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quarta-feira, fevereiro 11, 2009

TITICA DE GALINHA É NO QUE DÁ




Imagem daqui

"Ministra desvaloriza parecer de Garcia Pereira" no Destak
Claro que sim. Nem podia ser de outra forma!
Mas afinal quem é o DOUTOR Garcia Pereira para cabeça tão titicas...
"Os pareceres são encomendados e devem ser valorizados por quem os encomendou."
Ora aí está, pelo menos tem razão em qualquer coisa que diz...
Estaria ela a falar daquela coisa encomendada a não sei quem transmudado em OCDE?
Ó mulher, um dia destes, em que o solinho que tão lindo aí está e lhe aclare essa massa não sei de cor que tem dentro dos ossos da cabeça, ganhe um pingo de vergonha e dê de frosques, de preferência para bem longe!
A Sinistra Ministra

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Linda Ministra

Pretty Kitty

A Sra. Ministra está muito desiludida porque os professores reformados não atenderam ao seu apelo para irem ajudar nas escolas, numa atitude de solidariedade não remunerada. Só pode mesmo estar a gozar com a cara dos professores. Depois da maneira como os tratou e continua a tratar, depois da contestação que gerou, das reformas antecipadas mais baixas que muitos professores pediram por culpa dela, vêm-lhes pedir que voltem para as escolas por vontade própria. O que merecia mesmo é que, as professoras reformadas fossem todas no mesmo dia até ao Ministério para lhe fazer um manguito.
Será que aquela Sinistra personagem não tem espelho em casa para ver a cara que milhares de professores desprezam?
Wehavekaosinthegarden

domingo, janeiro 18, 2009

Greve Professores 19 Jan 2009

WEHAVEKAOSINTHEGARDEN

sábado, janeiro 03, 2009

Os erros da ministra: perspectiva de André Freire [politólogo]

...
"(...) Para André Freire, a ministra da Educação cometeu um grande "erro" ao ter declarado que perdeu os professores, mas ganhou a população. "Não podem fazer-se reformas bem sucedidas sem se mobilizar os profissionais. Nas democracias, as coisas devem ser feitas com bastante diálogo e tentando mobilizar as pessoas", lembra o politólogo, embora também reconheça que "as mudanças, para serem sólidas, levam mais do que uma legislatura". No futuro de Maria de Lurdes Rodrigues há ainda uma "grande incógnita", para André Freire. É que "quanto mais nos aproximamos de eleições, menor é a probabilidade de mudanças".(...)" (HERMANA CRUZ, JN I O ano de todas as decisões)
A Sinistra Ministra

quinta-feira, janeiro 01, 2009

A realidade chilena sobre as mesmas políticas para a Educação em Portugal (..., ou Portuchile?)

O Chile vive a realidade da política que a Doutora Maria Lurdes impôs em Portugal. Não apenas o modelo de avaliação. Numa das reportagem que seleccionei pelo Youtube à procura de avaliação dos docentes no Chile, no primeiro vídeo aborda ainda a precariedade dos professores contratados pelos municípios.Na segunda reportagem, denuncia o mercado negro dos portefólios.

Reportagem no Chile sobre a avaliação docente (Agosto de 2008). Repare-se também que aborda as contratações dos professores pelos munícipios!

Mercado negro dos portefólios, no Chile!

Doutora Maria Lurdes Rodrigues não fez confusão geográfica? Ou também quer mudar o nome da Nação e da História e passemos a chamar, quem sabe, Portuchile?
A Sinistra Ministra

terça-feira, dezembro 23, 2008

O Pantano da avaliação

Bruxa do Pantano

De simplex em simplex, lá vai a Sinistra Ministra impondo esta avaliação aos professores. Depois de moribunda, de ser salva pelo Memorando de entendimento, de voltar quase a cair quando cento e vinte mil professores desfilaram em Lisboa e quase toda uma carreira fazer greve, mostrando estar motivados para a luta, não se entende porque nada acontece. Mandando o seu vampiro de serviço, o Pedreira, para fazer a desinformação e a propaganda na comunicação social, (a Sinistra e o Valter Lemos já estão queimados demais), vemos o Sindicato a falar enquanto desmarca greves e parece não saber o que fazer. Não estará na hora de os professores se reunirem nas suas escolas e tomarem a luta nas suas mãos? Vão ficar à espera que se vence esta gente com manifestações e greves feitas de vez em quando? Não estará na hora de exigir mais?

Wehavekaosinthegarden

domingo, dezembro 14, 2008

MINISTRA CHUMBADA
fb_CuzZNkvGzKvwynSrajV4

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Até à derrota final

Vassoura Partida

A ministra da Educação admite substituir o modelo de avaliação dos professores, mas só no próximo ano lectivo.

Substituir por o quê? Por um igual depois das eleições?
Deu pena ver o ar derrotado da Sinistra Ministra no Parlamento a apanhar tareia de todos os lados. Depois de já ter pedido uma vez desculpas aos professores, hoje veio dizer, pronto dou tudo, mas fazem-me a minha avaliação de estimação este ano. Até poderia parecer uma saída airosa para todos, os professores acabavam com este modelo de avaliação, os sindicatos podiam clamar vitória e a Ministra dizer que aplicou o seu modelo contra tudo e contra todos. O pior é que a aceitação duma tal proposta era a aceitação dos professores do Estatuto da Carreira Docente, das quotas, dos titulares e do sistema de gestão escolar.
Não há que ter pena do bicho, a sinistra parece morta mas ainda destila veneno. Mas, já está sem forças e falta pouco para cair de vez. A exigência deve ser a da demissão da Ministra e uma mudança radical de políticas que garantam a existência de uma escola pública de qualidade, voltada para o saber e para a cidadania e não uma fábrica de mão-de-obra barata. E, essa não é uma luta que seja só dos professores, é uma luta de todos nós.
Wehavekaosinthegarden

O ministério da educação é um sério candidato a ganhar um dos Prémios Precariedade 2008 por causa das actividades de enriquecimento curricular





A grande Gala dos Prémios Precariedade 2008 realiza-se já a 13 de Dezembro no Ateneu Comercial de Lisboa, altura em que serão revelados os vencedores dos 5 Prémios Precariedade 2008 que visam distinguir os maiores responsáveis pela precariedade laboral.

O Ministério da Educação, e a sinistra figurinha que o dirige, é um sério candidato a um dos prémios – o Prémio da Ficção Contemporânea – pela obra realizada no âmbito das actividades de enriquecimento curricular que veio a semear a precariedade por todas as escolas básicas, e a multiplicar por milhares os contratados a recibo verde a troco de alguns patacos.

Até lá, vale a pena
votar no site dos Prémios Precariedade.

Consultar:
http://www.premiosprecariedade.net/



Divulga-se aqui, mais uma vez, uma das mais escandalosas situações que se passam em Portugal, perpetradas pelo actual governo. Trata-se das actividades de enriquecimento curricular em que esta ministra costuma vangloriar-se, só que nunca diz à custa de quê, e de quem...

MAIS UM TESTEMUNHO SOBRE A PRECARIEDADE NO ENSINO FOMENTADA E PROMOVIDA PELA ACTUAL MINISTRA DA EDUCAÇÃO:
Retirado daqui

«Sou professora de Inglês e Francês do 3º ciclo e Secundário, mas devido à ausência de vagas neste sector encontro-me a leccionar a disciplina de Inglês ao 1º ciclo, no âmbito das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC).

Quando o Ministério da Educação se vangloria de ter conseguido implementar o conceito de "escola a tempo inteiro", apresentando-o como um dos aspectos mais positivos da sua política educativa, não posso deixar de me sentir revoltada. Talvez, a maior parte das pessoas desconheça que "a escola a tempo inteiro" é assegurada por professores das Actividades de Enriquecimento Curricular (Inglês, Educação Musical, Actividade Física Desportiva e outras) que, para além de, muitas vezes, não terem condições físicas dignas para o exercício da sua função (espaços e material), encontram-se a trabalhar a recibos verdes. Cumprimos um horário de trabalho bem definido e estamos incluídos numa estrutura hierárquica (como os outros professores), mas não temos direito a qualquer tipo de subsídio (férias, Natal, maternidade) e todas as faltas (mesmo as que se devem a doença) são descontadas no "ordenado".

De referir que esta situação de precariedade é fomentada pelo Governo, pela maneira como estruturou a implementação destas actividades. Em primeiro lugar, as autarquias recebem uma verba para a sua promoção (que ultrapassa os 250 euros por aluno se conseguirem promover, no mínimo, as actividades de Inglês, Educação Musical e Actividade Física Desportiva). Em seguida, abrem um concurso destinado a escolher a(s) empresa(s) que, naquele concelho, as vão explorar e que, por conseguinte, receberão essa verba do Ministério da Educação. Por sua vez, as empresas escolhidas pela autarquia "contratam" os professores ( a recibos verdes, claro) e distribuem-nos pelas escolas do concelho. Daqui resulta uma grande discrepância nos ordenados dos professores das AEC: há professores a ganhar 8 euros à hora e outros a ganhar 15, conforme a empresa que os "contrata".

Quem ganha neste processo? As empresas que conseguem subtrair alguns dividendos das verbas atribuídas para a promoção das AEC (só assim se explica a discrepância nos ordenados dos professores e o interesse massivo de várias empresas em promover as AEC) e o Estado que se "iliba" das responsabilidades para com estes profissionais.

Como se não bastasse, este modelo ainda nos sujeita à desonestidade dos responsáveis de algumas destas empresas, que retêm por alguns meses as verbas concedidas pelas Câmaras para o pagamento dos nossos "ordenados", obrigando-nos a "pedinchar" o que é nosso por direito, como me aconteceu no ano passado.

Embora este ano a minha situação seja um pouco melhor, não deixa de ser curiosa. Devido aos problemas causados pela empresa que nos "contratou" o ano passado, a escola onde trabalho decidiu assumir a contratação dos professores das AEC. Perante isto, pensámos que a nossa situação de precariedade seria revista e que teríamos direito ao almejado contrato, visto estarmos a trabalhar directamente com um organismo público (que, segundo percebi pelas declarações do Governo, não pode ter trabalhadores a recibos verdes). Claro que tal não se verificou: agora passamos recibos verdes à escola. Quando a escola contactou o Ministério para pedir esclarecimentos sobre a nossa situação, o Ministério "empurrou" a responsabilidade dos contratos para a autarquia onde a escola se encontra; quando a escola contactou a autarquia, esta "empurrou" para a DREL que diz não ter nada a ver com a nossa situação. Extraordinário, não é?

Continuamos cada vez mais numa situação de "falsos recibos verdes", porque o Ministério parece não querer cumprir as obrigações legais para com quem assegura as AEC (professores e auxiliares, cuja situação é ainda mais aflitiva). O mais preocupante no meio disto tudo, é, portanto, não sabermos como proceder para os "forçar" a cumprir a lei.

Sei que depois de um escândalo na comunicação social, os colegas dos cursos das Novas Oportunidades viram a sua situação revista, mas não vejo ninguém falar dos professores das AEC. »
A Sinistra Ministra

sábado, dezembro 06, 2008

pub6dez08

In Público, 6/12/08

segunda-feira, dezembro 01, 2008

O Declínio do Cádmio enquanto segredo da Magia Alquímica

Imagem do KAOS
Estou sempre cheio de dúvidas, mas raramente elas me enganam: ainda ontem despejei, por todos esses espaços atmosféricos que frequento, que existia um caso de siamesismo inoperável, entre Lurdes Rodrigues e o Sistema. Os problemas são vários, e, sendo as sinapses muitas, é normal que uma coisa arraste as outras.
Num primeiro ponto, há muito que o Sistema ansiava por alguém tão desprovido de escrúpulos e emoções, como Lurdes Rodrigues. Insegura, irregular e obstinada, tudo o que emana, enquanto texto, das suas mãos, está errado, e não há Despacho, Disparate ou Capricho que não tenha imediatamente de sofrer uma errata no Diário da República.
Desta vez, a errata é histórica: "onde consta "Maria de Lurdes Rodrigues" deve ler-se "O Governo e a Presidência da República de Portugal, nas pessoas das tutelas dos vários Ministérios, Secretarias de Estado e Assessorias, incluindo, rectroactivamente, todos quantos, antes de ela, sem prejuízo dos abaixo indicados, ocuparam a mesma Pasta, etc"...
É, portanto, uma luta corporativa: a de gente que sabe que se pode chegar a Governante sem habilitações, sem prestar qualquer tipo de prova, e cuja avaliação final, boa, ou má, conduz sempre a um exílio dourado, numa prateleira de um Conselho de Administração daquelas coisas que até anteontem eram "excelentes", mas estão agora, em dominó, a cair umas atrás das outras, por... "insuficientes", ou "péssimas". E a luta desta Corporação, a quem aqui chamaremos os "Incompetentes do Sistema", vulgo Criminosos Responsáveis por todos os nossos atrasos estruturais económicos e culturais, desencadeou-se na mais perigosa das frentes: a das gentes COM habilitações, que tiveram de PRESTAR PROVAS e de CONCORRER para os postos de trabalho que ocupam, e que só através de AVALIAÇÃO periódica puderam progredir na sua Carreira.
Não conheço, e não há exemplo de ninguém, postado em Escolas, que tenha sofrido o empurrão da "Cunha para Cima", e, se houver, agradeço que se nos apresente, na caixa de comentários.
Havia um erudito meu amigo, já falecido, da Academia de História, que dizia que a Estupidez era sempre arrogante. Arrogante e audaciosa, em todas as suas formas, quer sejam Hipopótamos da DREN, quer "Engenheiros" pressurizados de Universidades delidas da História, sem deixar rasto, ou "Pai-já-sou-Conselheiro-de-Estado".
Nesta guerra não se safam, e fizeram bem em finalmente dar a cara.
Nas batalhas, geralmente, vai a massa bruta à frente: aqui, são as elites da preparação académica que declararam guerra aberta contra os incompetentes, os senhores da cunha, as pessoas que dormem mal com os processos que as tornaram passageiramente poderosas.
O Poder passa, a Cultura e a Inteligência, não.
Mais grave do que tudo isto, é a imensa massa de expectantes, que se perfila na sombra, à espera de escavar trincheiras, e que não vai trair, e antes espera pelo avanço desta vanguarda. Em Portugal, são centenas de milhar, milhões, que podem desequilibrar todo o Espectro Político, nas próximas Eleições, que serão várias, e críticas.
No ponto de não-retorno -- a célebre Cúspide de Thom -- deu-se a "Catástrofe", e poderia chover ouro, que nada reporia agora as permanentes desautorizações sofridas e os vexames públicos de uma vastíssima camada de Portugueses. Bem podem as Margaridas Moreiras e as Lurdes, mais os estrategas da Extrema Reciclada e "Anarquismos" (?) -- devias ter vergonha nessas cara, mulher... -- tentar reensaiar estratégias obsoletas de 30 anos: os seus adversários são agora as mais perigosas classes, as Classes Mornas, que, geralmente, nunca se movem, mas, mal se põem em movimento, nunca mais param, e trituram tudo à sua frente.
Dª. Lurdes, quer que seja sincero?... Eu não queria estar na sua pele, nem na dos seus muitos apoiantes.
Terminemos com algo de alegre.
Na Cauda da Europa, país destroçado por gerações de incompetentes políticos, hoje, a Poesia venceu: foi o dia de Odete Santos, e de todo o seu magnetismo.
É chegada a Era das Padeiras de Aljubarrota: há muito tempo que não ouvia um discurso tão emocionado, e tão destrambelhado como o meu -- aquilo de juntar Ésquilo e Capitalismo numa mesma frase nem a mim lembraria, e a mim lembram-me as mais extravagantes coisas... -- e não fui o único que se emocionou, embora o tema me fosse substancialmente desinteressante.
Creio que Ésquilo teria ficado de olhos arregalados, como eu fiquei, ao ouvir falar de "Capitalismo" no meio daquele crescendo emocional da melhor dramaturgia. Ao contrário de Ésquilo, que li aos 15 anos, nunca li Mao, e acho mau que se leia Mao, e, ainda mais por acaso, nem sei o que seja Capitalismo, e acho que nem me faz qualquer falta, porque já soa por aí que o futuro não é o Capitalismo: é uma espécie de generalizada China, de rédea curta, marcada por uma ideologia baça e férrea, com escassos bens materiais à mistura, e medo, muito medo, sei lá, uma pequena torta para o ano todo, feita de sócrates, aníbais, lurdes e ingredientes afins.
Lutarei contra ela até ao fim.
Democracia em Portugal?

Soneto à Sinistra Ministra...


Soneto à maneira de Camões :
.
Tão mesquinha e tão vil, tu que pariste
As normas do estatuto do docente,
Não tens nada de humano, não és gente,
Nada mais que injustiças produziste.
.
Se lá nesse poleiro aonde subiste
O estado do ensino tens presente,
Repara como és incompetente,
Como a classe docente destruíste.
.
Se pensas que esta gente está domada,
Te aceita a ti, ao Valter e ao Pedreira,
Estás perfeitamente equivocada:
.
Em breve encontraremos a maneira
De vos correr p'ra longe à cacetada,
Limpando a educação de tanta asneira!
(recebido por mail)
In Anovis Anophelis

sexta-feira, novembro 28, 2008

A Ministra vista por Bocage

O grande poeta Bocage mais actual que nunca!

Ah, ' ganda ' Bocage!!


Baixa, de olhos ruins, amarelenta,
Usando só de raiva e de impostura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Um mar de fel, malvada e quezilenta ;

Arzinho confrangido que atormenta,
Sempre infeliz e de má catadura,
Mui perto de perder a compostura,
É cruel, mentirosa e rabugenta.

Rosto fechado, o gesto de fuinha,
Voz de lamento e ar de coitadinha,
Com pinta de raposa assustadinha,
É só veneno, a ditadorazinha.

Se não sabes quem é, dou-te uma pista:
Prepotente, mui gélida e sinistra,
Amarga, matreira e intriguista,
Abusa do poder... e é MINISTRA.
Escola do Presente

sexta-feira, novembro 21, 2008

TEIMOSIA COM TEIMOSIA SE PAGA


Imagem retirada daqui
"«Vou continuar até ao fim», avisa ministra da Educação"
Notícia IOL



CONTINUA A DIZER O MESMO QUE HÁ 8 MESES ATRÁS

AQUI

AQUI LHE FICA O AVISO: POIS NÓS TAMBÉM!!

A Sinistra Ministra

quarta-feira, novembro 19, 2008

O Professor

De tanga

Não podia descer mais baixo. Quem tem feito a figura de arrogante e prepotente durante todo este mandato, quem tem afrontado a dignidade de tanta gente acaba vencida pelo Conselho de Escolas, orgão que ela própria criou. Hoje, aí foi votada suspensão do sistema de avaliação dos professores por uma maioria de 30 votos contra 23. Já hoje tinha mostrado não aguentar uma luta com os alunos e "clarificou" o Estatuto do Aluno, dizendo não fazer qualquer sentido, aquilo que está escrito na lei, coisa que há muito lhe diziam mas que parecia não entender. À tarde, também já considerava aberrante a quantidade de burocracia nos processos de avaliação, como se não tivesse sido ela quem a pariu, e que é necessário acabar com ela. Agora, derrotada pelos seus próprios representantes de um conselho que a devia sustentar e validar, já não está a fazer nada neste governo. Pode ir-se embora e deixar que outros mais competentes e inteligentes tentem remediar toda a porcaria que fez.
Espero, embora sem grande "fé", que os professores entendam que com ou sem esta ministra os problemas realmente graves não ficam resolvidos. Com esta ou outra avaliação é a defesa da escola pública que tem de ser defendida. A luta não pode acabar aí. É no Estatuto da Carreira Docente e em deixar que a escola se transforme numa fábrica de mão de obra precária e barata, com as crianças a serem encerradas na escola das oito da manhã até às sete e meia da noite, vigiados por câmaras de filmar e a aprender a obedecer. A Ministra já tinha dito que o objectivo passa por só 20% dos alunos prosseguir para a faculdade devendo todos os outros seguir na via profissionalizante. Para quem possa pagar fica o poder ser-se doutor, os outros 80% serão a escola pública. Serão os futuros trabalhadores de caixa de supermercado e de Call Centers. E são hoje aqueles a quem a nobre tarefa de professor tem o dever de ensinar Português e Matemática, mas mais importante ainda a pensar, a virem a ser homens mais completos. Pesada responsabilidade esta a dos professores e é por isso que nós pais os devemos ajudar a fazerem uma escola pública, democrática e de qualidade. Com esta ou com outra Sinistra Ministra qualquer.

Wehavekaosinthegarden

sábado, novembro 15, 2008

exp15nov08

O Expresso presta de novo um inestimável serviço à Ministra da Educação ao destacá-la para a primeira página da edição deste sábado, mas traz consigo duas notas muito, mas muito importantes:

  • Afinal, ao contrário do que afirma a ministra, há pelo menos 7% de escolas a suspender efectivamente a avaliação (ficando nós sem saber se são mesmo escolas ou agrupamentos), não se sabendo em quantas outras esse processo está em andamento.
  • Ao que parece, a ministra desdenha a sua própria obra legislativa, achando que os procedimentos que ela própria validou e afirmou serem inamovíveis, precisam de ser simplificados, o que pressupõe que são efectivamente burocráticos como se percebeu desde a leitura do ante-projecto do DR 2/2008.

Estes elementos, em conjunto com a catadupa de tomadas de posição de escolas e agrupamentos que se conhecem por estes dias (a minha caixa de correio está positivamente repleta delas e eu nem sequer consigo divulgá-las como merecem, demonstram até que ponto o ME erra ao insistir numa teimosia que levará à absoluta ruptura da relação entre docentes, alguns órgãos de gestão e tutela.

Pelos meus cálculos - analisadas as listas e números de assinaturas dos documentos emanados das escolas e agrupamentos, e apesar das pressões existentes em algumas paragens - certamente cerca de 85% ou mais de educadores e professores se têm mostrado incompatibilizados com este modelo de avaliação e com esta equipa ministerial o que, se fizermos bem as contas, rodará os 120.000 que se manifestaram em Lisboa no passado dia 8, mesmo se lhes descontarmos um ou outro conjugue ou parente solidário.

Isto significa uma fractura irremediável na área da Educação e não há Valter lemos, Albino Almeida ou Jorge Pedreira que o consigam ocultar.

E não chegam os apelos do Presidente da República à acalmia, afirmando-se acima deste tipo de conflitos, se depois toma partido por outros grupos ditos «corporativos», considerando-os pilares fundamentais da democracia. Porque ou há coerência - mesmo sendo o PR o chege supremo das Forças Armadas - ou mais vale assumirem-se com clareza os alinhamentos e afinidades.

Quem tem olhos percebe: isto está perfeitamente às avessas e quem começou a incendiar as coisas não foram os professores. Lembremo-nos sempre desse facto incontornável.

A Educação do Meu Umbigo

quinta-feira, novembro 13, 2008

História Animada de uma Sinistra Ministra no Reino dos Sócretinos


Utilizando algumas dos bonecos que aqui tenho feito da Sinistra Ministra, fiz esta pequena montagem com a musica "Liliana Nibelunga" da da saudosa "Banda do Casaco" e que dedico a todos os professores e à sua luta.
Publicada por Wehavekaosinthegarden

Só a ministra não viu
e não ouviu.
Não percebeu!

81132.jpg

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SPZS

quarta-feira, novembro 12, 2008

A Hard rain's a gonna fall

 Chuva de ovos

Cuidado Senhora Ministra, hoje foram os alunos que fizeram chover ovos, amanhã podem ser as auxiliares que façam uma chuva de tomates, os professores de picaretas ou os pais de bigornas. Ainda faz cair neste país uma chuvada revolucionária que os leva a todos na enxurrada. Cuidado que o tempo anda muito instável.
Wehavekaosinthegarden

120 mil vistos po BB

"CAPRICHO E SOBERBA"

«Cento e vinte mil mil professores na rua não emocionaram o Governo. A ministra e Sócrates afirmaram-se renitentes nas decisões tomadas: é assim que dissemos, é assim que fazemos. Capricho, desdém e alarde não constituem excepção neste Executivo, o qual, sem ser, notoriamente, socialista, também não é carne nem peixe nem arenque vermelho. Mas 120 mil pessoas indignadas não são a demonstração de uma birra absurda nem a representação inútil de uma frivolidade. A cega teimosia de Sócrates pode, talvez, explicar que não está à altura do seu malogro, mas sim do seu umbigo. Porque de malogro e de narcisismo se trata. A qualidade de um Governo afere-se pelo grau de comunicabilidade que estabelece com os outros, e pelo sentido ascensional que possui do tempo e do espaço para elevar a vida colectiva. Sócrates esqueceu-se, ou ignora, que o homem é ele e a sua circunstância, como ensinou Ortega. E que num político a circunstância é criada por ele próprio, sem negligenciar os outros. A verdade é que não conhecemos os seus desígnios criativos, mas sim as variações desafortunadas da sua política. Há tempos, João Lopes, o amigo e o crítico por igual excelente, dizia-me que Portugal tinha falta de compaixão. A palavra "compaixão" adquiria o sentido de simpatia e compreensão pelo outro. É verdade. Ausentamo-nos e negamo-nos, escarnecemo-nos e desprezamo-nos, deixámos de nos ouvir uns aos outros; nem transeuntes somos: trespassamo-nos porque dissipámos a consistência e, acaso, a ternura. Com a nossa desmedida indiferença permitimos o nascimento de gente presumidamente detentora da verdade. A soberba de Sócrates, ante o protesto dos 120 mil, advém, certamente, desse sombrio e feio convencimento. Em Fevereiro de 1947, quando, em França, se preparavam eleições, Camus escreveu, no Combat, um texto que assim começava: "Os problemas que há dois anos nos excedem vão cair no mesmo impasse. E, sempre que uma voz livre procurar afirmar, sem pretensões, aquilo que pensa, logo uma matilha de cães de guarda, de todas as cores e feitios, começará a ladrar furiosamente, para abafar o eco dessa voz." Em consciência, a impassibilidade de José Sócrates e a crispada frieza de Maria de Lurdes Rodrigues podem abafar o eco de 120 mil vozes, que protestam muitas razões de que não é preciso reter senão as mais importantes? Um Governo que recusa, constantemente, a obrigação de ouvir o outro, admite a possibilidade do direito à desobediência. A rigidez decisória não conduz ao apaziguamento e distancia-se dos verdadeiros interesses, criando rancores e ressentimentos desnecessários e duradouros. Conversar, escutar, dialogar, debater, por vezes com furor e impaciência, é solução muito mais eficaz do que alimentar uma inconsiderada teimosia, de consequências imprevisíveis.»
Baptista-Bastos, Escritor e jornalista no DN
A Sinistra Ministra