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quinta-feira, janeiro 22, 2009

Obama assina decreto para fechar prisão de Guantánamo

Obama assinou o decreto rodeado por generais na reserva que se opuseram aos métodos de tortura da CIA

O mundo vai ter de esperar mais um ano para celebrar o encerramento da prisão de Guantánamo, onde os EUA colocaram centenas de pessoas, privando-as dos seus direitos mais elementares. Obama deu o primeiro passo e pôs ainda um ponto final ao programa secreto de interrogatórios da CIA, que as ONG de direitos humanos classificavam de "métodos de tortura". Outro decreto presidencial agora assinado prevê que as prisões ilegais da CIA no estrangeiro sejam igualmente encerradas "o mais depressa possível".

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ESquerda.net

terça-feira, janeiro 20, 2009

Barack Obama falou das dificuldades que a América enfrenta, e de como o carácter da nação, dos americanos, é essencial para enfrentar estes desafios. Obama falou do "preço e da promessa da cidadania". Falou de um "momento que vai definir uma geração". De "uma nova era de responsabilidade" – assente em "valores antigos".
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Obama sai da limusina e percorre a pé a Avenida Pensilvânia
Nobel da Paz: Mandela considera Obama “uma nova voz de esperança”
Ted Kennedy desmaia durante almoço inaugural
Barack Obama é o 44º Presidente dos Estados Unidos
Casa Branca: Casal Bush deixou Washington meia-hora mais cedo
Alerta: “Potencial ameaça” à tomada de posse ligada a grupo somali
Internet: se vir uma notícia a dizer que Obama não tomou posse, não vá lá clicar
Infografia: a Administração Obama
In Público

Que nos reserva a era Obama?

Barack Obama. Foto de campanha de Obama, FlickRNão só a tomada de posse do primeiro presidente afro-americano é, por si só, histórica, como também a eleição de Obama significa o advento de uma nova era na política mainstream americana. Mas haverá muitas oportunidades para que a "mudança" que Obama prometeu descarrile - e que os seus apoiantes se desiludam.
Por Lance Selfa, do Socialist Worker

Leia também o dossier Obama depois da vitória

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Esquerda.net

quinta-feira, novembro 06, 2008

Afluência recorde às urnas na vitória esperada de Obama

Obama no discurso da vitória. Foto de arquivo EPA/LUSA
Não houve surpresas. Barack Obama é mesmo o novo presidente dos EUA, tendo conseguido mais do dobro dos mandatos eleitorais do que John McCain, apesar de uma diferença não muito grande no número de votos (52-47). Isto numas eleições em que o nível de participação das pessoas bateu um recorde de 100 anos: votaram dois terços dos eleitores. "Podemos festejar agora, mas sabemos que nos esperam os maiores desafios de sempre. Duas guerras, um planeta em perigo e a maior crise financeira de sempre", avisou Obama no discurso da vitória. Na opinião do eurodeputado Miguel Portas, Obama vai encarar o fim da guerra do Iraque como prioridade, mas vai "estampar-se" no Afeganistão. Ouça aqui o depoimento de Miguel Portas.
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Esquerda.net

A Palavra a Barack Hussein Obama

"Esta eleição contou com muitas histórias que se irão contar durante várias gerações. Mas aquela que eu hoje trago comigo é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões que aguardaram vez para que a sua voz fosse ouvida nesta eleição, à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.
Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura; numa altura em que não havia carros nas estradas, nem aviões no céu; em que alguém como ela não podia votar por duas razões - porque ela era mulher e por causa da cor da sua pele.
E hoje, penso em tudo aquilo que ela viu ao longo do seu século de idade na América - as dores de cabeça e a esperança; a luta e o progresso; os tempos em que nos foi dito que não podíamos, e as pessoas que empurraram o credo adiante: "yes we can".
Quando havia desespero [...] e depressão em todo o país, ela viu uma nação conquistada pelo medo, com um New Deal, novos trabalhos, uma nova sensação de objectivo comum. 'Yes we can'".
Quando as bombas caíam no porto [Pearl Harbour] e a tirania ameaçou o mundo, ela era testemunha de uma geração que emergia à grandeza e de uma democracia era salva. 'Yes we can'".
Ela esteve lá para os autocarros em Montgomery, para as mangueiras em Birmingham, a ponte em Selma, e para um pregador de Atlanta que disse às pessoas que elas conseguiriam triunfar. 'Yes we can'".
Um homem tocou na lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação, 'Yes we can'".
E este ano, nesta eleição, ela tocou com o dedo no ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos de América, ao longo das melhores horas e das horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar. 'Yes we can'".
América, fizémos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há tanta coisa a fazer. Por isso, esta noite, vamos perguntar a nós próprios - se as nossas crianças viveram para ver o próximo século; se as minhas filhas tiverem a sorte de viverem tanto como a Ann Nixon Cooper, que mudança é que vão ver? Que progresso teremos nós feito?".
Esta é a nossa oportunidade de responder a essa pergunta. Este é o nosso momento. Este é o nosso tempo".

Com os meus agradecimentos aos autores do blogue "A vida é uma magnólia".
Anabela Matias

quarta-feira, novembro 05, 2008

OGANA?


Anovis Anophelis

domingo, julho 27, 2008

Obama, a desilusão da continuidade

Barack Obama veio à Europa fazer algumas definições importantes. Antes dos conteúdos políticos importa referenciar que Obama começou pela Alemanha para sinalizar este país como o vice-presidente do conselho de administração do império global. E aí promoveu um comício gigantesco. Esse comício mostra uma inflexão nas recepções a Bush – não houve manifs de protesto, mas de apoio. O que explica que há uma expectativa nas massas sobre quem se prevê venha a ser o novo chefe do império.
Depois Obama foi à França e à Inglaterra, em visitas secundárias. Estão marcados os lugares destes países, eles serão os secretários do conselho de administração. Em Inglaterra Obama reuniu não só com o caduco poder mas também com aquele que será o futuro chefe. Mais uma mensagem.
No nosso entender os conteúdos são significativos:
1. Obama mantém a pressão sobre o Irão e, portanto, poderá estar a manter o alvo da próxima guerra pois reafirma o perigo da “proliferação nuclear”.
2. Obama renova apoio a Israel e sinaliza a política de continuidade da administração americana e de continuação de cedência ao poderoso e mafioso lóbi israelita.
3. Obama reafirma a necessidade do reforço da presença no Afeganistão; reafirma a importância da política da guerra.
4. Obama identifica o terrorismo como a grande ameaça; está mantida a essência do argumento 1º sobre a guerra infinita. Mais, Obama quer maior mobilização europeia.
5. Obama quer diminuir as barreiras comerciais; esperam-se novas pressões para que os países mais pobres cedam às exigências das multinacionais para que o mercado global se complete plenamente sem mais dificuldades.
6. Por fim o futuro inquilino da Casa Branca também fala nas alterações climáticas para dar um cheirinho de esquerda.
Aqueles que, em Portugal, cedo começaram a tecer loas a Obama talvez estejam já um pouco arrependidos.
Ideal Comunista