Domingo, Julho 12, 2009

Reclamação de novo concurso já no próximo ano será levada ao ME pela FENPROF no dia 16 (quinta-feira)

Face aos resultados catastróficos do concurso de colocação de docentes, recentemente divulgados, "a FENPROF reclama, desde já, a abertura de um novo concurso no próximo ano" (e não apenas daqui a quatro anos!...)

Esta posição foi reforçada na reunião que o Secretariado Nacional da FENPROF realizou na cidade de Santarém (8 e 9 de Julho), que destacou, igualmente, um forte apelo aos QZPs e aos outros docentes não colocados para que se concentrem no dia 16 de Julho (quinta-feira), às 16h00, junto ao Ministério da Educação. Nesse momento decorrerá uma reunião entre responsáveis do ME e uma delegação da FENPROF.

Como afirmou à nossa reportagem o Secretário Geral da FENPROF, "nessa reunião colocaremos a necessidade de garantia de que nenhum docente dos QZP agora não colocado seja afectado em qualquer direito que lhe é reconhecido, nomeadamente em termos de área de colocação. Exigiremos, igualmente, a não aplicação do Regime de Mobilidade Especial aos docentes".

Ao mesmo tempo que reafirmará a necessidade de um novo concurso no próximo ano, a FENPROF levará ao ME um conjunto de propostas concretas que, dando qualidade à organização e funcionamento das escolas, logo ao ensino e à educação, podem contribuir para o aumento do emprego dos docentes.

Como sublinha uma breve nota divulgada pelo Secretariado Nacional da FENPROF no encontro com a comunicação social realizado em Lisboa na tarde de 7 de Julho, "um governo que apenas permite a entrada de 417 professores nos quadros, mas, desde já, afirma que irá contratar 38.000 docentes é um governo que ou está a mentir, ou reconhece que não abriu o número de vagas que as escolas e os agrupamentos necessitavam". "Admitindo que não há governantes mentirosos, então é necessário que, no próximo ano, abra um novo concurso com vista a corrigir esta grave distorção", concluía a nota sindical.

Avaliação muito negativa
das políticas educativas

Na reunião de dois dias, em Santarém, a Direcção da FENPROF fez uma avaliação "muito negativa" das políticas educativas do actual Governo, daí o "Livro Negro" que a Federação divulgou recentemente. Face a tais políticas e ao fortíssimo ataque contra os professores ao longo da Legislatura que agora se aproxima do fim, a reacção de descontentamento e luta dos docentes foi também muito forte, como o demonstraram as três extraordinárias manifestações nacionais realizadas em Lisboa (8 de Março de 2008, 8 de Novembro de 2008 e 30 de Março de 2009) e as duas maiores greves de sempre (com mais de 90 por cento de adesão), realizadas a 3 de Dezembro de 2008 e a 19 de Janeiro de 2009. Tudo isto, como acentuou o Secretariado Nacional, só foi possível num quadro de grande unidade dos professores portugueses.

Para a FENPROF há um conjunto de resultados significativos conseguidos pela luta dos docentes: na avaliação do desempenho, em que aquilo que o ME pretendia nunca se aplicou integralmente, na alteração de vínculo dos professores à Administração Pública, na transferência de competências para os Municípios, na aplicação do regime de Mobilidade Especial aos docentes e no encerramento de escolas, cujo plano o Governo não levou até ao fim).


Revisão do ECD,
questão prioritária

Mas há muitos aspectos de grande importância para os professores, as escolas e o sistema de ensino que ficaram por resolver. E o Secretariado Nacional da FENPROF aponta desde logo o Estatuto da Carreira Docente (ECD), os horários de trabalho, a estabilidade do emprego docente, a gestão, as respostas da Educação Especial, as AECs, a reorganização do 1º Ciclo do Ensino Básico... Como concluiu o SN, ficaram por resolver os problemas principais. E esses são desafios fundamentais que agora se colocam aos partidos políticos e a partir de Outubro ao novo Governo.

"Ao próximo Governo, colocaremos à cabeça a revisão profunda do Estatuto da Carreira Docente, devolvendo-lhe a dignidade que este Governo lhe roubou. Sem desvalorizarmos outros aspectos, o ECD é uma questão prioritária", destaca à nossa reportagem o Secretário Geral da FENPROF. Mário Nogueira lembra que matérias como a divisão artificial da carreira, a avaliação do desempenho, a prova de ingresso, os horários de trabalho e a aposentação continuam no centro das atenções e das preocupações da FENPROF.

No âmbito da revisão do modelo de avaliação, a FENPROF tem reuniões previstas no Ministério da Educação nos dias 16 e 20 de Julho ("veremos até onde vai o ME, mas uma coisa é certa: não pactuaremos com retoques e ajustamentos"...)

No dia 28 de Julho (terça-feira) uma delegação do Sindicato dos Professores no Estrangeiro (SPE), membro da FENPROF, vai deslocar-se ao Ministério da Educação, na sequência da luta pela urgente actualização salarial dos professores portugueses que trabalham junto das nossas comunidades no estrangeiro.

Fenprof

Um estudo para medir o impacto da propaganda


A equipa da Universidade Católica encarregue da avaliação externa da Iniciativa Novas Oportunidades (INO) não está a aferir qual a qualidade das aprendizagens, assumiu ontem Roberto Carneiro, líder da equipa. "O nosso objectivo não é avaliar o rigor e a qualidade da INO. Avaliámos foi a percepção das pessoas sobre a INO", disse o ex-ministro da Educação na apresentação das primeiras conclusões da avaliação efectuada.

Ora aqui está uma evolução criativa deste governo. Já não basta fazer propaganda, agora fazem-se estudos sobre a eficácia dessa propaganda junto das pessoas. Na verdade, para saber se vale a pena insistir na mesma cosmética ou se mais vale mudar o tom das cores. Quanto à substância do programa, recusa discuti-la ou avaliá-la. Lamentável.
MEP

Quando vai haver condições para trabalhar na escola?


Se só por si os quadros interactivos ou separadamente os projectores multimédia que estão a invadir as escolas, reforçado com o objectivo de um computador por sala de aula, e ainda o portátil “Magalhães” que ocupou na integra o Boletim dos Professores N.º 16, como instrumento de propaganda do Ministério da Educação, fossem factor de estabilidade e de condições fundamentais para trabalhar na escola, o sucesso estaria garantido, tal é o investimento tecnológico do governo, que procura nesta fase final da legislatura, impressionar as comunidades escolares, com extraordinárias remessas de material informático que chega ás escolas a um ritmo alucinante. Ao ponto de em alguns casos, os novos equipamentos contribuírem mesmo para fazer realçar o desfasamento entre a falta de condições das instalações e a tecnologia colocada ao dispor dos alunos e professores. Mas não, não é suficiente, nem mesmo decisivo e o tempo se encarregará de demonstrar, pena será, caso se faça balanço (já que não se vem fazendo ás sucessivas falhadas politicas da educação), que se esteja a hipotecar o futuro da actual geração de estudantes.

Pois não bastam todos estes novos meios ao dispor do vazio de perspectivas, a componente humana, a necessidade de valorização das pessoas era bem mais necessária e estimulante, até para as aprendizagens e os consequentes resultados sem artificialismos para as estatísticas. Bem pelo contrário, o Ministério da Educação prefere profissionais sem motivação, sem estímulo, sem perspectivas, sem estabilidade. Vai daí, como temos assistido, torna este período de férias, no caso dos docentes, um autêntico pesadelo, um dia a dia de ansiedade e tantas vezes de desilusão e angústia.

Afinal os resultados dos concursos de professores confirmam ser os piores de sempre. A manipulação de números para fazer crer o que não é verdade, volta a repetir-se nitidamente com o intuito de enganar a opinião pública, tal como já anteriormente aconteceu com a “novela” da avaliação do desempenho dos docentes, cuja continuação dos próximos capítulos está pendente deste ano eleitoral.

A precariedade laboral que está a agravar-se na escola pública, é tanto mais evidente, quando, dos mais de 100 mil participantes no concurso, 50 mil são professores precários, muitos há vários anos e outros que concorrem pela primeira vez, dos quais apenas quatro centenas conseguiu um lugar no Quadro.

O Ministério da Educação na sua diferente interpretação da realidade, anunciou que, dos mais de 100 mil participantes no concurso de professores, válido para quatro anos, foram colocados 30 mil professores.

Mas como as actuais gerações de docentes ainda vão resistindo a deixarem de pensar e ter opinião, só podem concluir, que analisando estes 30 mil, percebe-se que cerca de 18 mil são professores que apenas pediram transferência de Quadro de Escola, perto de 12 mil são docentes que estavam num Quadro de Zona Pedagógica e entraram nos Quadros de Agrupamento e apenas 417 dos candidatos precários obtiveram colocação nos quadros.

Não conseguindo disfarçar a demagogia dos números e o desrespeito cínico pelos professores, cujas expectativas para este ano eram compreensivelmente maiores devido aos milhares de professores que se aposentaram. Perante mais esta afronta, que tranquilidade, que estabilidade para a escola pública e seus profissionais, que respeito pelas comunidades escolares. Este é o desafio que temos na véspera de mais um ano lectivo, que não parece trazer grandes mensagens de paz.

José Lopes (Ovar)
In MEP

Constâncio foi mal agradecido para o PS no caso BPN, diz Louçã

Francisco Louçã esteve em Viseu no comício de arranque da campanha de Verão. Foto Paulete Matos
Francisco Louçã declarou que no caso BPN "a supervisão fechou os olhos, não quis saber e não quis que se soubesse" e que "apesar de tudo isso, Vítor Constâncio, contente por ter sido ilibado, aparece agora mal agradecido a dizer que o Parlamento cuja maioria o protegeu nem sequer devia ter feito a investigação que fez". Louçã exortou ainda o governo a cobrar as garantias para não ter que despender 450 milhões de euros para viabilizar o Banco Privado Português (BPP).
Veja o dossier caso BPN e as fotos do comício do Bloco em Viseu.
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Esquerda.net

Terça-feira, Julho 07, 2009

Desemprego custa mais ao país que todas as obras previstas até 2020

Francisco Louçã apresenta o  programa no hotel Sofitel, em Lisboa. Foto de Paulete Matos
Francisco Louçã, coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda apresentou no domingo o programa com que o partido se apresenta às próximas eleições e que tem como prioridade absoluta o combate ao desemprego. O Bloco de Esquerda estima que o custo económico do desemprego será de 21 mil milhões de euros em 2009, "muito mais que o custo de todas as obras públicas que estão a ser discutidas até 2020". Do programa, que tem mais de uma centena e meia de páginas, Louçã destacou um conjunto de cinco medidas para combater a crise, e disse que o maior problema de governabilidade que o país atravessa chama-se "maioria absoluta, que levou o país ao desastre". Aceda aqui ao programa (em pdf).
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In Esquerda.net

Listas definitivas no website da DGRHE e análise na blogosfera. As reacções dos sindicatos e dos movimentos


Confirmam-se resultados que são dos piores de sempre: mais de 99% dos candidatos não entrou nos Quadros!
Conferência de imprensa da FENPROF esta terça-feira, dia 7, às 15h00, em Lisboa
Confirmam-se resultados que são dos piores de sempre: mais de 99% dos candidatos não entrou nos Quadros!

Numa profunda e inaceitável manifestação de desrespeito pelos professores, o Ministério da Educação, em vez de tornar públicas as listas de colocação dos docentes, para 2009/2010, decidiu, antes, manipular os números para fazer crer o que não é verdade, pois a verdade, usando os números que o ME hoje mesmo tornou públicos, é que: 99% dos docentes que concorreram para ingressar em quadro não o conseguiram (apenas entraram 417 dos cerca de 50.000 candidatos que apresentaram 65.464 candidaturas - menos de 1%); 11.836 docentes que já pertencem aos quadros (40,9% do total de docentes dos QZP) não obtiveram colocação no novo quadro criado (Quadro de Agrupamento).
Face à trágica realidade que, em relação à estabilidade e ao emprego dos docentes, se adivinha para o próximo ano lectivo, tendo em conta os muito preocupantes indicadores que decorrem do resultado dos concursos para colocação de professores agora tornado público, a FENPROF convoca para esta 3ª feira, pelas 15.00 horas, uma conferência de Imprensa que terá lugar na sua sede, em Lisboa (Rua Fialho de Almeida, 3).

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Fenprof

Sábado, Julho 04, 2009

Escola separa alunos "bons" de alunos "maus"


Pais e professores de agrupamento da Damaia denunciam separação de estudantes por classificações. Ministério diz que a medida é possível,mas considera-a contra-indicada a nível pedagógico. A direcção da escola diz que vai apenas juntar aqueles com mais dificuldades em turmas especiais

Professores do agrupamento de escolas dr. Azevedo Neves da Damaia, Amadora, dizem ter recebido ordens para dividir os alunos conforme o resultado: bons, médios e maus. Uma medida que consideram discriminatória. O director do agrupamento, José Biscaia, fala antes em juntar os estudantes menos bons em turmas especiais para reforçar o apoio. O responsável explica que "o objectivo é aumentar o sucesso dos alunos com mais dificuldades", reunindo-os em turmas que têm também bons alunos. Os psicólogos alertam para o risco de se criarem sentimentos de inferioridade nos piores estudantes.

Alguns pais descontentes ponderam mesmo uma manifestação pacífica para hoje, à porta da escola onde se vai realizar o almoço de fim de ano do agrupamento. Ao todo, cerca de 500 alunos do 1º ciclo vão ser afectados pela medida.

As escolas em causa fazem parte dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP). José Biscaia explica ao DN que as turmas que vão acolher os alunos com mais dificuldades tem, durante algumas horas por semana, um professor titular e um de reforço, que os ajuda a perceber o que é dado a Matemática e Português. "Não temos horas, nem dinheiro para ter um professor de reforço em todas as turmas", acrescenta o responsável. Assim, a solução é a criação de turmas que concentram grupos de alunos com mais dificuldades para terem apoio, uma medida conhecida como turmas de nível, e que já é aplicada no 2.º ciclo deste agrupamento há quatro anos.

Mas pais e professores alegam que os alunos vão ser separados segundo as suas capacidades. "Foi pedido aos professores que se reunissem para dividir os alunos em bons, médios e maus", admite ao DN uma professora do agrupamento que preferiu manter o anonimato.

A mãe de um aluno que vai frequentar o segundo ano de escolaridade ficou a conhecer esta medida através da mãe de outra aluna. "A professora disse a essa mãe que ia ficar com a turma dos melhores alunos", refere a encarregada de educação que está contra a medida.

Esta separação por níveis é possível, como indica o Ministério da Educação em resposta ao DN, mas "é, regra geral, pedagogicamente contra-indicada". Também Albino Almeida da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) defende que a constituição de turmas por níveis, ou seja, aulas suplementares para os alunos com mais dificuldades, são mais aconselháveis. "Não conhecendo o caso concreto, acho que vale a pena reavaliar esta medida já que parece não contar com o apoio de todos os pais", alerta o dirigente da Confap.

O próprio responsável pelo pelouro da Educação na Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), António José Ganhão, reconhece que este "é um projecto polémico". O vice-presidente da ANMP acrescenta que pode "criar estigmas nas crianças e leituras não muito positivas por parte das famílias". E compara: "faz lembrar as carteiras dos burros que havia no meu tempo".

O grupo de pais que contesta a medida defende que é "discriminatória". "O que faz uma turma é a diversidade, em que os bons alunos puxam os maus", argumenta uma docente. A mãe do aluno da Escola José Ruy critica: "Não tarda nada estamos a dividi-los por clube, altura ou peso".

A psicóloga da adolescência Marina Carvalho lembra que "uma das formas de aprendizagem é através de modelos dos grupos de pares, imitando os comportamentos". Assim, perante a possibilidade de ficarem separados os maus alunos não podem aprender com os bons, esclarece.

Outro risco, apontado pelo psicólogo Américo Baptista é , o "abaixamento da auto--estima dos alunos que mais tarde pode levar a criar um culto dos que fazem mais asneiras". "Os jovens beneficiam de um ambiente estimulante e se estão num ambiente pouco diversificado isso pode criar um ciclo vicioso", acrescenta. (notícia DN)

Comentário:

Consideramos totalmente errada a decisão do Conselho Executivo da Azevedo Neves. O Movimento Escola Pública, desde a sua existência, tem-se pronunciado contra turmas de nível, porque elas são estigmatizantes e potenciadoras das desigualdades de partida. O estudo que divulgámos há um ano, publicado no jornal britânico Independent, mostra que, para combater o insucesso escolar, o melhor caminho são as turmas pequenas e heterogéneas. Acrescentamos que são necessários mais professores de apoio, assistentes sociais e psicólogos (quantos estão no desemprego?). São precisos meios humanos, e para isso é preciso vontade política para abrir os cordões à bolsa no que interessa. É sintomática esta citação na notícia: "Não temos horas, nem dinheiro para ter um professor de reforço em todas as turmas".
MEP

Abriu a caça aos votos dos professores


O desastre das políticas educativas de Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues deixou a escola de pantanas e motivou os maiores protestos de que há memória. Os professores souberam defender a escola pública e não se renderam.

Rapidamente, a revolta alastrou nas escolas, na blogosfera, nas ruas. A arrogância e insensibildiade do governo despoletaram inevitavelmente este slogan: “Sou professor, não voto PS”. Ou, numa versão ainda mais desesperada: “Vota à Esquerda ou à Direita, mas não votes PS”.

Não há dúvida de que o PS não merece os votos dos professores nem de todos os que defendem a qualidade da escola pública. Mas o dito slogan abre portas a todos os oportunismos, precisamente porque é vazio de conteúdo político. E bastarão assim umas palavras agradáveis, umas promessas vagas, umas falinhas mansas, para que certos partidos se posicionem como grandes defensores da escola pública e dos direitos dos professores.

O caso mais emblemático é o de Manuela Ferreira Leite. Num ápice veio dizer que rasgava as políticas educativas deste governo e que, se chegar ao poder, vai suspender o actual modelo de avaliação, vai revogar o actual estatuto do aluno, vai rever o estatuto da carreira docente e acabar com as burocracias.

Ferreira Leite sabe que precisa dos votos dos professores e vai tentar caçá-los a qualquer preço. Mas vejamos: Ferreira Leite não tem uma única ideia sobre o modelo de avaliação que defende, Ferreira Leite não se compromete em revogar o actual modelo de gestão das escolas e, principalmente, Ferreira Leite recusa dizer que vai acabar com a divisão da carreira em professores de primeira e professores de segunda. E não o faz porque esse osso é o ex-libris de qualquer centrão.

Manuela Ferreira Leite foi a ministra da educação que apelidou uma geração de rasca e não hesitou em patrocinar cargas policiais a estudantes. Manuela Ferreira Leite defendeu com unhas e dentes o aumento das propinas e a ideia de que a universidade quando é para todos tem que ser paga, porque quando era apenas para os filhos dos ricos era gratuita.

Pior ainda: Manuela Ferreira Leite, há pouco mais de um ano, disse-o com todas as letras: É preciso privatizar a Educação. Foi em Abril de 2008, ora comprovem a notícia:

Questionada depois pelos deputados do PSD sobre as funções do Estado, Manuela Ferreira Leite respondeu que começaria por privatizar «aqueles sectores em que os privados já estão, como a saúde a educação». «São dois sectores em que não vejo porque é que o Estado não se retira» (...)

Este é o esqueleto de Manuela Ferreira Leite: para ela, tudo o resto são rebuçados e assessórios. Com ou sem avaliação de professores, com ou sem modelo de gestão, com ou sem estatuto do aluno, o que ela quer é retirar o Estado da Educação. E abri-la à iniciativa privada, ou não defendesse o primado do mercado sobre a igualdade de oportunidades.

Os professores que se cuidem e a escola pública também. E cuidarem-se é continuarem a lutar, todos os dias. E, antes do voto, ler os programas de todos os partidos. Votar em consciência, e não em desespero.
MEP

Bloco de Esquerda apresenta programa eleitoral

Programa eleitoral do BE teve ampla discussão públicaO Bloco de Esquerda vai divulgar este domingo, em sessão pública a realizar no Hotel Sofitel (Av. da Liberdade, 137, em Lisboa), o seu programa para as próximas eleições. O programa será apresentado por Francisco Louçã e teve largas dezenas de contributos, através de um amplo debate público, com aderentes e simpatizantes, realizado na internet nos últimos meses.
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Esquerda.net

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Governo PS cai de podre. Ministro da Economia demite-se depois de fazer uma cena ridícula e desrespeitosa no Parlamento

Paulo Rangel acaba de fazer, no âmbito do debate parlamentar sobre o estado da Nação, o melhor discurso desta legislatura, arrasando em absoluto a arrogância, a incompetência, as afrontas e os truques fraudulentos deste Governo.

Não ficou pedra sobre pedra!
Fico a aguardar que alguém me envie a gravação da intervenção de Paulo Rangel, para poder postar.

Na área da Educação, o discurso (...) de Ana Drago desmontou por completo o fracasso da política educativa do Governo. Lá se foi às urtigas o desígnio desta governação.
Comentário
O Governo do PS cai de podre. Foi sempre um Governo mau e incompetente, dirigido por um homem com poucas qualificações e muita arrogância, e composto de ministros politicamente incapazes. Uma nota: repararam no rosto fechado - derrotado - de José Sócrates? Está à beira do fim. Vamos dar-lhe um empurrão com nova manifestação de professores em meados de Setembro.

A história

Ministro da Economia "faz cornos" para deputados
O debate do Estado da Nação estava tenso, com Francisco Louçã a acusar José Sócrates de ter falhado mais uma promessa: a de criar empregos nas minas de Aljustrel. O ministro Manuel Pinho não se conteve e iniciou um diálogo com as bancadas parlamentares, que acabou com o ministro a fazer esta figura...
Esquerda.net

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Os professores têm de escolher. Vão deixar-se enganar de novo? Não creio

1. Em breve, os professores enfrentam novo dilema. A maioria dos 150 mil professores colocou José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues no poder. José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues responderam com ingratidão. Mas, em política não há gratidão. Ao longo de quatro anos e meio, os professores sofreram o maior ataque de sempre.
2. Durante os dois primeiros anos da legislatura, os professores ficaram desorientados. Não conseguiam perceber as razões da ingratidão. Muitos perguntavam: "Mas eles não são dos nossos?" Só depois da publicação do decreto regulamentar 2/2008, com a imposição do modelo burocrático de avaliação de desempenho, é que os professores perceberam o que se estava a passar. Não era uma questão de gratidão ou de ingratidão. Era um ataque provocado por tresloucados. Foi preciso Medina Carreira usar a expressão "tresloucados" para caracterizar os governantes dos últimos anos para os professores perceberem, finalmente, a razão de tanto desprezo votado ao maior grupo profissional do país.
3. O professores reagiram nas ruas e nos locais de trabalho. Foi uma resistência prolongada e dura. Nos últimos dois anos, foi possível pôr os partidos políticos a falar sobre as queixas e a prolongada luta dos professores.
4. A pouco mais de dois meses das eleições legislativas, é possível fazer uma hierarquia da força e da coerência das vozes que estiveram com os professores. Os deputados do BE, em particular Ana Drago, foram os primeiros a compreenderem as razões das queixas dos professores. Optaram por colocar-se ao lado dos professores nas questões que os opõem ao Governo do PS: ECD, ADD, Estatuto do Aluno e Modelo de Gestão Escolar. Foram os mais coerentes. De seguida, ouviram-se as vozes dos deputados do PCP. Com menos tempo de antenas mas com a mesma determinação e coerência. Em terceiro lugar, a voz dos deputados do CDS, sobretudo nas questões do Estatuto do Aluno e da avaliação de desempenho. O PSD demorou mais tempo a reagir, mas também se ouviu pela voz de Paulo Rangel que divulgou o compromisso de suspender a avaliação de desempenho e de pôr fim à divisão da carreira. Não faltam escolhas. Para pôr fim à sucata é preciso escolher.
Imagem picada daqui
ProfAvaliação

A pedido de muita gente, aqui vai uma FAA preenchida. Um contributo para a fabricação de resmas de sucata

Choveram os pedidos de publicação de fichas de auto-avaliação preenchidas. Diposnibilizo um FAA que foi adoptada por todos os professores numa determinada escola. Na impossibilidade de boicotarem a entrega, os professores optaram por preencher todos a mesma minuta.
Recordo estas palavras do Mário Machaqueiro: "a figura da auto-avaliação é um convite para o encómio em causa própria, rotineiro e inconsequente, e não para uma reflexão séria sobre o trabalho produzido, acabando por constituir, assim, mais um instrumento inócuo, a somar a todos aqueles que as modas pedagógicas dominantes nos tentam inculcar".
Por favor, não se esqueçam de castigar, no dia 27 de Setembro, quem vos obriga a perder tempo com estas palhaçadas e a fabricar e juntar resmas de sucata.
A história

De comédia a farsa. O extraordinário caso da ficha de auto-avaliação

Para muitos professores acabou ontem o prazo para a entrega da ficha de auto-avaliação. Quase todos entregaram. E todos sabem que foi uma comédia que acabou em farsa. Eu dei um modesto contributo para a comédia, divulgando no ProfAvaliação uma mão cheia de fichas de auto-avaliação preenchidas. Em troca, recebi emails de agradecimento com este teor:
"Ramiro! Obrigado pela dica. Isto é que foi fazer copy and paste! Sabes uma coisa? Demorei menos tempo a preencher a FAA do que a escrever o Relatório Crítico".
" Na minha escola, optámos por entregar fichas de auto-avaliação praticamente iguais. Foi cá um copianço!"
"O que eu me fartei de rir com duas colegas que pediram assistência a aulas! Pareciam malucas a organizar dossiés e porffólios. O melhor foi quando a avaliadora lhes disse que só queria o dossié da disciplina com observação de aulas. Uma delas até chorou. "Bolas, tanto trabalho para nada. Andei eu a criar materiais e planos para todas as disciplinas e agora a avaliadora só aceita o dossié da disciplina com observação de aulas!"
ProfAvaliação


Por falta de espaço e matéria para negociar, FENPROF não comparece em reunião no ME

A FENPROF, tendo conhecimento das matérias e do projecto que estarão em discussão na reunião prevista para esta quarta-feira, dia 1 de Julho, no Ministério da Educação, em Lisboa, não vê interesse em estar presente nessa reunião, pelo que não compareceu. Dessa decisão foi dado conhecimento ao Ministério da Educação. Ao comunicar a sua decisão, a FENPROF reafirmou a sua inteira disponibilidade para, na mesa das negociações, encontrar soluções que, no âmbito da carreira docente, contribuam para a dignificação e valorização dos professores e educadores, bem como para a criação de melhores condições para o seu exercício profissional.


FENPROF continua a defender suspensão da avaliação de desempenho e substituição do actual modelo
Conferência de imprensa após reunião no ME (26/06/2009)
FENPROF continua a defender suspensão da avaliação de desempenho e substituição do actual modelo

Sobre a questão das quotas, a FENPROF sente-se cada vez mais acompanhada. Hoje é o próprio Conselho Científico da Avaliação de Professores a questionar os seus efeitos. É o relatório Benchmark de Avaliação de Desempenho que nos informa de que Portugal é o único, de um conjunto de países importantes da União Europeia, que tem um sistema desses que não distingue o mérito pelo mérito, mas por decisão política e via administrativa. Contudo, a situação é ainda pior, mesmo em Portugal, só o continente, só quem é tutelado por este Ministério da Educação está sujeito às quotas, pois nem a RA dos Açores, nem a RA Madeira adoptaram tão perverso sistema de quotização. No Ministério da Educação parece ainda vingar a máxima do "orgulhosamente sós"! (Mário Nogueira aos jornalistas, conferência de imprensa de 26.06.2009, Lisboa - foto).

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Fenprof

Caso BPN: Dias Loureiro constituído arguido

Dias Loureiro demitiu-se há um mês do Conselho de Estado
O ex-conselheiro de Estado Manuel Dias Loureiro esteve esta quarta-feira a prestar declarações no Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Segundo o semanário Sol, o antigo ministro de Cavaco Silva foi ouvido já não enquanto testemunha mas sim como arguido. Em causa estão dois negócios de 2001, ruinosos para o grupo SLN/BPN, e sobre os quais Loureiro começou por dizer que nada sabia.
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Esquerda.net

Os professores a quem for atribuído Excelente devem ficar com as turmas mais difíceis da escola. Documento apresentado ao Conselho Pedagógico

Ao Conselho Pedagógico
Ser-se avaliado em Professor Excelente não é a mesma coisa que ser-se um excelente professor.
E não é fácil, um professor ser avaliado em EXCELENTE!
É difícil, muito difícil mesmo e, numa escala de valores, ser EXCELENTE é ainda mais do que ser-se MUITO BOM. Eu disse mesmo M-U-I-T-O--B-O-M; não disse BOM.
Ser-se portanto EXCELENTE é o mesmo que ser-se perfeito, distinto, notável, admirável, brilhante, magnífico, óptimo. São sinónimos que o qualificam extraordinariamente, que o qualificam como O MELHOR de entre aqueles que já são MUITO BONS.
Tal como o Ministério preconiza, os professores titulares têm obrigação de ter as maiores responsabilidades nas escolas porque os considera melhores que os outros; então, também deve caber aos professores EXCELENTES serem os mais responsáveis em todo o processo ensino/ aprendizagem e em todas as funções e tarefas do contexto escolar.
E se um professor titular, de acordo com o ministério, já é do melhor que existe numa escola, então, um professor Titular Excelente é muito mais! Além de distinto, perfeito, admirável, notável, brilhante, magnífico e óptimo, ainda tem mais um atributo: ser TITULAR. Este título não é para muitos!
E, mesmo, ser-se apenas EXCELENTE já haverá poucos, muito poucos!
Posto isto, gostaria de propor para análise aos colegas deste Conselho Pedagógico o seguinte: aos professores que, nesta fase, forem avaliados em EXCELENTE, sejam eles titulares ou não, deverão, a partir do próximo ano lectivo, leccionar as turmas mais «difíceis» da escola, bem como direcções de turma e cursos que só eles, pelas suas reconhecidas qualidades evidenciadas neste rigoroso processo que tem sido a avaliação de desempenho docente, serão capazes de resolver ou minimizar problemas da melhor forma, contribuindo, assim, para que a escola seja também melhor. O rigor desta avaliação deu-lhes esse direito. É por isso que vão ser beneficiados na pontuação para concursos, no concurso para titulares, em prémios pecuniários, … É por serem EXCELENTES, por serem os MELHORES DOS MELHORES, por serem perfeitos, distintos, notáveis, admiráveis, brilhantes, magníficos e óptimos que devem mostrar aos outros como se deve fazer.
Não é pois justo nem razoável que a escola deixe escapar este capital de conhecimentos mantendo os restantes professores com turmas difíceis e funções e tarefas complicadas, aparentemente bons professores, é verdade, mas incapazes de evidenciar os dotes que, em rigor, os professores EXCELENTES foram capazes de demonstrar nesta avaliação criteriosa dirigida ao desempenho de cada docente.
Certo da melhor atenção dos colegas e consciente da importância desta análise, solicito que, após reflexão devida, esta proposta baixe aos Departamentos e deles seja considerado o conjunto de opiniões formuladas.
Francisco Teixeira Homem, professor titular
ProfAvaliação

Ministério Deseducativo


O Ministério da Educação está transformado numa máquina de propaganda deseducativa. Não tem princípios, não reconhece erros, recorre todos os dias à manipulação, faz péssimas figuras. Não há forma de aprenderem.

Estão num beco sem saída e batem com a cabeça nas paredes. Mas de lá não querem saír. A sua teimosia cresce na mesma proporção que a sua estupidez.

As últimas palhaçadas: a divulgação do
calendário escolar do próximo ano lectivo, e o estudo que encomendam a uma empresa que deixa muito a desejar, e que apesar de tudo controladinho à partida deixa saír cá para fora o que não convinha, obrigando à filtragem imediata feita pelos burocratas do costume. Lamentável.
MEP

Sexta-feira, Junho 26, 2009

O BLOCO DE ESQUERDA SUBSCREVE O COMPROMISSO EDUCAÇÃO
















Foi extraordinariamente positiva a reunião que hoje decorreu, na Assembleia da República, entre o Bloco de Esquerda (representado pelas deputadas Ana Drago e Alda Macedo) e os Movimentos Independentes de Professores, APEDE, MUP e PROmova.

Além de se ter verificado, entre todos, uma convergência, tanto ao nível na constatação do ataque à escola pública e aos professores encetado por este Governo, como no plano da denúncia do carácter inconsistente e arbitrário do essencial das suas políticas educativas, o Bloco de Esquerda subscreveu o COMPROMISSO EDUCAÇÃO e assumiu perante os representantes dos Movimentos de Professores que, no que depender de si na próxima legislatura, porá fim à divisão da carreira e suspenderá o actual modelo de avaliação.

As representantes do Bloco de Esquerda manifestaram, ainda, uma grande preocupação com o novo modelo de gestão, denunciando a partidarização das escolas e as transformações estruturais que o mesmo desencadeará, em termos da democraticidade e da autonomia das escolas. Evidentemente, a APEDE, o MUP e o PROmova acompanham o Bloco de Esquerda nestas preocupações e pugnarão, no quadro da próxima legislatura, pela revisão do novo modelo de gestão das escolas.

Tendo em conta os possíveis cenários que podem decorrer das próximas eleições legislativas, está consumada uma parte significativa da estratégia de isolamento político deste PS de Sócrates à sua esquerda.

Os Movimentos Independentes de Professores vão procurar, até aos próximos actos eleitorais, obter o mesmo tipo de compromisso, claro e público, por parte do PCP, do PSD e do CDS-PP, relativamente à necessidade de se pôr fim à divisão da carreira e ao actual modelo de avaliação do desempenho, enquanto condições imprescindíveis à pacificação das escolas, à recuperação da confiança dos professores e à erradicação de políticas de mentira, de falta de seriedade e de injustiça, tal como foram implementadas por Sócrates e pela equipa do ME.

Desta forma, os professores e as suas famílias isolam politicamente este PS e encontram alternativas de identificação eleitoral à esquerda e à direita, consoante as suas opções ideológicas, que lhes permitam, tanto a reafirmação da sua dignidade e prestígio, como a reposição da seriedade e da justiça nas escolas.
APEDE

Bloco solidário com os professores

As deputadas Ana Drago e Alda Macedo com os representantes dos movimentos de professores. Clica na imagem para ampliá-laNuma reunião conjunta solicitada por três movimentos de professores - APEDE, MUP e PROmova - o Bloco de Esquerda reafirmou a sua oposição à "injusta e arbitrária divisão da carreira" e ao actual modelo de avaliação de professores, tudo "em nome da defesa da qualidade da escola pública". Já esta quinta-feira à tarde, o Bloco reuniu com a Fenprof para debater questões em torno do "Livro Negro da Educação", elaborado por aquela estrutura sindical.
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Esquerda.net

Quarta-feira, Junho 24, 2009

DGRHE disponibiliza ferramenta digital de apoio ao preenchimento das fichas de avaliação de desempenho e um simulador de quotas, onde os professores que se candidataram a Excelente se podem entreter em prazenteiras e onanistas simulações

Tal como se previa, a DGRHE começou hoje a disponibilizar uma ferramenta digital de apoio ao preenchimento da ficha de auto-avaliação. É dito que o objectivo da nova ferramenta digital é simplificar e facilitar o preenchimento da ficha. E o lança-mísseis do ME aproveita a ocasião e o espaço para fazer um pouco de propaganda sobre a "bondade" da avaliação de desempenho com a frase: "A avaliação é essencial". Apetece perguntar: para quê? Para quem? O website inclui ainda um link para um documento em pdf com o título "orientações para a fase final do processo" É uma espécie de manual em 11 páginas com a ladainha habitual a explicar os processos e os instrumentos da ADD. Há também espaço para as perguntas e respostas sobre a ADD e ainda - pasme-se! - um simulador de quotas , onde os professores que se candidataram a Excelente se podem entreter em prazenteiras e onanistas simulações que podem mostrar o quanto eles são melhores do que os colegas. Por fim, ainda há espaço para o manual do utilizador.
O que é que esta parafernália de instrumentos digitais quer dizer? Em primeiro lugar, significa que o ME optou pela versão digital da ficha de auto-avaliação. Em segundo lugar, é uma aposta na centralização. Em terceiro lugar, o preenchimento da FAA na plataforma digital da DGRHE torna a situação menos dolorosa. E ainda por cima há muita literatura para que os burocratas e aspirantes a burocratas possam rebolar de gozo sem deixarem de clicar no coiso. Com a frente jurídica a esmorecer e a FAA a ser entregue em massa, resta à esmagadora maioria dos professores o caminho de Lisboa. Em Setembro, uns dias antes das eleições legislativas. É aí, mais uma vez, que se decide o futuro de todos: José Sócrates, PS, Maria de Lurdes Rodrigues e professores.
ProfAvaliação

Precisam de prova de recuperação?


José Sócrates assumiu finalmente que errou. Na Educação, lá concedeu que também errou. A avaliação dos professores foi demasiado exigente e burocrática, embora tivessem corrigido o erro com a adopção sucessiva dos simplex 1 e 2, disse.

Na Educação estiveram em causa muitos votos. Uma análise minimamente séria do resultado das eleições do passado 7 de Junho não podia deixar de assinalar tal facto. José Sócrates compreendeu que muita gente deixou de votar nele por causa dos ataques que desferiu à Educação e, em particular, aos professores. Acontece que ao assinalar, em assombroso acesso de humildade, que errou, tornou a insultar os professores. Não é verdade que a avaliação tivesse pecado por ser exigente. Ao contrário, de exigente não tem nada. Tem mais de verdadeira farsa de mau teatro do que de verdadeira avaliação. E foi isto que enfureceu os professores. Não o reconhecer e atirar as culpas (novamente) para os professores, que, supostamente, se dariam mal com a exigência é novamente insultar os professores. Mais valia ter ficado calado!

Ao invés de um processo negocial sério com os sindicatos, como se tinha comprometido, a ministra pede opinião sobre o que fazer à Comissão Científica da Avaliação. Está hesitante, percebe-se. Mais simplex? Alargar os períodos em avaliação? Afinal o relatório que recebeu da referida comissão atreveu-se a ser crítico. Até eles!

Definitivamente ainda não perceberam que em matéria de avaliação os avaliados foram eles, ministra e primeiro-ministro, e a avaliação foi extremamente negativa. Precisam de prova de recuperação? Tenham bom senso e acabem com a farsa, pode ser que possam ainda aligeirar a péssima impressão que deixaram ao povo português.

Manuel Grilo, Editorial do Escola.informação, no site do SPGL
In MEP

João Vasconcelos, candidato do BE à Câmara Portimão
João Vasconcelos será o candidato do BE à Câmara de Portimão - Foto: Paulete MatosEm sessão realizada na Biblioteca Municipal, com a presença de Francisco Louçã, o Bloco de Esquerda apresentou os seus candidatos autárquicos no município de Portimão: João Vasconcelos será candidato à Câmara, Luisa Penisga lidera a lista à Assembleia Municipal e Simeão Quedas concorre à Assembleia de Freguesia da cidade. Leia na íntegra a intervenção de João Vasconcelos e veja aqui as fotografias da apresentação da candidatura. Ler mais
In Esquerda.net

Terça-feira, Junho 23, 2009


Livro Negro das Políticas Educativas apresentado e entregue hoje à Comissão Parlamentar de Educação e Ciência

Livro Negro das Políticas Educativas apresentado e entregue hoje à Comissão Parlamentar de Educação e Ciência

Na sequência das reuniões solicitadas pela FENPROF, para apresentação do Livro Negro das Políticas Educativas do XVII Governo Constitucional (2005 - 2009), realiza-se esta terça-feira, dia 23 de Junho, pelas 16.30 horas, a primeira reunião, no caso, com a Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República. Convidam-se os/as Senhores/as Jornalistas a acompanharem a delegação da FENPROF nesta reunião.

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Fenprof

Bloco pede "ponto final" na avaliação dos professores criar PDF versão para impressão enviar por e-mail

Ana Drago cumprimenta professores na manifestação de Novembro de 2008. Foto de Paulete Matos
A deputada Ana Drago, do Bloco de Esquerda, considerou nesta segunda-feira que seria um erro insistir, nos próximos anos lectivos, no mesmo modelo de avaliação de professores, já que este "não responde a nenhum dos problemas centrais do sistema educativo". Ana Drago defendeu que o Governo deve "pôr um ponto final" no actual sistema de avaliação de professores


Ana Drago defendeu o fim desta avaliação dias depois de o Ministério da Educação ter pedido ao Conselho Científico para a Avaliação de Professores um parecer sobre o tema. Maria de Lurdes Rodrigues quer saber se o conselho considera que no próximo ano deve ser adoptado o modelo de avaliação dos docentes aprovado em 2008, com as alterações necessárias, ou se deve ser mantido o regime simplificado aplicado em 2008/2009.

Em alternativa, Ana Drago defende que o governo ponha um ponto final no modelo para que seja possível "regressar à estaca zero" e iniciar uma discussão pública alargada. O Bloco de Esquerda defende que seja criado um conselho representativo dos actores do sistema de avaliação para "discutir e construir um outro modelo" que avalie "as escolas no seu contexto".

"Não podemos avaliar da mesma forma professores que estão numa escola do centro da cidade", defendeu a deputada bloquista, "e uma escola que está num contexto mais desfavorecido como acontece na periferia de Lisboa".

Entretanto, segundo o relatório da Provedoria de Justiça de 2008, o Ministério da Educação continuou em 2008 a ser o principal alvo das queixas recebidas na Provedoria de Justiça na área de organização administrativa, emprego público e estatuto do pessoal das forças armadas e forças de segurança. O serviço e organismo do ME mais visado foi a Direcção-Geral dos Recursos Humanos.

As queixas contra o ME representam 38% do total de reclamações que chegaram à Provedoria em 2008.

Esquerda.net

Quarta-feira, Junho 17, 2009

Mais conclusões do Relatório da OCDE: "A eficácia dos professores prejudicada pela falta de incentivos e pela indisciplina na sala de aula"

A leitura do relatório da OCDE, divulgado hoje, com o titulo "a eficácia
dos professores prejudicada pela falta de incentivos e pela
indisciplina na sala de aula" permite acentuar as seguintes conclusões:
1.
O quadro teórico e conceptual é o habitual na OCDE: defesa da
mercadorização da escola. O ensino é visto como uma mercadoria e a
aprendizagem como um produto que se pode quantificar.
2. Os dados foram recolhidos em 23 países da OCDE graças ao Teaching and Learning International Survey (TALIS).
3. O apoio veio da Comissão Europeia.
4. Foram seleccionadas 200 escolas por país. Em cada escola, foram distribuídos questionários a 20 professores e ao director.
5.
O questionário incluiu perguntas sobre preparação dos professores,
práticas de ensino e incentivos e reconhecimento dos professores.
6.
Noventa por cento dos professores dos países com melhores escolas e
melhores resultados dos alunos (Noruega, Austrália, Irlanda, Dinamarca
e Bélgica) não esperam incentivos à melhoria do desempenho.
7. Setenta por cento dos professores consideram que os níveis de indisciplina prejudicam a aprendizagem e dificultam o ensino.
8. Treze por cento do tempo de ensino é ocupado a resolver problemas disciplinares.
9. Quarenta e seis por cento dos professores dizem que o absentismo dos alunos é um obstáculo importante à aprendizagem.
10.
Os autores do Relatório recomendam aos governos menos controlo sobre os
recursos educativos e sobre os conteúdos e mais ênfase nos resultados
ProfAvaliação
da aprendizagem.

Nota: O Blogger endoideceu esta tarde e não está a fazer a hifenização das palavras. As minhas desculpas.
A história
ProfAvaliação

Irão: Manifestações rivais marcam o impasse

Manifestação da oposição de 15 de Junho. Foto de Ghalamnews
A disputa política desencadeada no Irão em torno das eleições presidenciais de domingo, contestadas pela oposição, que as considera fraudulentas, deu mais um passo esta terça-feira com manifestações rivais a tomarem as ruas de Teerão. Dezenas de milhares de seguidores do actual presidente Mahmud Ahmadinejad reuniram-se na praça Vali Asr; defensores de Mir Hussein Mousavi reuniram-se 7 quilómetros a norte. Segundo a rede de TV Al Jazira, a primeira manifestação foi mais organizada, com palco e oradores, enquanto a segunda manteve-se em silêncio.
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Esquerda.net

Este sábado debate-se a escola pública a Norte

Algumas notas sobre o Relatório da OCDE


A OCDE produziu um relatório sobre as escolas e os professores. O relatório é extenso e confuso. Sobre as questões da avaliação e gestão é uma salganhada que dificulta conclusões consistentes, desafiamos qualquer um a tentar tirá-las, o relatório pode ser esmioçado aqui.

Sobre outros pontos, destacamos as seguintes conclusões:

- As aulas com um número reduzido de alunos são os melhores instrumentos para combater o mau comportamento ou a falta de interesses dos alunos

- A formação dos professores é fundamental para a qualidade do ensino, mas os profissionais que optaram por fazer mais cursos de foprmação são os que mais pagam por isso, pois em nenhum dos países pesquisados essas formações são totalmente gratuitas.

- A OCDE considera que a situação laboral é um importante factor de estabilidade. Em Portugal mais de 30% dos docentes têm um contrato a termo.

- As escolas portuguesas são das poiores nos apoios em recursos humanos e materiais
MEP

Sábado, Junho 13, 2009

A LUCIDEZ DE VASCO PULIDO VALENTE SOBRE SÓCRATES

A pena lúcida de Vasco Pulido Valente sobre Sócrates, no Público de hoje:


Clicar na imagem para ampliar.

In Público (13-06-2009)

A SAGA DAS ELEIÇÕES PARA O CONSELHO GERAL

Um colega, devidamente identificado, mas que aqui preservamos por razões óbvias, enviou-nos um e-mail onde dá conta de mais um caso a acrescentar a um processo que o ME diz estar a decorrer com "normalidade" nas escolas.


"Sou professor [...] na Escola Secundária [...], cujo Director é o presidente do Conselho de Escolas. Venho por este meio informar que, no passado dia 9 de Junho de 2009 (terça-feira), foram as eleições para o Conselho Geral.

Porém, para admiração de alguns e satisfação de muitos, da parte do pessoal docente da escola não foi apresentada qualquer lista, pelo que não foi possível proceder à eleição dos representantes dos professores no Conselho Geral!

Muitos de nós que têm lutado contra as políticas educativas deste governo ficaram bastante surpreendidos, pois para eleger os representantes no Conselho Geral Transitório apresentaram-se às eleições duas listas!

Por isso, quando a tutela afirma que tudo está a decorrer com normalidade, também se confirma que a resistência às suas políticas continuam a ser muitas - mesmo daqueles que às vezes fazem os impossíveis para estar de acordo.

Ainda não sei bem o que vai acontecer a seguir.

Sei que já existem pressões para que pelo menos uma lista se apresente a eleições, pois irá ser marcada nova data para se proceder ao acto eleitoral.

Como esta situação (ausência de lista do pessoal docente às eleições) não parece estar prevista no Decreto-Lei n.º 75/2008, se a situação se mantiver o que irá acontecer? Será por nomeação do Director ou da Direcção Regional?

Certo é que o Conselho Geral só pode deliberar estando constituído na sua totalidade, mas se a situação se mantiver não é possível eleger a totalidade dos membros do Conselho Geral!

Gostava de saber a vossa opinião sobre este caso concreto.

Até que ponto este caso não pode ser um exemplo a seguir noutras escolas?

No caso de existir uma lista, o voto em branco não poderá ser uma solução?

Será que os eleitos (porque há sempre alguns que votam) têm legitimidade para se assumir como representantes do pessoal docente?"
MUP

ME recua na prova de acesso à profissão. Professores com Bom dispensados da prova

O ME recua na prova de acesso à profissão docente. A última proposta conhecida, apresentada ontem aos sindicatos, alarga substancialmente o número de candidatos isentos da prova. Se a proposta for aprovada, ficam isentos da prova os docentes que, embora com menos de 4 anos de serviço, tenham obtido Bom na avaliação de desempenho deste ano. Estão também em condições de dispensa os docentes com quatro anos de serviço e que tenham trabalhado no último ano. A Fenprof reagiu com um não. Mário Nogueira diz que a “prova não faz sentido”. “Se o Governo alarga os critérios de dispensa da prova, significa que esta não faz falta”, referiu. Disse não fazer sentido “um professor fazer um curso de habilitação científica e outro curso de formação profissional, ser sujeito a um período experimental de contratação e depois fazer uma prova de ingresso, que dura duas horas, e que vai determinar a sua vida profissional.”
Foto: Luís Moura. Painel de Azulejos em Sintra
A história
Para saber mais

Quinta-feira, Junho 11, 2009

pretty lat/long

2009 por *Bloco

Cavaco Silva homenageia Salgueiro Maia

Governo de Cavaco não respondeu ao pedido de pensão de Salgueiro Maia
Por ocasião das celebrações do 10 de Junho, em Santarém, a cidade onde Salgueiro Maia viria a falecer, o Presidente da república prestará homenagem ao capitão de Abril, 20 anos depois de lhe ter recusado uma pensão, quando exercia as funções de primeiro-ministro. O caso só se tornaria público quando o governo de Cavaco atribuíu pensões a dois ex-inspectores da PIDE.
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Esquerda.net

Quarta-feira, Junho 10, 2009

A ressaca

Derrotado

Clique na imagem para ampliar o cartaz No dia seguinte às eleições, o Bloco lançou os novos outdoors nas ruas do país chamando a atenção para a situação de mais de 200 mil pessoas, que actualmente se encontram no desemprego e sem acesso ao subsídio. "Quem ficou sem emprego não pode ficar sem apoio", diz o cartaz do Bloco.
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Segunda-feira, Junho 08, 2009

A luta dos professores não pára. Assine e envie este postal para o primeiro-ministro exigindo a reposição da gestão democrática nas escolas

Clique em cima da imagem para ler melhor. A derrota de Sócrates e de Maria de Lurdes Rodrigues foi a vitória dos professores. Até Outubro, não podemos baixar os braços. As manifestações de rua provaram provocar um desgaste grande no partido do poder. A pacificação dos professores e das escolas só pode fazer-se com 4 medidas. A sondagem feita no blogue do MUP (com 1841 visitantes a votarem) não deixa dúvidas sobre quais são essas medidas:
1º Reposição da autoridade dos professores (66%)
2º Fim da divisão da carreira (62%)
3º Fim do actual modelo de avaliação de desempenho (54%)
4. Reposição da gestão democrática nas escolas (54%).
A ministra da educação tinha dito que perdera os professores mas ganhara o país. Os resultados de ontem provam o contrário: ela, Sócrates e o PS perderam os professores e o país. Até Outubro, Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues continuarão a subida ao calvário. A porta das traseiras será cada vez mais a única alternativa que lhes resta. Abandonados pelos seus e isolados do Povo, acabam o reinado sem respeito nem glória.
Para saber mais

A Escola Pública levanta-se!


Estamos de parabéns. As políticas de Sócrates, Maria de Lurdes e Companhia foram derrotadas em toda a linha nestas eleições. Os professores e as professoras, e todos e todas os que defendem a escola pública pela igualdade e contra a discriminação, ganharam um alento valioso. Agora, temos tudo para vencer. Não se brinca nem com os professores nem com as escolas. A luta valeu e vale a pena.

O arco do “centrão”, daqueles que há muito desistiram de construir uma escola emancipadora e que a reduziram a um instrumento da sua burocracia ou do mercado, foi o mais penalizado nestas eleições. Nunca PS e PSD somados tiveram um resultado tão baixo. Paralelamente, os partidos à esquerda do PS obtiveram uma votação memorável, somando mais de 21%, um resultado único na Europa. A ideia de uma escola capaz de corrigir as desigualdades de partida sai reforçada nestas eleições.

Mas, por essa Europa fora, nem tudo são rosas: forças reaccionárias, conservadoras e neoliberais tiveram votações elevadas. Porque o todo conta mais que cada canto, importa cada vez mais defender a escola pública e mais ainda reinventá-la. Para que os valores da solidariedade vençam os do mercado.

Por cá, fica a esperança. Com estes resultados, a escola pública levanta-se.
MEP

Resultados das eleições europeias em Portugal criar PDF versão para impressão enviar por e-mail

Os eurodeputados com Fernando Nobre, mandatário do Bloco às eleições europeias, na apresentação da candidatura - Foto de Paulete Matos O Bloco de Esquerda foi o terceiro partido nas eleições europeias, com 10,74% e elegendo três deputados. O PSD com 31,68% elegeu 8 deputados e foi o partido mais votado, enquanto o PS obteve 26,58% e 7 eleitos, perdendo 5 deputados. A CDU obteve 10,66% e 2 eleitos e o CDS-PP 8,37% e também dois eleitos. Mais nenhum partido elegeu deputados, ficando todos os restantes que concorreram abaixo de 1,5%. A abstenção foi de 62,5%, ligeiramente superior aos 61,2% de 2004. Veja os resultados por distrito:

Em 2004, o Bloco de Esquerda obtivera 167.039 votos, 4,92% e elegera pela primeira vez um eurodeputado: Miguel Portas. O PS foi em 2004 o grande vencedor, com 1.511.214 votos, 44,52% e elegendo 12 deputados. O PSD concorreu em 2004 coligado com o CDS-PP tendo obtido 1.129.072 votos, 33,26% e elegendo 9 deputados (sendo 7 do PSD e 2 do CDS-PP). A CDU 308.873 votos, 9,1% e elegeu dois deputados.

Assim, nestas eleições de 2009 em relação às de 2004 o Partido Socialista perdeu cinco deputados, sendo o único partido que perdeu mandatos, apesar do número de deputados eleitos por Portugal ter sido reduzido de 24 para 22. O PSD elegeu mais um eurodeputado e o Bloco de Esquerda mais dois, Marisa Matias e Rui Tavares.

Resultados por distrito:

PSD


PS


BE


PCP-PEV


CDS-PP


Votos

%

Votos

%

Votos

%

Votos

%

Votos

%

Total

1.126.119

31,68%

944.795

26,58%

381.634

10,74%

379.000

10,66%

297.698

8,37%

Açores

19.610

40,70%

16.081

32,86%

3.149

6,43%

1.578

3,22%

3.793

7,75%

Aveiro

89.044

37,23%

56.791

23,75%

23.241

9,72%

13.572

5,68%

25.478

10,65%

Beja

7.135

13,76%

14.343

27,67%

4.842

9,34%

18.061

34,84%

2.105

4,06%

Braga

114.251

36,17%

90.567

28,67%

27.067

8,57%

21.611

6,84%

32.130

10,17%

Bragança

23.094

46,60%

12.114

24,44%

3.285

6,63%

2.087

4,21%

4.803

9,69%

Castelo Branco

24.381

32,82%

22.570

30,38%

7.321

9,86%

5.437

7,32%

5.252

7,07%

Coimbra

46.668

32,52%

40.814

28,44%

16.683

11,62%

11.605

8,09%

9.229

6,43%

Évora

10.571

18,20%

15.320

26,37%

6.086

10,48%

17.077

29,40%

2.963

5,10%

Faro

31.707

27,39%

28.917

24,98%

17.312

14,95%

11.981

10,35%

8.941

7,72%

Guarda

25.783

40,76%

17.032

26,92%

5.001

7,91%

3.222

5,09%

5.251

8,30%

Leiria

58.554

38,33%

31.247

20,46%

15.677

10,26%

9.892

6,48%

14.287

9,35%

Lisboa

195.721

25,96%

200.664

26,61%

95.638

12,68%

96.461

12,79%

64.163

8,51%

Madeira

54.909

52,53%

15.360

14,69%

5.683

5,44%

6.955

6,65%

8.715

8,34%

Portalegre

9.596

23,95%

12.435

31,04%

3.848

9,61%

7.174

17,91%

2.483

6,20%

Porto

200.285

31,98%

192.234

30,70%

65.352

10,44%

51.290

8,19%

50.022

7,99%

Santarém

44.673

28,66%

39.410

25,28%

18.973

12,17%

18.559

11,91%

12.510

8,03%

Setúbal

43.927

16,43%

64.885

24,27%

39.342

14,71%

68.452

25,60%

17.058

6,38%

Viana do Castelo

32.750

38,35%

21.875

25,62%

7.908

9,26%

5.293

6,20%

9.038

10,58%

Vila Real

37.691

47,38%

20.907

26,28%

5.038

6,33%

3.459

4,35%

6.386

8,03%

Viseu

55.769

43,31%

31.229

24,25%

10.188

7,91%

5.234

4,06%

13.091

10,17%

"VOTOZINHOS" CONTADOS...


ÉS UMA VERGONHOSA PÁGINA RASGADA!
A Sinistra Ministra

BE ganha terceiro deputado às 22:35. Ana Drago conquistou dezenas de milhares de votos de professores. Rangel leva PSD à vitória


O BE teve um excelente resultado nas eleições europeias. Saiu claramente vitorioso destas eleições. Acaba de ganhar o 3º deputado. Tinha apenas um deputado: Miguel Portas. Vai ficar com três. Triplicou os resultados. A vitória do BE deve-se, fundamentalmente, aos professores. Foi o discurso e a acção da deputada Ana Drago que levou dezenas de milhares de professores a votarem pela primeira vez no BE. É uma lição para o PS. Outra lição: a derrota do PS deveu-se, principalmente, à arrogância e prepotência de Maria de Lurdes Rodrigues. O Povo não gosta de ver os professores maltratados. O PS e o Governo de José Sócrates maltrataram os professores como nenhum Governo o fizera antes. Tiveram a resposta merecida. Paulo Rangel tomou posições justas a favor dos professores. Comprometeu-se na revisão do ECD e do modelo de avaliação de desempenho. Teve palavras de compreensão para com a luta dos professores. E essa atitude trouxe-lhe votos. A compreensão de Paulo Rangel pela luta dos professores rendeu-lhe muitos votos e contribuiu muito para o resultado: 31,7%.
Resultados finais: PSD: 31,7%, 8 deputados; PS: 26,6%, 7 deputados; BE: 10,7%, 3 deputados; CDU: 10,7%, 2 deputados; CDS: 8,4%, 2 deputados.
Para saber mais

A derrota do PS, de Sócrates e de MLR nos blogues de professores


"A maior votação da história do Bloco"

Louçã, rodeado de Fernando Nobre, Miguel Portas Marisa Matias e Rui Tavares. Foto de Paulete Matos
No final na noite eleitoral, Francisco Louçã agradeceu aos eleitores que deram ao Bloco a maior votação da sua história. O líder do Bloco desvalorizou ainda a vitória do PSD, recordando que "com 32%, está muito perto da votação da clamorosa derrota de Pedro Santana Lopes".Minutos depois, confirmou-se a eleição de Rui Tavares, o 3º deputado europeu do Bloco, que passou a ser a 3ª força política do país.
Ler mais e comentar...
Esquerda.net

"Bloco vai assumir as suas responsabilidades"
Francisco Louçã faz o balanço político das eleições.


"Bloco obteve extraordinário resultado"
Declaração de Miguel Portas na noite eleitoral
Esquerda.net

Sexta-feira, Junho 05, 2009

VOTA BLOCO DE ESQUERDA
Apoio às trabalhadoras da FACOL

Francisco Louçã e Marisa Matias foram levar a solidariedade do Bloco de Esquerda às trabalhadoras e aos trabalhadores da Facol, empresa corticeira de Lourosa, que não recebem salários há sete meses.


Comício do Porto
Intervenções de Alda Sousa, Marisa Matias, Fernando Nobre, Francisco Louçã e Miguel Portas. Actuação musical dos Dazkarieh.


Fotogaleria da campanha em Lourosa, Matosinhos e Braga

Imagens de campanha em Lourosa, Matosinhos e Braga. Fotos de Paulete Matos


Encontro com a CT do Metro do Porto
Miguel Portas, Marisa Matias e Rui Tavares reuniram-se com a Comissão de Trabalhadores do Metro do Porto para conhecer os problemas que enfrentam e as conquistas que obtiveram através da sua organização.


Entrevista na SIC-Notícias
Miguel Portas fala das diferentes reações populares que encontrou durante a campanha, da abstenção como "revolta de café" e da necessidade de usar o voto para a mudança. Veja também a primeira e a terceira parte da entrevista.
iN ESQUERDA.NET

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Avaliação
Professores avaliadores só com especialização

Professores avaliadores só com especialização

In D. N.

Conselheiros do ME foram às escolas ver aplicação do modelo. E concluíram que os avaliadores se sentem pouco preparados e sem muita capacidade para avaliar.

Comício de Lisboa - Europeias
Resumo do comício de Lisboa do Bloco de Esquerda, onde foram oradores: Isabel Faria, Rui Tavares, Ana Drago, Luís Fazenda e Miguel Portas. Actuaram os Gaiteiros de Lisboa.


O sufoco de duas maiorias absolutas na Madeira
Miguel Portas fala durante o almoço da Madeira
Miguel Portas participou num almoço com apoiantes da candidatura na Madeira, que reuniu cerca de 300 pessoas. O cabeça-de-lista do Bloco criticou fortemente o off-shore da Madeira tendo apontado baterias às pessoas "bem pouco normais" que fogem aos impostos através da praça financeira madeirense. Ler mais...
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NO Domingo, eu vou votar...Contra o PS. UM texto de Luís Moura

Os direitos dos professores foram desprezados e espezinhados, arrogantemente, mais do que nunca, ao longo de toda esta legislatura pelo governo e pelos deputados do PS. Mas é bom não esquecer que esse caminho já fora trilhado, embora de forma menos vincada e menos agressiva, na legislatura do PSD quando Manuela Ferreira Leite (MFL) foi Ministra da Educação. Depois disso, MFL, sem sequer se debruçar sobre as consequências da legislação educativa posta em prática pela actual ministra, começou primeiro por apoiá-la convictamente. Enfim, MFL só se tem vindo a afastar do apoio às políticas de Sócrates à medida que as eleições se aproximam.
Depois dos ferozes ataques a que os professores foram sujeitos por parte do PS (governantes, deputados, militantes e invejosos), prescindir do direito de voto, é o equivalente a admitir que somos coniventes com o fabrico artificial de estatísticas, com a propaganda indecente e com o recrudescer do autoritarismo, obscurantismo, injustiça, prepotência, incompetência, ignorância, intolerância, arrogância e outras “ânsias”. É o mesmo que admitir que somos coniventes com o ECD, ADD, Prova de Ingresso, CCAP, Novo Modelo de Gestão Escolar, Estatuto do Aluno, Novas Oportunidades e todas as tretas inventadas pelo ME para nos desprestigiar, infernizar a vida e para nos martirizar. Fomos atingidos ilegitimamente na nossa dignidade.
Um destes dias ainda virão dizer que, graças a eles, o parque escolar tem mais qualidade, mais quadros interactivos, mais projectores de vídeo, mais Magalhães. O que eles não vão dizer, é que os milhões gastos nesses negócios, de cuja legalidade até a própria Comissão Europeia duvida, foram roubados aos professores, os quais durante esta legislatura, viram as suas carreiras irremediavelmente congeladas e, com elas, as correspondentes remunerações. Fomos roubados indecentemente nas nossas expectativas remuneratórias.
Nós professores, temos o dever moral e cívico de denunciar todos os deputados e governantes que, de uma forma oportunista, ao longo desta legislatura, sempre colocaram os seus interesses particulares acima do interesse geral e do bem do país e espezinharam os direitos de todo um grupo profissional.
O acto de votar é um dever de todos os cidadãos. Os professores e educadores devem dar o exemplo de como se exerce a cidadania e, como tal, devem ir votar no domingo e, mais do que isso, devem apelar ao voto.
Mas o voto é mais que um dever, é também um direito. Não podemos, de forma alguma, prescindir dos nossos direitos. É imperativo que todos os professores exerçam o seu direito. Por isso colega, não esqueças do que este PS te fez. Por isso colega, domingo vai passear, vai à praia, à serra, ao campo, ao jardim, ao centro comercial ou fica em casa, mas não deixes de ir votar. Contra o PS.
Luís Moura
Foto: Em direcção ao Marquês. No dia 30 de Maio. Foto de Luís Moura
ProfAvaliação

Uma grande lição


(em cima foto de Ana Candeias e por baixo contra-capa do jornal público do dia 31 de Maio)

Calámos o medo!

Todos sabemos os riscos que esta manifestação comportava: calor, cansaço, desmoralização, final de ano lectivo.

Todos sabemos que, mesmo assim, o governo tinha medo desta manifestação, e apostou tudo no seu fracasso. Basta recordar o que se passou na semana que precedeu este protesto massivo: o governo suspendeu temporariamente a mudança dos vínculos dos professores para tentar eliminar um dos motivos da contestação. A ministra veio dizer que a sua reforma estava ganha e que os professores estavam derrotados, que a esmagadora maioria tinha entregue os objectivos individuais e aceitava as novas leis.

O governo apostava tudo em ir para as eleições com a propaganda oleada: tinha conseguido dividir os professores e calar as reistências, alardaria para a opinião pública que “custou mas foi”.

Só lhe faltava a cereja no topo do bolo: bastava que a manifestação tivesse poucas dezenas de milhares de professores, bastava que os títulos dos jornais, os editoriais e as imagens televisas tivessem dito que os professores desistiram, que, enfim, a reforma estava mesmo ganha. Bastava que a esmagadora maioria tivesse ficado em casa.

Mas os professores estragaram-lhe a festa. Calaram o medo e calaram o governo. 70 mil professores na rua desmentiram a propaganda e a manipulação. Provaram que, depois da odisseia dos objectivos individuais, continuam unidos em defesa da escola pública e contra uma política arrogante, persecutória e que quer fazer da escola uma repartição do Estado e uma fábrica de estatísticas, com chefes e súbditos.

O esforço de sindicatos, movimentos e blogues na convocação e mobilização para esta manifestação foi essencial para que ela fosse um sucesso e isso foi até reconhecido pelo porta-voz da plataforma sindical. Todos os que acederam ao convite do Movimento Escola Pública para o apelo “
Encontramo-nos ao Sábado”, que não apaga as muitas diferenças que existem entre nós, demonstraram grande maturidade e contribuiram para uma grande manifestação: soubémos apontar todos aos mesmo tempo contra o nosso inimigo comum e ganhámos esta batalha.

A prova disso foi a forma envergonhada com que o governo reagiu à manifestação. Teve que recorrer ao plano B e ao plano C. (O plano A era dizer: “estão a ver? Tão poucos? Está ganho!). O plano B foi dizer que havia aproveitamento partidário da oposição mesmo que a oposição tenha estado desde a primeira hora com os professores e que não fosse a maioria absoluta o parlamento já teria decidido um caminho diferente para a Educação...O plano C foi dizer que vai continuar a fazer a sua política e que os professores têm o direito de se manifestarem....ou seja, enfiar a cabeça na areia.

Foi uma grande lição que lhes demos. No próximo Domingo vem a outra lição. A maioria absoluta começa agora a desfazer-se.

São os professores que estão ao ataque e o governo à defesa. A dimensão extrarodinária do 30 de Maio dá outra força para as negociações que se avizinham e condicionará a postura do próximo governo.

Não colocamos de parte novas acções de luta ainda este ano lectivo, os professores mostraram que são capazes. Mas, sem dúvida, a próxima cartada forte, a próxima acção de muitas massas, deve ser apontada para Setembro: só o facto de falarmos já nela coloca o medo do lado deles.

E nessa altura não haverá tanto calor nem tanto trabalho na escola nem o medo de sermos poucos, que afinal até fomos muitos. Nessa altura rebentamos de vez com a maioria absoluta e abrimos caminho para uma escola democrática, inclusiva, motivada, em que a força da cooperação esmagará a paranóia da competição.

Movimento Escola Pública