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segunda-feira, maio 18, 2009

E agora… Algo completamente diferente.

0859a

Anterozóide

segunda-feira, abril 06, 2009

Plataforma sindical propõe aos professores manifestação nacional na semana que termina a 16 de Maio


Do site da Fenprof:

Mário Nogueira, em nome da Plataforma Sindical dos Professores, apresentou à Comunicação Social (3 de Abril, sexta-feira) as conclusões do encontro que durante a manhã reuniu representantes de todas as organizações sindicais de professores.

Em síntese, o secretário-geral da FENPROF e porta-voz da Plataforma apresentou as formas de acção e consulta aos professores que, logo a abrir o 3º período lectivo, se irão desenvolver:

- Na primeira semana completa de aulas do período, entre 20 e 24 de Abril, decorrerá uma enorme operação de consulta aos professores e educadores de todo o país, com reuniões em todas as escolas ou agrupamentos que receberá a designação de Consulta Geral. Nestas reuniões apurar-se-ão as formas de acção para prosseguir a luta, far-se-á um balanço dos avanços que se obtiveram neste percurso e que resultados devemos exigir para a melhoria das condições de trabalho dos professores.

- Em relação às formas de luta esta Consulta Geral aos Professores e Educadores sobre o Prosseguimento da Acção Sindical apurará da disponibilidade dos professores e educadores para a realização de uma manifestação nacional, em Lisboa, na semana que termina em 16 de Maio ou de outras formas de luta a concretizar na mesma data. A justificação apresentada para esta data foi que "é a última semana antes da campanha eleitoral para as eleições europeias e não queremos que se confundam as coisas". Em relação a outras formas de luta, nomeadamente o recurso à greve, procurar-se-á igualmente "conhecer a disponibilidade dos professores" e, neste caso, "sobre o tipo de greve a adoptar e o momento mais adequado para que se realize".

Vê aqui o resto
MEP

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Mais uma lufada de ar fresco!


Declaração dos professores da Escola Secundária de Santo André/Barreiro

Os professores da Escola Secundária de Santo André/Barreiro, reunidos no dia 21 de Janeiro de 2009, fazendo valer o seu direito à avaliação, de acordo com o estipulado pelo artigo 11, nº 1, do Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, comprometem-me a cumprir todas as funções que decorrem da sua actividade profissional, como sempre têm feito enquanto professores conscientes dos seus deveres para com os alunos e a comunidade educativa em geral.

Consideram ainda que:

O modelo previsto no Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro nunca reuniu condições de exequibilidade, tendo sido um factor determinante na degradação do relacionamento interpessoal no seio da classe docente e profundamente perturbador do clima escolar, com reflexos negativos, directos e indirectos, no processo de ensino e aprendizagem.

Este modelo, ainda em vigor, encontra-se já completamente desvirtuado por força da introdução de diferentes despachos e emendas, nenhuma delas resultado de uma discussão aberta e participada com a classe docente, carecendo igualmente de uma avaliação científica objectiva.

É um modelo que estratifica a carreira artificialmente em professores titulares e professores não titulares, sem qualquer fundamento de ordem profissional, ética e pedagógica, não correspondendo a qualquer diferenciação funcional.

Pelo exposto, reiteram a sua intenção de ser avaliados, mas nunca por este modelo, mesmo numa versão que se limita a simplificar o acessório, mantendo os aspectos essenciais mais gravosos. Manifestam ainda o seu direito a ser avaliados através de um modelo que seja justo, testado, simples, formativo e que, efectivamente, promova o mérito pela competência científico-pedagógica, mas sem diferenciação de natureza administrativa.

Decidem ainda:

1. Manter a suspensão da sua participação em quaisquer procedimentos que digam respeito a este modelo de avaliação, nomeadamente a recusa em entregar os objectivos individuais.

2. Reafirmar as exigências de reposição da carreira única para os professores, do fim da prova de ingresso, de reposição de horários compatíveis com a especificidade da nossa profissão, de reposição das condições de aposentação do antigo ECD e de regulamentação de mecanismos para a vinculação dos professores contratados – o que implica a construção negociada de um verdadeiro ECD, incompatível com o actual “ECD da Ministra”.

3. Apelar a que os Conselhos Executivos dos concelhos do Barreiro e Moita se reunam, para analisarem as condições em que o ME pretende fazer deles os aplicadores do seu modelo de ADD, nomeadamente por via do dec.1-A, sobrecarregando-os com tarefas burocráticas incompatíveis com uma gestão minimamente pedagógica.

4. Saudar as posições de várias Assembleias Municipais e Sindicatos de apoio à luta dos professores; apelar a que todas as organizações representadas no nosso concelho tomem a mesma posição.

5. Apoiar activamente e mobilizar-se para a manifestação de dia 24 de Janeiro frente à Presidência da República, convocada pelos Movimentos de Professores.

Aprovada por 61 votos a Favor (77,2%), 7 Contra e 11 Brancos.
Votaram 79 professores
MEP

sexta-feira, novembro 21, 2008

O que muda no modelo burocrático? Os resultados do conselho de ministros extraordinário

Como antecipei no meu post das 17:30 , a ministra recuou mas continua a insistir na "bondade" de um modelo burocrático que já provou que não funciona. O que é que vai mudar? A ministra diz que as mudanças vão incidir 1) na ausência de relação entre a avaliação do professor e os resultados escolares dos alunos; 2) na adequação da formação dos avaliadores aos avaliados, 3) na redução da burocracia e 4) na redução da sobrecarga de trabalho.
1. Ausência de relação entre a avaliação do professor e os resultados escolares dos alunos: o célebre Item das taxas de abandono e de insucesso desaparece das fichas e dos objectivos individuais.
2. Adequação da formação dos avaliadores aos avaliados: o avaliador tem de ser do grupo de recrutamento do avaliado.
3. Redução da burocracia: formalização de grelhas simplificadas, com agregação de itens.
4. Redução da sobrecarga de trabalho: redução de horário dos avaliadores.
Embora ainda desconheça os pormenores e sendo certo que é difícil analisar medidas sem conhecer o diploma que as introduz (novo decreto rectificativo ou despacho?), uma boa parte destas medidas em nada irão alterar o excesso de burocracia, de sobrecarga de trabalho e de injustiça e parcialidade.
Quanto ao ponto1: é uma alteração justa.
Quanto ao ponto 2: é impraticável em muitas escolas, porque não haverá avaliadores suficientes que cumpram o requisito de serem do mesmo grupo de recrutamento dos avaliados. Se a avaliação tiver uma periodicidade de 4 anos, ja será possível.
Quanto ao ponto 3: para se saber se a mudança introduz redução da burocracia será preciso saber se as fichas divulgadas pela DGRHE são mantidas ou se há uma efectiva redução no número de fichas e de itens.
Quanto ao ponto 4: acenar com a redução do horários dos avaliadores pode ser uma medida faz-de-conta. Redução em que componente? Lectiva? Não lectiva? E por que razão essa redução - a existir - é apenas para os avaliadores? A existir, como é que se traduz? E os avaliados?
O anúncio da medida da redução das aulas observadas de 3 para 2 aulas e a indicação de que a observação de aulas só é obrigatória para quem se candidate ao Muito e ao Excelente parece razoável.
Permanecem, no entanto, as questões de fundo: a) uma avaliação feita por pares que é, em si mesma, geradora de conflitos, parcialidades, subjectividade e mal-estar; b) as quotas para muito bom e excelente; c) a pontuação do Muito Bom e do Excelente para efeitos de graduação profissional e concursos; d) a divisão da profissão em duas categorias.
Em conclusão: parece haver um recuo da ministra em algumas questões importantes mas os aspectos essenciais, que provocam mais injustiça e parcialidade, mantêm-se.
Está provado que o Governo só recua quando acossado pela luta dos professores. Como o essencial do modelo burocrático se mantém, a greve de 3 de Dezembro deve continuar bem como a exigência da suspensão imediata do modelo e a sua substituição por outro. Os partidos da oposição continuam unidos nessa exigência. A Plataforma Sindical e os movimentos independentes também.
ProfAvaliação

SIMPLEXICOMPLIFICAÇÃO TEIMOSA

A Sra. ministra não suspende nem simplifica a avaliação.

Na conferência de imprensa da Sra. Ministra, após a realização do Conselho de Ministros Extraordinário, assistimos, apenas, à tentativa de recolha dos "cacos", fragmentos bem mais esboroados do que pensam os responsáveis da 5 de Outubro. Tratou-se de uma manobra política com o objectivo de deixar transparecer que se cedeu, sem ceder, ou que não se cedeu demonstrando as virtualidades simplex, que podem até complexificá-lo nalguns aspectos.

No que ao processo de avaliação diz respeito, não há outra solução que não seja a suspensão do modelo, na medida em que este continua a prever a "discriminação negativa" através do estabelecimento de quotas, só aparentemente alivia a carga burocrática e não serve os objectivos de avaliação voltada para a melhoria das práticas.

Após a suspensão deste modelo, haverá três caminhos possíveis, qualquer deles negociado:

. um modelo novo, com base numa política orientada para a qualidade da escola pública;
. um modelo baseado no anterior, introduzindo melhorias consideradas necessárias;
. um modelo inspirado num dos vários modelos praticados nos países desenvolvidos da Europa.

No entanto, convém não esquecer que O CENTRO DA NOSSA LUTA É A REVOGAÇÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE, de que decorre a divisão da carreira em duas categorias e o actual processo de avaliação, de que exigimos suspensão imediata.

É este "documento" que está na base de toda a instabilidade que se vive na escola pública.

Ou lutamos agora, firmes e determinados, ou os sacrifícios da nossa luta serão em vão.

A LUTA CONTINUA! RESISTIREMOS E VENCEREMOS!

Todos ao Liceu Camões


A Ministra ofereceu um rebuçado envenenado, simplificações para este ano lectivo, e não mexe no essencial. Aliás, culpa as escolas pelo caos instalado. Recusa-se a assumir que este modelo de avaliação não funciona e que assenta em bases erradas e injustas. Convidamos todos os professores e cidadãos interessados em continuar esta batalha pela escola pública a juntarem-se no auditório do Liceu Camões (Lisboa), esta sexta-feira às 18h30.
MEP

O modelo de avaliação não é beliscado”



Alterações apresentadas pela ministra:
- os resultados dos alunos deixam de contar para a avaliação
- os professores podem requerer ser avaliados por docentes da mesma área disciplinar
- as aulas assistidas passam de três para duas e só são necessárias caso o professor avaliado queira aceder às notas de Muito Bom e Excelente
- anunciou simplificações das fichas e instrumentos de registo, mas sem concretizar nada.

A ministra diz que nada destas alterações beliscam o modelo. Pois não.

O modelo coloca professores titulares a avaliar outros titulares e não titulares. Assenta por isso na divisão artificial e injusta da carreira e não garante maiores competências dos avaliadores sobre os avaliados, mantendo a desconfiança entre pares.

O modelo põe professores a vigiar professores, professores a competir com professores, em vez de incentivar um clima de cooperação e inter-ajuda a bem dos alunos.

Mantém as cotas para as notas de Muito Bom e Excelente, mesmo quando mais professores as merecem.

Mantém o carácter punitivo do modelo de avaliação, rejeitando uma visão formativa e que permita a melhoria concreta das práticas pedagógicas.

A Ministra da Educação apresenta simplex atrás de simplex para ver se salva o essencial de um modelo injusto. Não quer ver que este modelo não funciona.

Além de não tocar no essencial, a ministra diz que este simplex é apenas para este ano. E para o ano? O essencial mais complex?

Nenhum professor engole o rebuçado envenenado. Suspensão já!

MEP

'A luta dos professores vai continuar!'

"MLR não respondeu à luta dos professores! MLR deu resposta, exclusivamente, à população em geral e às questões que, facilmente, o país interpreta como indo ao encontro da classe docente. Tenta, assim, mais uma vez, virar o País, contra os professores! Mas, se o País se pronuncia, muitas vezes ou quase sempre, sem conhecer o Decreto -Regulamentar nº 2/2008, já os Deputados, Dirigentes e Militantes do Partido Socialista têm obrigação de verificar que NÃO existe qualquer alteração significativa no processo e que, portanto, não existem motivos para abrandar a luta! A luta dos professores vai continuar! Tal como MLR afirmou, NADA de substancial foi alterado. Agora, com os ajustamentos feitos pelo ME para tentar acalmar os professores e as escolas em ano de eleições, só os professores que requererem a observação de aulas poderão aspirar à classificação de Muito Bom e de Excelente! Esquece, MLR de referir que as quotas se mantêm e que haverá professores avaliadores com menos habilitações a avaliar professores que investiram mais na carreira e que têm, inclusive, Doutoramentos. Esquece MLR de referir que, por esse país fora, há muitas escolas que não têm professores avaliadores da mesma área disciplinar e que, portanto, o seu ajustamento é pura falácia. Esquece MLR de referir que nenhum professor quer avaliar o colega do lado, pois não foi essa a sua vocação e orientação quando escolheu, simplesmente, ser professor! Esquece MLR de referir que na grande maioria das escolas, os avaliadores são os menos experientes e são os mais novos. Há ex-estagiários a avaliar os seus ex-orientadores! Há ex-alunos a avaliar os seus ex-professores! TODOS os professores têm a obrigação de se manter unidos e defender uma avaliação justa e imparcial em TODAS as escolas e não apenas em algumas! Esquece MLR de referir que os professores não querem a divisão da carreira em duas e que essa é a origem do grande clima de mal-estar sentido e vivido nas escolas! As alterações anunciadas não satisfazem as reivindicações dos professores, pelo que se mantém a exigência da suspensão imediata deste modelo de avaliação. A simplificação anunciada em nada altera a natureza do modelo, economicista e punitivo, tal como, aliás, foi referido pela Ministra da Educação! MLR insiste na divisão de professores tentando, agora, seduzir os avaliadores com a diminuição da carga horária e convidando-os, assim, a ficarem do seu lado! Quem são os avaliadores que aceitam dizer sim a MLR e não aos professores? Depois da união conseguida entre os professores, não devemos agora desperdiçar a nossa força, aceitar a divisão e deixar que alguns façam Entendimentos com MLR sejam eles, sindicatos ou, simplesmente, professores avaliadores e/ou Conselhos Executivos. Continuamos, por isso, todos a ter a obrigação de esclarecer o País e a Comunicação Social através de todos os meios de que dispomos! E, enquanto não houver justiça, temos o dever de resistir até ao último sopro das nossas forças!

Lourenço"

A Sinistra Ministra