terça-feira, fevereiro 17, 2009

Petição

1. Manuel Dias Loureiro é, por indicação do Presidente da República, membro do Conselho de Estado.

2. Enquanto administrador do Banco Português de Negócios (BPN) viu o seu nome envolvido em diversas irregularidades.
Dessas irregularidades resultaram problemas graves para aquela instituição bancária que levaram à intervenção do Estado, com graves prejuízos para erário público.
A intervenção da Caixa Geral de Depósitos para salvar o BPN será suportada pelo dinheiro dos contribuintes.

3. Ouvido em Comissão Parlamentar de Inquérito, o ex-administrador e actual conselheiro de Estado desmentiu o vice-governador do Banco de Portugal sobre uma conversa por eles tida, dando assim a entender que este estaria a mentir aos portugueses.4. Na mesma Comissão Parlamentar de Inquérito, o conselheiro Manuel Dias Loureiro mentiu, como comprovam documentos entretanto tornados públicos, sobre o seu envolvimento num negócio da Sociedade Lusa de Negócios em Porto Rico.

Tendo em conta
1. Que o Conselho de Estado é um órgão de soberania não electivo que deve merecer toda a dignidade institucional e deve estar, pelas importâncias funções que pode desempenhar em momentos de crise, acima de qualquer suspeita;

2. Que o conselheiro Manuel Dias Loureiro tem assento naquele órgão por indicação do Chefe de Estado, e não por inerência, e que todos os seus comportamentos põem em causa o bom-nome do Conselho de Estado, da Presidência da República e do País;

3. Que mentir a uma Comissão de Inquérito Parlamentar é um acto de enorme gravidade cívica, legal, política e institucional, ainda mais inaceitável quando vindo de um conselheiro de Estado;

4. Que permanência do conselheiro Manuel Dias Loureiro naquele órgão lhe garante imunidade;
Os cidadãos portugueses abaixo-assinados apelam ao ainda conselheiro Manuel Dias Loureiro que, a bem do bom-nome daquele órgão de soberania e da democracia e dando um sinal claro de que não vê o seu cargo como forma de protecção e que quer o cabal esclarecimento de todos os factos, se demita do Conselho de Estado.
E que, caso este teime em não o fazer, o Presidente da República, que o indicou para o cargo, deixe claro que este conselheiro de Estado já não conta com a sua confiança.

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Cromos de Portugal

Há neste momento uma aparente ansiedade quanto ao passo seguinte a dar com o parecer elaborado pelo doutor Garcia Pereira.

Por mail, por telefone e pessoalmente tenho tentado transmitir a minha posição sobre o assunto, a qual não esgota naturalmente as potenciais hipóteses de acção.

No entanto, talvez por defeito, não gosto de avançar em corrida desalmada sem olhar para os lados. Isto significa que é necessário ponderar com alguma atenção e a necessária informação o que se deve fazer, porque não se pode bater à porta de um tribunal com um parecer na mão, sem se saber exactamente ao que se vai.

É para mim óbvio que o caminho mais natural a seguir, perante o que está em causa neste processo de avaliação, é requerer a fiscalização abstracta da (in)constitucionalidade e ilegalidade dos DR 2/2008 e 1-A/2009 pelo Tribunal Constitucional. Só que isso não pode ser feito por qualquer particular ou grupo de cidadãos, por si só.

Há que ler a Constituição no seu:

Artigo 281.º
(Fiscalização abstracta da constitucionalidade e da legalidade)

1. O Tribunal Constitucional aprecia e declara, com força obrigatória geral:

a) A inconstitucionalidade de quaisquer normas;

b) A ilegalidade de quaisquer normas constantes de acto legislativo com fundamento em violação de lei com valor reforçado;

c) A ilegalidade de quaisquer normas constantes de diploma regional, com fundamento em violação do estatuto da região autónoma;

d) A ilegalidade de quaisquer normas constantes de diploma emanado dos órgãos de soberania com fundamento em violação dos direitos de uma região consagrados no seu estatuto.

2. Podem requerer ao Tribunal Constitucional a declaração de inconstitucionalidade ou de ilegalidade, com força obrigatória geral:

a) O Presidente da República;

b) O Presidente da Assembleia da República;

c) O Primeiro-Ministro;

d) O Provedor de Justiça;

e) O Procurador-Geral da República;

f) Um décimo dos Deputados à Assembleia da República;

g) Os Representantes da República, as Assembleias Legislativas das regiões autónomas, os presidentes das Assembleias Legislativas das regiões autónomas, os presidentes dos Governos Regionais ou um décimo dos deputados à respectiva Assembleia Legislativa, quando o pedido de declaração de inconstitucionalidade se fundar em violação dos direitos das regiões autónomas ou o pedido de declaração de ilegalidade se fundar em violação do respectivo estatuto.

Tendo o Presidente da República promulgado os diplomas, não estando o Primeiro-Ministro ou o Presidente da Assembleia da República aparentemente muito sensíveis para o efeito, e tendo a Fenprof anunciado que vai fazer uma ronda pelos grupos parlamentares, julgo que - para não chover no molhado - existe a opção mais óbvia de sensibilizar o Provedor de Justiça ou o Procurador Geral da República para despoletarem o processo de fiscalização.

É esse o caminho que se pensa seguir por estes lados, por ser o único que parece ser mais consequente no plano do ataque frontal ao modelo de avaliação como um todo, estando nós (plural não majestático, mas simplesmente colectivo) abertos a quem decida ajudar-nos a desenvolver este tipo de iniciativa. O parecer, depois de elaborado, não é posse de ninguém, estando disponível para quem o queira usar.

Nunca nos esqueçamos que quem tem andado a tratar disto tem horário lectivo a cumprir, aulas para dar, materiais por preparar e avaliar e tudo aquilo a que um docente raso tem direito, não sobrando tempo para muitos floreados em horário de expediente.

Pelo que me parece que uma ligeira espera de alguns dias, no sentido de se fazer algo com pés e cabeça, não deve ser motivo para grande preocupação. Repare-se que em quatro semanas (reunião inicial com GP em 19 de Janeiro) se fez algo, em regime de efectivo voluntariado, que não foi feito nos quatro anos anteriores.

In A Educação do Meu Umbigo

Medidas pós-11 de Setembro criaram estados policiais

Manifestação contra a tortura em Washington. Foto de takomabibelot, FlickR
Uma Comissão Internacional de Juristas, na qual participa, entre outras personalidades, a ex-presidente da Irlanda Mary Robinson, divulgou um estudo em que afirma que os Estados Unidos e o Reino Unido questionaram activamente o primado da lei e ameaçaram as liberdades civis, sob o pretexto de combater o terrorismo. No mesmo dia, uma ex-chefe do MI5, a contra-espionagem britânica, afirmou que as medidas policiais levaram os cidadãos britânicos a "viver com medo e sob um estado policial".
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Esquerda.net

segunda-feira, fevereiro 16, 2009


Bloco de Esquerda Algarve

Rua brito Cabreira, nº 12-A

8000-235 FARO

Faro, 15 de Fevereiro de 2009

À atenção da comunicação social

Assunto: Pesca lúdica – revogação imediata da Portaria 143/2009

Mais uma vez o governo PS/Sócrates ataca as populações, particularmente as mais desfavorecidas, com a publicação da Portaria nº 143/2009, sobre a pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV). A imposição desta Portaria, ao arrepio e contra os legítimos interesses das populações, pescadores lúdicos e autarcas, introduz um conjunto de normas restritivas e condicionalismos, o que só vai contribuir para o despoletar de conflitos gratuitos e o agravamento da crise económica e social.

As medidas que maior revolta estão a gerar entre os pescadores lúdicos são a introdução de um defeso de 3 meses para a pesca do sargo, a proibição de pescar 3 dias por semana e durante a noite em todo a zona do Parque Natural, as zonas de interdição a todo o tempo, as proibições de apanha de marisco para os não residentes. São medidas absurdas, que carecem de sustentação científica, portanto, ineficazes e sobretudo profundamente injustas, que vão lançar mais uma acha para a fogueira da crise social, que se agrava de dia para dia, e que provocam a justa revolta das populações do PNSACV contra as prepotências do Ministério do Ambiente e do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).

O Bloco de Esquerda denuncia o que parece ser uma estratégia deliberada do governo Sócrates para ilegalizar modos de vida ancestrais e tornar cada vez mais insustentável a existência da maioria das pessoas que vivem no Parque Natural. Por outro lado, a proibição da apanha aos pescadores lúdicos residentes fora dos concelhos de Vila do Bispo, Aljezur, Odemira e Sines, revela-se inconstitucional, já que todos os cidadãos são iguais perante a lei e ninguém poderá ser prejudicado, ou privado de qualquer direito em razão do território de origem, entre outros aspectos. Para além da crise, o pequeno comércio irá ressentir-se ainda mais ficando privado de centenas de pescadores oriundos de outros Municípios exteriores ao Parque Natural, desferindo mais um rude golpe na economia local, já de si muito debilitada.

Sendo consensual que são necessárias medidas de ordenamento e gestão tanto das pescas tanto lúdica como comercial, o Bloco de Esquerda considera que estas deverão ser implementadas de forma integrada e coerente, fundamentadas em estudos científicos credíveis, e, acima de tudo, em concertação e diálogo com as populações, os pescadores, as suas associações e os autarcas locais.

O Bloco de Esquerda/Algarve exige a imediata revogação da Portaria 143/2009 e solidariza-se e apoia todas as reivindicações e manifestações dos pescadores lúdicos. Alguns dos seus dirigentes, como Vidal Marreiros e Sebastião Pernes, da Assembleia Municipal de Vila do Bispo, João Vasconcelos, da Assembleia Intermunicipal do Algarve, e outros bloquistas como Simeão Quedas, Francisco Reis e Miguel Madeira, participaram hoje na concentração que juntou cerca de 3 mil pessoas junto à Fortaleza de Sagres.

Finalmente, o Bloco de Esquerda irá levar as exigências dos pescadores lúdicos junto da Assembleia Intermunicipal do Algarve e solicitará a intervenção do seu Grupo Parlamentar na Assembleia da República, exigindo a revogação da Portaria 143.

Desde já, agradece-se a divulgação desta nota de imprensa nos V/órgãos de comunicação social.

Observação: comunicado de imprensa enviado à comunicação social pelo Secretariado BE/Algharve

A merecida resposta à DGRHE

A minha escola é um símbolo de alguma união entre professores!

Atenção, pois alguém está interessado que a classe docente se mantenha desunida e que a opinião pública pense se os professores são uma cambada de malandros que não querem perder os seus direitos. Mas de facto não só estão a tirar direitos aos professores, como a todos os PORTUGUESES. Abram os OLHOS.Eu assinei...!
O Leandro, que redigiu este documento já merece Excelente na sua Avaliação! Parabéns Leandro.
Grande parte dos professores da minha escola não entregou os OI. Só o faremos se formos obrigados.


"Ex.mo Sr. Director Geral dos Recursos Humanos da Educação
Relativamente ao vosso documento “Esclarecimentos solicitados pelas escolas – Fixação de objectivos individuais” emanado pela DGRHE na segunda-feira, dia 9 de Fevereiro, os professores da Escola Secundária c/ 3º CEB Dr. Jaime Magalhães Lima vêm tecer as seguintes apreciações:
Em primeiro lugar todo e qualquer documento legal carece de assinatura individualizada e nominal do responsável, ou responsáveis, pela procedência do mesmo, sob pena de o seu valor tornar-se legalmente incipiente, o que acontece com a vossa missiva informativa, pois no final da redacção apenas aparece “A DGRHE – Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação”, a qual é tão-somente uma instituição colectiva, mas abstracta, não possuindo, por si só autonomia suficiente para desenvolver qualquer acto legal. Só os seus membros e representantes legais poderão tomar actos em nome da própria instituição de forma a esses mesmos actos serem vinculativos juridicamente.
Apesar de um elevado número de escolas terem solicitado esclarecimentos sobre a fixação de objectivos individuais parece-nos não ter sido necessário encaminhar a resposta informativa dos vossos serviços para todas as instituições escolares, pois se algumas não o fizeram é porque entenderam, por bem, o conteúdo e a interpretação legal dos documentos jurídicos emanados pelo Ministério da Educação, do qual a DGRHE faz parte, relativamente ao assunto da fixação dos objectivos individuais.Julgamos, deste modo, hiperbolizada a vossa função e exagerado o vosso âmbito ao contactarem as escolas que nada haviam solicitado, indiciando-nos uma prática de profunda falta de confiança para com as escolas que desenvolveram e continuam a desenvolver o seu trabalho, por um lado, e, por outro, subjazendo um reforço de cariz coactivo da liberdade e responsabilidade da acção assumida por cada docente, tal como também tem sido propalado pelos altos representantes ministeriais.
No ponto 1 do vosso documento afirmam que “os objectivos individuais são um requisito obrigatório…” sem, contudo indicarem a base legal onde está inscrita explicitamente essa obrigatoriedade, pois nos documentos legais aos quais fazem referência apenas nos pontos seguintes (não neste) não está expressa a obrigação de entrega dos objectivos individuais por parte dos docentes.
No ponto 2 do vosso documento aludem ao Artigo 16 do Decreto Regulamentar n.º 2/2008 de 10 de Janeiro, afirmando que “…é por referência aos objectivos individuais previamente fixados e ao respectivo grau de cumprimentos, que o docente efectua a sua auto-avaliação”. Conquanto, dos diversos números e respectivas alíneas do Artigo 16 apenas se referem ao número 1 e não na sua redacção total, pois este número expressa ainda que “a auto-avaliação tem como objectivo envolver o avaliado no processo de avaliação, de modo a identificar oportunidades de desenvolvimento profissional e de melhoria do grau de cumprimento dos objectivos fixados”. Este número tem redigido “objectivos” sem, todavia explicitar claramente objectivos individuais. Deste modo os objectivos poderão ser os “objectivos e metas fixadas no projecto educativo e no plano anual de actividades…” conforme está descrito na alínea a) do número 1 do Artigo 8º intitulado Elementos de referência da avaliação inserto na Secção I intitulada Princípios orientadores, âmbito e periocidade, ao contrário do Artigo 16 que pertence à Secção III intitulada Processo.Para além disto, o número 2 do Artigo 16 afirma: “a auto-avaliação é obrigatória…”, ao contrário do que é redigido para os Objectivos Individuais que em nenhuma parte dos documentos legais afirma ser obrigatória a sua entrega, o que vem no seguimento do número 3 do Artigo 11º que apresenta a seguinte redacção: “constitui dever do docente proceder à respectiva auto-avaliação como garantia do envolvimento activo e responsabilização no processo avaliativo e melhorar o seu desempenho…”.
Deste modo a auto-avaliação não só é obrigatória como também a prova cabal do envolvimento e da responsabilização do professor no processo de avaliação, o mesmo não se aplicando aos Objectivos Individuais, pois não encontramos em qualquer diploma legal este tipo de referência ou alusão aos elementos de referência individuais.Para corroborar o acima exposto é o próprio número 1 do Artigo 9 do mesmo Decreto Regulamentar, referente aos Objectivos Individuais que expressa de forma “de modo a aferir o contributo do docente para a concretização dos objectivos constantes da alínea a) do artigo anterior”, ou seja do número 1 do Artigo 8 conforme já referimos anteriormente, que explicita “objectivos e metas fixadas no projecto educativo e no plano anual de actividades…” aos quais se referirão no número 1 do Artigo 16.O número 4 do Artigo 9 afirma que “na falta de acordo quanto aos objectivos a fixar prevalece a posição dos avaliadores”, isto é, prevalecem os objectivos e metas fixadas no projecto educativo e no plano anual de actividades.
Mais uma vez se constata que a relevância são os objectivos apresentados nos documentos internos do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada.Não podemos também deixar de mencionar que os elementos de referência de capital importância para aferir o grau de cumprimento desses objectivos, conforme esclarece o Artigo 10, no presente ano lectivo, tal como aconteceu no ano transacto, “não são considerados os itens previstos nas alíneas a) e b) do número 2” do Artigo 9 do Decreto Regulamentar 2/2008, de acordo com a redacção do número 1 do Artigo 5 do Decreto Regulamentar 1-A/2009. Deste modo o Artigo 10 fica vazio e desprovido de sentido e de operacionalização concreta devido à impossibilidade comparativa imposta por este último diploma legal, pois as restantes alíneas c) até g) não podem ser comparativamente quantificáveis, ainda que possam ser avalizadamente qualifcáveis.
No que concerne ao ponto 3 do vosso documento, voltamos a destacar o supracitado vazio e desprovido sentido e de operacionalização concreta do Artigo 10 por imposição do Decreto Regulamentar 1-A/2009, tal como também acontece com a alínea C) do número 1 do Artigo 18, ao qual o vosso documento informativo faz referência, porque os resultados escolares e as taxas de abandono não são, este ano lectivo, elemento de referência para a concretização da ficha de auto-avaliação. Quanto às restantes alíneas, a saber a), b), d), e) e g) não são comensuráveis em termos quantitativos, mas, sim, em termos qualitativos, nem tampouco perspectivados individualmente pelo docente porque enquadram-se num conjunto de acções e actividades, que estarão em constante mutação e reformulação, programadas, agilizadas e reguladas pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada.
Deste modo não é exequível nem justificadamente possível ter em conta os elementos de referência individuais de cada docente.
Quanto aos três pontos seguintes consideramos o seguinte:No ponto 1, a vossa informação afirma que “o prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola”, afirmação que está incorrecta porque o calendário não é aprovado pela escola como é preconizado no número 2 do Artigo 14 do Decreto-Regulamentar 2/2008, mas sim “…fixado pelo presidente do conselho executivo ou director do agrupamento de escolas ou escola não agrupada” de acordo com o número 1 do Artigo 2 do Decreto-Regulamentar 1-A/2009 que veio alterar o primeiro diploma legal.O ponto 2 afirma que “…deverá o director notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências”. Porém, como é que o director ou presidente do conselho executivo poderá fazê-lo se nos diplomas legais – Lei 15/2007 de 19 de Janeiro, vulgo Estatuto da Carreira Docente, Decreto-Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro e Decreto-Regulamentar 1-A/2009 não existe qualquer menção ou referência explícita ou mesmo implícita às consequências da não entrega dos objectivos individuais? E não existe qualquer menção ou referência porque está de acordo o pensamento jurídico dos diplomas supracitados que não estabelecem, nem impõem a obrigatoriedade de entrega desses mesmos objectivos individuais.Quanto ao ponto 3, a vossa redacção não é coerente, nem tão-pouco extraída, idêntica ou similar à redacção do número 4, do Artigo 9º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro para o qual remetem, pois afirma o vosso documento “…poderá o director/presidente do conselho executivo… fixar os objectivos do avaliado…”, o que não é precisamente o mesmo de “na falta de acordo quanto aos objectivos a fixar prevalece a posição dos avaliadores” (número 4, do Artigo 9º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro). E mesmo que a DGRHE queira dar aquela interpretação, então os docentes que não entreguem os objectivos individuais poderão exercer o direito consagrado no número 5, do Artigo 9º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro que consta da seguinte redacção: “Verificando-se a situação prevista no número anterior pode o avaliado registar esse facto na ficha de auto-avaliação”. Este número vem confirmar a possibilidade de entregar a ficha de auto-avaliação sem consenso ou entrega dos objectivos individuais, de acordo com a vossa própria interpretação.
Lamentável é que a vossa referência ao número 4, e consequente redacção, do supra mencionado artigo e respectivo decreto-regulamentar não venha, de todo, esclarecer ou clarificar, mas, sim, ainda confundir mais devido à adulteração que fizeram da própria redacção do ora número 4.Na continuação da vossa exegese afirmam que “a avaliação de desempenho docente começa para os avaliados com a entrega dos objectivos para o período avaliativo (número 1, do Artigo 9º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro)…”. Conquanto, este mesmo número não afirma que a avaliação de desempenho docente se inicia com a entrega dos objectivos individuais, mas assegura que os “…objectivos individuais são fixados… através da apresentação de uma proposta do avaliado no início do período em avaliação”, portanto este número do diploma legal refere-se ao período em avaliação e não ao processo e fases desse mesmo processo de avaliação.Por outro lado, o mesmo número do supracitado documento legal demonstra claramente que os objectivos são fixados no início do período em avaliação, o que contraria a exigência ministerial que quer obrigar os docentes a procederem à fixação dos seus elementos de referência no final do período em avaliação, ou seja, acerca de seis meses do término do período em avaliação de dois anos lectivos. No entanto a alínea a) do Artigo 15 do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008 corrobora a nossa posição porque afiança que “o processo de avaliação compreende as seguintes fases sequenciais: a) Preenchimento da ficha de auto-avaliação”, omitindo por completo a entrega dos objectivos individuais.
Parece-nos também exagerada e completamente desfasada da competência da vossa instituição a comparação da Avaliação do Desempenho Docente com o SIADAP, pois sendo a DGRHE um organismo do Ministério da Educação deveria preocupar-se em atender os verdadeiros problemas relacionados com os recursos humanos do Ministério da Educação e neste caso concreto e específico com os recursos humanos docentes, nomeadamente em esclarecer devida e competentemente as dúvidas e não proceder a comparações levianas e medíocres de cariz claramente de propaganda político-governativa, tentando demonstrar que a classe docente é privilegiada, quando no fundo a profissionalidade docente apresenta uma especificidade muito concreta reconhecida internacionalmente pelas demais instituições e especialistas de renome ao nível da investigação em educação.A vossa conclusão retoma a famigerada e propalada impossibilidade de concretização do processo de avaliação docente devido à não entrega dos objectivos individuais, sem contudo indicarem os diplomas legais que concretizam essa vossa repetitiva informação que de tão repetitiva levanta uma sub-reptícia dúvida de propensão para pressionar os professores a realizarem um acto que o Ministério da Educação exige, mas que a lei em documento algum obriga como ficou devidamente comprovado nas linhas anteriores.
Deste modo, coercivo e de propaganda autoritária, está em causa a liberdade individual de cada cidadão e consequentemente a vivência democrática de um país que é um Estado de Direito Democrático, pois num Estado livre nenhum cidadão é obrigado a fazer o que a lei não obriga.
Assim sendo os professore abaixo-assinados mantêm a sua postura e decisão de não entregar os Objectivos Individuais conscientes da sua razão de acordo com as obrigações impostas pela lei."
A Sinistra Ministra

DECLARAÇÃO em defesa da Marcha Nacional pela Educação - ASSINEM ONLINE

Caros

Esta declaração saiu de uma reunião de professores e educadores realizada no dia 11/Fev no Alto da Barra, em Oeiras, no âmbito do projecto Coordenação de Escolas de Oeiras/Cascais.

Acrescentaram-se as propostas de um grupo de professores que se reuniu no Barreiro, os quais apoiam e subscrevem esta declaração.

Propõe-se que seja lida, subscrita e divulgada junto de todos os implicados no processo educativo a fim de através dela se reforçarem e reafirmarem os princípios que assistem à defesa unida da Escola Pública portuguesa.

Pel' A CDEP

Paula Montez

DECLARAÇÃO em defesa da "Marcha Nacional pela Educação" (leia AQUI)

(SUBSCREVA ONLINE)

A Sinistra Ministra

200 professores de Viseu garantem que "não vergam"


Viseu, 16 Fev (Lusa) - Cerca de 200 professores manifestaram-se hoje pelas ruas de Viseu contra o estatuto da carreira docente e o modelo de avaliação do desempenho, avisando o Governo de que "não vergam" às vontades do Ministério da Educação.

"O facto de, mesmo depois da simplificação do modelo de avaliação de desempenho e de o Ministério da Educação meter medo, 60 mil professores não terem entregado os objectivos pessoais e milhares continuarem a vir para a rua, prova que os professores não vergam", afirmou Francisco Almeida, dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro.

Os professores estiveram reunidos em plenário durante toda a manhã e aprovaram uma moção que apela à "continuação da resistência das escolas e dos professores contra a aplicação do modelo de avaliação que o Ministério da Educação e o Governo, a qualquer custo, querem impor".

Apelaram também à participação no cordão humano a realizar a 07 de Março em Lisboa, para o qual já se inscreveram mais de 100 professores de Viseu.
Depois do plenário, no qual, segundo Francisco Almeida, participaram cerca de 400 professores, metade deles deslocou-se para o Governo Civil de Viseu.
Pelas ruas gritavam as frases habituais: "Avaliação sim, mas esta não", "Categoria só há uma, professor e mais nenhuma" e "Está na hora de a ministra ir embora".

Nas mãos levavam faixas com inscrições como "No Ministério da Educação a asneira pega de estaca e germina rapidamente" e "Não há progresso sem conhecimento. Os professores exigem respeito pela sua profissão".
"Enquanto esta questão não for resolvida, vamos encontrar-nos com o senhor governador civil mais vezes", garantiu Francisco Almeida ao microfone, em frente ao edifício do Governo Civil.

Segundo o dirigente sindical, hoje de manhã realizou-se também um plenário em Lamego (Norte do distrito de Viseu), seguido de manifestação até ao edifício da Câmara Municipal, que contou com a presença de 200 professores.

Lusa/fim
MEP

Despedimento colectivo na maior empresa têxtil

Concentração de trabalhadores no Porto em Dezembro passado, convocação da CGTP - Foto da Lusa
A maior empresa têxtil portuguesa, Coindu, que fabrica assentos para diversas marcas de automóveis, vai fazer um despedimento colectivo, segundo noticia o Jornal de Negócios nesta Segunda feira. Ainda segundo o mesmo jornal, a quinta empresa exportadora de Portugal, a Continental Mabor - fabricante de pneus, está em risco de falência.
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Esquerda.net

A Plataforma Sindical está parada mas os professores do distrito de Viseu não estão

Foram 200 os professores que se manifestaram , esta manhã, pelas ruas de Viseu, depois de um plenário que juntou 4 centenas. Francisco Almeida, dirigente do SPRC, afecto à FENPROF, afirmou à agência Lusa: "o facto de, mesmo depois da simplificação do modelo de avaliação e de o ME meter medo, 60 mil professores não terem entregue os OIs e milhares continuarem a vir para a rua, prova que os professores não vergam". No plenário, os professores aprovaram uma moção que apela à continuação da recusa da entrega dos objectivos individuais. O plenário aprovou, também, um apelo à participação no cordão humano a realizar, no dia 7/3, em Lisboa. Em Lamego, duas centenas de professores promoveram um plenário seguido de manifestação até ao edifício da Câmara Municipal.
Enquanto os professores de Viseu e Lamego voltam a ocupar as ruas, a Plataforma Sindical permanece quieta. É sintomático que as negociações para a revisão do ECD não contem com a Plataforma Sindical. Sintomático também a posição da FNE: para além de não apelar à participação no cordão humano do dia 7/3, dá sinais de que o acordo com o ME, em torno do ECD, é possível. Se a unidade sindical quebrar, Jorge Pedreira poderá ficar mais próximo da vitória. Os custos para a FNE poderão, no entanto, ser demasiado grandes. Poucos professores aceitarão que a FNE estabeleça um acordo com o ME que não ponha fim à divisão da carreira.
ProfAvaliação


Intervenção na VI CONVENÇÃO NACIONAL DO BLOCO DE ESQUERDA

Companheir@ e amig@s,

Como refere a Moção A, “para o Bloco, a estratégia é clara: para derrotar a desigualdade, é preciso construir uma esquerda popular para a luta com novas energias e movimentos sociais fortes. (…). O Bloco é hoje mais forte para responder à sua obrigação: constituir uma alternativa política para o país”.

Sócrates tem sido a ponta de lança e o principal arquitecto do liberalismo embusteiro que, antes da actual crise eclodir, já tinha mergulhado o nosso país numa profunda crise agravando as assimetrias e as desigualdades económicas, sociais e ambientais. Desde que chegaram ao poder, Sócrates e o PS fizeram sucessivas declarações de guerra aos trabalhadores, aos cidadãos, aos mais pobres deste país:

- mais de meio milhão de desempregados, 2 milhões de pobres, mais de um milhão de precários;
- a imposição do famigerado Código do Trabalho;
- o ataque inaudito ao Serviço Nacional de Saúde e à Escola Pública;
- o aviltamento e a humilhação dos professores;
- o ataque à segurança social e o aumento da idade da reforma;
- o esbulho dos cidadãos a pretexto da obsessão do défice;
- a corrupção a alastrar como mancha de óleo;
- a podridão a grassar nas altas esferas do poder.

Por outro lado, temos a defesa dos banqueiros, especuladores e grandes empresários, o enriquecimento ilícito de uns quantos através dos paraísos fiscais dos ofshores; a salvação dos banqueiros vigaristas à custa do dinheiro dos contribuintes – só no BPN são já 1 400 milhões de euros injectados.

Agora aí temos a crise e só está a começar – porventura uma nova crise do capitalismo bem mais avassaladora do que a Grande Depressão dos anos 30. Uma crise de superprodução onde a financeirização da economia e a especulação bolsista e parasitária foram levadas aos limites extremos.

A Depressão do século passado provocou cerca de 30 milhões de desempregados, esta segundo os dados mais pessimistas da OIT poderá acarretar no final deste ano mais 40 milhões de desempregados, passando a haver 230 milhões de pessoas sem trabalho a nível mundial. Outros 200 milhões poderão ser atirados para situações de pobreza extrema.

Esta crise é única porque é a primeira crise própria de uma economia globalizada, de uma economia de casino à escala mundial que apostou no capital rentista, virtual e volátil.

Além da terrível chaga do desemprego, será que, tal como nos anos 30, vamos assistir a outras consequências sociais devastadoras?

- à ruína e falência da classe média e à sua proletarização? Parece que sim!
- ao alastramento da criminalidade e da exclusão social? Parece que sim!
- ao crescimento de novo da xenofobia, das ideias nacionalistas e do racismo? Os últimos acontecimentos em Inglaterra são deveras preocupantes, com manifestações de trabalhadores contra os imigrantes portugueses e italianos.

Vamos assistir à emergência e recrudescimento de forças populistas de direita com apoio nas largas massas populares e trabalhadoras? Corre-se seriamente este perigo! Vamos assistir a choques violentos e a novos ventos de guerra? É bem possível!

E, como se constata, Portugal, porque tem Sócrates e com este governo, é um dos elos mais fracos da crise. Só no passado mês de Janeiro verificaram-se 299 falências de empresas – 10 por dia – e foram mais de 10 mil desempregados – a uma média de 360 por dia, ou seja, são mais 15 novos desempregados a cada hora que passa, dia e noite. É este o resultado chocante das políticas liberais de Sócrates e do capitalismo.
Torna-se imperioso derrotar esta desigualdade construindo uma esquerda popular e socialista, cada vez mais abrangente, enérgica e mobilizadora, protagonizada pelo Bloco de Esquerda. Com propostas alternativas, construindo novos diálogos, juntando novas forças.

O Bloco nasceu há 10 anos e hoje está mais forte, muito mais forte. O seu objectivo foi a refundação e a recomposição da esquerda na luta para a constituição de uma alternativa política em Portugal. Não queremos ser a 3ª força política, nem tão pouco a 2ª – queremos ser a 1ª força política nacional, e para isso, há que juntar forças camaradas.

O Bloco quer e será poder em Portugal quando chegar o momento. Agora, o momento é de juntar, ampliar e mobilizar forças, mobilizar toda a luta para as batalhas que se aproximam. O poder socialista não se decreta – abrem-se, rasgam-se cada vez novos caminhos para a sua construção. Há que aprender com o passado, com o movimento popular e revolucionário do passado, extirpando os pontos negativos e valorizando os aspectos positivos.

A História ensina-nos a construir as etapas para a sociedade alternativa, socialista, traçando os seus alicerces no presente de forma sustentada, sólida e eficaz. Dá mais trabalho, mas é mais consistente. Leva mais tempo, mas é o verdadeiro caminho para a convergência das esquerdas.

Camaradas,

Juntar Forças, é a luta que o Bloco tem feito e vai continuar a fazer. É a defesa intransigente e a luta pela melhoria dos serviços públicos – o SNS, a Escola Pública, a segurança social, a luta pelo emprego e contra a precariedade, contra a NATO, a guerra e os ofshores, é o combate contra a pobreza e a exclusão, a luta por um ambiente sustentável, pela nacionalização dos bancos e da energia, contra a privatização da água, a luta pela transparência absoluta e contra a corrupção, contra o Código do Trabalho, a luta e o apoio às justas reivindicações dos professores contra a brutal avaliação de desempenho, é o apoio sem tibiezas às reivindicações dos agricultores, pescadores e outros trabalhadores do país.

O Bloco de Esquerda quer ser o porta-voz de milhões na luta por melhores condições de vida, sem exclusões, quer tirar a maioria absoluta a um PS que, no governo, tem praticado uma política de desastre nacional.

A alternativa política vai continuar a construir-se no Parlamento e fora dele, nas autarquias, nos sindicatos, nos movimentos sociais, nas empresas, nas escolas, nos bairros, mas também nos Teatros da Trindade e nas Aulas Magnas. Queremos aprofundar a modificação do mapa político do país. Com ousadia e determinação, com energia e recorrendo à imaginação.

Segundo o saudoso Eduardo Prado Coelho, o Bloco, quando surgiu há 10 anos atrás, nas suas palavras, “foi aquela novidade essencial”. Agora, o Bloco é e será, terá de ser a força essencial, a Esquerda de Confiança para a construção de uma sociedade alternativa, mais justa e solidária, popular e socialista.

Viva o Bloco de Esquerda!

João Vasconcelos

domingo, fevereiro 15, 2009

Mesa Comum e Movimento Popular de Desempregad@s e Precári@s




Em tempos de "crise" MESA COMUM - União! Dignidade! Apoio Mútuo!


Começámos nesta sexta-feira e vamos continuar, para já todas as sextas, a organizar o nosso jantar de "mesa comum" , gratuito para desempregad@s, na sede da Terra Viva! às 20.30 h., reunindo uma dúzia de NÓS-desempregad@s, precári@s, de diferentes idades e origens - como parte da nossa auto-organização, ao nível local, e por um MOVIMENTO POPULAR DE DESEMPREGAD@S E PRECÁRI@S -além de outr@s "tes@s" que se não revêem nas organizações sindicais partidarizadas nem nas caritativas "sopas dos pobres" de algumas IPSS.s...



Começámos por endereçar uma carta da associação Terra Viva! a várias lojinhas, mini-mercados,padarias e outros estabelecimentos locais de comercialização de produtos alimentares, explicando o nosso projecto e pedindo que contribuam com alguns produtos que sobrem ao fim da semana e que, sem estarem impróprios para consumo já não possam ser comercializados, a fim de os partilharmos na nossa "Mesa Comum". Resultado: minimercados, padarias, lojinhas da nossa zona -além de algumas amigas vendedeiras do Bolhão -responderam ao nosso apêlo...mas não as grandes cadeias de supermercados (pelo menos para já).

Para além disso, alguns de nós estão a tentar encontrar alguns terrenos vagos ou devolutos nas cercanias, onde possamos organizar uma (ou mais)HORTA/s COMUNITÁRIA/s, tentando plantar os legumes que possam abastecer a nossa "Mesa Comum".

Esperamos que outros colectivos venham a participar naquilo que poderá vir a ser uma rede de "mesas comuns" e de grupos locais de desempregad@s e precári@s.

Transcrevemos abaixo a "proposta alargada por um "MOVIMENTO POPULAR de DESEMPREGAD@S E PRECÁRI@S" - que iremos discutir,melhorar (e sobretudo tentar aplicar) na "Mesa Comum", na próxima sexta dia 20 de Fevereiro às 21.30 h.(depois de jantar) na Terra Viva!AES R.Caldeireiros,213-Porto (à Cordoaria)



Proposta alargada por um MOVIMENTO POPULAR de DESEMPREGAD@S & PRECÁRI@S

1- PORQUÊ MOVIMENTO

- Porque MOVER-SE, MEXER-SE e não parar e não se conformar- é o que podem fazer as pessoas VIVAS. Só os mortos é que não se podem mexer! E MOVER-SE como? É IMPORTANTE QUE AS PRÓPRIAS PESSOAS ATINGIDAS PELOS PROBLEMAS –neste caso NÓS, desempregad@s e precári@s- não estejamos toda a vida à espera que os “do alto” (do Estado, dos partidos, das igrejas, das instituições e pessoas interesseiras -que fazem carreira à custa da “ajuda social” e que depois ficam com a parte maior dos apoios que serviriam para “combater a pobreza”- nos venham dizer o que fazer! Poderemos aceitar PROPOSTAS e CONSELHOS de quem quer que seja …Mas DIRECTIVAS “do alto da burra” de quem não é nem precári@ nem desempregad@ …JÁMAIS!

2- PORQUÊ POPULAR?

-Porque as redes e iniciativas que já existem de desempregad@s e precári@s são sobretudo de elementos de classe média (quadros técnicos superiores, artistas, investigadores) e não abrangem as classes populares mais atingidas pela pobreza e a miséria social e económica (trabalhadores/as indiferenciad@s, temporári@s das indústrias e dos serviços, imigrantes, etc…) ;

- Porque é sobretudo nos meios mais populares (bairros sociais, zonas velhas das grandes cidades e seus arredores, regiões do interior “esquecidas” pelos Poderes, etc. ) que se encontram as pessoas mais carenciadas .


-Porque são est@s que mais atingid@s são pela actual “crise” e pelos seus efeitos nos tempos presentes e nos tempos mais próximos, sem no entanto estarem organizad@s entre si (associad@s e unid@s) para afirmarem o seu direito natural À DIGNIDADE e fazerem valer os seus direitos naturais e sociais a serem tratados como pessoas humanas e não como párias da sociedade – já que a situação de desemprego e de precaridade (trabalho temporário) NÃO É VOLUNTÁRIA mas sim CAUSADA PELA “CRISE “ ACTUAL - e esta “crise” é por sua vez CAUSADA PELA PERMANENTE GULA DE LUCROS MÁXIMOS SEM OLHAR A MEIOS, POR PARTE DE GESTORES E PATRÕES DAS GRANDES MULTINACIONAIS E BANCOS PARA QUEM A “CRISE” significa AUMENTAR CADA VEZ MAIS OS SEUS LUCROS À CUSTA DA MISÉRIA ALHEIA ( veja-se só os “ordenados” chorudos dos gestores dos grandes grupos financeiros e empresariais deste país – e dos políticos profissionais que favorecem as suas negociatas – e os níveis salariais e dos apoios sociais : para essa malta lá do alto não há “crise”!);

-Porque o número de desempregados e de trabalhadores/as precári@s, temporári@s, está a aumentar rapidamente todos os meses, encerrando empresas e aproveitando-se as que continuam a funcionar, da miséria dos que perderam o seu emprego ou dos jovens à procura do primeiro emprego, para pagarem salários miseráveis que mal dão para sobreviver.



4-O QUE PODEMOS FAZER?

-1º.ORGANIZARMOS CONVÍVIOS E ENCONTROS, para melhor nos conhecermos e organizarmos e decidirmos acções conjuntas a levar a cabo…

-2º.ORGANIZARMO-NOS E UNIRMO-NOS para EXIGIR RESPEITO PELA NOSSA DIGNIDADE HUMANA DE DESEMPREG@DAS E PRECÁRI@S e VERDADE e CLAREZA sobre as reais possibilidades dos chamados “programas de combate ao desemprego”-BASTA DE MENTIRAS ! (nas instituições de apoio social –segurança social, instituto de emprego, etc.)

-3º.CRIARMOS UMA REDE DE APOIOS PARA A NOSSA CAUSA (técnic@s sociais, jornalistas, advogad@s, etc., que nos possam apoiar GRATUÍTAMENTE) …

-4º. ORGANIZARMOS A DIVULGAÇÃO das nossas iniciativas e de informações úteis, com um BLOG NA INTERNET e um BOLETIM INFORMATIVO, para o resto da população (principalmente para quem têm emprego mas que corre sempre o risco de ser despedid@), de foma a UNIR A LUTA D@S SEM TRABALHO e D@S QUE (ainda) O TÊEM...

-5º-CRIARMOS ENTRE NÓS SERVIÇOS DE APOIO AOS MAIS NECESSITADOS ( refeições populares, hortas populares, reciclagem de materiais úteis, serviços de reparações e de ajuda familiar, bolsas de troca de saberes e troca de serviços, etc.) com apoio de ASSOCIAÇÕES OU GRUPOS POPULARES que nos queiram apoiar DESINTERESSADAMENTE…

-6º.ORGANIZARMOS PARA NÓS A INFORMAÇÃO DE TUDO QUE NOS SEJA ÚTIL PARA RESISTIR À MISÉRIA E À DESIGUALDADE ( “centro de recursos”/informação com pastas com informações sobre experiências de movimentos semelhantes noutros lados, com programas possíveis para o combate ao desemprego, etc.)…

-7º.RELACIONARMO-NOS COM GRUPOS E MOVIMENTOS SEMELHANTES, QUE JÁ EXISTAM OU QUE VENHAM A SURGIR, PARA DECIDIR POSSÍVEIS ACTIVIDADES CONJUNTAS...

O QUE SOMOS, O QUE QUEREMOS E NÃO QUEREMOS

Pequeno Manifesto
1.SOMOS SERES HUMANOS E QUEREMOS DEFENDER A NOSSA DIGNIDADE!
2 .QUEREMOS O DIREITO À VIDA PLENAMENTE VIVIDA E NÃO ESMOLAS!
3.NÃO QUEREMOS, NEM NÓS NEM OS NOSSOS FILHOS, TER DE CATAR NO LIXO AS SOBRAS DOS BANQUETES DOS RICOS DESTA SOCIEDADE!
4.NÃO QUEREMOS A CHANTAGEM DE UM TRABALHO A QUALQUER PREÇO! -O TRABALHO ESCRAVO NÃO LIBERTA! ESCRAVIZA! (…”e por tão pouco, não vale a pena!”)
5. QUEREMOS PRODUZIR COISAS ÚTEIS E QUE NÃO POLUAM NEM DESTRUAM O PLANETA NEM OS SEUS SERES !
6. QUEREMOS AUTOORGANIZAR-NOS E AUTOGERIR-NOS E NÃO SERMOS MANIPULADOS PELOS DE SEMPRE (QUE SÓ PENSAM EM NÓS QUANDO AS ELEIÇÕES SE APROXIMAM!)
7.QUEREMOS A IGUALDADE ENTRE NÓS E NÃO PROMOVER QUAISQUER “REPRESENTANTES” E “CHEFINHOS”!
8. QUEREMOS RESISTIR AO CAPITALISMO E ÀS SUAS CRISES E SOLIDARIZAR-NOS COM TOD@S @S EXPLORAD@S E DOMINAD@S!
JÁ BASTA!!!


por um MPDP
Porto, ano da “crise” de 2009


PRÓXIMO ENCONTRO: Dia:20/2/2009 às 21.30 h.

Local: sede da TERRA VIVA!
R.Caldeireiros,213 - PORTO
Pimenta Negra

Exposição: Os Pinóquios no Palácio de Belém

Ponóquios

Dias Loureiro mentiu à Comissão de Inquérito.
In "Expresso"

Bem feita para o Sr. Silva. Quem o manda convidar para Conselheiro de Estado e acreditar na palavra de honra de um Pinóquio.
Wehavekaosinthegarden

Um "Cordão Humano" para isolar os responsáveis da situação que se vive no ensino: da Ministra ao Primeiro Ministro
Em conferência de imprensa realizada na passada sexta-feira, 13 de Fevereiro, em Lisboa, FENPROF reafirma acção jurídica e luta reivindicativa "com vista a combater o modelo de avaliação imposto pelo ME e a levar à sua suspensão"
Um

A entrega de um Pré-Aviso de Greve à observação de aulas, para um período compreendido entre 26 de Fevereiro e 27 de Março; a realização de um Grande Cordão Humano no dia 7 de Março que una os grandes responsáveis pelo conflito que se instalou na Educação: Ministério da Educação, Assembleia da República e Primeiro-Ministro;e uma grande participação dos Professores na Manifestação Nacional do próximo dia 13 de Março, promovida pela CGTP-IN contra as políticas do actual governo e que estão na origem de tudo quanto se tem abatido sobre a Educação, a Escola Pública e os seus trabalhadores, designadamente os docentes, são acções decididas pela FENPROF, no quadro da luta e do protesto dos educadores e professores. Até à realização dessas iniciativas, "continuam os plenários e reuniões nas escolas", como sublinhou Mário Nogueira no encontro com os representantes da comunicação social, na passada sexta-feira, dia 13, na sede da FENPROF, em Lisboa. / JPO


Carta Aberta aos Presidentes dos Conselhos Executivos
"Contamos consigo, como contamos com todos os Professores na construção de uma Escola Pública de Qualidade e na dignificação dos profissionais e do exercício da profissão docente" (Mário Nogueira)


Objectivos Individuais não são problema: o problema é este modelo de avaliação

Objectivos Individuais não são problema: o problema é este modelo de avaliação

Independentemente de todos os procedimentos, e os Professores sabem isso, o mais importante é continuar a combater esta avaliação.
É fundamental substituí-la, acabando com o seu carácter negativo, burocrático, desadequado e incoerente.
O modelo do ME é inaceitável, designadamente pelas malfadadas quotas que servem apenas para gerar conflitos e injustiças entre os professores e perseguem um fim meramente economicista.


ME insiste na consolidação da divisão em categorias hierarquizadas e na imposição do seu desqualificado modelo de avaliação
Reunião na 5 de Outubro (11/02/2009) confirma estes dois objectivos da proposta do Ministério sobre estrutura da carreira docente
O Ministério da Educação, na reunião que manteve com a FENPROF, nesta quarta-feira, dia 11 de Fevereiro, insistiu na necessidade de manter as categorias hierarquizadas (considerando que a estruturação vertical da carreira - leiam-se categorias - é fundamental). Face a algumas dúvidas suscitadas, a FENPROF insistiu e apurou que o ME jamais abdicaria do princípio de que apenas a um "grupo" ou "conjunto de professores" se reconheceria aptidão para desempenhar os cargos e funções nas escolas e, por essa razão, atingir os escalões mais elevados da carreira docente.
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Fenprof

Professores põem ministério em tribunal

Nas próximas semanas vai dar entrada no tribunal administrativo uma providência cautelar contra os objectivos individuais da avaliação. Entretanto, os sindicatos e o advogado Garcia Pereira acusam ministério e escolas de intimidação e abuso de poder, e até já admitem possíveis queixas-crime.
Professores em guerra jurídica contra ministério

Os professores querem avançar com queixas cíveis e até criminais contra a Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE), as escolas e, em última instância, a equipa ministerial. Em causa, dizem, está o clima de ameaça e intimidação que tem sido praticado pelo Ministério da Educação para que sejam entregues os objectivos individuais na avaliação, algo que os professores consideram não ser uma obrigação da lei.
A batalha jurídica decorrerá em várias frentes. Nas próximas semanas, a Federação Nacional do Ensino e Investigação (Sindep/Fenei) avançará com providências cautelares para suspender os objectivos. Carlos Chagas, presidente do Sindep, diz que em causa está um crime de "abuso de poder" pelas escolas.
Já a Fenprof, vira-se contra a DGRHE por considerar que está a induzir os conselhos executivos a notificarem "ilegalmente" os professores que não entreguem os objectivos. Na segunda-feira, este organismo do ME enviou e-mails não assinados para as escolas informando que, à luz do simplex da avaliação (decreto regulamentar 2/2008), é obrigatória a entrega destes documentos e que sem a sua fixação não seria possível avaliar o desempenho dos professores, pois a avaliação ficaria inviabilizada. Ontem foram os professores a receberem mensagem idêntica.
Aliás, é isso mesmo que já está a acontecer em muitas escolas, apurou o DN. Algumas notificam os docentes de que sofrerão consequências por não terem entregue os objectivos, embora não as especifiquem. Noutras, com o prazo para a entrega já terminado, os professores têm sido informados de que não serão avaliados e perderão dois anos de serviço.
Ontem, Garcia Pereira considerou que "o clima de intimidação praticado pelo Ministério da Educação junto dos professores é susceptível de pronunciar um crime". O especialista em direito laboral - que ontem apresentou um parecer jurídico identificando várias inconstitucional idades e ilegalidades nas normas que regulam a avaliação - voltou a sublinhar que não há nada na lei que obrigue os professores a entregarem objectivos. E considerou que "ameaçar alguém com um mal ilícito para o coagir a fazer algo que ele não quer é um problema do foro criminal".
Os professores vão agora definir a sua estratégia de actuação, explica Paulo Guinote, líder do grupo que solicitou o parecer. Ao que está a ser ponderado, o ME responde: "Quaisquer pareceres não determinam as ilegalidades ou inconstitucionalidades das leis, muito menos os pedidos por particulares. A única entidade com essa capacidade é o tribunal.
MEP

Dias Loureiro diz ter "lapsos de memória" sobre a passagem pela SLN

Oliveira e Costa está preso, Dias Loureiro diz que não mentiu aos deputados e Cavaco mantém a confiança nele. Foto Lusa

As contradições de Dias Loureiro no depoimento prestado à comissão parlamentar de inquérito ao BPN levaram o Bloco de Esquerda a pedir novamente a sua audição. O conselheiro de Estado afirmou desconhecer o fundo financeiro envolvido na compra de empresas em Porto Rico, lesando o banco em 38 milhões de euros. Mas documentos agora publicados mostram a sua assinatura na compra e na venda das acções do fundo sedeado nas ilhas Caimão. Entretanto, Cavaco Silva lembrou aos jornalistas que continua a depositar confiança no seu conselheiro de Estado.

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