Mostrar mensagens com a etiqueta Força Professores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Força Professores. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, maio 29, 2009

EU NÃO VOTO (NESTE) PS !

Aqui estão a canetas que os professores poderão oferecer aos seus amigos não professores, colaborando na campanha. Se cada professor gastar 1 euro pode presentear dois amigos. Se quiser gastar 5 euros chegará a dez eleitores!


Clicar na imagem, para obter o tamanho real.

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!
MUP

terça-feira, janeiro 20, 2009

Mais papistas…

Não posso começar esta crónica sem uma saudação muito especial aos mais de cem mil professores que ontem estiveram em greve. Duas paralisações na casa dos 90%, no espaço de um mês e meio, é um facto sem paralelo no sindicalismo português, antes ou depois do 25 de Abril. A actual luta dos professores constitui aliás um movimento social inédito no nosso país, que extravasa muito as fronteiras do sindicalismo. Desde logo porque nasceu nas próprias escolas, como resposta genuína à prepotência e ao autoritarismo da equipa ministerial teimosamente apoiada por José Sócrates. A contestação generalizada a este modelo de avaliação anti-pedagógico surpreendeu os próprios sindicatos que assinaram o polémico Acordo com o ME, em Abril de 2008.

Mas as causas e consequências dos protestos dos professores vão muito para além da avaliação, do estatuto que separou artificialmente a carreira entre titulares e não-titulares e dum modelo de gestão anti-democrático que pretende, de algum modo, restaurar a bafienta figura do "senhor reitor". A luta não ficou confinada nas escolas, ganhou o espaço público e protagonizou, em pouco mais de meio ano, duas das maiores manifestações de sempre em Portugal, com 100 e 120 mil participantes, seguramente as únicas que conseguiram trazer à rua a maioria qualificadíssima de uma só classe profissional. Tudo isto apesar da chantagem, das ameaças e dos cantos de sereia. É obra!

As repercussões sociais e políticas deste movimento ainda nos escapam. Mas, justamente por ele se situar no coração do sistema educativo, por ter envolvido pais, alunos e toda a sociedade, o mínimo que se pode dizer é que estamos a assistir a uma aula magistral de educação cívica. Os direitos e a dignidade profissional dos professores não cederam a ameaças nem estão à venda perante recuos "simplex" que apenas confirmam a falta credibilidade de um modelo de avaliação mal copiado de paragens longínquas e que já nem é levado a sério pelos seus promotores.

Perante esta afirmação de dignidade profissional e cívica de que se orgulha legitimamente a classe docente, destoa o clima de intimidação e as pressões intoleráveis exercidas sobre os professores de duas escolas da cidade de Beja – a Mário Beirão e a D. Manuel I – por sinal, tive o gosto de ser professor, delegado e dirigente sindical nestas duas escolas, na já longínqua década de 80. Não posso pois calar a indignação perante o que se tem passado, em particular na Secundária D. Manuel I, a nossa velhinha Escola Industrial e Comercial de Beja.

Mais de 90 dos 114 professores desta Escola pediram, no final do primeiro período lectivo, a suspensão de avaliação, depois da greve a que aderiram cerca de 80 docentes. Já em Janeiro, na sequência do Dia de Reflexão, mais de 70 subscritores solicitaram a convocação de uma Reunião Geral de Professores, ao abrigo do Artigo 497 da Lei 99/2003 – vulgo Código do Trabalho. Espantosa foi a reacção dos órgãos de gestão da Escola: esta reunião seria ilegal à face a um regulamento recentemente imposto à função pública – como se os funcionários do Estado pudessem ver os seus direitos diminuídos face à lei geral e, sobretudo, face á Constituição da República Portuguesa que consagra o direito de reunião no seu Artigo 45.

Pior: além de "não autorizar" uma reunião que apenas tinha de ser comunicada e nem carece de autorização, o órgão de gestão da Escola marcou ele próprio, para o mesmo dia e a mesma hora, uma reunião, com um ponto único: "Esclarecimento de dúvidas concretas em relação ao processo de avaliação de desempenho na forma simplificada". E impõe logo uma metodologia: "as questões serão respondidas por ordem de inscrição pelos elementos do CCAD, partindo-se do princípio que os docentes consultaram os sites do ministério relativos à legislação". Ou seja: temos uma sessão de explicações aos meninos que ainda não apreenderam a excelência deste modelo de avaliação! Às vezes dá-me uma saudade de voltar á Escola… Ah! E se me perguntarem quem é que me contou tudo isto, como agora está na moda, aprendi há muitos anos que não se fala, nem na PIDE.

Alberto Matos – Crónica semanal na Rádio Pax – 20/01/2009
APEDE

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Mais boas novas no dia de uma greve promissora


Caros colegas,
No sentido de aumentar o caudal da justa contestação quer ao modelo de avaliação, imposto a qualquer preço, quer de um estatuto da carreira docente inaceitável, fracturante e gerador de todas as injustiças, os educadores e docentes do AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CANTANHEDE, reuniram em Assembleia geral no passado dia 15 de Janeiro a fim de reafirmar a sua disposição de não entregar os objectivos individuais, em coerência com idêntica posição assumida em 13 de Novembro.

Além da recusa a colaborar no modelo de avaliação versão “simplex”, apelam à suspensão do modelo de avaliação, à revisão do ECD eliminando a artificial divisão dos professores em titulares e não titulares, bem como as quotas para muito Bom e excelente.

Os educadores e professores não se vendem por um prato de lentilhas, não cedem à chantagem do ME e não se vergam perante o autoritarismo e a prepotência deste governo.

Além do Abaixo-assinado elaborámos também um comunicado a ser distribuído aos encarregados de educação e à comunidade no dia da greve. Agradecemos a sua divulgação, como mais um contributo para aumentar o caudal da nossa revolta.

Não há outro caminho para a nossa luta se não continuar firmes na resistência.
Se agora cedermos os professores não levantarão cabeça nos próximos anos e terão de engolir todo o “óleo de rícino” que o ME nos quiser fazer engolir. E como é sabido em doses elevadas, este provoca náuseas, vómitos, cólicas e diarreias agudas.

À parte esta tirada farmacológica, é importantíssimos e decisivo que persistamos nesta luta de resistência, recusando praticar a genuflexão perante este trio abominável que ocupa a 5 de Outubro.

Só pela unidade e firmeza de carácter e princípios poderemos sair vitoriosos. Mas que ninguém se iluda a vitória não nos será servida de bandeja.

Serafim Duarte
Professor de História do Agrupamento de Escolas de Cantanhede

Vê o abaixo-assinado
MEP

domingo, janeiro 18, 2009

Mais 20 moções de rejeição da avaliação de desempenho

Se quiser ler mais 20 moções aprovadas pelos agrupamentos e escolas, nos últimos 5 dias, clique em cima dos nomes das escolas.
Pode ter acesso a mais 20+20 moções clicando neste post e neste .

Nota: Amanhã, os professores voltam a parar as escolas públicas portuguesas. Esta noite é a altura ideal para enviar emails de protesto aos deputados do PS que são professores e que votaram contra as propostas de lei de suspensão da avaliação de desempenho apresentadas, na AR, pelo PSD, BE, Verdes e CDS. É fácil. Clique aqui e envie o email de protesto para o endereço electrónico dos deputados do seu círculo eleitoral.
ProfAvaliação

PROmova apela à participação na greve e na manifestação


Olá Colegas,

O Movimento PROmova considera absolutamente decisiva a participação massiva dos educadores e professores na GREVE NACIONAL DO DIA 19 DE JANEIRO, assim como na CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO DO DIA 24, EM BELÉM (14.30), promovida pelos Movimentos de Professores APEDE, CDEP, MEP, MUP e PROmova.

Estão em causa razões e princípios fundamentais que não podemos alienar ao medo, ao cansaço, à desistência ou à tentação oportunista, os quais se consubstanciam nas seguintes reivindicações que decorrem de um ECD obsoleto e a exigir urgente alteração:

1) suspensão do actual modelo de avaliação e abertura imediata de um processo negocial participado que possa definir um modelo, reconhecidamente, sério, credível e justo;
2) eliminação da divisão da carreira em categorias, enquanto condição imprescindível à credibilização da avaliação e à pacificação do clima que se vive nas escolas;

3) abolição do sistema de quotas, cujo desajustamento ao sistema de ensino seria gerador de inevitáveis injustiças;

4) fim da prova de ingresso e, consequente, valorização dos cursos universitários e dos estágios a eles associados.

OS PROFESSORES NÃO VÃO TRAIR O SEU SENTIDO DE COERÊNCIA, DE DIGNIDADE E DE AUTO-RESPEITO, PELO QUE VÃO TRANSFORMAR OS DIAS 19 E 24 DE JANEIRO EM DOIS MARCOS HISTÓRICOS NO COMBATE CONTRA A ARROGÂNCIA, A INTIMIDAÇÃO E O DESPREZO COM QUE O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO TEM DESCONSIDERADO A CLASSE DOCENTE.

Entre perdermos dinheiro ou perdermos, definitivamente, a dignidade e o respeito, a opção não parece difícil de tomar. Neste momento decisivo da contestação, em que se joga tudo ou nada, é importante cada um ter a noção do lado em que se coloca, se do lado da esmagadora maioria dos colegas ou se do lado de uma equipa ministerial que tem feito da afronta aos professores a marca distintiva da sua actuação.

Estamos, igualmente, convictos da importância e do simbolismo de que se reveste a necessidade de passarmos ao Presidente da República uma mensagem de unidade e de determinação na defesa das nossas justas reivindicações, pelo que

DEVEMOS MOBILIZAR-NOS E MARCAR PRESENÇA NA CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO DO DIA 24 DE JANEIRO, EM BELÉM.

Em conformidade, o Movimento PROmova apela aos professores, situados fora da Grande Lisboa, para que se organizem nas suas escolas, de forma a assegurarem a sua presença em Lisboa, no dia 24, segundo o lema “UMA ESCOLA, UM AUTOCARRO”.

Nas escolas/agrupamentos do distrito de Vila Real, sempre que o número de professores não atinja ou exceda a lotação de um autocarro, os colegas podem viajar nos autocarros alugados pelo PROmova, bastando para tal contactar-nos para o e-mail
mpedroareias@gmail.com

NINGUÉM TRAVA A FORÇA DA RAZÃO E DA JUSTIÇA!
Aquele abraço,
PROmova
PROFESSORES - Movimento de Valorização

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Professores: Projectar em 2009 o enorme capital de luta acumulado

Manifestação de professores em Torres Vedras (Março de 2008) - Foto da LusaNo passado dia 1 de Março, quando várias centenas de professores se juntavam na Praça do Bocage, em Setúbal, para contestar o inacreditável e maquiavélico modelo de avaliação de desempenho docente, os jornalistas procuravam afanosamente colher declarações junto dos promotores da concentração. Mas quem eram esses promotores? Onde estavam?
Texto de João Madeira
Ler mais e comentar...
Esquerda.net

segunda-feira, dezembro 01, 2008

MOÇÃO - PELA SUSPENSÃO DO ACTUAL SISTEMA DE AVALIAÇÃO E PELA
QUALIDADE DA ESCOLA PÚBLICA

1. Considerando o modelo de avaliação de desempenho do docente, introduzido pelo Decreto-Regulamentar 2/2008,
de 10 de Janeiro;
2. Atendendo a que este modelo se enquadra na orientação unicamente economicista no qual se baseia o actual
estatuto da carreira docente;
3. Admitindo que o Decreto-Regulamentar 2/2008 vem na sequência da publicação do Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19
de Janeiro sobre Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e
Secundário, diplomas que contribuem para a efectiva degradação da qualidade de ensino que a Escola Pública tem
vindo a construir;
4. Tendo em conta os inúmeros problemas suscitados no arranque da tentativa de aplicação deste modelo de
avaliação de desempenho do docente, face à sua complexidade e obtusidade, sustentadas pela carência de
informação inequívoca às dúvidas levantadas pelos professores e educadores, algumas das quais nem o próprio
Ministério da Educação consegue explicar;
5. Sabendo-se que as recomendações do Conselho Científico da Avaliação dos Professores, estrutura criada pelo
Ministério da Educação, estabelecem duras críticas a aspectos centrais do modelo, nomeadamente quanto à
utilização dos resultados dos alunos e o abandono escolar como itens de avaliação;
6. Assumindo que a qualificação do serviço docente é condição indispensável para a melhoria da qualidade do serviço
público de Educação;
7. Tendo em consideração o clima de contestação e indignação dos professores, educadores e alunos, a
insustentável instabilidade e mal-estar vivido por toda a comunidade educativa, prejudica efectivamente o processo de
ensino-aprendizagem;
8. Entendendo a Educação como processo cultural, participativo e participado, em que os professores e educadores
não podem ser reduzidos a distribuidores de instrução e os alunos meros receptáculos de uma massa de
conhecimento sem qualquer coesão e de tecnologias desfasadas da aprendizagem de conteúdos;
9. Admitindo que o Conselho das Escolas, órgão consultivo do Ministério da Educação, solicitou a suspensão da
avaliação;
O Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia de Freguesia de Portimão, na sua reunião de 28 de Novembro de
2008, delibere:
1. Solidarizar-se com a luta dos professores e educadores em defesa da Escola Pública com qualidade.
2. Recomendar a imediata suspensão de todas as iniciativas e actividades relacionadas com o processo de avaliação
em curso, resultante da aprovação do Decreto-Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro.
3. Enviar a presente moção ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro, à Ministra da Educação, ao Presidente
da Assembleia da República, aos Grupos Parlamentares, assim como aos Movimentos e Sindicatos de professores e
educadores.

O Bloco de Esquerda,
(Simeão Quedas)

Aprovado com: 7 votos a favor (1-PS; 3-PSD; 1-Sol.Port; 1-CDU; 1-BE); 5 votos contra (PS) e 3 abstenções (2-PS;
1-PSD).

domingo, novembro 02, 2008

FORÇA, PROFESSORES!

Clicar na imagem para ampliar.

MUP