domingo, junho 02, 2013

CONVERGIR À ESQUERDA – UMA URGÊNCIA



A propósito da sessão pública “2 anos de troika – Libertar Portugal da Austeridade” que tem lugar esta noite na Aula Magna, o Prof. Boaventura Sousa Santos, director do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra reflecte no Público de hoje sobre as razões do que se está a passar na sociedade portuguesa para que seja possível juntar “personalidades, actores políticos e organizações”, colocando de lado conhecidas e antigas divergências, no sentido de convergirem em acções de luta contra o Governo e as políticas de austeridade que estão a destruir o país.   


Um Manifesto de Mudança

Muitos se perguntam sobre o que se está a passar na sociedade portuguesa para que personalidades, actores políticos e organizações sociais estejam a pôr de lado as suas divergências para se juntarem em acções de luta contra o actual Governo e as suas políticas da austeridade. As razões são várias e os níveis de convergência são diversos, o que significa que a força desta convergência talvez resida em criar condições para redefinir as divergências democráticas num novo ciclo político que se aproxima. Eis algumas das razões.

O novo antifascismo. A democracia portuguesa está suspensa porque as decisões políticas que afectam mais decisivamente os cidadãos não decorrem de escolhas destes nem respeitam a Constituição. Estalou um conflito fundamental entre os direitos de cidadania e as exigências dos "mercados" financeiros, e esse conflito está a ser decidido a favor dos "mercados". As decisões formalmente democráticas são substantivamente imposições do capital financeiro internacional para garantir a rentabilidade dos seus investimentos, tendo para isso ao seu serviço as instituições financeiras multilaterais, o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia, o euro e os Governos nacionais que se deixaram chantagear. Ao contrário do fascismo histórico, o actual fascismo financeiro, em vez de destruir a democracia, esvazia-a de qualquer força para lhe poder fazer frente e transforma-a numa monstruosidade política: um Governo de cidadãos que governa contra os cidadãos; o Governo legitimado pelos direitos dos cidadãos que se exerce violando e destruindo esses direitos. A defesa da democracia real exige uma união do tipo daquela que uniu as forças antifascistas que tanto lutaram pela democracia que tivemos até há pouco e que conquistámos há menos de 40 anos. Porque o fascismo é diferente, são também diferentes as formas de luta. Mas o que está em causa é o mesmo: construir uma democracia digna do nome.

Da alternância à alternativa. A crise financeira de 2008 significou o fim do que no pós-guerra se convencionou chamar "capitalismo democrático", uma convivência sempre tensa entre os interesses dos investidores em maximizar os seus lucros e os interesses dos trabalhadores em ter salários justos e trabalho com direitos. A convivência resultou de um pacto por via do qual os trabalhadores renunciaram às reivindicações mais radicais (o socialismo) em troca de concessões do capital (tributação e regulação) que tornaram possível o Estado social ou de bem-estar. Este pacto começou a entrar em crise logo nos anos setenta do século passado mas colapsou definitivamente com a crise de 2008, não só pelo modo como a crise ocorreu, mas pelo modo como foi "resolvida": a favor do capital financeiro que a tinha criado, o qual, em vez de punido e regulado, foi resgatado e libertado para repor rapidamente a sua rentabilidade e os bónus dos seus agentes. Os partidos políticos com vocação de governo distinguiram-se no pós-guerra pelo modo como geriram o pacto. Nisso consistiu a alternância. Desde 2008 tal pacto deixou de existir e por isso a alternância deixou de fazer sentido. Em Portugal, a assinatura do memorando da troika selou o fim do pacto e da alternância que fazia dele um pacto democrático. A partir de agora, em vez de alternância, é necessário buscar uma alternativa. As divergências no interior da coligação do Governo nada têm a ver com a alternativa e mostram que a alternância à alternância (com os mesmos partidos ou com algum deles e o PS) seria a reprodução, em forma de farsa, da tragédia que vivemos. A alternativa implica decidir entre a lógica do capitalismo financeiro e a lógica da política democrática. Neste momento, as duas lógicas são inconciliáveis. Os democratas portugueses convergem na ideia de que a democracia deve prevalecer e sabem que para que tal ocorra são necessários actos de desobediência às exigências dos "mercados", o que certamente vai envolver alguma turbulência social e política, cujos custos devem ser minimizados. Acima de tudo haverá que enfrentar a intimidação e a manipulação do medo, os drones com que os "mercados" destroem sem custos os direitos dos cidadãos. A desobediência pode assumir várias formas mas todas envolvem assumir que a dívida, tal como existe, é impagável; e injusta, porque não se pode liquidar um país para liquidar uma dívida. A opção pela democracia é a alternativa mas o modo de a levar à prática não é unívoco, tal como nada é unívoco em democracia. Ou seja, a alternativa contém em si alternativas. E aqui surgem as divergências que vão definir o novo ciclo político.

A Europa real e a Europa ideal.As divergências incidem em três temas: articular ou não a desobediência ao capital financeiro com a permanência no euro; centrar os esforços em renegociar a posição na UE ou em abrir a novos espaços e parceiros geopolíticos; dado que o fim desta UE é uma questão de tempo, lutar ou não por uma outra inequivocamente sujeita à lógica da democracia. Como é próprio de uma transição de paradigma, todas as posições envolvem riscos e nem sempre será fácil calculá-los. Mas mesmo nas divergências há alguma convergência: a actual UE está totalmente colonizada pela lógica dos "mercados"; o aprofundamento da integração em curso está a ser feito à custa das democracias da Europa do Sul; seria melhor que as posições de desobediência fossem tomadas por vários países articuladamente.

A luta política extra-institucional. Os partidos políticos de esquerda são os mais tímidos neste processo de convergência porque têm demasiados interesses investidos no actual ciclo político e temem pelo seu futuro. Têm dificuldade em admitir que, se não assumirem riscos, estão condenados a ser o verniz democrático das unhas do fascismo financeiro. O dilema que enfrentam é sério: se acompanharem o movimento social que aponta para um novo ciclo democrático, podem estar a cometer suicídio; se não o acompanharem, serão vistos como parte do problema que enfrentamos e não como parte da solução, correndo o risco de, no melhor dos casos, se tornarem irrelevantes, o que é outra forma de suicídio. Perante este dilema, que todos devemos compreender, os cidadãos e as cidadãs não têm outro remédio senão vir para a rua reclamar a queda do Governo e forçar os partidos de esquerda e centro-esquerda a assumir riscos, ajudando a minimizar os custos sociais e políticos da turbulência política que se aproxima sem olhar a cálculos partidários. Estamos talvez a entrar num momento forte de democracia participativa, servindo de fonte de revitalização da democracia representativa. Das instituições que sobrevivem à suspensão da democracia os democratas portugueses apenas têm alguma esperança no Tribunal Constitucional. Pelo respeito que lhes merece a instituição da Presidência da República, preferem nada dizer sobre o seu actual locatário.

segunda-feira, maio 27, 2013

João Vasconcelos volta a ser candidato do Bloco à Câmara de Portimão

João Vasconcelos, 57 anos, professor de História e conhecido ativista da Comissão de Utentes da Via do Infante, volta a ser o cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Portimão, nas eleições autárquicas de outubro próximo.
A candidatura de João Vasconcelos e ainda de Pedro Mota, para encabeçarem, respetivamente, a lista à Câmara e à Assembleia Municipal de Portimão, vai ser lançada oficialmente na sexta-feira, dia 31 de maio, numa sessão que conta com a participação de João Semedo, coordenador Nacional do partido.
«Contribuir para a derrota do governo PSD/CDS às ordens da troika que pratica uma política devastadora no país e no concelho» é o propósito anunciado desta candidatura que visará também «a derrota das candidaturas locais do PSD e do CDS».
A candidatura dos bloquistas de Portimão «molda-se pela luta e pela esperança como também pela rutura com o status quo existente no concelho de Portimão», salienta o BE em comunicado.
«É uma candidatura para mudar Portimão, respondendo à emergência social e resgatando a democracia local», afirma João Vasconcelos, reforçando que «a candidatura bloquista é também o espaço de resistência ao poder absoluto do Partido Socialista que governa Portimão há 37 anos».
A sessão de apresentação está marcada para as 18h30 na Casa Manuel Teixeira Gomes, em Portimão.

Pedro Mota
Quem são os candidatos?
João Vasconcelos tem 57 anos, é professor de História e Coordenador do Departamento de Ciências Sociais e Humanas na Escola EB 2,3 D. Martinho de Castelo Branco, em Portimão, delegado sindical, membro da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda e das Coordenadoras Distrital e Concelhia desta força política, membro da Comissão de Utentes da Via do Infante e ativista das causas sociais.
Pedro Mota tem 42 anos, é técnico de Gestão Postal, membro da Coordenadora Concelhia do Bloco, da Assembleia Municipal e do Conselho Municipal da Juventude, em Portimão. Pertence aos corpos sociais da Casa da Nossa Senhora da Conceição e é voluntário em várias campanhas solidárias, como no Banco Alimentar.

quinta-feira, maio 23, 2013

5 MAIO, TEMOS DE CORRER COM ESTE GOVERNO TERRORISTA!


Agir agora, para o Governo ir embora Versão para impressão
troikaruaAs medidas apresentadas à Troika por Passos & Portas, para como pretensos bons alunos, poderem passar no sétimo exame regular do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal se forem concretizadas não vão de nenhuma maneira Reformar o Estado, mas de uma forma violenta agravar a austeridade que nos é imposta de há dois a esta parte.

Artigo de Francisco Alves
As medidas apresentadas à Troika por Passos & Portas, para como pretensos bons alunos, poderem passar no sétimo exame regular do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal se forem concretizadas não vão de nenhuma maneira Reformar o Estado, mas de uma forma violenta agravar a austeridade que nos é imposta de há dois a esta parte.
A pretexto da consolidação orçamental e redução da dívida pública, a cegueira ideológica do governo conduz o País para um beco sem saída, todos já sabemos que atrás de austeridade mais austeridade vem, o que transforma a vida das pessoas dia a dia num inferno de cada vez maior empobrecimento.
Mais uma vez o alvo escolhido foram os trabalhadores da Administração Pública e os Pensionistas, alegando a necessidade de convergência das regras entre o trabalho público e o privado.
Esta ânsia de "igualdade" é de facto um nivelar por baixo e seria um enorme retrocesso nas condições de estabilidade no emprego, nas remunerações e no tempo de trabalho para os trabalhadores no ativo. Quanto aos pensionistas (500 mil podem sofrer um corte médio de 10%), inclui um conjunto de medidas que reduzem os valores auferidos, resultantes de toda uma vida de trabalho, vão ao ponto de terem carácter retroativo e portanto violador de direitos constitucionais. Fica ainda claro a insensibilidade social deste governo, incluindo o ministro Paulo Portas
Além da redução gradual do salário que chega a valor equivalente ao salário mínimo, no concreto o Programa de Mobilidade Especial leva os trabalhadores ao fim de 18 meses a serem confrontados com um eventual despedimento ou a serem colocados na prateleira sem vencimento. O sonho de qualquer patrão privado que o governo de forma despudorada se propõe ensaiar.
O corte das remunerações com a imposição de uma Tabela de Remunerações Única, pode significar um corte médio e permanente de 4% já a partir de 2014 e representa anualmente 378 milhões de euros, acrescido de mais um corte na Tabela de Suplementos Única no valor de 67 milhões de euros.
O aumento do horário de trabalho para 40 horas semanais é rasgar unilateralmente um acordo firmado entre os sindicatos e o governo em 1992, que reduziu gradualmente o horário de trabalho para as 35 horas semanais, em compensação por não haver aumentos salariais nesses anos. Além de ser uma forma de baixar o salário, desequilibra duma maneira abrupta a conciliação do trabalho com a vida privada e coloca mais um problema na criação de novos empregos e por consequência não combate o desemprego.
Não aceitamos que o governo nos venha tentar vender a ideia tantas vezes repetida de que os "funcionários públicos" são os maus da fita e por isso devem ser castigados nas suas condições de trabalho e roubados nos salários e pensões.
Para dar suporte e cobertura a esta política Passos & Portas encomendam estudos à OCDE, que por um lado recomenda a flexibilização do mercado laboral, com maior liberalização dos despedimentos e novas reduções das compensações por despedimento, para os trabalhadores mais antigos; destruição da Contratação Coletiva; recusa em aumentar o Salário Mínimo. Por outro lado quer o aumento de impostos (IVA e IMI) e dos preços (eletricidade, agua, resíduos) e insiste no prosseguimento das Privatizações no sector dos transportes.
O Presidente da República continua a acreditar em milagres, e como se não acontecesse nada de grave no País como a subida vertiginosa do desemprego, convoca um Conselho de Estado para discutir o Pós-Troika. Atitude verdadeiramente surrealista e omissa de respostas aos problemas reais que as pessoas enfrentam.
Exigimos que Cavaco Silva assuma de facto as suas responsabilidades enquanto Presidente da República, cumpra e faça cumprir a Constituição, oiça a grande maioria dos cidadãos que reclamam a demissão imediata dum governo que já não tem legitimidade política para exercer o poder, está a levar o País ao desastre, atira o povo para o empobrecimento, destrói a sua capacidade de esperança no futuro, desacredita a democracia.
É preciso agir agora e resistir a estes ataques e omissões por parte daqueles que nos (des) governam. Com coragem e determinação os cidadãos respondem nas ruas e locais de trabalho com um crescendo de lutas convocadas por sindicatos e movimentos sociais.
Sabemos que independentemente de quem convoca, o objetivo é comum, vai num único sentido, o que naturalmente mais cedo que tarde levará o governo a ir embora.
Neste combate é muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa, precisamos duma nova política e dum governo de esquerda que com determinação renegoceie a dívida e aposte no crescimento que leva à criação de emprego e garanta o Estado Social.
É preciso juntar forças, convergir e articular as resistências e as lutas ao nível nacional e internacional, a austeridade e o autoritarismo não se vencem de forma isolada, a unidade dos povos é a sua força.
A Comuna

Sessão pública Esquerda contra a austeridade a 30 de maio

No próximo dia 30 de maio a partir das 21 horas, vai realizar-se na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa a Sessão Pública Esquerda contra a Austeridade, que será presidida pelo reitor da Universidade de Lisboa e que terá ainda como oradores, Mário Soares, Rosário Gama e representantes de PS, PCP e Bloco de Esquerda.
A Sessão Pública Esquerda contra a Austeridade terá lugar na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa no próximo dia 30 de maio a partir das 21 horas – Foto da Aula Magna, Congresso Democrático das Alternativas
Em declarações à Lusa, o ex-deputado do PS Vítor Ramalho afirmou: "É uma tomada de posição contra a política de austeridade seguida em Portugal e na Europa. Vamos exigir a inversão do atual rumo e o fim desta política inaceitável de cortes em cima de cortes".
Vítor Ramalho disse ainda que a sessão pública durará cerca de três horas "e esgotar-se-á em si mesma", não sendo intenção dos organizadores dar-lhe qualquer continuidade em termos políticos.
A Sessão Pública será presidida pelo reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, e terá seis oradores, intervindo além de António Nóvoa também Mário Soares e Maria do Rosário Gama (presidente da Associação de Pensionistas e Reformados – APRE!). "Os outros três oradores serão personalidades identificadas com o PS, PCP e Bloco de Esquerda, mas que discursarão de forma livre e não em representação formal dos respetivos partidos", disse Vítor Ramalho à Lusa.
Entre os promotores da Sessão Pública estão os líderes da CGTP, Arménio Carlos, e da UGT, Carlos Silva, o professor universitário Boaventura Sousa Santos, Pilar del Rio, presidente da Fundação José Saramago, Manuel Alegre, José Pacheco Pereira, Alberto Costa e Vítor Ramalho.
Esquerda.net

terça-feira, maio 14, 2013

Plano de Emergência Social do Bloco de Esquerda percorre o Algarve

A primeira iniciativa de apresentação no Algarve do Plano de Emergência Social (PES) do Bloco de Esquerda, a decorrer por todo o país, teve início no passado dia 10 de Maio, em Portimão.
Com a intenção de divulgar algumas das medidas previstas neste Plano, Cecília Honório e João Vasconcelos, respetivamente deputada eleita pelo Algarve e coordenador do núcleo de Portimão, deslocaram-se às instalações da CRACEP, Cooperativa de Reeducação e apoio à Criança Excepcional de Portimão.
A instituição, com várias valências, nomeadamente Centro de Reabilitação Profissional, Centro de Atividades Operacionais, Cantina Social e Lar Residencial, dá resposta a centenas de jovens da região e respetivas famílias, fez saber que está em causa a sua própria continuidade.
Casos como os da CRACEP preocupam o Bloco de Esquerda para quem, segundo Cecília Honório, “estas respostas sociais estão em rutura, dado o contexto de crise que vivemos e que o Governo teima em agravar com as sucessivas política de austeridade”.
É no sentido de fazer face à atual crise social que o BE apresenta com urgência este PES que contempla, entre outras medidas, “o subsídio social de desemprego para todos os desempregados sem apoio, o aumento do salário mínimo para 533 euros, a revogação da nova lei das rendas e a proibição do corte da água e da energia às famílias em comprovada situação de pobreza”, esclareceu a deputada.
Para dar a conhecer estas e outras propostas, as próximas ações do PES no Algarve terão lugar a 6, 7 e 8 de junho, em concelhos como Vila Real de Santo António, Tavira e Faro.

domingo, maio 12, 2013

Governo aprova despedimentos na função pública e cortes nas pensões, Portas aceita

O Governo aprovou neste domingo os cortes impostos pela troika e pelo governo Merkel, nomeadamente os despedimentos na função pública e a nova taxa sobre as pensões. Paulo Portas e o CDS aceitaram a “TSU dos pensionistas”, acrescentando apenas que é a “título excecional”. Vítor Gaspar nem esteve na reunião do conselho de ministros.
Foto de André Kosters/Lusa
O Conselho de Ministros reuniu neste domingo para aprovar as condições da sétima avaliação da troika. O Governo acatou todas as medidas impostas pela troika, incluindo um novo corte sobre as reformas.
Paulo Portas que tinha dito que a nova taxação das reformas era “a fronteira que não posso deixar passar”, terá aceitado a medida apenas acrescentando que será a “título excecional” e que poderá ser substituída por outra medida de montante semelhante (436 milhões de euros).
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que considera este “ajustamento” “muito bonito”, nem sequer se dignou a estar presente na reunião do conselho de ministros, tendo partido para Bruxelas, onde segunda-feira participará na reunião do Ecofin.
A troika terá exigido a inclusão do novo e brutal corte sobre as pensões de reforma nas condições para a aprovação da sétima avaliação e, para que não houvesse dúvidas, o governo de Merkel tornou público neste domingo que exige mais austeridade na Europa do Sul e na União Europeia. A aprovação da sétima avaliação é fundamental para que Portugal receba a oitava tranche de 2.000 milhões de euros.
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou na passada sexta-feira, que, caso o Orçamento Retificativo tenha cortes nas pensões da Caixa Geral de Aposentações com efeitos retroativos, ou quaisquer outras medidas inconstitucionais, o Bloco de Esquerda reunirá as condições para pedir ao TC a verificação da constitucionalidade.

sábado, maio 11, 2013

“É falso que o Estado português seja um Estado gordo”, diz Semedo

O coordenador do Bloco de Esquerda considera que o Governo deve “ler com atenção” algumas conclusões do relatório da OCDE e salienta “a brutal carga fiscal” e a falsidade “que o Estado português seja um Estado gordo” e “perdulário”. O coordenador do Bloco realça “que o descontentamento popular e o protesto social vão acabar por condenar este Governo à sua demissão”.
O coordenador do Bloco realça “que o descontentamento popular e o protesto social vão acabar por condenar este Governo à sua demissão” - Foto de Paulete Matos
João Semedo esteve na manhã deste sábado em contacto com a população no mercado de Benfica em Lisboa, divulgando as propostas do Plano de Emergência Social apresentado pelo Bloco de Esquerda, e prestou declarações à agência Lusa.
O coordenador do Bloco comentou: “Imagine-se como é que se sentem estas pessoas ao vir ao mercado ao sábado para fazer as compras para toda a semana. São vidas difíceis. Isto é o país real”. E salientou: “É natural que as pessoas exprimam a sua vontade em correr com o Governo. Isto já não se aguenta, é uma frase que se ouve muitas vezes”.
Questionado sobre as conclusões do relatório da OCDE divulgadas neste sábado pelo jornal “Expresso”, Semedo afirmou: “O relatório diz algumas coisas importantes que o Governo devia ler com atenção. Desde logo, a brutal carga fiscal que tem duas consequências, ambas muito negativas: a primeira é uma depressão no poder de compra e uma redução do consumo interno do mercado. Estas contribuem para o colapso da economia, que é a segunda consequência”.
“Nós estamos em recessão, e muita dessa recessão resulta de não haver poder de compra, pelo que não há consumo, logo, as empresas não vendem o que produzem e vão à falência. Isto é um ciclo vicioso. Uma pescadinha de rabo na boca”, frisou João Semedo.
O coordenador do Bloco afirmou também: “Outro aspeto importante do relatório é que chama a atenção para um facto que é inegável e sobre o qual tem havido por parte do Governo muita mentira e muita mistificação. É falso que o Estado português seja um Estado gordo e um Estado excessivo, um Estado do desperdício e perdulário”.
João Semedo lembrou que “o peso dos salários dos funcionários públicos em termos da percentagem do PIB [Produto Interno Bruto] é inferior à média dos países da OCDE [Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico], da União Europeia e da Zona Euro”, sublinhando que “o que nós gastamos em Saúde, no SNS [Serviço Nacional de Saúde], o que gastamos na escola pública, e no sistema de reformas e pensões, os três pilares do Estado Social, é inferior à média dos países da OCDE”.
Frisando que “não há nenhuma razão para dizer que a dificuldade do equilíbrio das contas públicas e da consolidação orçamental está num Estado que gasta demasiado para as nossas capacidades”, o deputado bloquista disse que atualmente as dificuldades do país “incidem nos juros e na dívida que são incompatíveis com a capacidade da economia portuguesa”, pelo que “o desequilíbrio das contas públicas decorre do peso excessivo dos juros da dívida que o Governo teima em pagar, fazendo aquilo que os credores lhe impõem”.
Para o coordenador do Bloco “ou se corta nos juros, ou se corta no valor da dívida, podendo libertar recursos financeiros para apoiar a economia, para sustentar o Estado social e para acudir à situação de urgência social em que milhares e milhares de famílias portuguesas estão mergulhadas, ou então não há alternativa ao que o Governo propõe e que vai acabar inevitavelmente num segundo resgate”.
João Semedo disse ainda que o Bloco está “muito confiante e muito otimista que o descontentamento popular e o protesto social que é hoje tão generalizado vão acabar por condenar este Governo à sua demissão”.
“Se olharmos para as vozes que dentro do próprio PSD contestam a política de austeridade e se Paulo Portas fizer no Governo aquilo que diz cá fora, vemos que esta é uma coligação condenada ao falhanço e à demissão do Governo”, salientou Semedo, realçando que “não basta o apoio do Presidente da República para o Governo continuar a governar”.
“Para mudar de política, ter outra atitude perante a dívida, e abrir um caminho para que o país possa sair da crise, é necessário mudar de política e isso implica mudar de Governo. O povo deve ser ouvido, devem realizar-se eleições, como é próprio da democracia e rasgar um caminho novo para o país e é isso que nós propomos”, concluiu o coordenador do Bloco.

Os Imortais: o novo nacionalismo alemão

Depois da especulada proibição e afogamento financeiro que sofre o NPD na Alemanha -por culpa do governo- os patriotas ficam sem presença nacionalista nas eleições. Isso fez com que a base mais idealista e autônoma do socialismo-nacional no país germânico se organizasse para converter-se nos "Imortais". Utilizam frases como "Tu, vida curta, converte em Imortal" ou "Os democratas nos traíram em favor da morte nacional".
O novo coletivo, que está em pleno apogeu na Alemanha, considera que devem deixar um legado imortal de tudo que desejam: um país em que se defenda as tradições e a cultura; um país que não seja destruído pela democracia, e a defesa dos cidadãos nativos para não estarem "em uma segunda posição como cidadãos alemães, atrás dos estrangeiros".
O grupo sempre que se manifestou o fez com máscaras, dificultando à polícia a identificação dos manifestantes. Isso faz com que suas reivindicações sejam multitudinárias, já que nunca os manifestantes serão reconhecidos. "Os Imortais" se organizam de forma rápida, realizando manifestações espontâneas pelas cidades, destacando as cidades universitárias, onde mais apoio têm. Só duram quinze minutos nas ruas, mas suas máscaras brancas, sua roupa negra e suas tochas não passam desapercebidas.
"Os manifestantes são tímidos frente ao público. Tudo se faz muito silenciosamente. Nunca se pode imaginar quem é a pessoa que se manifesta junto a nós, pessoas que podem renegar em público sua ideologia, mas que na hora de se manifestar o faz com máscara. Eles também são grande parte de nossa cena", declarou um de seus integrantes à BBC.
No último primeiro de Maio, Os Imortais se manifestaram em Bauzten sob o lema "Contra a morte nacional!", consideram que os democratas foram um câncer para sua sociedade e que o sistema deveria mudar por completo. A manifestação se anunciou através do Youtube e o vídeo alcançou uma quantidade abismal de visitas.
Os nacionalistas alemães encontraram uma nova via para fazer política, já que enquanto a repressão policial aumenta, o Estado lhes segue asfixiando legalmente desde a Segunda Guerra Mundial, depois da vitória dos "Aliados". Este tipo de ação lhes está resultando muito eficaz já que em vez de lutar desde uma via parlamentária, lutam, criticam e se defendem onde se manejam melhor, em pé nas ruas "pelos seus, para os seus".
O Legionário

domingo, maio 05, 2013

terminou o 11º Congresso da FENPROF
O 11º Congresso Nacional dos Professores terminou no passado sábado, no Fórum Lisboa, com a aprovação de uma resolução sobre a ação reivindicativa da Fenprof para o triénio 2013/2016 e com a apresentação dos órgãos dirigentes eleitos durante a manhã.
Uma campanha nacional em defesa da Escola Pública, entre 14 de maio e 6 de junho, e uma manifestação nacional de educadores, professores e investigadores (22 de junho) são algumas das realizações a curto-prazo aprovadas pelo 11º Congresso da Fenprof, a par da participação em ações gerais no âmbito do movimento sindical e/ou de outros. No horizonte, também a possibilidade de convocação de greves.
Tudo sobre o Congresso
Fenprof

Intervenções / Saudações no 11º Congresso da Fenprof

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Anabela Sotaia, membro do Secretariado Nacional da FENPROF
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Manuela Mendonça
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Ana Simões, membro do Secretariado Nacional
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Francisco Almeida
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Luís Lobo, membro do Secretariado Nacional da FENPROF

Vamos à luta!

O 11º Congresso Nacional dos Professores terminou no passado sábado, no Fórum Lisboa, com a aprovação de uma resolução sobre a ação reivindicativa da Fenprof para o triénio 2013/2016 e com a apresentação dos órgãos dirigentes eleitos durante a manhã.
Uma campanha nacional em defesa da Escola Pública, entre 14 de maio e 6 de junho, e uma manifestação nacional de educadores, professores e investigadores (22 de junho) são algumas das realizações a curto-prazo aprovadas pelo 11º Congresso da Fenprof, a par da participação em ações gerais no âmbito do movimento sindical e/ou de outros. No horizonte, também a possibilidade de convocação de greves.
A resolução aprovada – para cujo debate concorreram as opiniões de milhares de docentes, recolhidas nas escolas de todo o país durante a semana de Tolerância Zero recentemente realizada – aponta os eixos estruturantes da ação reivindicativa: democratização da Escola Pública, em defesa da Constituição da República, contra a privatização do ensino; combate ao desemprego, à precariedade e à instabilidade; defesa dos estatutos das carreiras docentes, de horários pedagogicamente adequados e de uma aposentação digna; direito à formação contínua; direção/gestão democrática da escola Pública; contra a municipalização da Educação; requalificação do parque escolar; caráter inclusivo da Escola; Educação Pré-Escolar como primeira etapa da educação básica; uma nova Escola do 1º Ciclo; valorização e dignificação dos ensinos Profissional e Artístico; criação de condições para o cumprimento da escolaridade obrigatória de 12 anos; desenvolvimento do Ensino Superior e aposta na investigação científica; dignificação e respeito pelos docentes do ensino privado; defesa do Ensino Português no Estrangeiro; combate à indisciplina e à violência; respostas sociais da escola Pública; cumprimento das leis e respeito pelos direitos sindicais.
Após a aprovação da resolução, a sessão de encerramento do congresso contou com intervenções do reeleito presidente do Conselho Nacional da Fenprof (João Cunha Serra), de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, e do também reeleito secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira. A tónica geral das intervenções foi a exigência da demissão do governo e o apelo à participação dos professores nas iniciativas a desenvolver pela Fenprof e pela CGTP-IN, desde logo, na manifestação de 25 de junho, em Belém, reclamando de Cavaco Silva que seja, de facto, presidente de todos os portugueses.
VOTAÇÃO PARA OS ÓRGÃOS DIRIGENTES DA FENPROF
(eleitores: 606; votantes: 576)
Conselho de Jurisdição
Lista A: 524 (90,97%) – Lista C: 38 (6,60%) – Brancos: 11 (1,91%) – Nulos: 3 (0,52%)
Conselho Nacional
Lista única: 554 (96,18%) – Brancos: 20 (3.47%) – Nulos: 2 (0,35%)
Presidente do Conselho Nacional (eleitores: 85; votantes: 75): João Cunha Serra: 73 votos a favor; 2 brancos
Secretariado Nacional (eleitores: 85; votantes: 75)
A favor: 62 – Contra: 9 – Brancos: 4
Mário Nogueira foi reeleito secretário-geral

Intervenção no Congresso da FENPROF - ver em 02:07:30

quinta-feira, maio 02, 2013

Portugal 2013, o direito à rebelião

por Miguel Urbano Rodrigues

O desemprego galopante, a miséria de centenas de milhares de famílias, numa sociedade onde a fome já é uma realidade, a convergência de uma multiplicidade de sofrimentos numa angústia colectiva anunciam a proximidade de uma situação de ruptura, num desembocar da indignação das massas.
A Assembleia da Republica, no dia 25 de Abril, tornou-se cenário de um espetáculo que foi ofensa ao povo português.

Para comemorar a data, Cavaco Silva e a presidente da Assembleia pronunciaram ali discursos que foram exercícios de hipocrisia.

Assunção Esteves, numa fala ridícula, com pretensões académicas e literárias, ao evocar a jornada de Abril fez a apologia da liberdade e da democracia para ligar ambas ao momento que se vive hoje em Portugal. Na contra-revolução identifica progresso, continuidade do processo libertador.

Cavaco Silva excedeu-a no cinismo. Em tom grandiloquente abriu com uma ode a Abril para fechar, sob os aplausos frenéticos das bancadas do PSD e do CDS, com a justificação e a defesa da política do governo. Fez recordar, pelo farisaísmo, discursos de Salazar.

No final, de cravo ao peito, os coveiros de Abril, cantaram Grândola Vila Morena.

Numa manhã de pesadelo, o anfiteatro do palácio que faz de Parlamento foi transformado em palco de um teatro de absurdo.

Horas depois, nas ruas de Lisboa, descendo a Avenida da Liberdade, uma multidão representativa do povo português respondeu à farsa reacionária, exigindo a demissão da camarilha que oprime e desgoverna o país.

O protesto das massas não terá por ora força para varrer do poder Passos e seus ministros.

Utilizando os mecanismos de um sistema institucional controlado pela classe dominante, o primeiro-ministro prepara-se mesmo para anunciar e aplicar novas medidas contra os trabalhadores.

Elas configuram mais um desafio ao povo. Mas o desemprego galopante, a miséria de centenas de milhares de famílias, numa sociedade onde a fome já é uma realidade, a convergência de uma multiplicidade de sofrimentos numa angústia coletiva anunciam a proximidade de uma situação de ruptura, num desembocar da indignação das massas.

A história ensina que na vida dos povos vítimas de uma opressão intolerável, as grandes lutas fermentam por tempo variável ate que eles se levantam em explosões sociais vitoriosas. Então exercem o direito de resistência e à rebelião – direito que é antiquíssimo e consta do artigo 2º da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão promulgada pela Revolução Francesa de 1789. É o direito à resistência contra a opressão económica e social , direito que, após os horrores da segunda guerra mundial, foi incluído na Declaração Universal dos Direitos do Homem (artigos 22 a 25). A Constituição da Republica Portuguesa menciona-o no artigo 21, um direito que o PSD e o CDS, em sucessivas revisões, não conseguiram eliminar da nossa Lei Fundamental.

Repito: a opressão económica e social ultrapassou em Portugal os níveis do suportável. Mas no país não existem ainda as condições subjectivas para o exercício pleno e eficaz do direito à resistência.

Contribuir para a sua criação é hoje um dever dos comunistas. A manifestação do Primeiro de Maio dará continuidade ao protesto do 25 de Abril. Expressará, certamente, a indignação popular numa atmosfera de combatividade crescente das massas. Será um avanço.

Em grandes momentos da nossa Histõria o exercício do direito à resistência desembocou na rebelião popular. Isso aconteceu nas revoluções de 1383 e 1640. E no levantamento nacional de 25 de Abril de 1974.

Serpa, 28 de Abril de 2013 

Tudo a postos para o 11.º Congresso da FENPROF

O 11.º Congresso Nacional dos Professores, órgão máximo da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) realiza-se em Lisboa, no Fórum Lisboa, nos próximos dias 3 e 4 de maio.

O 11.º Congresso da FENPROF terá 650 delegados, 500 dos quais eleitos nas escolas, agrupamentos e instituições de ensino superior, tanto do setor público como privado, em representação de educadores de infância, professores dos ensinos básico e secundário, docentes do ensino superior e investigadores.
Participam no 11.º Congresso representantes de cerca de meia centena de organizações estrangeiras oriundas de diversos países europeus, africanos e do continente americano. Na véspera, dia 2, a FENPROF promove um Seminário Internacional, com a presença das delegações presentes, onde se debaterão os efeitos da crise na Educação e o necessário combate sindical, também no plano internacional. Na próxima semana sairão informações mais detalhadas sobre este Seminário Internacional.
O 11.º Congresso Nacional dos Professores realiza-se num momento extremamente importante e delicado da vida nacional, com o país a ser destruído de forma violenta pelas políticas do atual governo e da troika. As consequências dessas políticas fazem-se sentir de forma particularmente grave no mundo laboral, na proteção social devida aos cidadãos e, entre outras áreas, na Educação.
Nesse contexto, o 11.º Congresso será um importante espaço de debate entre os professores, em que, necessariamente, estará presente a crítica, o protesto, a proposta e a luta. Assim, os delegados presentes serão convidados a debater e votar documentos já divulgados publicamente (Plano de Ação) ou a apresentar no congresso, nos termos regimentais (Resolução sobre a Ação Reivindicativa e diversas moções estranhas à Ordem de Trabalhos).

No que respeita à luta a desenvolver após o Congresso, que poderá ter uma forte expressão na reta final do ano letivo, tendo em conta a situação que já hoje se vivee e o agravamento que poderá ter caso o governo consiga concretizar as propostas que de novos cortes já pré-anunciados, designadamente no setor da Educação, a FENPROF elaborou um questionário que circulou nas escolas e foi preenchido por muitos milhares de docentes, sendo esse o ponto de partida para as ações a propor para aprovação pelo Congresso.
O Congresso, enquanto órgão máximo da FENPROF, irá ainda eleger os seus órgãos para o triénio 2013 / 2016, bem como algumas alterações aos estatutos da Federação.
Para a Sessão de Abertura, que será dirigida pelo Presidente do Conselho Nacional da FENPROF (João Cunha Serra), preveem-se intervenções do Presidente do SPGL (António Avelãs), Sindicato organizador do Congresso e do Secretário-geral da FENPROF (Mário Nogueira). A presidência desta sessão será da Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (Dr.ª Simoneta da Luz Afonso) que dirigirá uma saudação aos congressistas e convidados.
Horário do Congresso
O horário de trabalho de funcionamento do Congresso será o seguinte:
3 de maio de 2013, sexta-feira
 10h30: Sessão de Abertura;
11h30: Apresentação, discussão e votação do Regulamento de Funcionamento
(Regimento);
12h00: Apresentação e debate do Relatório de Atividades do triénio 2010-13;
13h00: Intervalo para almoço;
14h30: Apresentação, debate e votação das propostas de alteração dos Estatutos da FENPROF;
15h30: Apresentação, debate e votação das propostas de Regulamento Eleitoral;
16h00: Apresentação e debate na generalidade das propostas de Programa de Ação para o triénio 2013-2016;
17h30: Votação na generalidade das propostas de Programa de Ação;
Pausa;
18h00: Início do debate, na especialidade, do Programa de Ação;
21h00: Encerramento dos trabalhos do 1.º dia.
 4 de maio de 2013, sábado
09h30: Apresentação das candidaturas ao Conselho Nacional e ao Conselho de Jurisdição;
10h00: Início da votação para eleição do Conselho Nacional e do Conselho de Jurisdição; Continuação do debate, na especialidade, do Programa de Ação;
10h30: Votação, na especialidade, das Propostas de Alteração ao Programa de Ação;
11h15: Votação final global do Programa de Ação;
11h30: Apresentação e debate das Propostas de Resolução sobre Ação Reivindicativa e votação na generalidade;
13h15: Divulgação dos resultados da eleição do Conselho Nacional e do Conselho de Jurisdição;
13h30: Intervalo para almoço;
15h30: Apresentação, debate e votação, na especialidade, das propostas de alteração à Resolução sobre Ação Reivindicativa;
18h00: Votação final global da Resolução sobre Ação Reivindicativa;
18h15: Apresentação, debate e votação das moções estranhas à Ordem de Trabalhos:
18h45: Apresentação dos membros eleitos para o Conselho Nacional, Conselho de Jurisdição e Secretariado Nacional;
19h00: Sessão de encerramento.
O Secretariado Nacional
26/04/2013

11º Congresso da FENPROF
Lisboa, 3 e 4 de maio 2013
"Afirmar a Escola Pública.
Valorizar os Professores.
Dar futuro ao País"
Documentos do 11º Congresso da FENPROF:

quarta-feira, maio 01, 2013

Dia do Trabalhador: Milhares na rua contra o Governo

1 de Maio, 2013
Milhares de pessoas participaram hoje em várias cidades do país nos desfiles comemorativos do 1.º de Maio, aproveitando as manifestações para protestar contra as políticas de austeridade do Governo.Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Évora, Ponta Delgada e Funchal foram algumas das cidades que assinalaram o Dia do Trabalhador com os tradicionais desfiles, que este ano foram marcados com palavras de ordem contra o Governo.
As duas centrais sindicais organizaram em Lisboa os desfiles, que contaram com a presença dos seus secretários-gerais e dirigentes do Bloco de Esquerda, Partido Comunistas e Partido Socialista.
Milhares de pessoas desfilaram entre a Rua da Palma e a Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, manifestação que terminou com o tradicional discurso do secretário-geral do CGTP, Arménio Carlos, que considerou este Dia do Trabalhador como um dos "maiores de sempre"
No seu discurso, em frente à fonte luminosa da alameda, Arménio Carlos garantiu estar "na hora deste Governo ir embora" e anunciou uma manifestação a 25 de maio, junto ao Palácio de Belém, e um dia de protesto nacional a 30 de maio, o feriado suspenso pelo Executivo.
À manifestação da central sindical CGTP juntaram-se também os cerca de cinco dezenas de jovens do Movimento MayDay, que se concentraram ao início da tarde no Largo de Camões, em Lisboa, para assinalar o Dia do Trabalhador e protestarem contra a precariedade e o desemprego.
Também em Lisboa, milhares de trabalhadores, fartos de cortes e preocupados com o futuro dos filhos, desfilar pela Avenida do Liberdade contra as políticas do Governo, na manifestação organizada pela central sindical UGT.
No final do desfile, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, apelou à união do movimento sindical e afirmou-se disponível para o diálogo social e político sublinhando que este depende também da disponibilidade do Governo.
Os professores também se juntaram ao desfile da UGT, após terem marchado entre o Ministério da Educação e o Marquês de Pombal para exigirem uma escola pública de qualidade e manifestarem-se contra mais cortes na educação.
Também milhares de pessoas participaram nas comemorações do Dia do Trabalhador, na Avenida dos Aliados, no Porto, a reivindicar mudanças de política e de Governo.
"Está na hora deste Governo ir embora" e "no Governo e em Belém não presta ninguém" foram algumas das palavras de ordem mais gritadas pelos manifestantes e aos microfones da organização, a cargo da União dos Sindicatos do Porto.
Em Évora, centenas de pessoas percorreram as principais artérias do centro histórico em protesto contra o Governo e as políticas de austeridade, pedindo a demissão do Executivo liderado por Pedro Passos Coelho, num protesto promovido pela União de Sindicatos do Distrito de Évora (USDE), afecta à CGTP.
"Está na hora do Governo ir embora" e "chega de política de direita" foram as palavras de ordem mais ouvidas pelas cerca de 500 pessoas que se manifestaram em Faro contra as políticas governamentais, numa iniciativa promovida pela União de Sindicatos do Algarve.
Cerca de meio milhar manifestou-se hoje, em Coimbra, contra as políticas governamentais, numa iniciativa promovida pela União de Sindicatos de Coimbra (USC), afecta à CGTP.
Provas desportivas e recreativas marcaram as comemorações do 1.º de Maio na cidade de Ponta Delgada, nos Açores, juntando mais turistas de um navio de cruzeiro, do que propriamente trabalhadores que apelavam à "não destruição do Estado Social".
No Funchal e após um desfile entre o Largo da Assembleia Legislativa da Madeira e o Jardim Municipal do Funchal, a União dos Sindicatos da Madeira (USAM), afecta à CGTP-In, pediu o derrube dos governos da República e Regional e a constituição de um novo que "respeite os direitos sociais".
Lusa/SOL

Eduardo Valdrez Versão para impressão

eduardo valdrezEduardo Valdrez, autor de Na direcção do olhar (Lugar da Palavra, 2010), empenhado militante da luta social e política faleceu neste 1º de Maio deixando uma memória de luta e solidariedade. O dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social deu-nos a honra de publicarmos um poema seu, aquando dos 120 anos depois da morte de Antero de Quental, recordamos esse poema como homenagem.

domingo, abril 28, 2013

Marcha contra portagens na Via do Infante gera tensão entre utentes e autoridades

“Buzinão” juntou centenas de carros e motos que percorreram cerca de dez quilómetros na EN 125.
O “buzinão” foi organizado pela Comissão de Utentes da Via do Infante e pelo Moto Clube de Faro Nuno Ferreira Santos
A marcha lenta contra as portagens que percorreu neste sábado a Estrada Nacional (EN) 125, entre Faro e Olhão, gerou alguns momentos de tensão entre utentes e autoridades, tendo algumas pessoas sido identificadas, disse à Lusa fonte da organização.
“buzinão”, organizado pela Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) e pelo Moto Clube de Faro, juntou algumas centenas de carros e motos que durante aproximadamente uma hora percorreram cerca de dez quilómetros na EN 125, a distância que separa as duas cidades.
José Domingos, que participava na marcha lenta, foi uma das pessoas identificadas pela GNR por alegadamente estar a bloquear o trânsito, mas esta não foi a primeira vez que tal aconteceu ao membro da comissão de utentes - que já acumula cerca de 1500 euros em multas -, em ações do género.
“Eles [a GNR] queriam-nos multar e tirar a identificação e nós estamos num protesto, temos esse direito. Parávamos quando eles paravam à nossa frente e o alferes punha o pé na frente da roda, eu não conseguia andar. Se estamos num protesto não é para parar, é para andar”, defende.
Segundo José Domingos, a “táctica” das autoridades é “desmanchar” os protestos, alegando que os manifestantes estão a bloquear o trânsito, mas isso só acontece porque as autoridades os obrigam a parar, argumenta.
O membro da CUVI reclama ainda que a Via do Infante (A22) seja devolvida ao povo, uma vez que a ex-Scut (sem custos para o utilizador) foi construída com fundos comunitários e com dinheiro do país.
“Queremos que eles [o Governo] tirem as portagens e devolvam a Via do Infante ao povo. A Via do Infante é nossa, é do povo do Algarve e do país, nós não temos nada que pagar”, concluiu.
Também João Vasconcelos, da CUVI, exigiu a demissão do Governo para que o pagamento de portagens seja levantado, sublinhando que em 15 meses de portagens já foram registados cerca de 60 mortos em acidentes na EN 125.
Aquele responsável, que é também coordenador do Bloco de Esquerda (BE) no Algarve, classificou ainda como “prepotente” e “arrogante” a actuação das autoridades.
“Sabem que os algarvios estão revoltados e insatisfeitos e estão a identificar e a passar multas, e isso não admitimos. É um ato de prepotência e que não tem em conta o direito de resistência das pessoas”, frisou.
Segundo Carlos Serra, do Moto Clube de Faro, marcaram presença no protesto entre 200 a 300 motos.
Na marcha lenta participou ainda um veículo de reboque com um carro acidentado e que ostentava faixas contras as portagens.
O presidente da Câmara de Olhão (PS), Francisco Leal, também marcou presença na acção, a primeira que a comissão de utentes organizou naquela cidade.

Protesto anti portagens muito participado e com momentos de tensão

  Centenas de veículos, entre carros e motas, participaram este sábado num protesto contra as portagens na Via do Infante, uma marcha lenta com buzinão marcada por diversos incidentes entre os manifestantes e militares da GNR.
Por diversas vezes, houve momentos tensos entre a polícia e manifestantes, que tiveram o seu auge junto ao Centro comercial Ria Shopping, em Olhão, motivados pela identificação de alguns manifestantes, o que levou os ânimos a exaltar-se.
No protesto participaram elementos da Comissão de Utentes da Via do Infante e o Motoclube de Faro e houve ainda grande apoio popular a partir do momento em que o protesto entrou na cidade de Olhão.
Também marcaram presença o presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Olhão, Francisco Leal e Filipe Ramires, que quiseram mostra a sua discordância com a introdução de portagens na Via do Infante, mas, sobretudo, pela anulação da obra da Variante de Olhão à EN 125.
O protesto foi bastante participado, não só no que toca aos veículos que aderiram, mas sobretudo ao apoio recebido da população.
Junto à EN 125, já dentro de Olhão, foram muitos e de todas as idades os que esperaram a passagem da marcha para a saudar entusiasticamente.
Nesta altura, a presença da polícia não se fazia notar tanto como no troço da EN 125 entre a saída de Faro e a entrada de Olhão.
Mas pouco depois de o protesto se ter fixado junto ao Ria Shopping, local designado para o seu fim, uma patrulha da GNR identificou uma manifestante, ação que já havia repetido antes.
Segundo José Domingos, um dos manifestantes identificados e aquele que mais interação teve com os agentes da autoridade, disse aos jornalistas que é de esperar que sejam enviadas multas a estas pessoas, algo que já aconteceu no passado. »já recebi uma multa de 250, de 500 euros e de 750 euros. Todas no mesmo dia», assegurou e pela mesma razão, obstruir a via pública.
Coimas que disse que não irá pagar, por não as considerar legítimas. «Nós pedimos autorização para fazer o protesto. Eles é que nos pararam por diversas vezes e até puseram o pé à frente da roda», acusou.
Já o também membro da CUVI João Vasconcelos avisou que este movimento não irá dar tréguas e irá mesmo «intensificar as ações no verão». «A partir de agora vamos fazer ações regulares, uma vez por mês», garantiu.

quinta-feira, abril 25, 2013



Comemorações do 39º aniversário do 25 de Abril em Portimão
Intervenção de João Vasconcelos, pelo Bloco de Esquerda


         Muito Bom dias a todos os presentes,
         Caros Portimonenses,

Trinta e nove anos passam hoje sobre o dia que marcou o fim de uma ditadura política e social que importa não esquecer.
Evocar Abril (com todas as mudanças desde então ocorridas), implica não esquecer esses tempos tristes e cinzentos do passado que os atuais poderes, internos e externos, parecem querer ressuscitar.
Há trinta e nove anos Portugal travava uma guerra injusta em três frentes coloniais africanas, onde morreram milhares de jovens e muitos mais ficaram estropiados.
As mulheres não tinham direito ao voto e ganhavam em média menos 40% daquilo que os homens ganhavam.
Existia a odiosa PIDE/DGS.
Existiam presos políticos.
Existia a tortura como forma regular de proceder a interrogatórios, e a morte de opositores da ditadura salazarista-marcelista ocorreu inúmeras vezes.
A censura castrava a cultura portuguesa, perseguindo todos aqueles que almejavam a diferença.
Era proibido ter opinião e perseguido todo aquele que a pretendesse manifestar.
A taxa de analfabetismo rondava os 33 por cento e a de mortalidade infantil situava-se nos 38 por mil.
0s direitos à educação, saúde e proteção social não eram Universais.
Estes são alguns dos factos que caracterizavam Portugal como um país autoritário e fascista, deveras retrógrado e fechado no que toca a desenvolvimento e direitos sociais.
Em famigeradas “conversas em família” Marcelo Caetano afirmava então, numa televisão a “preto e branco”, que “ tinha acabado o tempo das vacas gordas”, pelo que havia que fazer sacrifícios.
Era uma situação … inevitável – dizia!
Nas palavras do ditador, a alternativa era o caos, a anarquia!
Assim se tentou intimidar os possíveis opositores e manter refém um País.

Mas, afinal, havia alternativa.
E não era o caos anunciado, como o demonstraram todos aqueles que construíram e fizeram o 25 de Abril de 1974.
E Portugal renasceu das cinzas e rebentou “as portas que Abril abriu”. Os Capitães de Abril iniciaram a Revolução e a aliança Povo-MFA tornou-se uma realidade e fez História.
E o ensino público prosperou, reduzindo-se de forma exemplar o analfabetismo.
E o Serviço Nacional de Saúde foi implementado, elevando Portugal, no que se refere à drástica redução das taxas de mortalidade infantil, aos níveis mais elevados do desenvolvimento humano.
E generalizou-se o acesso a cuidados de saúde, que se tornaram universais e próximos das populações.
Desenvolveram-se direitos de trabalho!
Foram generalizados os subsídios de férias e de Natal.
Foram criados mecanismos de proteção no desemprego.
O Poder local/autárquico, independente do Poder Central, afirmou-se levando ao desenvolvimento de um País marcado pelas desigualdades “campo/cidade”.
A democracia local revelou-se propiciadora de desenvolvimento social, cultural e económico.
Todas estas conquistas democráticas, económicas e sociais foram possíveis pondo em prática uma ideia simples da “Grândola, Vila Morena”: O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

E hoje? Como se encontra Portugal?

Trinta e nove anos depois do 25 de Abril de 1974, o Povo Português vive, sem margem para dúvida, um dos momentos mais críticos e mais difíceis da sua já longa História. Encontra-se aprisionado nos braços da troika estrangeira e que foi imposta desgraçadamente pela troika interna – o PS, PSD e CDS! Mas é justo reconhecê-lo – os capatazes do actual governo cumprem à risca todos os ditames de Merkel e dos banqueiros, transformando-se assim nos seus lacaios mais zelosos e em gangsters da pior espécie.
O famigerado Memorando assinado com a troika para tapar os buracos do BPN, do BPP e outros buracos provocados pela especulação financeira nacional e internacional, está a provocar a desgraça dos trabalhadores, do povo e do país.

A reação vingativa ao chumbo de algumas medidas do Orçamento para 2013, pelo Tribunal Constitucional, comprova que temos um governo fora da lei que já só tem o apoio da troika e de Cavaco Silva. A sua permanência no poder é hoje tão insuportável como a austeridade que mergulhou o país na recessão e no desemprego e aumentou a dívida.

Anunciam-se cortes acima de 4 mil milhões no Estado Social e dezenas de milhares de despedimentos na função pública que, a somar a um milhão e meio de desempregados, farão disparar a taxa de desemprego para mais de 20%, com cortes sucessivos no subsídio de desemprego e nas prestações sociais.

As consequências desta política de terra queimada fazem-se sentir em todos os setores, do comércio local à agricultura, na educação e na saúde: aumentos de custos para os utentes, destruição de carreiras profissionais, encerramento ou privatização de serviços para engordar os negócios de bancos e seguradoras.
Também a democracia local corre graves riscos, com leis sucessivas que asfixiam a autonomia política e financeira das autarquias, centralizam ainda mais o poder e visam acabar de vez com a Regionalização. E a extinção de mais de mil freguesias prepara o fim de dezenas de municípios, se este governo não for derrubado com caráter de urgência.
Os retrocessos no Ensino e na Escola Pública são por demais evidentes.
O desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde está em curso, quer com as novas taxas ditas moderadoras, quer com o fecho de unidades hospitalares de referência, de que a Maternidade Alfredo da Costa é o exemplo mais atual e flagrante.
Mais do que nunca a vertigem do centralismo asfixia as populações do interior, condenando-as ao isolamento fruto da desertificação.
Na situação política, económica, financeira e, sobretudo, social que vivemos ganha nova pertinência a mensagem de esperança e de luta por um futuro melhor que o 25 de Abril representou para muitas cidadãs e muitos cidadãos.
Hoje é cada vez mais necessário relembrar que as inevitabilidades não existem e que o futuro terá de ser aquele que soubermos construir.

Em democracia não há inevitabilidades, há sempre alternativas!

O 25 de Abril convoca-nos de novo a lutar contra o fatalismo, contra estas “receitas” que, ao invés de curarem, aceleram e acentuam a doença.
Hoje, tal como em 1974, é urgente voltarmos a comandar as nossas próprias vidas e a construir alternativas de esquerda às políticas de empobrecimento, de restrição de direitos e de lenta asfixia das liberdades que nos querem impor.
O Bloco de Esquerda reafirma que estará sempre ao lado de todas e todos os que, ao celebrarem o 25 de Abril e o fim do fascismo em Portugal, se propõem lutar pelos valores e ideais que então marcaram aquela data.

Estaremos ao lado de todos aqueles que se indignam perante estes desenfreados ataques ao Estado Social e à Democracia.

Em defesa de um Serviço Nacional de Saúde, que seja de facto universal, próximo das populações, e tendencialmente gratuito, estamos contra o encerramento de serviços públicos e os aumentos obscenos das taxas moderadoras.

Lutaremos pelo fim dos cortes na Educação, designadamente nas bolsas de estudo, cortes esses que já provocaram o abandono escolar de milhares de jovens. Estaremos sempre contra as elevadas e injustas Propinas, pois a formação universitária deverá ser vista como um investimento no futuro dos jovens e do país e não como mais uma despesa.

Reivindicaremos um investimento público que crie emprego e apoie a fixação das populações, em particular de uma geração qualificada de jovens a quem os nossos governantes só sabem apontar, como solução, a saída do país.

Pugnaremos pelo apoio do Estado (governo e autarquias) aos projetos e agentes culturais (associações, grupos de teatro, museus, músicos, artistas plásticos, artesãos), de modo a valorizar social e economicamente as potencialidades das atividades criativas das populações e o imenso património natural, histórico e cultural de Portugal.

Exigiremos a consulta das populações, designadamente em Referendos Locais, perante qualquer proposta de extinção ou fusão de autarquias.
Só assim será verdadeiramente evocado e celebrado o 25 de Abril.
Não como uma data do passado cheia de promessas não cumpridas, mas como uma realidade sempre presente a projetar-se no futuro.
E para finalizar é urgente e necessária uma nova Revolução de Abril em Portugal!
Viva o 25 de Abril!
Sempre!