segunda-feira, abril 20, 2009

A não perder...


"Ana Drago (deputada do Bloco de Esquerda), Ana Benavente (Investigadora em Educação), Cecília Honório (Movimento Escola Pública), Manuel Grilo (dirigente do SPGL) e Paulo Guinote (autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”) são os oradores convidados. A transmissão em directo é na quarta-feira, dia 22, às 21h30 e as perguntas podem ser desde já enviadas para igualdade@bloco.org"
MEP

Uma confederação independente da Ministra&Albino Lda.


Confederação Independente de Pais e Encarregados de Educação elegeu dirigentes

Notícia do Público online:

A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) elegeu hoje os seus primeiros órgãos dirigentes, com Maria José Viseu como presidente, e aprovou um plano de acção para o biénio educativo 2009/2011.

A Assembleia-Geral Eleitoral para os primeiros órgãos sociais desta organização, que surgiu depois de cisões entre organizações de país nas ondas de protesto contra a política educativa do Governo, decorreu em Leiria, onde os associados aprovaram o programa e os elementos integrantes da única lista concorrente aos cargos.

Além de Maria José Viseu, ex-presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), que presidirá, como vice-presidente foi eleito Joaquim Ribeiro, da Federação das Associações de Pais do Concelho de Sintra.
No plano de acção para o biénio 2009/11, defende-se o uso do “magistério de influência junto dos poderes central e local” para o alargamento das redes de creches e pré-escolar, apostando particularmente nas redes públicas, e “a abertura das escolas à comunidade educativa no sentido de proporcionar um horário em compatibilidade com os horários profissionais dos pais e encarregados de educação”.

Outras reivindicações das CNIPE são uma “avaliação das actividades de enriquecimento curricular e o seu ajustamento à realidade do grupo etário, dos modelos tipos e técnicos”, uma “rede escolar que responda às verdadeiras necessidades das populações e dos desenvolvimentos do País” e “um rácio de auxiliares de acção educativa compatível com as necessidades de cada sala de aula e de cada território educativo”.

A CNIPE promete ainda continuar “a acompanhar o desenvolvimento das políticas educativas”, designadamente, o Estatuto do Aluno, transferência de competências para as autarquias, educação especial, o acordo ortográfico, política de manuais escolares e reforma do ensino secundário, entre outros.

Vê também no blogue do Ramiro a entrevista de Maria José Viseu ao Correio da Manhã
MEP

Semana de discussão nas escolas


20-24 de Abril
Participa nas reuniões em cada escola para decidir as próximas medidas de luta!
Vê aqui informação sobre o processo

O Movimento Escola Pública considera essencial a realização de uma nova grande manifestação nacional no dia 16 de Maio, e apresentou essa proposta no Encontro de Professores em Luta. Defenderemos esta proposta e batalharemos para que ela atinja um consenso muito amplo no seio dos professores. É fundamental voltar a unir todos os professores, os que entregaram e os que não entregaram os objectivos individuais. O governo aposta nessa divisão e é de novo a união que os pode encostar à parede. Mas é também fundamental que o debate seja inteiramente democrático e que todas as possibilidades sejam postas à consulta de todos os professores.

Por isso apelamos a que cada um/a proponha, sem inibições, o que pensa ser o melhor para o sucesso desta luta.

Por que razão concentramos as energias na defesa da realização de uma nova grande manifestação nacional?

1) O governo quer fazer crer que a maior parte dos professores já aceita estas políticas por ter entregue os objectivos. Ora, sabemos que não é verdade. Os professores que os entregaram fizeram-no por receio das consequências. A oportunidade para provar isso é a realização de uma nova manifestação nacional, para voltar a unir todos os professores, os que entregaram e os que não entregaram os objectivos individuais.

2) A manifestação deve ser realizada a um sábado, para permitir uma maior mobilização. O dia 16 de Maio parece uma data adequada. Mas atenção: é uma proposta a fazer aos professores na semana que começa esta segunda-feira. É preciso que essa discussão seja livre e que todos se pronunciem.

3) O governo só recuou em alguns aspectos do seu modelo de avaliação depois de grandes mobilizações de massas dos professores, fossem manifestações ou greves. É isso que o governo teme. É por isso que Pedreira quer comprar a paz dos sindicatos, fazendo chantagem. Não teve sucesso e ainda bem.

4) Naturalmente, não é uma nova grande manifestação nacional que fará o governo recuar imediatamente no essencial das suas políticas. Mas consideramos ser a melhor forma de neste momento condicionar as medidas educativas deste e do próximo governo. E, claro, a luta não pode parar a seguir à manifestação. Outras acções devem começar, desde já, a ser pensadas e debatidas.

5) Consideramos que, nesta altura, defender greves de dois dias ou de uma semana, ou vigílias por tempo indeterminado, são propostas menos mobilizadoras e menos capazes de unir todos os professores. Mas isso será uma decisão desta semana, que queremos que ocorra com toda a democracia.
MEP

O apoio “patriótico” de Sócrates a Durão
Neste vídeo, pode ver como os amigos são para as ocasiões. José Sócrates apoia Durão Barroso - o "porteiro" da cimeira dos Açores que lançou a Guerra no Iraque - para Presidente da Comissão Europeia, e justifica a decisão como "patriótica". Porreiro pá!
Esquerda.net

sexta-feira, abril 17, 2009

Marretas - Cozinheiro Sueco

 Cozinheiro sueco

O Banco de Portugal reviu hoje em forte baixa as suas estimativas para a economia nacional em 2009.

Item

Projecção actual

Projecção anterior

PIB

-3,5%

-0,8%

Consumo Privado

-0,9%

+0,4%

Consumo Público

+0,4%

-0,1%

Procura Interna

-3,5%

0,0%

Exportações

-14,2%

-3,6%

Importações

-11,7%

-1,0%

Inflação Harmonizada

-0,2%

+1,0%

Fonte: Boletim Económico de Primavera do Banco de Portugal

O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, adiantou ainda que a actual crise está a colocar todas as previsões num clima de grande incerteza em particular no que toca ao investimento, mas também à redução do consumo em 0,9 por cento.«Esta diminuição registar-se-á apesar de continuarmos a prever um aumento real de cerca de dois por cento do rendimento disponível médio das famílias portuguesas», adiantou.

Como fiz recentemente os “Velhos Marretas do PSD” apeteceu-me fazer mais um boneco e coube a vez ao “Cozinheiro Sueco” aqui na versão Vítor Constâncio. Como ele este também fala muito embora este se engane muitas vezes na quantidade dos ingredientes da receita.

Wehavekaosinthegarden


Aumenta fosso salarial no país

O salário dos operários tem crescido proporcionalmente muito menos do que o salário dos directores de empresaNos últimos cinco anos tem vindo a aumentar a diferença salarial entre operários e directores de empresas, revela o Ministério do Trabalho. Em relação ao último ano, os dirigentes tiveram o maior aumento anual (5,7%), enquanto os operários tiveram o mais baixo (3%). As diferenças são ainda maiores se considerarmos o valor dos pagamentos em géneros de que beneficiam os dirigentes.
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Esquerda.net

Soares arrasa apoio de Sócrates a Durão Barroso

Mário Soares critica duramente Sócrates pelo apoio dado a Durão BarrosoEm entrevista à Antena 1, Mário Soares considera que o apoio de José Sócrates à recandidatura de Durão Barroso à presidência da Comissão Europeia "não tem nada de patriótico" mas é antes "nacionalismo no pior sentido da palavra". O ex-Presidente da República frisa que "se houver um português que seja mau, não o vamos defender pelo facto de ele ser português".
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Esquerda.net


FENPROF estará envolvida empenhadamente na Semana de Consulta dos Professores promovida pela Plataforma Sindical
Reuniões com a participação de Mário Nogueira em agrupamentos de Alter do Chão, Cacém e Silgueiros (Viseu)
FENPROF estará envolvida empenhadamente na Semana de Consulta dos Professores promovida pela Plataforma Sindical

Nesta semana, cerca de três centenas de dirigentes da FENPROF juntar-se-ão aos seus colegas dos restantes Sindicatos da Plataforma para a realização das quase 1.400 reuniões previstas. Nesta Semana de Consulta pretende-se debater com os professores as propostas apresentadas pelo ME no âmbito do designado processo de revisão do ECD e que, de uma forma geral, se orientam para a consolidação de alguns dos aspectos mais negativos daquele estatuto. Avaliação, gestão e concursos, serão, também, temas centrais do debate a realizar. Por fim, pretende-se conhecer a disponibilidade e os compromissos de luta a serem assumidos para este terceiro período. Em cima da mesa estará a proposta de realização de uma grande acção de envolvimento dos professores e educadores na semana que termina a 16 de Maio.


Sobre a alegada cedência do ME em relação às vagas para acesso à categoria de titular
O que o Secretário de Estado Adjunto e da Educação disse na reunião com a FENPROF e nas declarações à comunicação social...


ME recusa efectiva revisão do ECD e apenas quer consolidar aspectos mais negativos
Aos professores resta prosseguir a luta

A FENPROF reuniu esta quinta-feira, dia 16 de Abril, no Ministério da Educação, em Lisboa, no âmbito do designado processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) que, afinal, se assume como uma fraude. "Uma fraude porque, na verdade, não se trata de um processo de revisão, mas de ajustamento e aperfeiçoamento do que de pior existe no ECD imposto pelo Ministério da Educação em 2007", como assinala uma nota divulgada pelo Secretariado Nacional da FENPROF.


Pré-Aviso de Greve coincidente com a realização de aulas assistidas para efeitos de avaliação do desempenho
De 14 de Abril de 2009 a 10 de Julho de 2009

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Fenprof

Educação
Mário Nogueira confirma nova manifestação para 16 de Maio e anuncia Livro Negro das Políticas Educativas
16.04.2009 - 10h46 PÚBLICO
No dia em que o Ministério da Educação se volta a reunir com os sindicatos de professores, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, voltou a criticar fortemente as políticas educativas seguidas pela tutela, confirmou que a Fenprof irá avançar para uma nova manifestação no dia 16 de Maio e disse que irá apresentar publicamente o Livro Negro das Políticas Educativas do actual Governo.

Em declarações ao Rádio Clube, Mário Nogueira criticou fortemente a actuação do Ministério da Educação: “Quando esta revisão pretendia acabar com a divisão da carreira docente em categorias hierarquizadas, o ministério vem reforçar a existência dessas categorias. Quando se pretendia acabar com o acesso aos escalões de topo através de vagas, o ME vem reforçar a existência de vagas. Quando se pretendia que o ingresso na carreira dependesse da formação de professores e não de uma mera prova que se realiza em hora e meia e que decide a vida de um jovem, o ME vem reforçar a existência dessa prova. E também quando se pensava que o modelo de avaliação de desempenho iria desde já começar a ser revisto e a negociar-se, já, a sua substituição, o ME pura e simplesmente quis ignorar esse seu compromisso e nem sequer apresenta qualquer tipo de proposta. É de facto, eu diria, quase provocatório”

Como forma de protesto, Mário Nogueira confirmou aos microfones da mesma rádio, à semelhança do que já tinha indicado ontem à Lusa, que os professores voltarão às ruas das principais cidades do país no próximo dia 16 de Maio: “No âmbito da plataforma sindical dos professores, aquilo que se prevê é uma grande acção de envolvimento de todos os professores na semana que culmina no dia 16 de Maio, que poderá ser uma grande manifestação de professores, uma nova grande manifestação, precisamente no dia 16, que é um sábado, ou, e alternativa, uma outra acção ao longo da semana, que inclusivamente, pode traduzir-se em recurso à greve”.

O sindicalista adiantou ainda que será lançado, “em princípio no dia 20 de Maio" – de acordo com a Lusa – o Livro Negro das Políticas Educativas. “Iremos divulgar publicamente uma publicação que é o Livro Negro das Políticas Educativas do actual Governo, que é um livro em que se relatam, não apenas, as políticas do ponto de vista mais teórico e abstracto, mas as medidas que as concretizaram, as medidas concretas, e as consequências dessas políticas e dessas medidas. Pretendemos que sejam um instrumento importante, também, neste período pré-eleitoral que aí vem”, indicou Mário Nogueira ao Rádio Clube.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores já tinha admitido ontem, em declarações à Lusa, que a reunião de hoje entre o Ministério da Educação e os sindicatos poderá ser uma “perda de tempo”.

"Se o ministério mantiver essas posições que assumiu por escrito, iremos concluir, no final, que foi uma pura perda de tempo", previu Mário Nogueira, que falava à Lusa no Porto, no final de uma reunião de dois dias do Secretariado Nacional da Federação Nacional dos Professores.
In Público

Esta chantagem já cheira mal!


"O Governo admite prescindir do número limitado de vagas para acesso à categoria de professor titular se os sindicatos puserem fim ao clima de contestação dos últimos tempos, disse hoje o secretário de Estado Jorge Pedreira". Vê aqui a notícia

São declarações vergonhosas, que se seguiram à reunião com a Fenprof. Mais uma vez, a chantagem: se vierem para a rua, tiro-vos a cenoura da boca. Mas os professores já mostraram que não aceitam presentes envenenados e sabem que é a luta na rua e nas escolas que incomoda este governo, cada vez mais encostado à parede. É isso que eles temem e é isso que lhes vamos dar.

Entretanto, a Fenprof já fez um comunicado sobre o desfecho da reunião, que pode ser lido aqui
MEP

Também gostava de subscrever por Santo Onofre


Felizmente que ainda há gente que se sente e sobretudo, que exige respeito ao Ministério da Educação, depois da afronta que representou a intolerante demissão do C.E. do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha.

Eu, como cidadão, como Auxiliar de Acção Educativa e membro de um órgão de gestão do Agrupamento de Escolas de Ovar, sinceramente também gostava de subscrever a moção daquela comunidade educativa, que assim uniu docentes e todos quantos se quiseram solidarizar, subscrevendo o documento em que exigem “respeito” e se manifestam “envergonhados” por o Ministério da Educação “desonrar” o mandato eleitoral do conselho executivo (CE) do agrupamento, que a 2 de Abril foi destituído e substituído por uma comissão administrativa provisória.

Tratou-se de mais um episódio grotesco na educação, porque o corpo docente (com 150 professores) decidiu e com certeza bem, não apresentar candidaturas ao processo de eleição do CGT. Um passo decisivo, segundo a lei para dar corpo ao que para o ministério parece ser a questão mais importante no meio de tudo isto, ou seja o novo modelo de gestão das escolas, para a nomeação da ambicionada figura dos directores.

No seguimento desta manifestação de indignação ao procedimento do ministério, ainda gostaria de voltar a partilhar notícias sobre novas respostas deste corpo docente que não se deixou intimidar nem teve preconceitos. Porque em coerência só há mesmo um caminho naquele caso exemplar de resistência, não à aplicação da lei, mas das más leis, porque as há e neste caso da gestão das escolas, como mais um passo bastante acelerado para descaracterizar a escola pública.

Assim, também gostava de partilhar o espírito da Santo Onofre e contribuir como não docente para insistir na não apresentação de candidaturas. Porque pode ser que mais cedo do que se possa pensar, toda esta tramóia se clarifique, e se perceba melhor que razões levam a tanto afrontamento aos profissionais da educação, num país em que o deficit nesta área é deveras preocupante, tal é o facilitismo fomentado pelo governo.

Os resultados, certamente não demorarão, assim o espero, pelo menos mais de uma década a tornarem-se evidentes e estou em crer, desastrosos. Só que aí já ninguém é responsável e novas experiencias serão protagonizadas por outros tantos fazedores de politicas educativas nos gabinetes do ministério com novos inquilinos, caso as comunidades educativas e a sociedade portuguesa não consiga fazer-se ouvir e impedir tal doloroso caminho neoliberal.

José Lopes (Ovar)
MEP

quarta-feira, abril 15, 2009

Valente pontapé neste governo



Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
O povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

Xutos e Pontapés

O PS vai dar a concordância genérica ao projecto do Bloco de Esquerda (BE) para o fim do segredo bancário como medida de combate à corrupção e ao crime económico, que amanhã será debatido na Assembleia da República. A direcção da bancada teve várias reuniões e a ponderar se apresenta ou não projectos próprios. Uma decisão será anunciada amanhã pela liderança do grupo parlamentar.

Cravinho considera proposta do BE para fim sigilo bancário "positiva"
PCP avança com medidas contra corrupção e desigual distribuição de riqueza
In Público

Portugal tem dois milhões de pobres, diz Banco de Portugal

Dois milhões de pobres em Portugal. Foto starrynight1/Flickr

Um estudo do Banco de Portugal debruçou-se sobre a pobreza no país no período 2005/2006. A conclusão vai ao encontro de outros trabalhos semelhantes e revela que um quinto da população é pobre, um número que inclui 300 mil crianças. Os idosos e as famílias afectadas pelo desemprego são particularmente vulneráveis.

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Esquerda.net

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Sem Eira nem Beira
Oiça aqui a música completa
Retirado do Público

“Sem eira nem beira”
Canção dos Xutos transformada em manifesto contra Sócrates
14.04.2009 - 21h46 São José Almeida, Maria José Oliveira
Quem conhecer a discografia dos Xutos & Pontapés sabe que o cariz de intervenção e alerta social marcaram sempre presença nas letras das músicas. Mas os membros desta banda nunca quiseram vestir a roupagem de “líderes de uma revolução política”, nem apoiam, enquanto colectivo, qualquer partido político, assegura Zé Pedro, guitarrista dos Xutos. Por isso, é com alguma surpresa que o grupo assiste à euforia em torno da canção “Sem eira nem beira”, que integra o novíssimo álbum Xutos & Pontapés, disco de originais que foi lançado na passada semana.

Interpretar esta faixa, cantada pelo baterista Kalu, como um hino contra as políticas do Governo socialista é "deturpar" a intenção do grupo. "Não há aqui alvos a abater", diz, em resposta ao facto de o refrão começar com a frase Senhor engenheiro, dê-me um pouco de atenção. "Não queremos fazer um ataque político a ninguém. A letra exprime mais um grito de revolta. E é um alerta para o estado da Justiça e para uma classe política em geral que, volta e meia, toma atitudes que deixam os cidadãos desamparados", justifica.

O grupo não poderia prever o impacto desta faixa do disco que celebra os 30 anos de carreira do colectivo e que será apresentado pela primeira vez ao vivo a 24 de Abril, no Seixal. Neste contexto, Zé Pedro insiste que qualquer aproveitamento da música para criticar e contestar o Governo não receberá a "solidariedade" dos Xutos.

Zé Pedro, que, diz, até "simpatiza" com o primeiro-ministro José Sócrates, aponta ainda que quando Tim, o vocalista, escreveu o texto para a música de Kalu, tiveram de optar entre "senhor engenheiro" e "senhor doutor": "Optámos por engenheiro por causa do actual primeiro-ministro, mas nunca quisemos fazer um ataque político directo."

Tim escreveu a letra de Sem eira nem beira já em estúdio, conta Zé Pedro, e "em cima da hora". "Falámos que seria interessante trabalhar uma temática de intervenção e com alguma rebeldia, porque a música é do Kalu e seria ele a cantá-la", afirma.

Vídeos no YouTube

O guitarrista dos Xutos não viu o vídeo transmitido no Jornal Nacional da TVI, no passado fim-de-semana - imagens de José Sócrates em inaugurações e na Assembleia da República, tendo em fundo a música Sem eira nem beira. Mas Zé Pedro não tem dúvidas de que a ideia da TVI foi uma "deturpação" das "intenções" dos Xutos.

Depois da iniciativa da TVI já surgiram mais duas montagens em vídeo no YouTube: ambas utilizam a música dos Xutos e são ilustradas com Sócrates e vários membros do Governo; há imagens das manifestações dos professores, dos protestos dos alunos, do centro comercial Freeport, Manuel Alegre em versão "gato das botas" e um cartaz do filme Os Intocáveis com as personagens Sócrates, Isaltino Morais, Dias Loureiro e Fátima Felgueiras.

Os comentários, laudatórios, partilham a leitura política: "Esta música tem um destino: J. Sócrates"; "é nosso dever exigir políticos sérios e competentes"; "é uma música para puxar pelo povo, para 'dar força para lutar'"; "a letra retrata muito bem a nossa actual situação".

Sócrates não reage

O Gabinete do primeiro-ministro José Sócrates, através do assessor de imprensa Luís Bernardo, disse que nada havia a comentar. Também o PSD não comentou o assunto.
Já o PCP não considera que haja nenhuma situação especial em relação a este tema dos Xutos. O assessor de imprensa, António Rodrigues, declarou ao PÚBLICO: "Quanto à música, não queremos fazer termos de comparação, embora, na nossa opinião, nestes 30 anos, os Xutos tenham tido, além da qualidade de ordem estética, temas com preocupações sociais, cremos que esta música se insere nesses temas."

Mas não excluem poderem vir a usar esta música nas campanhas eleitorais que se aproximam. "Não há ponderação ainda feita sobre que músicas vamos usar, logo também não sobre esta em concreto", disse.

O líder do BE, Francisco Louçã, começou por comentar ao PÚBLICO que não só conhece a música como viu, "ao vivo, a música a ser apresentada, no concerto de aniversário dos Xutos". Mas também o BE não decidiu ainda sobre que músicas utilizará de campanha. Fazendo o paralelo em relação a outras músicas que foram vistas como contra o sistema, caso do FMI de José Mário Branco ou do Talvez... de Pedro Abrunhosa, Louçã considera que se trata de "momentos diferentes, que marcaram tempos diferentes". Particularmente, sobre este tema dos Xutos, Louçã considera que ele "revela um certo cansaço de uma certa geração com uma certa forma de governar" e conclui: "É um manifesto do Xutos. Provavelmente entrará depressa na iconografia popular. Admito que seja uma palavra de ordem de grandes manifestações, mas não creio que os partidos vão usar."

Por sua vez, o CDS relativiza o impacto político específico que a música possa ter. Diogo Feio começou por salvaguardar que não conhece a música: "Não ouvi, mas já ouvi falar da música". E afirma que, para o CDS, a liberdade artística é um valor por si: "Os autores muitas vezes utilizam imagens de crítica social e política de acordo até com as suas ideologias, e as músicas ficam com quem as faz", afirmou Diogo Feio. "A liberdade artística tem de ser respeitada e as pessoas que ouvem analisam e aderem ou não aderem. Há músicas mais críticas, outras menos, e de tempos a tempos surgem músicas assim."

A letra do tema Sem eira nem beira

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
In Público

terça-feira, abril 14, 2009

Vamos fazer o 25 de Abril

 25 de Abril

A análise da Der Spiegel, uma revista conservadora

A Grécia cambaleia à beira da bancarrota

– Qualquer semelhança com outro país da Europa também governado por um partido que se diz socialista não é mera coincidência

por Manfred Ertel

Manifestação em Atenas, 02/Abril/2009. A Grécia está à beira da bancarrota apesar de a recessão ainda não ter atingido o país com toda a força. As greves estão a paralisá-la e a UE está a aumentar a pressão. Mas o governo ainda tenta apresentar as coisas de forma positiva.

Durante 33 anos Dionisis Sargentis, 58, vendeu materiais médicos e ortopédicos a hospitais, produtos como parafusos e grampos para vértebras ou articulações partidas. Hoje ele tem 13 empregados e vendas anuais da ordem dos €7 milhões.

Poder-se-ia pensar que este ramo de negócio fosse à prova de recessão, uma vez que sempre há necessidade de materiais médicos e os seus clientes regulares incluem os principais hospitais públicos de Atenas.

Mas Sargentis está actualmente prestes a deixar o negócio. "Gosto do meu trabalho", diz ele, "mas o negócio já não compensa". Durante os últimos quatro anos e meio, os hospitais públicos não o pagaram pelos materiais que forneceu. No momento eles devem-lhe algo em torno dos €4,5 milhões – mais da metade das vendas anuais da sua companhia.

Agora ele já não tem paciência para esperar. Juntamente com um certo número de outros fornecedores de hospitais, ele postou-se em frente ao Hospital Geral de Attica, o qual tem o maior departamento ortopédico de Atenas. Mas ao invés de entregar novos fornecimentos, ele removeu os stocks existentes do armazém da clínica. "Estamos apenas a recuperar o que nos pertence", disse ele. "Eles estavam ali só como empréstimo". Sargentis e os seus colegas fornecedores de hospitais esperam que o governo grego receba a mensagem e finalmente os paguem.

Em 31 de Dezembro último o governo grego devia às 75 companhias membro da associação grega fornecedora de equipamento médico, da qual Sargentis é presidente, quase exactamente €800 milhões. Todo um sector da economia está à beira da ruína. "Todos estão de costas contra a parede", disse ele.

Há uma razão sistémica para isto. Na Grécia, os fornecedores de hospitais vendem os seus produtos para clínicas virtualmente à base de consignação. As clínicas pagam só o que utilizam e na maior parte dos casos após um período de tempo considerável. Dois a dois anos e meio são considerados tempos de espera normais. Os fornecedores levam isso em conta no seu planeamento. As encomendas feitas pelos hospitais serve as companhias como garantia para os empréstimos bancários que tomam a fim de pagar salários e efectuar novas encomendas junto aos fabricantes. Este é o modo como o negócio funciona – ou melhor, o modo como costumava funcionar.

Mas agora os bancos cessaram de cooperar. Eles recusam-se a dar novos empréstimos e isto provocou todo o colapso do sistema. "Isto cortou o nosso oxigénio", diz Sargentis. "Estamos sufocados pela dívida". Mas não é com as dívidas dos fornecedores de hospitais que os bancos estão preocupados – é com o altamente endividado governo grego que eles já não consideram confiável. Companhias como a de Sargentis são as vítimas involuntárias da mudança de atitude.

Não é de admirar, portanto, que haja tanto descontentamento público contra o governo grego. Durante as últimas semanas, trabalhadores e empregados públicos efectuaram manifestações por todo o país. Quinta-feira passada, dezenas de milhares de pessoas ocuparam as ruas das principais cidades da Grécia, paralisando a vida pública. Comboios, autocarros e cacilheiros pararam de andar. Os hospitais proporcionavam só serviços de emergência. As escolas públicas foram fechadas.

Números da dívida, PIB e desemprego na Grécia. "Os trabalhadores não deveriam pagar pela crise", gritavam manifestantes irados. Eles consideram o governo do primeiro-ministro Costas Caramanlis como responsável – tanto pelos maus hábitos como pela nova crise financeira.

Crise? A situação na Grécia não é de todo má, insiste Panos Livadas, o secretário-geral de informação do governo. As lojas e cafés estão cheios de clientes, destaca ele. A economia grega é "realmente indestrutível. Não entendo estas avaliações da situação internacional".

O trabalho de Livadas é fazer com que as pessoas vejam as coisas através de óculos cor-de-rosa. Ele explica que em 2008 a economia do seu país expandiu-se 3,2 por cento, "uma das mais altas taxas de crescimento da euro zona". Ao longo dos últimos quatro anos, diz ele, o crescimento económico da Grécia foi o dobro do da média global nos países do euro.

Ele caracteriza o sector bancário da Grécia como "basicamente sadio" e "em condições consideravelmente melhores" do que aqueles nos outros países da UE e nos Estados Unidos. Ele nota que a Grécia foi o primeiro país da UE a proporcionar uma garantia governamental para poupanças pessoais de até €100 mil. Nada parece capaz de abalar as auto-satisfeitas descrições oficiais da realidade grega.

Mas será realmente esta a situação?

Falta de dinheiro

É preciso sorte, especialmente em tempos difíceis. Na cimeira da crise dos países membros da UE, em Bruxelas, o primeiro-ministro Caramanlis foi feliz no sentido de que a comunidade estava sob tão forte pressão para actuar em resposta à crise na Europa do Leste que não prestou muita atenção à situação na Grécia.

Mas agora a Comissão Europeia incitou a procedimentos disciplinares, porque Atenas excedeu os 3 por cento do limite de défice da euro zona pela terceira vez seguida. Os resultados das auditorias executadas por Bruxelas parecem muito diferentes da informação contida nas brochuras brilhantes de Livadas.

Nas estatísticas da UE, a dívida do governo grego é listada como montando a 94 por cento do PIB do país. A Itália é o único outro país da euro zona que tem um nível superior de dívida governamental. A Grécia também tem a mais baixa classificação de crédito de todos os países da euro zona. Ela tem de financiar a dívida do seu governo em termos que são piores do que qualquer outro país da euro zona, com a excepção de Malta.

A Grécia ainda tem de romper seus velhos hábitos. O nível de competitividade é baixa, reformas muito necessárias estão atrasadas, a burocracia do governo é inchada e corrupta, e o país continua a viver para além dos seus meios. Embora os fundos nacionais de pensão estejam cronicamente faltos de dinheiro, às funcionárias públicas com filhos em idade escolar é permitido que se aposentem com a idade de 50 anos.

Jovens educados da classe média têm pouca perspectiva de encontrar emprego, apesar de serem bem qualificados, e são forçados a tomar empregos eventuais para se sustentarem. Por isso, muitos jovens gregos são forçados a viver com os seus país até bem além dos 30 anos de idade. A ira da "geração dos €700" – como são conhecidos os jovens – quanto à sua situação explodiu em Dezembro último em semanas de tumultos por todo o país.

A UE agora já não quer aceitar a letargia do governo grego. O comissário para Assuntos Económicos e Monetários, Joaquín Almunia, apelou a medidas de cortes de custo significativamente mais duras, uma "política salarial prudente no sector público" e maiores esforços em relação a reformas estruturais. Georgios Provopoulos, o governador do Banco da Grécia, o banco central do país, advertiu o seus compatriotas contra a "auto-satisfação" e falou do perigo de bancarrota nacional que se aproxima. E a Grécia ainda está para sentir os efeitos plenos da recessão global.

"Os factores negativos que vê aqui são resíduos do passado", diz um diplomata da UE, acrescentando que a maior parte deles são autóctones. Peritos económicos aguardam ansiosamente o que vai acontecer neste Verão. Eles temem que possa haver um declínio no sector do turismo, um dos mais importantes pilares de crescimento na economia grega, representando 17 por cento do PIB. O volume de reservas turísticas dos Estados Unidos caiu mais de 50 por cento. O número de turistas britânicos, uns 3 milhões por ano anteriormente, juntamente com 2,3 milhões de alemães, espera-se que seja contraído em mais de 30 por cento.

A situação dos bancos que investiram na Europa do Leste e nos Balcãs é incerta. Instituições financeiras gregas investiram milhares de milhões de euros em tomadas de bancos ou no estabelecimento das suas próprias agências na Roménia, Bulgária e Sérvia. Como o valor das divisas nacionais em alguns destes países caiu dramaticamente, o que originalmente era visto como investimentos atraentes em economias em desenvolvimento poderia redundar em enormes perdas.

É assim que a crise se apresenta na Grécia. "Ninguém quer vê-la, mas todos temem-na", diz Kalliope Amyg, um jovem cientista político. "O país está a dançar sobre um vulcão".

"Não sabemos o que nos trará o amanhã"

Em grego não há tradução directa para o verbo "poupar" num sentido monetário. E este é precisamente o modo como vivem os gregos.

A Grécia continua a ter um sector informal florescente. "Isto ajuda a estabilizar os rendimentos das pessoas e o padrão de vida", observa um homem de negócios europeu que trabalha na Grécia. "As famílias tentam ter tantas fontes separadas de rendimentos quanto possível".

Durante 24 anos Popi Kalogeropoulou trabalhou como artista gráfico para companhias editoras, mais recentemente para a revista feminina Young. No fim do ano passado ela foi despedida. A revista foi forçada a cortar custos, o que significou cortar empregos.

Felizmente não levou muito tempo para encontrar um novo emprego. Desde meados de Janeiro ela tem estado a fazer a maquetagem de um jornal semanal. O pagamento que lhe foi oferecido não é mau, mais de €2000 por mês, o qual é um bocado mais do que ela obtinha no seu último emprego.

Só que não lhe foi dado um contrato – ela está a ser forçada a trabalhar clandestinamente. "Estou a ser obrigada a fazer algo que não quero fazer", afirma. Ela foi paga pela primeira vez oito semanas e um dia depois de ter começado. Mas recebeu apenas €1000 – em dinheiro, naturalmente. "As empresas estão simplesmente a aproveitar-se da crise", diz ela.

Ninguém acredita que a Grécia será capaz de enfrentar a crise, se e quando ela atingir o país com toda a força, empregando apenas os seus velhos hábitos ineficientes. "Não sabemos o que nos trará o amanhã", diz o empresário Dionisis Sargentis.

Sargentis só sabe o que acontecerá se o governo grego continuar a ser incapaz de pagar as suas contas e as empresas do seu sector forem incapazes de vender os seus bens. "Isto resultará no fim do sistema de cuidados de saúde no nosso país". Entre outras coisas.


O original encontra-se em http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,617915,00.html

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Economia portuguesa vai contrair 3,5% este ano criar PDF versão para impressão enviar por e-mail

Constâncio considerou óbvio que os aumentos propostos para a função pública este ano são excessivos
O Banco de Portugal apresentou nesta terça feira o seu Relatório de Primavera, corrigindo as previsões para a evolução da economia portuguesa feitas em Janeiro. Em apenas três meses, as previsões do Banco Central sofrem uma drástica alteração: o PIB vai diminuir 3,5% (a maior quebra desde 1975) e o investimento e as exportações têm quebras superiores a 14%.

Vítor Constâncio apresentou esta terça feira novas previsões para a evolução da economia portuguesa em 2009, com drásticas alterações em relações às que tinham sido apresentadas em Janeiro deste ano.

De acordo com as actuais previsões, oPIB nacional vai sofrer a sua maior quebra desde 1975, com uma descida de 3,5%. A anterior projecção, seguida pelo governo, apontava para uma quebra mas de dimensão muito inferior (0,8%).

Esta quebra vai manifestar-se numa significativa descida da procura interna, que deverá descer também 3,5% (no início do ano esperava-se que se mantivesse estável). No entanto, as maiores quebras verificam-se ao nível do investimento e das exportações, ambos com descidas superiores a 14%.

Apesar da descida de preços prevista para este ano, o governador do Banco de Portugal afastou o cenário de uma possível deflação para a economia portuguesa. Vítor Constâncio encontrou mesmo um sinal positivo neste indicador, salientando que, "quem conseguir manter o emprego terá um acréscimo de poder de compra" resultante da descida de preços.

Em declarações à imprensa, Ana Drago lembrou as sucessivas rectificações das previsões económicas em Portugal, sempre no sentido da baixa. A deputada do Bloco de Esquerda salientou a crise de confiança que afecta a economia e a sociedade portuguesas, resultantes de medidas inúteis de apoio à economia.

Para contrariar esta situação, Ana Drago defendeu a dinamização do consumo interno, com políticas de investimento público em sectores que provoquem efeitos imediatos ou a garantia de pagamento de subsídios de desemprego a todas as pessoas nessa situação.

Esquerda.net

Um terceiro período sem tréguas


Na primeira semana completa de aulas do 3º período decorrerá uma operação de consulta aos professores e educadores de todo o país, com reuniões em todas as escolas ou agrupamentos que receberá a designação de “Consulta Geral”.

"Nestas reuniões serão apuradas as formas de acção para prosseguir a luta, será efectuado um balanço dos avanços que se obtiveram neste percurso e que resultados devem ser exigidos para a melhoria das condições de trabalho dos docentes. Esta acção foi aprovada pela Plataforma Sindical de Professores e será realizada já partir de segunda-feira, dia 20, para se prolongar até sexta, dia 24", as declarações são de Joaquim Páscoa, presidente do Sindicato de Professores da Zona Sul (SPZS).

"No decorrer da próxima semana será avaliada igualmente a disponibilidade dos professores e educadores para a realização de uma manifestação nacional, em Lisboa, na semana que termina em 16 de Maio ou de outras formas de luta a concretizar na mesma data", disse ainda Joaquim Páscoa.

Notícia daqui

Comentário:
O Movimento Escola Pública, coerente com as posições assumidas anteriormente, reafirma a sua convicção de que a forma mais eficaz para encostar o governo à parede e condicionar as políticas futuras será a realização de outra grande manifestação nacional, que volte a unir todos os professores, os que entregaram os objectivos individuais e os que não entregaram. Ora, para ser grande, deverá realizar-se num sábado. E por isso dizemos: 16 de Maio é uma data que queremos que faça história, tal como o 8 de Março e o 8 de Novembro. Defenderemos esta proposta nas reuniões nas escolas.
MEP

300 professores aprovaram esta tarde moção a exigir respeito pelo conselho executivo eleito do Agrupamento de Sto Onofre

Por volta das 18:00, cerca de 300 professores, apoiados por alguns autarcas das Caldas da Rainha e por PCEs de outras escolas do país, concentraram-se em frente da sede do Agrupamento de Escolas de Sto Onofre, nas Caldas da Rainha. Durante a concentração foi aprovada uma moção onde consta que “o Ministério demitiu o CE apenas porque este cumpriu as suas obrigações”. A moção refere que os professores não podem aceitar que um sufrágio universal, livre, legal e democrático não deva ser honrado, quando não se reportam fundamentos de justa causa. E a moção acrescenta: “Não aceitamos que a democracia deva ficar à porta das escolas de Portugal; não aceitamos que o voto de todos seja percebido como um sistema que não serve para encontrar as melhores lideranças escolares”, pois “nenhuma literatura demonstra que uma liderança forte não possa ou não deva ser eleita por todos e nada permite concluir que um sistema unipessoal de gestão alguma vez tenha importado melhorias no rendimento dos nossos filhos e alunos”. O protesto foi agendado pelo SPGL e contou com o apoio dos movimentos independentes de professores, MUP, PROmova, APEDE e MEP.
A história
Para saber mais
Moção aprovada esta tarde, nas Caldas da Rainha, de solidariedade com CE de Sto Onofre
ProfAvaliação

Administradores da Galp ganharam quatro milhões de euros em 2008 criar PDF versão para impressão enviar por e-mail

Três figuras chave da Galp: Ferreira de Oliveira (presidente), Américo Amorim (maior accionista) e Fernando Gomes (administrador)Os seis membros da Comissão Executiva da Galp Energia ganharam em 2008 mais de quatro milhões de euros, 2,9 milhões de euros em remunerações fixas e 1,1 milhões em remunerações variáveis. Em média, cada administrador auferiu um salário mensal de cerca de 48.700 euros, ou seja mais de 1.800 euros por dia. A Comissão Executiva reuniu 49 vezes no ano de 2008.

Segundo o jornal Correio da Manhã desta Segunda feira, para além deste salário médio mensal, a Galp oferece ainda aos seis administradores executivos a constituição de um Plano Poupança Reforma, para a qual a empresa contribuiu com 90 mil euros por administrador em 2008.

Se algum dos administradores terminar funções antes do fim do mandato terá ainda direito a uma compensação, que pode chegar ao dobro da sua remuneração mensal fixa.

O jornal noticia ainda que a Galp Energia teve 478 milhões de euros de lucro em 2008, tendo as vendas e prestações de serviços subido 20,1%. Em impostos a Galp pagou 198 milhões de euros em 2008, menos 15 milhões do que em 2007. Esses impostos correspondem a uma taxa efectiva de 29%, enquanto em 2007 pagou 33%.

A Comissão Executiva é composta por: Ferreira de Oliveira (presidente executivo), Fernando Gomes (ex-dirigente do PS e antigo presidente da Câmara do Porto), Carlos Gomes da Silva, André Palmeiro Ribeiro e dois representantes da petrolífera italiana ENI: Cláudio De Marco e Fabrizio Dassogno.

Esquerda.net

Comentário:

Comentários para quê: as características dos vampiros, quaisquer que eles sejam são sempre as mesmas - eles comem tudo e não deixam nada! Ah grande Zeca! Tu é que tinhas razão! Abre os olhos Povo e varres estes vampiros da face da terra, antes que seja demasiado tarde. Força meu Povo! Levanta-te e Luta!

Adenda ao 2º Parecer de Garcia Pereira.

No Público a 13/04/2009: "As interrupções dos mandatos de Conselhos Executivos, ordenadas pelo Ministério da Educação, são inconstitucionais, ilegais e perigosas, considera o advogado Garcia Pereira. Numa adenda a um parecer que elaborou sobre o novo regime de gestão das escolas do básico e secundário, hoje divulgada, o advogado sustenta mesmo que este último cavalo de batalha do ME é “susceptível de produzir consequências tão avassaladoras quanto imprevisíveis” nas escolas.

O novo regime de gestão prevê que, até ao final do próximo mês, todas as escolas e agrupamentos do pré-escolar, básico e secundário tenham um director em vez de um Conselho Executivo. Os concursos para os novos dirigentes deveriam ter sido abertos até ao final de Março. Muitas escolas estão agora em processo eleitoral, mas outras optaram por levar até ao fim o mandato dos sues Conselhos Executivos.

Foi o que aconteceu, por exemplo, no Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha. O ME respondeu a esta decisão fazendo cessar o mandato do CE (terminava em 2010) e substituindo este órgão por uma Comissão Administrativa Provisória, a quem compete agora iniciar o processo de eleição do director.
(...)
Segundo o advogado, não existe nada no Decreto-Lei nº75/2008, que institui a figura de director, que torne legalmente possível decisões como a que o ME adoptou para com o agrupamento de Santo Onofre.

Pelo contrário, sustenta, este diploma estipula “de forma muito clara, que os actuais titulares dos órgãos de gestão completam os seus mandatos”, como salvaguarda também, para evitar situações de “vazio de poder”, que se entretanto estes tiveram chegado ao fim, serão prorrogados até à eleição do director. (...)"

Ver Artigo Completo (Público)
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Comentário: É importante que os colegas leiam o artigo completo, e não apenas o resumo que coloquei. O parecer de Garcia Pereira (iniciativa do blogue "A Educação do meu Umbigo") é bastante claro neste ponto, mesmo para quem não compreende nada de «leis». Para quem quiser saber um pouco mais sobre a denominada «autonomia escolar», o melhor mesmo é ler o Decreto-Lei nº75/2008, de 22 de Abril.
Professores Lusos

Como chegar ao Agrupamento de Santo Onofre


Localização GPS:
latitude: 39°23'51"N
longitude: 9°08'26"W

Se vem de Óbidos pela estrada nacional
Dirija-se até à rotunda do emigrante (identificável por um conjunto escultórico constituído por uma grande porta de mármore negro, mesa e cadeiras). Vire à esquerda e vá sempre em frente. Depois de passar por uma rotunda por baixo de um viaduto ferroviário, vire à esquerda na rotunda seguinte. No cimo dessa estrada, vire à esquerda.

Se vem da Foz do Arelho
Vá em frente até encontrar uma rotunda junto ao CENCAL e vire à direita. Vá sempre em frente passando por outra rotunda (ficando o hipermercado LECLERC à sua esquerda). Passe outra rotunda e siga em frente. Quando chegar à rotunda seguinte vire à direita. No cimo dessa estrada, vire à esquerda.

Se vem de S. Martinho do Porto pela estrada nacional
Dirija-se até à rotunda de entrada na cidade (junto a um restaurante MacDonalds), vire à direita e vá sempre em frente. Vá sempre em frente nas duas próximas rotundas e passe pelo viaduto por cima da via-férrea. Ao chegar à rotunda da Expoeste, siga em frente até encontrar a rotunda dos Arneiros (Fonte Luminosa). Nessa rotunda que tem três direcções, vire na segunda à direita. Vá em frente até encontrar uma rotunda junto ao CENCAL e siga em frente. (Ver percurso vindo da Foz do Arelho)

Se vem do norte ou sul pela A8
Saia onde vir a placa Foz do Arelho (norte) ou Caldas da Rainha Centro (sul). Nas rotundas de saída da A8 siga na direcção de Caldas da Rainha (centro). Vá em frente até encontrar uma rotunda junto ao CENCAL e vire à direita. Vá sempre em frente passando por outra rotunda (ficando o hipermercado E. LECLERC à sua esquerda). Passe outra rotunda e siga em frente. Quando chegar à rotunda seguinte vire à direita. No cimo dessa estrada, vire à esquerda.

Se vem do Largo da Rainha
Siga pela estrada em direcção à Foz do Arelho. Passe por baixo de um viaduto ferroviário. Ao chegar à primeira rotunda (conjunto escultórico com figura feminina) vire à esquerda. Vá em frente até apanhar uma segunda rotunda. Nessa rotunda que tem três direcções, vire tudo à esquerda. Siga em frente até encontrar outra rotunda. Vire à direita. No cimo dessa estrada, vire à esquerda.

Mais informações aqui
MEP

A Ministra adora limpar quem lhe faz frente

(desenho do Antero Valério)
Todos à concentração de
solidariedade com os professores de Santo Onofre
Terça-feira, 14 de Abril, 18h, na Sede do Agrupamento EBI de Santo Onofre, Caldas da Raínha
MEP