram negociações entre Sindicatos e Ministério, visando, designadamente, rever a estrutura da carreira e o modelo de avaliação do desempenho.

Com esta atitude, o Ministério da Educação revela a sua intenção de manter este Estatuto da Carreira Docente, mesmo que, para isso, tenha de passar a ideia de que faz pretensas e irrelevantes cedências, a troco do abandono da luta pelos/as professores/as e educadores/as.

Assim, os/as professores/as e educadores/as presentes na reunião decidem:

• Manter a luta contra a viabilização deste modelo de avaliação do desempenho o qual não é bom para o processo de ensino, para as aprendizagens e para a supressão das dificuldades inerentes ao próprio processo educativo, sobre os quais a avaliação do desempenho deve, também incidir;

• Manter a disponibilidade para continuar a luta por um ECD que dignifique e valorize a profissão docente.

Escola D. Martinho de Castelo Branco – Portimão

Obs: Moção aprovada por todos os professores e professoras presentes, sem nenhuns votos contra.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Esquerda.net lança petição contra aplicação informática do Min. Educação

Aplicação informática do Ministério é intimidação inaceitável, diz a petição. Foto Paulete MatosA aplicação informática que o governo pôs em marcha para os professores entregarem os objectivos individuais da avaliação está a causar alarme nas escolas. Para além de não estar enquadrada legalmente, ela configura uma intimidação aos professores com o objectivo de enfraquecer a luta. Assina aqui a petição contra esta aplicação informática .
Ler mais e comentar...
Esquerda.net

sábado, outubro 11, 2008

Mário Nogueira afirmou esta tarde que a FENPROF vai promover grande acção de protesto em Novembro

"Não queremos pressionar a senhora ministra (ao contrário do que o Ministério faz às escolas e aos professores...). Mas se na reunião de terça-feira, dia 14, no ME, não tivermos respostas objectivas para os graves problemas que afectam os educadores e professores, haverá, certamente, um reforço da luta e uma grande acção nacional, de protesto, já no próximo mês de Novembro", garantiu Mário Nogueira na conferência de imprensa realizada ao fim da tarde desta sexta-feira, 10 de Outubro, em Lisboa."


É já uma certeza: o movimento é imparável e os blogs deram uma ajuda Permitiram medir o pulso aos professores. Se havia dúvidas, deixaram de existir hoje. Toda a gente que tenha contactado com os professores verificou, hoje, uma enorme vontade de sair à rua, com ou sem sindicatos. Os professores não aguentam mais. Não suportam mais as declarações carregadas de cinismo de Valter Lemos a propósito das razões que levaram mais de 1000 docentes a reformarem-se, só no mês de Novembro. Não suportam mais serem usados pelo primeiro-ministro como instrumentos de propaganda do Governo. Não querem continuar a ser usados pelas DREs como promotores de vendas da Zon, Vodafone, Optimus e TMN. Não aceitam passar dezenas de horas por semana em reuniões para tratar de papelada, tralha burocrárica, grelhas e fichas. Os professores querem ser professores!
No dia 15 de Novembro (sábado), vão de novo encher a Avenida da Liberdade. Será a primeira de várias marchas que os professores levarão a cabo ao longo do presente ano lectivo.


Nota:
O tempo sofreu hoje uma enorme aceleração. Os sindicatos finalmente ouviram os professores. O resultado foi uma aceleração do tempo. Na próxima 2ª feira, dia 13/10, há reunião da Plataforma Sindical. A FENPROF vai propor às outras federações e organizações sindicais uma grande acção nacional de rua, a realizar em Novembro.
Na quarta-feira, dia 14/10, a FENPROF reúne com a ministra da educação, a quem fará um ultimato: ou corrige as ilegalidades que estão a ser cometidas e recua na gestão escolar, na avaliação de desempenho e nas alterações aos concursos ou os sindicatos renunciam ao memorando de entendimento e promoverão uma grande marcha de professores em Novembro.
Divulga este post. Reenvia-o por email. A luta está de novo a chegar. O momento é de unidade e de mobilização. Faz a tua pequena parte: divulga, mobiliza e participa na organização. Não te deixes humilhar.
ProfAvaliação

sexta-feira, outubro 10, 2008

Mail que me chegou da APEDE

Colegas

Está na altura de agir e passarmos à prática; não basta o inconformismo generalizado que graça por todas essas escolas do país face à política educativa de liquidar a escola pública e o ensino por excelência. É tempo de passar à acção e de contestar o ataque feito à carreira profissional por parte deste governo, que nos pretende reduzir a meros técnicos de ensino de crianças futuras analfabetas num mundo global.
Deixamos de lamentações e partimos para a acção; só e apenas nós podemos mudar o rumo dos acontecimentos. Por isso, a todos e de norte a sul do país, colaborem nesta luta sem tréguas pela defesa de uma escola pública e democrática e por um outro tipo de ensino mais exigente, qualificativo e gratificante para todos – as nossas crianças e jovens assim o desejam.
Não cruzes os braços em desânimo; participa nas acções e colabora na luta contra o sistema que nos querem impor: quotas para isto e aquilo, horários de trabalho para lá das 35 horas semanais, afunilamento e estagnação na carreira, burocracia sobre burocracia, desleixo grosseiro do ensino – aprendizagem, redução das reformas, tudo e mais alguma coisa.
A APEDE pode ser o trampolim da nossa luta; dia 15 de Novembro, na rua, pode ser a data de todas as datas para mostrar a nossa revolta perante a degradação das nossas condições de trabalho e do ensino em Portugal impostas por este governo. Por isso, é urgente que tu, na tua escola, colabores; pequenas colaborações juntam-se a outras pequenas colaborações e todos juntos faremos frente à ofensiva de quem apenas interessa vencer a resistência aos que se opõem à destruição do ensino público em Portugal.
Organiza e dinamiza o teu núcleo de constatação na escola; participa e manifesta o teu descontentamento. Não deixes de barafustar e indignar-te pela afronta aos teus direitos laborais. Participa nas acções.
Conto contigo, colega professor; que cada escola do país, sem excepção, esteja para já representada com alguém na reunião da APEDE, a realizar no próximo dia 11 de Outubro, Sábado, pelas 10h30, no Sport Club do Bairro, sito no bairro Sra. da Luz – Caldas da Rainha. A presença de alguém da tua escola é importantíssima para a nossa união e luta nacional. Participa, não faltes.
COPIA ESTE E-MAIL E ENCAMINHA ESTA MENSAGEM A TODOS OS TEUS COLEGAS. É UM OBRIGADO DE TODOS OS PROFESSORES PARA TI MESMO.
Comentário:
Efectivamente, temos de agir e já! Basta de afronta e de punição! A nossa revolta é grande e terá de traduzir-se de novo em manifs. por todo este país contra o MONSTRO que é esta avaliação de desempenho parido pelo monstruoso governo de Sócrates/Maria de Lurdes. Depois serão mais 100 mil em Lisboa. Só a luta travará o abuso! Força docentes.

quarta-feira, outubro 01, 2008

E se nos juntássemos em Lisboa no dia 15 de Novembro (sábado)? A festa é linda. Venham daí! E saibam porquê, lendo este texto

1. Todos à manifestação nacional no dia 15 de Novembro contra o modelo de avaliação atomista, complicado e burocrático, imposto pelo Ministério aos professores.
2. Por uma avaliação simples, holista e produtiva, que não confunda o acto de avaliar com o de formar!
3. Este modelo de avaliação, imposto pelo Ministério, é perverso e contraprodutivo. O legislador, desconhecendo a realidade e a prática do ensino, assim como o contexto em que se desenrola, decretou medidas que aparentemente são muito justas e racionais mas que, por efeito de composição, levadas a cabo por um conjunto enorme de pessoas, produzem efeitos contrários ao esperado e, por isso, se revelam absurdas quando postas em prática.
4. Jean-Pierre Dupuy, o maior filósofo francês vivo, inspirado nos trabalhos de Ivan Illich, demonstrou que a contraprodutividade do trabalho resulta, na maior parte das vezes, desta mentalidade tecnocrática, utilitarista e consequencialista, que procura sempre e sempre mais meios para atingir os fins. De tanta preocupação com os meios, o trabalho perde-se nas “técnicas” e nos “instrumentos”, nos “recursos”, na “preparação” e nas “estratégias” e, quanto ao fim propriamente dito, esse fica esquecido ou não é atingido por causa do desperdício de tempo nos meios. Vou dar um exemplo simples dos transportes. Imaginem que toda a população de um determinado território se convence, por efeito mimético, que o automóvel é o meio mais racional, muito mais rápido e confortável para fazer as suas deslocações do que os transportes públicos. Todos, fazendo o mesmo e às mesmas horas, entopem as ruas e estradas e ninguém anda: demora-se muito mais tempo do que andar de bicicleta ou até mesmo a pé. Conclusão: uma decisão aparentemente racional, inteligente e correcta revelou-se absurda e contraprodutiva, perversa.
5. O mesmo se passará e já se passa com este modelo de avaliação: ele insiste tanto nos “meios” para o ensino, nas “estratégias”, nas “preparações” e “planificações”, nos “recursos” e nas “técnicas” que o fim (o ensino e a aprendizagem) ficará num lugar muito secundário o que, como tem sucedido, se irá provar nas provas internacionais dos nossos estudantes. Os professores vão gastar muito mais tempo do horário normal de trabalho por semana (35 horas) a dizer e a explicar o que vão fazer e, depois, a explicar o que fizeram e como o fizeram do que a ensinar e a ajudar os alunos a prender. Daí resultará uma enorme contraprodutividade que os resultados dos exames não conseguirá disfarçar.
6. E porque sucede assim? Porque o modelo é extremamente complicado: confunde o acto de avaliar com o acto de formar. Embora toda a avaliação deva ter implicações na formação contínua do professor, avaliar e formar devem ser actos distintos, o que não se verifica. Com este modelo, será legítimo perguntar se o trabalho dos orientadores de estágio foi em vão já que tudo o que se fez antes está posto em causa! Mais, os próprios orientadores serão avaliados/formados pelos seus avaliadores, pondo em causa o trabalho com os seus formandos!!! Há aqui qualquer coisa de muito perverso e absurdo, para já não falar no facto de um licenciado poder avaliar/formar um doutorado!
7. A avaliação do professor deve incidir apenas sobre 4 factores gerais: a progressão dos seus alunos que se mede pela comparação dos resultados médios entre uma avaliação diagnóstica exaustiva e completa à partida e uma avaliação sumativa aferida à chegada, podendo professor retirar uma ou outra turma cuja motivação para os estudos é abaixo de zero, pela pontualidade/assiduidade como funcionário do Estado, pela sua formação e estudos/publicações no domínio científico e pedagógico, pela participação na vida cultural da escola. O resto é pura perda de tempo e demagogia. Os professores sabem como dar aulas, o que sucede é que muitas vezes não têm os meios humanos (alunos e pais), organizacionais (complicação burocrática e gestão centralizada) e condições materiais para o poder fazer com qualidade. Quantas salas estão equipadas com projecção multimédia?!
8. Temos que dar um empurrão definitivo a este monstro absurdo mascarado de pedagogia científica!
Zeferino Lopes, Escola Secundária de Penafiel, 29 de Setembro de 2008.
ProfAvaliação

Maior manifestação de sempre de enfermeiros

Três mil enfermeiros desfilaram contra a precariedade e por uma carreira única, da cidade universitária até ao Ministério da Saúde. Foto de André Beja
Três mil de acordo com os sindicatos e 2500 segundo a polícia. Mas todos concordam que a manifestação dos/as enfermeiros/as, convocada pela primeira vez em 20 anos por todos os sindicatos do sector, foi a maior de sempre. E foi também no sector da saúde que a greve da função pública mais se fez sentir, em dia nacional de luta convocado pela CGTP. Também na Educação, na recolha do lixo e nos transportes o impacto da greve foi significativo. De resto, a habitual guerra de números aponta para um total de 11% de grevistas de acordo com o governo e 75% de acordo com os sindicatos da Função Pública.
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Esquerda.net