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quinta-feira, dezembro 04, 2008


94 por cento! A maior greve de sempre dos professores portugueses!
Balanço de uma greve histórica em conferência de imprensa da Plataforma Sindical, realizada ao fim do dia, em Lisboa
94 por cento! A maior greve de sempre dos professores portugueses!

"Queremos, desde já, dirigir uma saudação especial da Plataforma Sindical aos 132 000 educadores e professores que estiveram em greve neste 3 de Dezembro de 2008. Temos vincado orgulho em poder representar esta combativa classe profissional". São palavras de Mário Nogueira no arranque da conferência de imprensa que a Plataforma realizou ao fim do dia, numa unidade hoteleira da capital, para balanço da histórica acção de luta, que registou uma adesão de 94 por cento. "Tivemos mais docentes nesta greve do que na manifestação do passado dia 8 de Novembro", observou o secretário-geral da FENROF e porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, que sublinhou no diálogo com os jornalistas: "A disponibilidade dos Sindicatos para negociar é total, mas para negociar de forma séria. Se o ME não alterar a sua postura, os professores não abandonarão a sua luta. Esta quinta-feira já estaremos em vigília à porta do ME, na Av. 5 de Outubro". / JPO

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Fenprof

A maior greve de sempre
A reportagem do Esquerda.net esteve em diversas escolas de Lisboa e na concentração dos docentes de Sintra e constatou uma realidade que foi nacional: a greve dos professores foi a maior de sempre, com mais de 90% de adesão.
Cecília Honório critica reacção do governo
A deputada do Bloco de Esquerda critica reacção do governo à "maior greve de professores de que há memória"
Opinião
A greve crucial numa luta capital
José Maria CardosoEsta greve representa o património de luta adquirido, o capital de reivindicação construído e em acção e o potencial de exigência de uma classe pela sua dignificação. Não podemos deixar desmoronar o muro da respeitabilidade profissional que arduamente soubemos construir.

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Despudor
Natasha NunesA história do BPP é indecorosa. Importa ter em mente que o namoro, noivado e casamento entre Vítor Constâncio e o governo Sócrates tem sido fecundo. Aliás, fecundíssimo. Não há memória de intervenção pública do governador do Banco de Portugal que não seja consonante e concertada com as conveniências do governo PS. E não há, neste âmbito, medida do governo PS que não ampare e acarinhe os interesses das grandes dinastias financeiras.

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Esquerda.net

quarta-feira, dezembro 03, 2008


Greve dos professores e educadores quase a 100% no Algarve


Foto
ana sofia varela Ver Fotos »
Professores em greve manifestam-se nas ruas de Silves

A adesão à greve de professores e educadores no Algarve atinge quase 100 por cento, havendo mesmo muitas escolas completamente encerradas, apurou o barlavento.online.

A escola com mais baixa taxa de adesão, na ordem dos 72 por cento, é a Secundária Pinheiro e Rosa, de Faro, sendo mesmo, segundo o Sindicato dos Professores da Zona Sul, a única escola que está «minimamente a funcionar em todo o Algarve».

Entre os dados que o barlavento.online apurou em contacto com escolas de toda região e com o Sindicato dos Porfessores, as escolas EB 2,3 D. Martinho Castelo Branco, da Pedra Mourinha e da Mexilhoeira Grande, todas em Portimão, registam adesões de 100 por cento.

O mesmo acontece com a escola D. José I, em Vila Real de Santo António (100 por cento), a Domingos Garcia, em Silves (98 por cento, apenas um professor a trabalhar), a Escola Secundária de Silves (100 por cento), a EB 2,3 de Vila Nova de Cacela (97 por cento), a Secundária de Albufeira (99 por cento), ou a EB 2,3 D. Afonso III (Faro, com 98 por cento).

Totalmente fechadas estão também as EB 2,3 de Montenegro (Faro), Joaquim de Magalhães (Faro) e D. Dinis (Quarteira).

A Escola Secundária de Olhão regista uma taxa de adesão à greve de 93 por cento, tendo apenas comparecido três professores , enquanto a EB 2,3 Eng Duarte Pacheco, em Loulé, atinge 90 por cento (dois professores).

Em Portimão, as duas Escolas Secundárias estão praticamente fechadas, já que a Poeta António Aleixo apresenta uma taxa de 96 por cento e a Manuel Teixeira Gomes de 92 por cento.

Em Portimão, os professores das inúmeras escolas e graus de ensino concentraram-se no largo da Câmara, tendo depois ido entregar ao presidente Manuel da Luz, ele próprio um antigo professor, uma moção.

Em Silves, os docentes manifestaram-se pelas ruas da cidade e foram depois até aos Paços do Concelho, onde decorria a reunião do executivo camarário, tendo também entregue uma moção, que foi aceite e aprovada por maioria, apenas com a abstenção da vereadora socialista Lisete Romão.

Quanto à situação do Primeiro Ciclo e Pré-Escolar, segundo Rui Sousa, do Sindicato dos Professores, «a adesão está praticamente em cima dos 100 por cento» em todo o Algarve.

Nestas escolas, segundo Rui Sousa, «haverá três ou quatro professores efectivamente a trabalhar em toda a região», salientou este dirigente sindical.

Ao que o barlavento.online apurou, mesmo nas escolas onde não há 100 por cento de adesão, não está a haver aulas, porque os alunos têm abandonado as escolas.

«No Algarve todo, haverá uns 10 professores que esta manhã conseguiram efectivamente dar aulas», garantiu Rui Sousa.


Simplificação não foi «de maneira nenhuma» aceite

O dirigente do Sindicato dos Professores da Zona Sul, comentando o êxito desta greve, disse esperar que «o Minsitério da Educação perceba que a sua mais recente tentativa no âmbito do seu Simplex não foi de maneira nenhuma aceite pelos professores».

«Este modelo de avaliação não funciona e esta simplificação não é aceite», acrescentou.

A única opção, na opinião dos professores, «é suspender definitivamente este modelo de avaliação e encontrar um modelo transitório que satisfaça todos os intervenientes na comunidade educativa».

«Nós não queremos deixar de ser avaliados, queremos mesmo ser avaliados ainda este ano lectivo, mas com um novo modelo que comece a funcionar em Janeiro, o mais tardar em Fevereiro», explicou Rui Sousa.

«O que o Ministério da Educação precisa de perceber é que é necessário construir um modelo que seja claro, justo e exequível, e que, sobretudo, sirva toda a gente do sistema educativo».

3 de Dezembro de 2008 |
barlavento

Setúbal não fugiu à regra…

A adesão dos professores à greve realizada, hoje, dia 3 de Dezembro, foi de mais de 90% no país todo: As Escolas e Agrupamentos de Setúbal não fugiram à regra. Registando-se mesmo valores na ordem dos 100% em alguns estabelecimentos de ensino que tiveram mesmo de encerrar, por não se verificarem as condições mínimas de segurança.
Alguns professores de Setúbal e Palmela quiseram mesmo ir mais longe. Concentraram-se no largo da Misericórdia, por volta das 11 horas, já palco antigo nestas andanças. Representantes das várias escolas e agrupamento tiveram aí a oportunidade de expor a sua indignação e repúdio pela forma leviana e irresponsável com que o ensino público tem sido encarado por este Governo.

Unidos, venceremos…

Professores de Sintra em Greve exigem demissão da Ministra




Cerca de centena e meia de professores/as e educadores/as de escolas de Sintra juntaram-se esta manhã naquela vila, protestando contra a política de ataque à escola pública promovida pelo Governo. O encontro terminou com os/as docentes reafirmando a sua convicção na luta e exigindo a demissão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

A concentração iniciou-se pelas 11:30h na AV. Heliodoro Salgado, via pedonal onde docentes de uma dezena de estabelecimentos do município se foram reunindo, aproveitando para trocar impressões sobre a adesão à greve nas diferentes escolas e a luta de que têm sido protagonistas.

Seguiu-se um desfile até à Câmara Municipal, num ‘percurso de 600 metros onde o cortejo recebido incentivos de alguns dos transeuntes.

Já nos Paços do Concelho, e após largos minutos de espera à chuva, a concentração transformou-se num mini plenário onde foram transmitidas as conclusões do encontro de um grupo de representantes com o presidente da Câmara, tendo este relembrado que a autarquia não tem responsabilidades na gestão e avaliação de pessoal docente.

As razões da luta – valorização da escola pública, um estatuto da carreira docente digno e um sistema de avaliação justo – forma depois reafirmadas, tendo a manifestação terminado com e a exigência da demissão da ministra.
Esta iniciativa foi promovida pelos professores do agrupamento de Escolas D. Carlos I, em Sintra. No final do encontro, houve uma reunião com um representante de cada escola, a fim de se constituir uma comissão representativa.

Texto e fotos de André Beja
Movimento Escola Pública

Uma Greve histórica!

Uma Greve histórica!


As manobras do Ministério da Educação, à última da hora, não conseguiram confundir, desmotivar ou desmobilizar a participação na greve nacional dos professores e educadores, que decorre hoje em todo o País, num clima de grande responsabilidade cívica e também de unidade, firmeza e determinação. O resultado é uma greve histórica da classe docente. Mais de 90 por cento destes profissionais paralisam em todas as regiões e em todas as escolas do ensino não superior. Há concelhos inteiros em que todas as escolas fecharam.
Uma tremenda resposta à intransigência negocial do Ministério da Educação e do Governo, designadamente em torno da avaliação do desempenho e da revisão do ECD, e exigiram um rumo diferente para as políticas educativas. As primeiras reacções do ME, através do Secretário de Estado Jorge Pedreira, são caricatas: o Ministério "só daqui a uma semana é que tem números da greve", há muitas escolas "abertas", o Governo "não abdica" do "essencial" seu modelo de avaliação, etc

A meio da manhã, dirigentes da Plataforma Sindical, incluindo Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, confirmavam aqueles números, numa improvisada conferência de imprensa realizada à porta da Escola EB 2.3 Marquesa de Alorna, no Bairro Azul, em Lisboa, onde a greve mobilizou também a esmagadora maioria dos seus docentes. Momentes antes, os dirigentes sindicais tinham passado pela Secundária Gil Vicente, encerrada devido à paralisação dos professores.

Sindicatos preparados para tudo:
para a negociação e para a luta


Sublinhando o enorme êxito desta greve nacional, o porta-voz da Plataforma garantiu, nas respostas às questões colocadas pelos profissionais da comunicação social, que os Sindicatos estão hoje, como sempre estiveram, preparados para a negociação séria e objectiva com o ME. Mas também estão preparados, naturalmente, e se o ME persistir na sua insensibilidade política, para dar sequência às decisões tomadas pelo 120 000 docentes que se manifestaram em Lisboa no dia 8 de Novembro, recordando, a propósito, a vigília que está prevista para os dias 4 e 5 à porta do ME, na Av. 5 de Outubro, para além de outras greves em Dezembro e em 19 de Janeiro.

Depois desta greve, a Plataforma Sindical dos Professores considera estarem criadas as condições indispensáveis para que, num quadro absolutamente claro sobre a determinação dos professores e as suas posições, as negociações avancem, tendo como ponto de partida a suspensão do actual modelo de avaliação.
Se o Governo não compreender isto e se mantiver, obsessivamente, na disposição de levar, até às últimas consequências, um braço de ferro com os professores e educadores portugueses, estará a optar, irresponsavelmente, por uma via que porá em causa o normal desenvolvimento do ano lectivo.

Mais professores envolvidos

"Se já de si foram históricas as manifestações de Março e Novembro, hoje temos ainda mais educadores e professores a contestatarem as políticas do ME, a dizerm que não querem ser divididos em professores e em titulares, a dizerem que não querem este modelo de avaliação burocrático, que para se poder aplicar tem que se andar contstantemente a remendar e a adaptar", observou Mário Nogueira.

Segundo notícia divulgada ao princípio da tarde, o Ministério da Educação (ME) admitiu a possibilidade de aplicar o modelo simplificado de avaliação de desempenho não apenas neste ano lectivo, como tinha anunciado, mas também nos próximos, desde que os sindicatos aceitem negociar...

Objectivos fundamentais

Como objectivo imediato da luta dos professores coloca-se a suspensão do actual modelo de avaliação, a negociação de uma solução transitória de avaliação para o ano em curso e a negociação de um novo modelo para o futuro no quadro da revisão do Estatuto da Carreira Docente de onde sejam expurgados, entre outros aspectos, as quotas de avaliação e a divisão da carreira docente. Estes são os objectivos da Plataforma Sindical dos Professores em que a FENPROF se revê e empenha. Estes são, também, os objectivos da luta dos professores, uma luta que conhece hoje, quarta-feira, dia 3, de Dezembro de 2008, um momento particularmente expressivo.

Ao longo do dia actualizaremos aqui toda a informação possível sobre este dia histórico dos professores e educadores portugueses. / JPO

Fenprof

“Maior greve de sempre ronda os 95% de adesão”

Denisa Sousa, Jesus Zing, Luís Martins, Luís Oliveira, Helena Silva, Teixeira Correia, Teresa Cardoso e Tiago Rodrigues Alves

O “Jornal de Notícias” acompanhou a greve dos professores em várias escolas do país. Nos vários distritos onde passou, a situação foi calma, não houve manifestações de apoio ou repúdio, apenas o gáudio de muitos alunos com a confirmação de “um feriado” há muito anunciado. Os sindicatos falam em 95% de adesão à paralisação, decretada como protesto ao novo modelo de avaliação.

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, estima que os números da greve rondem os 95% de adesão. “É um orgulho representar os professores. Podemos já dizer que é a maior greve de sempre”, disse, considerando “caricato e absurdo” o argumento do Governo de que a maioria das escolas está aberta.

O Secretário-Geral da Fenprof recusa a acusação de se negarem a negociar. “Queremos uma negociação aberta, não queremos é estar sujeitos à negociação do Governo”, disse Mário Nogueira, em declarações à SIC notícias.

Guarda perto dos 100%

Os dados apurados pelo JN, junto de fonte sindical, situam a greve no distrito da Guarda perto dos 100%. “É uma greve histórica”, disse Sofia Monteiro, coordenadora do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC). Das 29 escolas secundárias do distrito, 19 registavam entre 99 e 100% de adesão. Entre as outras 10, os professores em greve passavam os 95%.

Entre as escolas do 1º Ciclo, a adesão à greve situa-se entre os 98 e os 100%, sendo na maioria estará mesmo parada. A título de exemplo, na escola do Bonfim, na Guarda, o sindicato diz que há apenas um professor a leccionar.

Os alunos aproveitaram o “feriado” anunciado, para gozar a manhã sem aulas, sem manifestações ou confusões. Os Conselhos Executivos já haviam informado as transportadoras, que levaram de volta a casa os alunos que, diariamente, se deslocam de autocarro das várias aldeias para a sede do distrito.

Aveiro entre os 76 e os 100%

Em Aveiro, a adesão à greve varia entre um mínimo de 76 e um máximo de 100%, números apurados pelo JN junto de fonte sindical. Na preparatória João Afonso, não houve professores para dar aulas, o que também aconteceu nos jardins de infância e escolas do 1º ciclo do agrupamento de Aveiro, onde a greve teve uma adesão total. A secundária Homem Cristo registou, também, 100% de adesão ao protesto.

Na secundária José Estêvão, também em Aveiro, a greve situou-se nos 80%, um pouco acima dos 76% registado na Mário Sacramento. Entre uma e outra, na primária da Vera Cruz, só quatro dos 18 professores é que não aderiram à greve, o que redunda em cerca de 72% de adesão ao protesto. Em Ílhavo, a greve tocou os 100%, tanto na Escola Secundária como na EB 2,3.

Viseu entre acima dos 90%

No distrito de Viseu, a greve de professores registava, ao fim da manhã, o encerramento de 39 dos 65 agrupamentos de escolas no distrito de Viseu. Os restantes apresentavam índices de adesão que oscilavam entre os 72% (escola dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico de Penalva do Castelo) e os 99% (agrupamentos de escolas Ana de Castro Osório em Mangualde e S. João da Pesqueira.

Francisco Almeida, dirigente local do SPRC, considerava que no distrito de Viseu era“mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que um professor a trabalhar”. O sindicalista sublinhou que, na prática, “não houve aulas em todas as escolas do distrito de Viseu”.“

“Em Mangualde, apenas uma professora a deu aulas. A adesão a greve é de 99%. Francisco Almeida lembra ainda que em Cinfães “os 83 professores do 1º ciclo do ensino básico estiveram todos em greve”.

Na EB 2,3 Infante D. Henrique, em Repeses, Viseu, a ministra da Educação teve direito a uma canção muito especial. Fernando Pereira, o seu autor, fez incidir sobre o refrão a ideia geral da melodia: “está na hora de a ministra ir embora”. O docente assume que se trata de uma forma de “intervenção e protesto”. Uma maneira de mostrar à tutela que “a Educação é a grande riqueza de um país”.

Braga ronda os 95% de adesão

Em vários concelhos do distrito de Braga, a adesão à greve ultrapassa os 95% e em várias escolas só apareceram ao serviço um ou dois professores. Alguns estabelecimentos de ensino tinham as portas abertas e os serviços mínimos a funcionar, mas por todo o distrito foram raras as aulas dadas, da parte da manhã.

Na capital de distrito, na EB 2,3 Carlos Amarante, apareceram dois docentes, enquanto na Alberto Sampaio alguns docentes, sobretudo os mais jovens, apareceram para leccionar mas para um número reduzido de alunos. Nesta escola, os elementos do Conselho Executivo também fizeram greve. No Liceu D. Maria II, o presidente do Conselho Executivo, Vasco Grilo, contabilizou 90% de professores faltosos.

Na EB 2,3 de Lamaçães, com 1500 alunos, só se apresentou um professor de espanhol, numa adesão massiva que deixou os pais com a vida mais complicada. “Compreendo a luta, mas tenho três filhos e não tenho onde os deixar. Vou faltar hoje ao trabalho”, disse ao JN uma mãe que se deslocou à escola para ver se havia aulas.

Parretas, Nogueira, Maximinos, Palmeira ou Nogueira são alguns dos locais da cidade onde também não houve aulas nos vários estabelecimentos escolares. Mesmo com o peso da greve em curso, o Conservatório Calouste Gulbenkian registou 100% de adesão ao nível do primeiro ciclo. No segundo e terceiro ciclos, bem como no secundário, dos 55 docentes, 45 fizeram greve, o que situa os números da adesão nos 81%.

Em Vila Verde, Amares, Terras de Bouro, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho há inúmeras escolas fechadas, a maioria com 100% de professores em greve.

Professores foram para a praça da Liberdade, no Porto

Na cidade do Porto, a manhã começou negra, chuvosa e sem aulas nos estabelecimentos de ensino visitados pelo JN. Às 8h30, na Escola Carolina Michaelis, os alunos subiam as escadas para poucos minutos depois as descerem já com a notícia de que não teriam aulas. A alegria de uns contrastava com a desilusão de outros. “Adormeci, mas vim à pressa porque amanhã vou ter um exame de História e afinal foi tudo para nada”, afirmou Joana Patrícia. “E não me parece que a professora adie porque ela não é de adiar”, acrescentou. À porta da escola, alheios à forte chuva, muitos alunos reuniam-se e alegremente faziam planos para o resto do dia. “Vamos para o shopping passear”, dizia a grande parte.

Às 9h00, na Escola Secundária Filipa de Vilhena, o cenário era semelhante, com todos os professores do primeiro turno da manhã a aderirem à greve. Durante o tempo que o JN passou à porta da escola apenas um docente entrou nas instalações e fez questão de dizer que vinha mas que não ia dar aulas e estava em greve. Pouco antes, um pai, depois de avisado telefonicamente pelo filho, veio buscá-lo para p levar a casa. “Já sabia e por isso estava de prevenção. Como moro perto, não me custa muito vir cá buscá-lo. Agora, vai passar o dia comigo” afirmou Paulo Sousa, salientando que concorda com as reivindicações dos professores e que dá todo o apoio à greve.

A meio da manhã, cerca de uma centena de professores estava concentrada na praça da Liberdade, no centro do Porto, em sinal de protesto contra o modelo de avaliação.

Leiria com média perto dos 90%

Em Leiria, as duas maiores escolas secundárias do distrito registavam uma adesão de 90% (Rodrigues Lobo) e 91% (na Domingos Sequeira), com a greve a paralisar a EB de Marrazes, que encerrou. A Escola Secundária de Pombal registava 93% de adesão, enquanto a Calazans Duarte (87%), na Marinha Grande, parecia ser a que menos aderiu à paralisação.
“Sem dúvida que estamso perante a maior greve dos professores desde o 25 de Abril”, disse ao Jornal de Notícias uma fonte do Sindicato dos Professores da Região Centro.

Beja entre os 70 e os 99%

Em Beja, dados apurados directamente junto dos concelhos directivos, mostram alguma dispararidade na adesão à greve. O Agrupamento de Santa Marinha, com sete escolas, estava nos 99%, enquanto nas sete escolas do agrupamento Mário Beirão a greve se situava entre os 60 e os 70%. Pelo meio, 80% na secundária D. Manuel 1º, 86% na Diogo de Gouveia e 90% na Santiago Maior.

“Não faço greve porque sempre estive contra o modelo de avaliação. Mais agora, depois das alterações”, disse Conceição Casanova, uma das professoras da escola Santiago Maior que não aderiram à greve. Na de Santa Maria, Rogério Inácio também não aderiu à paralisação, simplesmente porque não podia: sendo um dos três professores do Curso de Educação e Formação, foi obrigado a leccionar.

Meio milhar nas ruas de Viana do Castelo

Em Viana do Castelo, cerca de 500 professores manifestaram-se na Praça da República. A chuva causou estragos na concentração, com os docentes algo espalhados pela praça, cartão de visita da cidade, mas não afectou a motivação.

“Queremos ser avaliados com seriedade” lia-se em alguns dos cartazes. Outros eram “Por uma escola de rigor e exigência”, com alguns professores a dirigirem os dizeres a Maria de Lurdes Rodrigues: “Senhora Ministra, queremos trabalhar com dignidade”.

A concentração começou às 10 horas na Praça da República, de onde saiu, uma hora depois, para o Governo Civil de Viana do Castelo. Em frente ao palácio, os professores acenaram com lenços brancos e pediram a demissão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

Segundo dados apurados pelo JN junto de fonte sindical, a greve situa-se bem acima dos 90%, perto mesmo dos 100%, em todo o distrito de Viana do Castelo.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Professores: greve nacional deve ser a maior de sempre

Deixem-nos ser professores. Foto de Paulete Matos
Os professores fazem amanhã uma greve nacional sob o lema "Vamos avaliar o Ministério de Educação fechando as escolas". A expectativa é que seja a maior e mais participada greve de professores de sempre. Sindicatos e movimentos divulgaram apelos para que a greve seja activa, e inúmeras concentrações estão a ser convocadas para a frente das escolas e para praças públicas.
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Esquerda.net

UNIDOS PARA DERROTAR "O MONSTRO"

No dia 3 vou fazer greve, porque quero que a Escola Pública continue a formar cidadãos de corpo inteiro


Faço greve porque:

não aceito que se hierarquize a função docente, desvalorizando a pedagogia em favor da gestão;

não aceito que se confunda avaliação de desempenho com classificação de serviço;

não aceito que se confunda mérito com quotas;

Não vou fazer esta greve para:

não ser avaliado;

subir na carreira (sou titular e estou no 10º escalão);

ficar em casa a descansar;

Esta greve é apenas uma batalha, numa longa luta contra a imposição de uma política que visa desresponsabilizar o Estado pela Educação de Qualidade para Todos os Cidadãos.

Esta greve faz parte de um combate que não vai terminar no dia 3.
A luta que travamos é contra a empresarialização da Escola Pública; é contra a centralização das políticas educativas; é contra a asfixia que o governo e a 5 de Outubro impõem às escolas, através do controle apertado das DRE’s; é contra a partidarização, que se esconde nas intenções de municipalização da Escola Pública.

É por tudo isto que esta não é uma greve que vise corrigir detalhes técnicos na avaliação de desempenho, ou na gestão da escola, ou ainda no desenvolvimento da carreira.

Os problemas que estão em cima da mesa não são de ordem técnica, mas sim política. Encontrado o consenso político sobre o futuro da Escola Pública, as questões técnicas serão de fácil resolução.

Porque ao contrário do que o governo nos quer fazer crer, NÃO HÁ EDUCAÇÃO SEM POLÍTICA.

Texto de Francisco Santos, em (Re)Flexões
MEP

Amanhã, é o dia da maior greve de professores. No dia 6/12, a luta continua com o Encontro Nacional de Escolas em Luta


1. O Governo prepara-se para, amanhã, lançar números de adesão à greve muito inferiores aos verificados na realidade.
2. O Governo vai contar com o apoio dos comentadores e directores de jornais amigos do PS: Leite Pereira do JN e João Marcelino do DN. E os inenarráveis comentadores Rangel e Tavares.
3. O Governo vai procurar passar para a opinião pública a ideia de que houve muitas escolas com aulas e que os professores não querem ser avaliados.
4. Por tudo isto, é necessária uma adesão à greve sem precedentes. Uma adesão que não deixe dúvidas a ninguém. Os sindicatos e os movimentos de professores têm de estar vigilantes ao longo do dia de amanhã e mostrar total disponibilidade para prestarem declarações às televisões e aos jornais. É preciso que os sindicatos disponham de números fiáveis e sejam regosoros na sua divulgação.
5. Para além da greve, a adesão às concentrações que estão a ser promovidas nas sedes dos concelhos é uma forma de prolongar o efeito mediático da jornada de protesto. As televisões não poderão ignorar as muitas dezenas de concentrações de professores que irão ocorrer, em todo o país, a meio da manhã de quarta-feira.
6. E é preciso preparar o dia seguinte: as vigílias à porta do ME, nos dias 4 e 5 e o Encontro Nacional de Escolas em Luta, em Leiria, no dia 6/12.
7. Amanhã, será apenas mais um grandioso dia de luta. Não se espere que seja o último. Há ainda muito caminho a percorrer até à vitória dos professores. Essa vitória só será uma realidade quando o decreto-lei 15/2007 e o decreto regulamentar 2/2008 forem revogados e substituídos por diplomas que ponham um fim à divisão da carreira em duas categorias e à avaliação burocrática e injusta.
ProfAvaliação

PROmova apela a que, amanha, pelas 8:00, os docentes em greve de todo o país se concentrem à porta das escolas


Olá colegas,
Na sequência de um apelo feito pelo PROmova, aquando da Manifestação Regional do dia 25 de Novembro, relembramos aos colegas a importância de fazermos do dia 3 de Dezembro mais um marco histórico da contestação dos professores contra a prepotência e a inépcia desta equipa ministerial e deste Governo.
Em conformidade, vamos paralisar todas as escolas e vamos marcar presença, desde as 8:00 horas, à entrada das nossas escolas/sedes de agrupamento, dando um sinal à sociedade da nossa firmeza e perseverança na afirmação da qualidade da escola, da dignidade da nossa profissão e da razoabilidade e justiça que devem enformar as medidas legislativas.
A partir das 16:00 horas, vamos todos concentrar-nos em frente à Escola Secundária Camilo Castelo Branco (Vila Real), reafirmando o nosso compromisso na não participação em qualquer acto relacionado com este modelo de avaliação. Contra a teimosia e contra as ameaças desta equipa ministerial e seus acólitos, vamos continuar a responder, sem vacilações, com a resistência interna escola a escola.
Esta luta não pode ser perdida, nem hipotecada a favor de quem humilhou, ostensivamente, os professores e de quem tem feito do ataque sistemático à qualidade da escola pública e à dignidade e inteligência de todos nós o seu modus operandi.
Contra aqueles que tudo têm feito para nos dividir, vamos responder com mais uma esmagadora lição de unidade.
Desta vez, vamos TODOS fazer greve no dia 3 de Dezembro!
Aquele abraço,
PROmova
PROFESSORES – Movimento de Valorização
ProfAvaliação

SUMÁRIO DA LIÇÃO DE AMANHÃ


13 PERGUNTAS, 13 RESPOSTAS



13 perguntas e 13 respostas para desfazer equívocos

O Governo tem procurado fazer passar a ideia de que os Sindicatos não querem negociar e não têm qualquer proposta para a avaliação do desempenho docente, o que é falso. Ficam aqui 13 respostas a outras tantas questões que ajudam a esclarecer as dúvidas.

1. Os Sindicatos de Professores alguma vez apresentaram propostas para que se estabelecesse um regime de avaliação de desempenho dos professores?

R.: Por diversas vezes, as primeiras das quais já no final dos anos 80 quando se iniciou a negociação do primeiro Estatuto da Carreira Docente.


2. Mas ao actual Governo foram apresentadas propostas concretas?

R.: Sim, também por diversas vezes. As primeiras datam de Junho de 2006 e assumiam o carácter de contrapropostas às que o Ministério da Educação (ME) tinha apresentado. Prevêem a diferenciação na avaliação, admitem, em determinadas condições, componentes externas, centram-se na actividade docente e dão grande importância aos aspectos científico-pedagógicas.


3. E quando apresentou o ME as suas primeiras propostas?

R.: Em Maio de 2006. Apesar das diversas propostas apresentadas, num primeiro momento por cada organização sindical e, depois, pelo conjunto da Plataforma Sindical (em 11 e 25 de Outubro de 2006). A comparação entre o anteprojecto ministerial e o decreto final não deixa quaisquer dúvidas: contam-se pelos dedos de uma só mão as alterações introduzidas. Em relação às questões de fundo não há mesmo qualquer diferença significativa.


4. Mas não houve um processo negocial que se prolongou por 2 anos?

R.: Se juntarmos o processo de revisão do ECD com o de regulamentação da avaliação, esse foi o período negocial, mas tratou-se de uma negociação que se esgotou nos aspectos formais. Por exemplo, quando em 19 de Outubro os Sindicatos insistiam na necessidade de alterar aspectos significativos do ECD (modelo de avaliação, divisão da carreira, quotas...),
foram ameaçados! Ou ajudavam "o barco a chegar a bom porto, ou, se ele afundasse, os seus dirigentes seriam os primeiros a afogarem-se". Foi este o tipo de negociação que, durante dois anos, decorreu.


5. A alteração do modelo de avaliação exige a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD)?

R.: Necessariamente… até pelo facto de o modelo se encontrar praticamente todo consagrado no ECD. Além disso, é também o ECD que estabelece a divisão dos professores em "professores" e "professores titulares", assim como as quotas de avaliação.


6: Os professores querem suspender a avaliação. Quererão, com isso, como afirmam alguns governantes, parar a avaliação?

R.: De forma alguma, daí terem afirmado que, da suspensão do modelo em vigor, não deverá decorrer qualquer vazio legal ou o recurso a actos administrativos. O modelo de avaliação imposto pelo ME é fonte de conflito nas escolas; é inadequado, incoerente, ineficaz, injusto e inaplicável. De tal ordem inaplicável que, de cada vez que se aplica, é necessário alterá-lo e simplificá-lo. Estas são razões fortes para que se exija a suspensão. E por cada dia em que se adie essa decisão é mais um dia em que a qualidade educativa, nas escolas públicas, se deteriora.


7. Mas não existia um acordo com o ME para que, este ano, a avaliação se desenvolvesse com normalidade?

R.: Não. Existe um entendimento que permitiu retirar das escolas todo este conflito no final do ano lectivo passado, que criou uma comissão paritária para acompanhamento da implementação do modelo e correcção de ilegalidades, na qual participavam os Sindicatos, e prevê um período para alteração do modelo de avaliação. Esse período é Junho e Julho de 2009, pois, em limite, o modelo de avaliação poderia desenvolver-se até esse momento. Só que a prática veio provar, mais cedo do que o ME previa, que o modelo era inaplicável devendo ser suspenso desde já. Essa é condição para que a tranquilidade regresse às escolas.


8. Porque saíram os sindicatos da comissão paritária?

R.: Porque esta acabou por não ter qualquer utilidade. Nessa comissão, o ME nunca reconheceu os problemas, tentou, quase sempre, justificar as situações anómalas que foram apresentadas e, por esse motivo, acabou por, com esse comportamento, não cumprir a sua parte no entendimento, deixando tudo por solucionar.


9. Segundo o Primeiro-Ministro, no ano anterior já foram avaliados professores por este modelo de avaliação. Isso corresponde à verdade?

R.: Não. Na verdade o modelo tinha sido suspenso, já no ano passado. Não foram avaliados cerca de 92% dos professores e os outros 8% foram-no por procedimentos tão simplificados que não se pode dizer que se lhes aplicou o modelo de avaliação.


10. A suspensão, este ano, faz sentido? Não se cairia no vazio?

R.: Faz todo o sentido, pois protege as escolas no seu funcionamento, não introduz focos de desestabilização no desempenho das funções docentes, logo não tem implicações negativas nas aprendizagens dos alunos. Não se cairia no vazio porque os sindicatos têm propostas de solução transitória para o ano em curso, evitando soluções administrativas.
O ME, contudo, veta qualquer possibilidade de alteração e suspensão do actual modelo, inviabilizando a negociação das alternativas que os Sindicatos têm para lhe apresentar.


11. Por que razão os Sindicatos não entregaram essa proposta de solução transitória na reunião, no ME, no passado dia 28 de Novembro?

R.: Porque a ministra foi inflexível nas suas posições; repetiu que a suspensão estava fora de causa; reafirmou que o seu modelo era ajustável, mas não alterável; confirmou que as quotas e a divisão da carreira dos professores eram aspectos inegociáveis; em algumas reuniões, acusou os Sindicatos de não agirem de boa-fé e de não quererem qualquer avaliação; reiterou não haver escolas com a avaliação suspensa; afirmou que os Sindicatos não estavam a representar as posições dos professores...


12. Mas, segundo tem dito o ME, há disponibilidade para negociar. Haverá?

R.: Dificilmente. A "negociação" teve início no dia 28 de Novembro e, no entanto, desde 25 que o Ministério fez chegar às escolas informações sobre as medidas que adoptou, para além de reunir com órgãos de gestão e coordenadores de departamento para os instruir sobre essas medidas. Ou seja, são medidas que antes de o serem já o são…... Esta postura ministerial é lamentável, pois estão a ser dadas orientações ao arrepio das da lei.


13. Sendo assim, as Greves de Dezembro, designadamente a de 3 de Dezembro, terão uma grande importância?

R.: É verdade, uma importância máxima! Os professores têm procurado não prejudicar os alunos e protestam, de há dois anos a esta parte, sempre ao fim de semana ou ao fim do seu dia de trabalho, mas a sua voz parece não ter sido ouvida. O ME e o Governo não souberam interpretar, como deveria, as evidências da indignação dos professores, como não souberam ou não quiseram escutar as suas propostas. Hoje o conflito está muito mais agravado e obriga o Governo a criar condições para que se construa uma solução de consenso que tenha, como pressuposto, a suspensão do modelo de avaliação. A Greve de 3 de Dezembro será um grande momento de protesto e confirmação das posições dos professores!
MUP

segunda-feira, dezembro 01, 2008

GREVE NACIONAL DE PROFESSORES

DIA 3 DE DEZEMBRO


PORTIMÃO


8.30 h – Concentração à porta das Escolas


11.00 h – Concentração frente à Câmara Municipal

Com entrega de um Documento ao Executivo Camarário a explicar as razões da luta dos Docentes.


Em Frente Professores! Greve Total a 100%!

Todos à Concentração frente à Câmara!

Passar esta mensagem a todos

Comunicado aos pais, alunos e população em geral sobre a greve

comunicado

Texto (muito bom) retirado do blog de Ramiro Marques

Comentário

1. O PS elegeu o combate aos professores como a bandeira principal. As reuniões de Jorge Pedreira e da ministra com militantes socialistas são quase diárias. Ontem, no Largo do Rato, Jorge Pedreira tentou convencer, mais uma vez, os professores socialistas da "bondade" do simplex dois, atirando as culpas do desentendimento para os sindicatos.

2. Anda tudo numa roda-viva no PS. São so directores regionais a pressionarem os PCEs e coordenadores de departamento. Não têm mais nada que fazer? Onde é que, em 34 anos de democracia, se viu uma pouca vergonha tão grande? E se fizesssem as contas às milhares de horas gastas em propaganda, intimidação e pressões para pôr de pé um modelo de avaliação burocrática impraticável? E se fizessem as contas ao tempo perdido pelos PCEs, que em vez de estarem a cuidar da vida das escolas andam a ser sujeitos a lavagens ao cérebro dignas do KGB e da Gestapo?

3. Os órgãos distritrais do PS não têm feito outra coisa senão discutir e analisar os prejuízos eleitorais que a luta dos professores vai custar ao partido. Fazem-se contas aos lugares, vulgo tachos, que se vão perder. E os mais acintosos tentam convencer os outros de que os votos perdidos à esquerda vão ser compensados com ganhos ao centro-direita. Encomendam-se sondagens. Andam perdidos! Se a luta dos professores se mantiver acesa até às eleições, a vitória dos professores será uma realidade.

4. O que está em causa é muito. Se os professores recuarem, nunca mais poderão contestar o ECD, a divisão da profissão em duas categorias, as quotas e a avaliação burocrática em todo o seu "explendor". Se recuarem e o PS voltar a ganhar com maioria absoluta, só poderão esperar mais infortúnio, humihação e apoucamento. Esta gente do PS é vingativa e mesquinha. Gente má que chegou ao Governo do país e ao comando das instituições, bancos e empresas, não pelo mérito, mas através do polvo em que o partido se transformou.

5. É por tudo isto que a adesão total à greve do dia 3/12 é tão necessária.