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sábado, junho 14, 2008

Vitória do Não na Irlanda

Miguel Portas
declaração feita numa conferência de imprensa realizada ontem à tarde

1. No único referendo que, por imperativo constitucional, se realizou na União Europeia sobre o Tratado de Lisboa, a maioria dos irlandeses disse Não. Pode dizer-se que eles votaram por todos os que, na União, foram impedidos de o fazer e o resultado está à vista.

2. O Tratado de Lisboa morreu. Como o próprio presidente da comissão europeia repetiu à exaustão, não há plano B. Um Tratado só entra em vigor quando todos os contratantes o ratificam. Isso, mais uma vez, não se verificou. Fingir que este novo Não nunca existiu e prosseguir com as restantes ratificações parlamentares é, não apenas mudar as regras a meio do jogo, como liquidar, à luz dos povos, a credibilidade das relações entre Estados na União e entre estes e os respectivos cidadãos.

3. Há, na Europa, um fosso crescente entre as opiniões públicas e as lideranças políticas. É este divórcio que é preciso resolver. Qualquer opção que, em nome da eficácia de decisão, diminua a democracia e assalte autoritariamente as regras por todos aceites, é um erro e uma irresponsabilidade de consequências incalculáveis.

A alternativa à morte do Tratado não é o autoritarismo contra a opinião dos povos. É um debate clarificador sobre o próprio futuro da União e das políticas que estão na raiz da desconfiança e do protesto.

4. A União pode viver por mais algum tempo com os Tratados que estão em vigor. Eles são maus, mas as instituições funcionam. Para o cidadão comum, não existe qualquer urgência na entrada em vigor de um novo Tratado que, além de não ser melhor do que os actuais, foi de novo rejeitado. A crise da União Europeia existe, mas é a que decorre das suas políticas contra os direitos sociais.

5. Em Junho de 2009 os europeus irão eleger um novo Parlamento Europeu. Esse é o momento para que, em todos os países da União, se realize, em simultâneo, um verdadeiro debate sobre o nosso destino comum. Em 2009, cada força política se deve apresentar às eleições com as suas propostas e competirá aos cidadãos a escolha. Esse é o momento e este é o caminho.

terça-feira, junho 10, 2008

O povo irlandês vai votar NÃO no referendo ao tratado de Lisboa em nome de todos os que rejeitam o liberalismo, o capitalismo e o militarismo europeu

Queridos amigos irlandeses,

Sou um cidadão de um estado membro da UE. No meu país não pudemos votar no futuro da Europa. Só vocês, amigos irlandeses, têm este direito e foram chamados a votar no “Tratado de Lisboa” a 12 de Junho.

Eu rejeito este Tratado por ser antidemocrático na concepção e no conteúdo.

Por favor, votem NÃO por mim como um primeiro passo para a construção de uma Europa comum social, ecológica, democrática e pacífica




AS PESSOAS ACIMA DOS LUCROS


...

POR UMA EUROPA PARA AS PESSOAS, E NÃO PARA OS LUCROS E A GUERRA



Paremos o Tratado da UE!

Levantemos as nossas vozes na Irlanda!
In Pimenta Negra

Isto deve querer dizer qualquer coisa

A dois dias do referendo ao Tratado de Lisboa, o “não” continua subir em todas as sondagens e pode mesmo ganhar a consulta popular na Irlanda. Como já tinha acontecido com a rejeição do Tratado Constitucional em França e na Holanda, o “não” cresce sempre à medida que o debate sobre o futuro da construção europeia vai crescendo de intensidade.

Não deve haver hoje matéria política, como o futuro da Europa, que evidencie uma maior ruptura entre as posições dos representantes políticos com a dos eleitores que os elegeram. Na Irlanda, apenas o Sinn Fein (um partido com 8%) apela ao voto “Não”. O mesmo tinha acontecido em França e na Holanda, onde a esmagadora maioria dos deputados defendia o “Sim” que acabou chumbado nas urnas.

Notícias como esta, sobre um comboio exclusivo para os deputados europeus fazerem a ligação entre Bruxelas e Estrasburgo, também devem ajudar a explicar alguma coisa (via Origem das Espécies).

Blog Zero de Conduta