quarta-feira, maio 06, 2009
Os tiques cada vez mais autoritários do PS. Agora foi a propósito dos interrogatórios "ásperos" a alunos de Fafe. Deputados do PS impedem audição da ministra
domingo, maio 03, 2009
Bloco acusa governo de “tapar os olhos” ao enriquecimento ilícito
![]() Num almoço comemorativo do 10º aniversário do Bloco de Esquerda, em Viseu, Francisco Louçã criticou a proposta que o governo vai levar na próxima semana à Assembleia da República, sobre o enriquecimento injustificado. "Quando não se combate a corrupção, quando é preciso que haja política de transparência e frontalidade, o governo vem dizer que com uma multa, tapam os olhos", acusou Louçã. | |
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terça-feira, fevereiro 24, 2009
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António Lopes disse que os três agentes policiais elaboraram um auto no qual afirmam terem apreendido os livros por terem imagens pornográficas expostas publicamente.
O quadro do pintor oitocentista - tido como fundador do realismo em pintura - expõe as coxas e o sexo de uma mulher, sendo, por isso, a sua obra mais conhecida. Pintado em 1866, está exposto no Museu D'Orsay em Paris.
António Lopes manifestou-se "indignado" com a atitude da PSP: "isto é uma vergonha, um atentado à liberdade", afirmou. O empresário é um dos sócios da distribuidora 'Inovação à Leitura', de Braga, organizadora da Feira do Livro em Saldo e Últimas Edições, que está a decorrer, até ao dia 8 de Março, na Praça da República - vulgo Arcada - no centro de Braga.
Segundo os especialistas, Gustave Courbet era já um pintor "conhecido em França pela sua destreza técnica mas sobretudo pela sua atitude crítica e corrosiva em relação à sociedade burguesa, que não perdia ocasião de afrontar".
Courbet, um socialista convicto, ao representar frontalmente as coxas e o sexo de uma mulher, com o quadro "A Origem do Mundo" abalou profundamente o meio artístico, tendo a sua exposição pública sido proibida na época.
In Público
Comentário:
Onde chega a censura Socrática, até parece que estamos no tempo da Inquisição que, através do Índex, apreendia todos os livros considerados proibidos na sua lista. Tal como a Inquisição, ou o "Estado Novo", a ditadura Socrática está a fazer regredir Portugal ao nível do século XIX. É tempo do Povo abrir os olhos e livrar-se desta gente de vez. Levantem-se Cidadãos e lutem contra a cloaca Sócretina!
quarta-feira, dezembro 31, 2008
À moda de Stalin. Mas também podia ser à moda de Kim il Sung ou de qualquer outro ditador
- "Avaliação reforça capacidade da escola pública para cumprir a sua missão com mais eficácia" - artigo da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, publicado no semanário Expresso em 06 de Dezembro.
- "Não há, nem haverá, suspensão do processo de avaliação do desempenho" - declaração do secretário de Estado Jorge Pedreira à Imprensa em 06 de Dezembro.
- "Uma avaliação séria melhorará a escola" - discurso da ministra na Assembleia da República, realizado em 04 de Dezembro.
- "Se o Governo suspendesse a avaliação seria uma vergonha" - entrevista da ministra ao Correio da Manhã e ao Rádio Clube, divulgada em 16 de Novembro.
- "É a defesa do interesse público que está em causa" - entrevista da ministra ao Expresso, publicada em 15 de Novembro.
- "Este modelo de avaliação protege os professores" - entrevista da ministra difundida pela RTP N em 23 de Outubro último.
- "Queremos reconhecer os professores excelentes" - entrevista da ministra à Visão, publicada em 16 de Outubro.
- ProfAvaliação
domingo, dezembro 14, 2008
A deputada Luísa Mesquita acusa a ministra de cegueira e incompetência
A demissão da Ministra da Educação é uma exigência intelectual e de saúde pública. |
Se a Senhora Ministra fosse avaliada, quanto ao seu desempenho, com os seus próprios instrumentos de medida, seria, obviamente, impedida de progredir na carreira e jamais poderia sonhar com o insólito título de "TITULAR". Há um ano, em sede de Comissão de Educação e Ciência, disse à responsável política pela EDUCAÇÃO no nosso país que o seu modelo de avaliação não teria futuro por duas razões de princípio e que, aquela data, já eram conhecidas. Em primeiro lugar, porque a Senhora Ministra não sabia o que era avaliar e sustentava o seu modelo de avaliação em métodos ultrapassados, conceptualmente condenáveis e inadequados aos objectivos de qualquer sistema e particularmente paradoxais e intoleráveis no âmbito do sistema educativo. Em segundo lugar porque os seus interlocutores seriam os professores, exactamente aqueles cujo trabalho diário é, antes de qualquer outro, AVALIAR. AVALIAR para DIAGNOSTICAR as necessidades dos alunos. AVALIAR para FORMAR com sucesso. AVALIAR, em última instância, para CLASSIFICAR e, ao fazê-lo, consequentemente AVALIAR o seu próprio trabalho como componente matricial do percurso conjunto construído no espaço da sala de aula. Mas a CEGUEIRA dos objectivos económicos, da punição, do dividir para reinar, evidenciaram não só a não competência da Senhora Ministra na tutela educativa, mas também a não capacidade para interpretar a realidade que em Março e Novembro inundou Lisboa e o País. O Governo e a Senhora Ministra perderam um ano entusiasmados pela arrogância, pelo autoritarismo bacoco e pela prepotência do QUERO-POSSO-E-MANDO. Promoveram, sem êxito, o descrédito dos docentes e das suas organizações, das escolas e, inúmeras vezes, atropelando a verdade e o rigor, como "entretainer" de qualquer programa de má-língua. Mas se, no início, os professores, os pais, os alunos, o País aguardaram pela chegada do "BOM SENSO", do "DIÁLOGO", da "HUMILDADE DEMOCRÁTICA", hoje, um ano depois, acabou-se o prazo de validade da Senhora Ministra. A Senhora Ministra não tem credibilidade para continuar! Luísa Mesquita (deputada independente) Nota: fotos tiradas, hoje, na Guarda. Fonte: gerotempo ProfAvaliação |
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Professores e governo trocam acusações na véspera da reunião
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terça-feira, dezembro 09, 2008
Se dúvidas existiam de que há profunda má-fé nesta pseudo-fase negocial entre o ME e a Plataforma, elas ficaram desfeitas hoje com a forma como o Ministério procurou impor o seu calendário, sem anuência dos seus interlocutores.
Há que perceber mesmo nas linhas, porque a subtileza do SE Pedreira está longe de obrigar a ir às entrelinhas.
O único objectivo de tudo isto é, tendo a Plataforma recuado de forma estratégica em relação à sua posição aparentemente irredutível, procurar provocar professores e sindicatos para uma radicalização que se considera vantajosa em termos de opinião pública.
O ME não que verdadeiramente negociar mas, isso sim, através de diversas manobras de diversão, empurrar os sindicatos para uma reacção epidérmica, destinada a ser rapidamente apontada como «radical» e instrumentalizada do ponto de vista «político-partidários».
Mandam o Sócrates 2 (a.k.a Pedro Silva Pereira) ou o ex-ministro da Educação Santos Silva falar, fazendo coro com o SE Pedreira, mobilizam dois ou três opinadores residentes da araça para apontarem o dedo e encomendam-se umas notícias de primeira página.
A estratégia parece-me clara, resta saber se há a calma suficiente para a suportar de forma estóica e, como no judo, aproveitar o ímpeto do adversário para o derrubar.
Era bom que a Plataforma levasse alguma coisa na manga para a reunião, daquelas que desarmasse a estratégia ministerial. Nem que fosse uma prenda de Natal, bem embrulhadinha em papel brilhante. Fosse o que fosse. Sempre com um sorriso nos lábios e deixando o ar carrancudo para quem não parece sequer saber sorrir em público.
Não nos deixemos enganar: neste momento o que o ME mais quer é provocar divisão e desorientação, de modo a provocar uma reacção da outra [nossa] parte. Acredito mesmo que o tom da reunião de dia-11-que-era-para-ser-10-e-antes-15 será de molde a provocar a ira.
Os mails da DGRHE são instrumentais e sintomáticos a esse respeito: nada no DR 2/2008 atribui a este organismo o papel que está a desempenhar. Nada obriga os Conselhos Executivos a sequer considerar como válidas as suas instruções e pressões.
Deveria ser o CCAP a fazer isso, mas está a recuperar do estado de coma em que entrou há alguns meses, não se sabendo se vai voltar verdadeiramente à vida sem ser mero autómato. Mas, de qualquer forma, deveria ser o CCAp a acompanhar e monitorizar o processo de avaliação.
Não a DGRHE, através de mails não assinados.
Mas tem sido esse o meio usado pelo ME para intimidar e, indirectamente, provocar a fúria dos docentes
Ceder a essa tentação a essa tentação seria fazer o jogo do adversário.
A Educação do Meu Umbigo
NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
PRIMEIRA REUNIÃO DA PLATAFORMA COM O M.E. SERÁ NO DIA 11, QUINTA-FEIRA
PLATAFORMA DENUNCIA PRESSÃO INACEITÁVEL DO M.E. SOBRE ÓRGÃOS DE GESTÃO DAS ESCOLAS
O Ministério da Educação divulgou, há alguns minutos, junto da comunicação social, a realização de uma reunião com a Plataforma Sindical dos Professores, amanhã, que, porém, apenas se realizará na quinta-feira, dia 11.
De facto, hoje às 16 horas, a Plataforma foi confrontada com um convite do ME para a realização de uma reunião, que teria lugar amanhã pelas 14 horas, a qual, segundo o Ministério da Educação, se destinaria a permitir que os Sindicatos, mais cedo do que o previsto [dia 15], apresentassem as suas propostas sobre avaliação de desempenho, bem como a definir um calendário de negociações futuras.
Convocada com menos de 24 horas de antecedência e com algumas organizações indisponíveis, tendo em conta os compromissos que têm assumidos, foi contraproposto que a mesma se realizasse na quinta, dia 11, também às 14 horas o que foi, entretanto, aceite pelo Ministério da Educação.
Esta reunião não anula a que está prevista para dia 15, antes a antecipa. Nela, cuja agenda, conforme estabelecido, se encontra aberta, a Plataforma Sindical dos Professores apresentará uma proposta de solução transitória de avaliação para o ano em curso e proporá a abertura de um processo negocial de revisão do ECD, de que resultem, entre outras medidas, a substituição do modelo de avaliação em vigor e a eliminação da divisão dos docentes pelas categorias de professor e professor-titular.
PRESSÃO INACEITÁVEL SOBRE OS ÓRGÃOS DE GESTÃO
O ME fez chegar hoje aos Presidentes dos Conselhos Executivos, um mail, enviado pela DGRHE, em que os informa de que estes deverão “desmentir informações que dêem como suspenso o processo [de avaliação], nas escolas que dirigem.” Pretende o ME que os Conselhos Executivos desmintam a verdade. E a verdade é que a avaliação, nas escolas, está suspensa!
É lamentável esta actuação do Ministério da Educação para quem parece valer tudo, incluindo estes mails em tom ameaçador. São estes procedimentos que, de há muito, vêm criando uma enorme indignação nos professores e estão na origem do clima de instabilidade que se vive nas escolas.
É reprovável e intolerável este comportamento de quem, em primeiro lugar, deveria promover a tranquilidade e a serenidade, indispensáveis ao bom funcionamento das escolas. Chega a ser mesmo irresponsável…
A Plataforma Sindical dos Professores
Responder às pressões da DREL com a resistência passiva
A DRELVT está a fazer telefonamas aos PCEs da Grande Lisboa e Vale do Tejo com o objectivo de os pressionarem a avançar com os procedimentos de avaliação. Os PCEs mais timoratos e dóceis estão a enviar ordens de serviço a exigirem aos professores que preencham a assinem um formulário de aceitação ou recusa do modelo de avaliação. É exigido aos professores que digam se querem entregar os objectivos individuais e se desejam ser avaliados na componente científica e pedagógica. Primeiro o prazo para entrega dos objectivos individuais foi fixado em final de Setembro. Depois, Novembro. Agora, é em finais de Dezembro. As pressões são cada vez maiores. Vamos deixá-los fixar prazos.
O que devem os professores fazer face às pressões? Ignorar. Concentrarem-se apenas na preparação das aulas, nas aulas e na relação pedagógica. E o tempo vai passando. O primeiro trimestre já lá vai e a avaliação burocrática está parada em quase todo o lado. Ao desespero da ministra e do Pedreira, há que responder com paciência e calma.
Anovis Anophelis
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Em Portugal, o Governo maltrata os professores. Em Espanha, na Extremadura, o Governo Autonómico promove anúncios na TV e na rádio a enaltecer os professores

5. Alguém consegue explicar o desdém que os governantes e alguns dirigentes do PS manifestam contra os professores? O que se passa na cabeça dessa gente para insultarem e maltratarem um grupo profissional que desempenha uma das missões mais necessárias à sociedade e ao país?
6. Que traumas esses dirigentes do PS e governantes têm para humilharem e insultarem todo um grupo profissional que tem como missão transmitir a herança cultural às novas gerações?
ProfAvaliação
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Saem despachos a toda a hora. Ministra enviou ontem à noite email e despachos aos PCEs
ProfAvaliação
segunda-feira, dezembro 01, 2008
SÓCRATES E A LIBERDADE
SÓCRATES E A LIBERDADE, por António Barreto in "Publico", 30/11/2008
EM CONSEQUÊNCIA DA REVOLUÇÃO DE 1974, criou raízes entre nós a ideia de que qualquer forma de autoridade era fascista. Nem mais, nem menos. Um professor na escola exigia silêncio e cumprimento dos deveres? Fascista! Um engenheiro dava instruções precisas aos trabalhadores no estaleiro? Fascista! Um médico determinava procedimentos específicos no bloco operatório? Fascista! Até os pais que exerciam as suas funções educativas em casa eram tratados de fascistas. Pode parecer caricatura, mas essas tontices tiveram uma vida longa e inspiraram decisões, legislação e comportamentos públicos. Durante anos, sob a designação de diálogo democrático, a hesitação e o adiamento foram sendo cultivados, enquanto a autoridade ia sendo posta em causa. Na escola, muito especialmente, a autoridade do professor foi quase totalmente destruída. Em traço grosso, esta moda tinha como princípio a liberdade. Os denunciadores dos 'fascistas' faziam-no por causa da liberdade. Os demolidores da autoridade agiam em nome da liberdade. Sabemos que isso era aparência: muitos condenavam a autoridade dos outros, nunca a sua própria; ou defendiam a sua liberdade, jamais a dos outros. Mas enfim, a liberdade foi o santo e a senha da nova sociedade e das novas culturas. Como é costume com os excessos, toda a gente deixou de prestar atenção aos que, uma vez por outra, apareciam a defender a liberdade ou a denunciar formas abusivas de autoridade. A tal ponto que os candidatos a déspota começaram a sentir que era fácil atentar, aqui e ali, contra a liberdade: a capacidade de reacção da população estava no mais baixo. Por isso sinto incómodo em vir discutir, em 2008, a questão da liberdade. Mas a verdade é que os últimos tempos têm revelado factos e tendências já mais do que simplesmente preocupantes. As causas desta evolução estão, umas, na vida internacional, outras na Europa, mas a maior parte residem no nosso país. Foram tomadas medidas e decisões que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos. A expressão de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos. A vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se. A acumulação, nas mãos do Estado, de informações sobre as pessoas e a vida privada cresce e organiza-se. O registo e o exame dos telefonemas, da correspondência e da navegação na Internet são legais e ilimitados. Por causa do fisco, do controlo pessoal e das despesas com a saúde, condiciona-se a vida de toda a população e tornam-se obrigatórios padrões de comportamento individual. O catálogo é enorme. De fora, chegam ameaças sem conta e que reduzem efectivamente as liberdades e os direitos dos indivíduos. A Al Qaeda, por exemplo, acaba de condicionar a vida de parte do continente africano, de uma organização europeia, de milhares de desportistas e de centenas de milhares de adeptos. Por causa das regulações do tráfego aéreo, as viagens de avião transformaram-se em rituais de humilhação e desconforto atentatórios da dignidade humana. Da União Europeia chegam, todos os dias, centenas de páginas de novas regulações e directivas que, sob a capa das melhores intenções do mundo, interferem com a vida privada e limitam as
liberdades. Também da Europa nos veio esta extraordinária conspiração dos governos com o fim de evitar os referendos nacionais ao novo tratado da União. Mas nem é preciso ir lá fora. A vida portuguesa oferece exemplos todos os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas durante pelo menos um ano. Os novos modelos de bilhete de identidade e de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos históricos, são meios intrusivos. A videovigilância, sem limites de situações, de espaços e de tempo, é um claro abuso. A repressão e as represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente conhecidas e geralmente temidas A politização dos serviços de informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro. A interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus membros é um acto de prepotência. A pesada mão do governo agiu na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos. A retirada dos nomes dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante. As interferências do governo nos serviços de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na 'comunicação social' em geral, sucedem-se. A legislação sobre a segurança alimentar e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da decência e do respeito pelas pessoas. A lei contra o tabaco está destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade. Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo. O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas Temos de reconhecer: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade detanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo...
José Sócrates é a maior ameaça contra a liberdade nos últimos 30 anos. Quem o afirma é António Barreto
ProfAvaliação
terça-feira, novembro 25, 2008
É preciso muita lata!

A Direcção Regional da Educação do Norte (DREN) ameaçou hoje que irá avançar com processos disciplinares contra os professores que pressionarem colegas a boicotarem a avaliação de desempenho.
Margarida Moreira, directora da DREN, assegurou, em declarações à TSF, que será “inflexível”. “Se for uma situação de coação, actuarei disciplinarmente se necessário for”, reforçou a responsável, sublinhando, porém, que está disponível para debater a questão com os professores para evitar situações como esta.
Margarida Moreira apela aos docentes para reflectirem sobre a questão da avaliação, lembrando que o Ministério da Educação tem já em prática uma medida que pretende evitar boicotes ao processo. “Uma das coisas mais criticadas nos últimos dias foi o aparecimento online, por parte do Ministério da Educação, de uma plataforma para que quem voluntariamente assim o quisesse colocasse os objectivos individuais, o que foi considerado terrível e uma forma de pressão”.
A directora da DREN realçou à rádio que foram registados casos de professores que “quiseram entregar os objectivos e tiveram outros colegas a dizer que não os recebiam”.
Vê a notícia aqui
Comentário:
Depois de o governo ameaçar com processos disciplinares os professores que suspendam a avaliação, agora é a vez da capataz preferida da ministra ameaçar os professores que apelem aos colegas para boicotar a avaliação. E o mais engraçado é que a senhora Margarida Moreira, famosa pelas suas atitudes persecutórias, considera que o e-mail enviado a todos os docentes para preencher os objectivos online não é intimidação mas sim uma forma de “salvar” os professores que os querem entregar.
Ora, então qual é o seu problema? Não “salvou” já os professores que querem entregar os objectivos? Alguém impede alguém de os entregar? Ou percebeu que a medida não resultou, que os professores a ignoraram, e toca a ameaçar tudo e todos? É sinal de fraqueza senhora directora. Tenha lá a senhora coragem de instalar processos disciplinares a milhares de professores. A capataz está desesperada. Tal como a patroa. Mas os professores não estão. A resposta é dada hoje nas ruas do Norte.
MEP