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domingo, junho 01, 2008


A propósito de curriculuns


O Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação dirigindo-se a Francisco Louçã disse: ' Você não tem idade nem curriculum ...'.
Uma boa piada, diz o jornalista do Portugal Diário! Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:

Actividade política:
*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.

Actividades académicas:
Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.
Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).
Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; 'referee' para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).
Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.
Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).
Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.
Terminou em Agosto um livro sobre 'The Years of High Econometrics' que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.

Obras publicadas:

Ensaios políticos
Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas – A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada – As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral – Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)

Livros de Economia
Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)
* Fonte Wikipédia

Sobre sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante. Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.

Quanto a curriculuns estamos conversados! Quanto à idade devem ter diferença de meses...

sábado, maio 24, 2008

O Pinóqui Calimero

O Calimero

Hoje o Engenheiro considerou que esta crise mundial como uma injustiça para este governo que tanto fez para equilibrar as contas publicas e que agora vê tudo a desmoronar-se à sua volta. É uma injustiça para nós portugueses, não para o governo do Engenheiro que está a ser vitima exactamente das políticas que defende. Quem defende o liberalismo, quem defende o capitalismo global, quem defende que devem ser os mercados a auto regularem-se, quem defende a retirada do estado de todo o lado? Eu não certamente, e aqui já o referi diversas vezes, pelo que afirmo que a culpa é dele, do Engenheiro, dos Portas, dos Santanas, dos Cavacos, de todos os que deram mão livre aos senhores do grande capital e agora se admiram que eles abusem. Estavam à espera de quê?
Wehavekaosinthegarden

quinta-feira, maio 22, 2008

O apagador de promessas

O actor

Imagem de José Lima /Wegavekaosinthegarden

Agora que se aproximam as eleições, (falta só uma ano), está na altura do Engenheiro mudar de discurso e de atitude. Ainda falta aprovar a nova lei do trabalho, mas vêm aí o Europeu de futebol, o verão, as praias, os incêndios florestais e o Allgarve para nos fazer esquecer as desgraças e para depois entramos na recta final em que vamos ver um outro Engenheiro mais sorridente. Não para nos mostrar as promessas que cumpriu, porque não me lembro de nenhuma, mas para ser um “Apagador de promessas” e nos mostrar as suas qualidades e virtudes. Mas talvez tenha azar, pois aqueles para quem tem estado a governar resolveram ceder à sua ganância natural e a mostrar que são predadores sem escrúpulos. Bem pode o Engenheiro passar as culpas da a crise internacional, que a culpa é também dele que deu cobertura a essa gente e colocou este país na rota dessa praga que tudo devora. Eu por mim não vou deixar que a sua música me adormeça e me faça esquecer tudo o que fez e o que não fez. Não vou esquecer que vendeu a pouca soberania que nos restava no Tratado de Lisboa, que mentiu, que não teve qualquer sensibilidade social e que fez com que um em cada quatro crianças deste país passe fome. Este blog coloca-se já na primeira linha da luta contra ele e compromete-se a não deixar esquecer tudo o que fez.
In Wehavethekaosinthegarden

segunda-feira, maio 19, 2008

Ditadura democrática

 O Grande ditador

«José Sócrates explicou que, a reforma laboral, «esta reforma é da maior importância para o país que deve ter por base um novo consenso social que deve resultar da concertação». O primeiro-ministro assegurou que a reforma laboral vai avançar e garantiu que o novo Código de Trabalho vai ser posto em prática mesmo sem o acordo dos parceiros sociais, muito embora tenha dito que prefira a existência de um acordo.»

Concertação? Acordo? Anda o Engenheiro realmente à procura de um acordo ou de um “Ámen”? Que direitos e liberdades dá aos parceiros sociais que não concordem com a proposta apresentada? A de terem de estar de acordo? Diz o Engenheiro que a reforma vai avançar com ou sem acordo pelo que na prática a concertação é irrelevante e desnecessária. Há os bons, os que querem o avanço do país e, os maus que não aceitam nem calam a sua discordância. Há uma lei que nos vai ser imposta e o que nos pedem é que a aceitemos sem refilar. Anda o Engenheiro a correr para reuniões de militantes para tentar criar uma força que trave uma contestação social muito forte, isolando-a politicamente na esquerda. Quem não estiver de acordo é comunista ou está ao seu serviço. O Engenheiro sabe que a rua o pode matar. O Engenheiro assustou-se com os professores nas ruas. O Engenheiro compreendeu que a rua o pode matar. Haja vontade, haja participação na luta, vamos para a rua, vamos gritar não ao Engenheiro, não na prossecução de nenhuma estratégia partidária ou sindical mas na certeza que iremos até ao fim, até o derrotarmos.
Isto é o que eu defendo porque acredito que é possível ser feito, embora receie que possam fazer deste tempo o tempo certo para nos imporem esta lei pela calada, da celebração dos golos do Europeu de futebol ou entre dois mergulhos nos primeiros dias de calor e praia. A decisão tem de ser nossa, pois como sempre, o poder está nas nossas mãos, desde que unidas. Falta saber o que queremos e sabemos fazer com ele.

Do nosso colega wehavekaosinthegarden

Comentário:

De facto vivemos em plena ditadura democrática. Sócrates e o seu governo dito "socialista" impõe tudo, nada negoceia, ou finge negociar. É o que se está a passar na concertação social onde vai impor o famigerado Código do Trabalho, aliás, vai agravá-lo de tal forma que todos os trabalhadores deste país passarão a precários! E ainda diz que vai combater a precariedade! É preciso ter desplante e pouca vergonha! Por isso se afadiga a ver se arranja algum "sindicatozinho" que dê o aval ao Código. É altura de dizer basta! Sócrates e o seu governo da treta Rua Já!