Professores pedem demissão de Crato e vão fazer semana de luto nas escolas
Organização da manifestação fala em mais de 40 mil manifestantes. Polícia não dá números.
A organização do protesto garante que “superou largamente” a barreira dos 30 mil manifestantes, que era o número esperado pela Fenprof, e aponta para mais de 40 mil professores nas ruas. A polícia diz que não vai divulgar números, deixando essa tarefa para os organizadores.
A manifestação em Lisboa foi o ponto de partida para Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, anunciar mais acções de luta, nomeadamente uma semana de luto nas escolas, entre 18 e 22 de Fevereiro.
"Vamos cobrir de luto as escolas. Estamos de luto por aquilo que estão a fazer ao país", disse o sindicalista no seu discurso de encerramento.
“O protesto dos professores é um exemplo que deve ser seguido, Os portugueses, de certeza, que vão lutar muito neste ano de 2013. É uma luta que não é para incendiar o país, mas sim para derrotar o Governo e as suas políticas”, disse, por sua vez, Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, que marcou presença no protesto “por solidariedade” com os professores.
Alguns professores ouvidos pelo PÚBLICO criticaram as alterações nos currículos, que colocaram muitos deles na mobilidade especial, e temem possíveis despedimentos, tal como foi sugerido pelo recente relatório elaborado por técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI).
“Este protesto tem o sentido de ser um aviso claro, tanto dos professores, como de todos os cidadãos, de que não aceitam a destruição da escola pública”, avisou Arménio Carlos, líder da CGTP.
“Na rua, com protestos, ou noutras áreas, vamos intervir de todas as formas para assegurar o respeito pelas normas constitucionais”, acrescentou Arménio Carlos, em declarações ao PÚBLICO.
A manifestação de professores começou atrasada e ficou marcada por uma polémica na auto-estrada A1, onde 100 autocarros ficaram retidos devido a um acidente com um camião que transportava porcos.
Mário Nogueira, líder da Fenprof, já disse que vai pedir uma reunião com o Ministério da Administração Interna, para protestar contra o comportamento da polícia.

Um
dia isso iria acontecer. Mas foi preciso tanto tempo, tantas mortes,
tantos abusos, tantas cumplicidades, tantas hipocrisias, tantos e tão
pesados silêncios: do familiar mais próximo, ou do vizinho com quem nos
cruzamos todos os dias, ao juiz, ou ao chefe do Estado! Foi preciso
ser-se confrontado com um caso de uma jovem estudante de medicina de 23
anos, violada cobardemente por seis miseráveis criaturas (custa-me
chamar-lhes seres humanos) e que acabou por morrer, para que um país se
levante a clamar por justiça!




Apresentando-se
com um programa eleitoral em que o combate ao défice e à dívida
surgiam como objetivos centrais, o PSD e o CDS/PP enganaram os seus
eleitores e o país.
Ficámos
a saber, na semana que passou, que um grupo de 400 fanáticos
organizados, há mais de um ano, decidiu formar uma associação,
autointitulada como independente, que tem como mote o memorando da
troika ser “curto” e não passar de um “plano de contingência”, daí ser
necessário ir mais longe.
Em Portugal a habitação nunca entrou na alçada dos direitos e garantias asseguradas pelo Estado Social.
Um
“pato bravo” é sempre um “pato bravo”. Na construção civil, nos
negócios ou na política, a marca é indelével. Os interesses próprios
são, obviamente, a prioridade. A ganância pelo lucro imediato -
aproveitar enquanto está a dar - sobrepõem-se a tudo o resto.








