segunda-feira, novembro 02, 2009

Programa do XVIII Governo: Continuidade na educação.

No Sol a 02/11/2009: "(...)Depois de quatro anos e meio de mudanças estruturais no sector da Educação, o programa do Governo para a próxima legislatura aponta para a consolidação, reforço e desenvolvimento das alterações introduzidas por Maria de Lurdes Rodrigues.

Segundo o documento entregue hoje no Parlamento, a ministra Isabel Alçada deverá ter um mandato de consolidação das mudanças e de desenvolvimento das «linhas de evolução e progresso» do sistema educativo.

A única excepção deverá prender-se com o Estatuto da Carreira Docente (ECD) e a avaliação dos professores, diplomas contestados por esta classe e que os partidos da oposição, agora com maioria parlamentar, prometeram alterar durante a campanha eleitoral.

No entanto, no que diz respeito a estes dois assuntos, o programa do Governo reafirma apenas a necessidade de «acompanhar e avaliar» a aplicação do ECD, no quadro de processos negociais com os sindicatos, e de «acompanhar e monitorizar» o segundo ciclo avaliativo, de forma a «garantir o futuro de uma avaliação efectiva, que produza consequências (...)».

O Governo tem ainda a intenção de realizar programas de formação dos directores das escolas e dos professores avaliadores.

No âmbito do alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos, o Executivo prevê a criação de 40 mil vagas adicionais no ensino secundário até 2013, o que implica o reforço das instalações, equipamentos e recursos docentes das escolas.
(...)
No que toca à educação e formação de jovens e adultos inseridos no mercado de trabalho, será reforçada a iniciativa Novas Oportunidades, desenvolvido um programa de formação para empresários e promovida a educação à distância.

Programas como o Plano de Acção para a Matemática, Plano Nacional de Leitura e a formação para o ensino de português, matemática e ciências experimentais são «processos a consolidar e desenvolver».

No funcionamento das escolas básicas e secundárias, pretende-se criar condições para que estas passem a funcionar em regime normal e de turno único, tal como já acontece no 1.º ciclo.
(...)
O desenvolvimento da autonomia das escolas e o prosseguimento da descentralização de competências para as autarquias, «com o objectivo de envolver todos os municípios», são outras prioridades.

O Governo quer ainda reforçar a autoridade dos professores bem como as competências e o poder de decisão dos directores na imposição da disciplina, na gestão e resolução de conflitos e na garantia de ambientes de segurança.(...)"

Ver Artigo Completo (Sol)
In Professores Lusos

1 comentários:

joseluz disse...

Ha pois a luta tem de continuar, caso contrário os professores têm que se sujeitar as imposições do governo e da nova ministra,mas cuidado porque esta pode agir de maneira diferente e procurar fugir ao confronto e usar habilidades em que possa envolver as direcções sindicais,(e estes em situações anterires já manifestaram que poderá muito bem acontecer, não se distraiam)como por exemplo elaborando uma saída conjunta,onde tenha que ceder algo com pouco significado,para segurar as questões de fundo propostas pela anterior ministra. É preciso não esquecer que a questão central do governo em matéria de educação é fazer baixar os custos desta e uma das medidas é evitando que os professores cheguem ao topo da carreira.
Consultem "alutaoperaria.wordpress.com" e comentem a analise e as propostas de luta que são feitas no "manifesto" publicado "os resultados eleitorais e a luta contra o próximo governo"
Saudações comunistas
josé luz