MOÇÃO
CÓDIGO DO TRABALHO VIEIRA DA SILVA
SÓ A LUTA VENCERÁ O ABUSO!
1. O Código de Trabalho Vieira da Silva irá aprofundar e agravar o Código Bagão Félix, ao apostar na precariedade laboral, no abaixamento dos custos do trabalho por via da flexibilização dos horários e da constituição do “banco de horas”, na desregulação laboral e social, no ataque à contratação colectiva e aos sindicatos e nos despedimentos colectivos.
2. O governo do Partido Socialista enterrou definitivamente o seu programa, sufragado pelos portugueses em 2005, o qual consagrava claramente que “o governo promoverá a revisão do Código de Trabalho, tomando por base as propostas de alteração apresentadas na Assembleia da República.
3. O Código Vieira da Silva/Sócrates/PS irá desequilibrar ainda mais a relação de forças capital-trabalho a favor do patronato e em manifesto prejuízo dos trabalhadores, conduzindo o país para um maior atraso social e económico, afastando-nos cada vez mais do nível de vida dos cidadãos da União Europeia.
4. O Código do Trabalho assenta num erro crasso: pretende fazer passar como modelo a precarização laboral, e que, ao seguir tal modelo, Portugal aumentará a sua competitividade e produtividade. Isto constitui um grosseiro e propositado desconhecimento das estatísticas europeias, em que os trabalhadores portugueses figuram como trabalhando mais horas por semana que a média dos trabalhadores europeus. A média da U. E./27 é de 37,7 h e em Portugal 38,2 h semanais efectivamente trabalhadas. O governo finge não saber que a produtividade está directamente relacionada com a qualificação profissional e com as estratégias de mercado seguidas pelas empresas.
5. Por outro lado, o aumento da produtividade das empresas não depende fundamentalmente, dos trabalhadores ou das leis laborais. A produtividade e a competitividade das empresas portuguesas assentam hoje na mais elevada precariedade laboral da União Europeia, na flexibilidade do chamado mercado de trabalho e nos baixos salários praticados no nosso país.
6. O que Portugal necessita, é de um novo modelo de desenvolvimento assente na inovação tecnológica e numa melhor organização do trabalho, com respeito pelos direitos dos trabalhadores e numa aposta do ensino e formação profissional qualificantes. Os sucessivos governos sempre responderam com leis penalizadoras dos trabalhadores que configuram um marcado retrocesso social nas relações laborais.
7. A aprovação final do novo Código do Trabalho pela mão do Partido Socialista, terá assim, consequências nefastas e gravosas para todos os trabalhadores do país e, obviamente, para todos os trabalhadores e famílias do concelho de Portimão.
8. Só uma poderosa luta e mobilização popular impedirá a aprovação final do famigerado Código do Trabalho.
Nesta conformidade, a Assembleia Municipal de Portimão, reunida em Sessão Extraordinária no dia 17 de Outubro de 2008, saúda todos os trabalhadores e cidadãos deste concelho que se têm manifestado contra o Código do Trabalho e exorta-os a participar activamente em todas as formas de protesto contra o mesmo. Só a luta vencerá o abuso!
O Grupo Municipal do Bloco de Esquerda
João Vasconcelos
Luísa Penisga González
Observação: Moção rejeitada com 13 votos contra (PS), 9 votos a favor (BE, CDU, PSD, CDS/PP e Independente) e 2 abstenções (PSD e CDS/PP). Como se comprova, todos os membros do PS votaram contra a moção, incluindo alguns elementos que se dizem independentes e alegristas, o que não deixa de ser vergonhoso. Os PS’s, incluindo muitos ditos independentes, encontram-se à direita do PSD e do CDS/PP, provavelmente estão à espera de alguns “tachinhos”, como já se vai vendo.




O Bloco apresentou no parlamento, em Julho, um conjunto de alterações ao "Código do Trabalho" e à respectiva regulamentação, repondo justiça social e laboral. O 




Francisco Van Zeller foi entrevistado pelo Jornal de Negócios para falar da revisão do Código do Trabalho. O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) diz que Vieira da Silva fez melhor que um governo de direita, e que os governos do PS "são mais ousados" no que respeita a mudar as relações de trabalho. O patrão dos patrões acha "injusto que este governo esteja a pagar de uma maneira tão severa a crise internacional".
Na proposta do governo de revisão do Código do Trabalho, que os deputados vão discutir após as férias parlamentares, são as férias dos trabalhadores que estão em causa. As empresas passam a poder fechar as portas por mais de 15 dias no Verão "sempre que seja compatível com a natureza da actividade", o que poderá fazer disparar as férias forçadas.




O Governo propôs e a bancada do PS aceitou uma redução do tempo de debate de 30 para 20 dias, na fase de discussão pública, da proposta de revisão do Código de Trabalho na Assembleia da República. Com esta redução, o governo pretende encerrar o assunto até ao final desta legislatura, evitando assim o prolongamento do desgaste causado pela contestação às suas propostas, que segundo os partidos à sua esquerda visam promover os despedimentos simplex. 





Realizou-se este domingo a versão lisboeta da 