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sábado, março 21, 2009

Professores indignados com desprezo de dirigentes da UGT


Notícia da Agência Lusa:

A Resolução Programática, com “100 propostas para mudar Portugal”, não perece ter despertado grande interesse na maioria dos congressistas, que deixaram a Aula Magna da Universidade de Lisboa quase vazia durante os trabalhos da manhã.

Os que se mantiveram na sala, maioritariamente representantes de sindicatos de professores, foram, no entanto, suficientes para animar a reunião magna.

Uma delegada ao congresso em representação do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Teresa Rosa, criticou a actuação da UGT, a quem acusou de falta de acompanhamento dos locais de trabalho e questionou sobre o acompanhamento dos delegados sindicais no terreno.

“Os gabinetes não vão aos locais de trabalho por isso é que há quebra de sindicalização”, disse a sindicalista, que integra o Movimento de Unidade e Democracia e Acção Reivindicativa (MUDAR), que tem assumido uma posição critica relativamente a actuação da UGT.

Teresa Rosa lançou a polémica lembrando as moções de solidariedade para com a luta dos professores que o MUDAR – composto pelas correntes minoritárias do SBSI - tem apresentando e que têm sido rejeitadas sucessivamente.

O presidente do SBSI, Delmiro Carreira, respondeu com comentários depreciativos sobre a posição dos professores, afirmou que o congresso não deveria servir para discutir questões internas dos sindicatos e foi fortemente apupado e assobiado.

“Os que estão a apupar são responsáveis pela má criação e é esta má criação que leva muita gente a um beco sem saída. A responsabilidade é vossa”, acusou.

João Proença teve de intervir para lembrar que a discussão era sobre os documentos orientadores da UGT e acusou ”alguns intervenientes de procurar dividir o congresso e de o conseguir”.

O secretário-geral da UGT contestou ainda que o Programa de Acção, em discussão na parte final da manhã, seja apenas um documento de concertação e não de acção.

À margem do congresso, João Proença desvalorizou à agência Lusa, os protestos dos professores no final dos trabalhos da manhã.

“As questões foram marginais e colocadas por um número extremamente reduzido de delegados mas tentou-se colocar aqui alguma divisão nomeadamente relativa aos professores”, disse.

O líder da UGT lembrou que o caderno reivindicativo da UGT, hoje aprovado, “é muito claro na questão da avaliação dos professores”.

As hostes acalmaram durante alguma tempo mas os ânimos voltaram a exaltar-se com a intervenção do dirigente do Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação, Carlos Miguel, que considerou grave que o congresso passasse a mensagem de que “os professores são guardadores de alunos”.

Fortes aplausos fizeram-se ouvir mas, de seguida, perante acusações de má educação da parte de um dirigente da Federação dos Engenheiros, Augusto Guedes, foram os apupos e os assobios que entoaram na sala.

Os trabalhos, já atrasados, foram interrompidos para o almoço, por falta de condições para continuar a discussão.
MEP

domingo, junho 01, 2008

Sócrates ataca Louçã e defende Código do Trabalho e UGT criar PDF versão para impressão enviar por e-mail

Sócrates e Vieira da Silva Realizou-se este domingo a versão lisboeta da polémica sessão do PS/Porto em que João Proença e Vieira da Silva "explicaram" aos militantes as virtudes das propostas do governo para o Código do Trabalho. Desta vez, foi o primeiro-ministro que acusou Francisco Louçã de tentar "desacreditar a UGT e condicionar os sindicatos". Louçã diz que Sócrates "está nervoso por outras razões", referindo-se à iniciativa de terça-feira contra o défice social.

"A festa de terça-feira não é um comício do Bloco, mas sim de várias pessoas que se juntaram apesar das diferenças” e que “procuram sem qualquer sectarismo e facciosismo responder ao défice social e às desigualdades”, explicou o dirigente bloquista, reagindo também às declarações de Vitalino Canas. O porta-voz do PS deixou o aviso, no fim da reunião da direcção do PS, para os militantes socialistas não comparecerem à iniciativa onde intervirão Manuel Alegre, Isabel Allegro de Magalhães e José Soeiro.

Francisco Louçã disse ainda que nos últimos tempos está "habituado a ver o primeiro-ministro usar as sessões partidárias para atacar o Bloco", lembrando as anteriores sessões do PS sobre o Código de Trabalho em que Sócrates tem participado.

Desta vez, José Sócrates recuperou a polémica do debate parlamentar de quinta-feira, em que Louçã lembrara que João Proença tinha participado nestas sessões do PS para promover o novo Código do Trabalho junto dos militantes, negociando-o depois enquanto sindicalista. “O líder do Bloco de Esquerda com a vontade que tem de desacreditar a UGT andou a dizer que o líder da UGT andava a fazer sessões comigo promovendo as nossas propostas do Código do Trabalho. Mas ele nunca fez isso, sempre soube que o seu principal dever é com os trabalhadores”, afirmou Sócrates.

Já na quinta feira, o PS tinha emitido um comunicado intitulado "Francisco Louça [sic] falta à verdade", onde enumera a lista dos dirigentes nacionais destacados para os debates internos. No dia 9, no Porto, as presenças confirmadas eram apenas os dois homens fortes das negociações do Código pelo lado do governo: Vieira da Silva, ministro do Trabalho, e o seu secretário de Estado Fernando Medina. Ainda segundo o comunicado do PS, João Proença teria sim participado numa sessão pública organizado pela Tendência Sindical Socialista, que organizou outros "de forma autónoma" com a presença de Gregório Novo, da CIP e Carvalho da Silva, da CGTP, entre outros.

Mas é a própria página do PS/Porto que desmente a versão do Largo do Rato, anunciando para dia 9 de Maio, às 21h30 no Hotel Tuela, no Porto, o debate com a presença de Vieira da Silva e João Proença, enquanto secretário-geral da UGT, moderado pela deputada socialista Isabel Santos. A presença de João Proença neste debate foi também confirmada pelo jornal Público.

Esquerda.net

quinta-feira, maio 29, 2008

Líder da UGT participou mesmo em reuniões do PS para "explicar" Código do Trabalho

Vieira da Silva e Proença de Carvalho explicaram aos socialistas do Porto as virtudes das propostas do governoNo momento mais agressivo do debate quinzenal no parlamento, Sócrates acusou Louçã de "mentir" aos deputados. Mas a notícia do Público desmente o primeiro-ministro e confirma as palavras do bloquista: João Proença participou de facto em reuniões do PS destinadas a convencer os militantes socialistas das virtudes das alterações do Governo ao Código de Trabalho. Uma das reuniões, no Porto, teve até a presença do ministro Vieira da Silva, com quem Proença negoceia à mesa da concertação social.
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Esquerda.net