
CIDADÃOS! ERGAM-SE E LUTEM! LUTEM! LUTEM POR UM MUNDO MELHOR, MAIS JUSTO, MAIS SOLIDÁRIO E COM JUSTIÇA SOCIAL! TODOS TÊM DIREITO À FELICIDADE! PELA EUROPA DOS POVOS!


O Fórum Socialismo é um espaço aberto de discussão e de ideias, que junta ativistas, militantes, investigadores e representantes de lutas diversas e causas centrais para o país e para o mundo. Repartidos entre Braga (dia 28) e Almada (dia 29), são dois dias de plenários e sessões sobre economia, história, serviços públicos, cultura e política. O Fórum Socialismo é organizado de forma a respeitar todas as regras de segurança sanitária.
As aberturas do evento estarão a cargo das deputadas Alexandra Vieira (Braga) e Joana Mortágua (Almada), apresentando as propostas e programas para cidades que se mobilizem pelo direito à habitação, a justiça climática e uma urgente resposta à crise.
Em Braga, na Escola Secundária D. Maria II, os trabalhos contarão com a participação, entre outros, da eurodeputada Marisa Matias, numa sessão sobre a atual política europeia, do médico psiquiatra e professor da Universidade do Minho, Pedro Morgado, que abordará os modelos públicos para o tratamento da saúde mental, e do ex-diretor da Biblioteca Pública de Braga, Henrique Barreto Nunes, numa sessão dedicada à vida e obra do combatente antifascista Víctor de Sá. O dia encerra com uma sessão plenária intitulada “como nos preparamos para as novas pandemias”, que contará com a participação do deputado Moisés Ferreira e do médico epidemiologista e diretor do Instituto de Saúde Pública do Porto, Henrique Barros.
Os trabalhos prosseguem no domingo, em Almada, na Escola Secundária de Cacilhas-
Neste último dia, a coordenadora nacional do Bloco, Catarina Martins, fará o encerramento do Fórum Socialismo 2021, a partir das 17h30.
O Fórum Socialismo 2021 conta com intervenções de inúmeros outros dirigentes bloquistas, investigadores e ativistas, versando diversos temas, entre os quais: José Soeiro (como travar os despedimentos?), Mariana Carneiro (o que está a acontecer em Cabo Delgado?), Mafalda Araújo (trabalho reprodutivo), Isabel Pires e Ricardo Moreira (o futuro do clima decide-se nas ruas das cidades), Manuel Grilo e Deolinda Martin (desconstruir a municipalização das escolas), Maria José Araújo e Hugo Monteiro (uma educação emancipatória), Carolina Gomes e Beatriz Realinho (políticas para o interior), Nelson Peralta (lítio, o que fazer?), José Gusmão (plano de recuperação, para quê e para quem?), Fabíola Cardoso (lutas LGBTI+), José Maria Cardoso e Filipa Gonçalves (as autarquias na resposta à crise), Ricardo Vicente (política agrícolas e soberania alimentar), Luís Fazenda (mundo pós-trumpismo), Maria Manuel Rola e Vasco Barata (direito à habitação), Francisco Louçã (é tempo de parar Zuckerberg), Luís Leiria (América Latina).
Consulta aqui o programa do Fórum Socialismo e inscreve-te aqui (link is external).
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No momento em que decorre a décima terceira jornada do levantamento
popular no Chile, não existe agrupamento nem partido político
capaz de liderar a mobilização. Só existem
convocatórias viralizadas anonimamente ou assinadas com publicidade. Mas
trata-se só de convocatórias, de anúncios de pontos de
encontro. Ou seja, torna-se impossível em termos reais que alguma
força em particular ou grupo de interesses, por bem intencionado que
seja, possa arrogar-se o acaudilhamento de um movimento popular cuja
força sustenta-se principalmente na juventude, em estudantes,
trabalhadores com menos de 30 anos, em escolares feministas que arvoram a
bandeira mapuche, em animalistas de 15 anos e eco-lutadores de 20. Naturalmente
participam diversas gerações de povo empobrecido e de
profissionais precários. Nesta nota só se salienta o sujeito
social predominante. Aposentados na miséria também se congregam
nas ruas do país.
As causas da crise social e a exposição nítida da luta de
classes situaram-se genericamente na desigualdade social e na ausência de
direitos sociais e humanos garantidos. A respeito, o académico marxista
argentino Rolando Astarita, num artigo recente assinala que "o crescimento
capitalista no Chile gera riqueza e, em relação a essa riqueza, a
pobreza aumentou. É que a pobreza se define em relação
à riqueza geral da sociedade. E, em particular, em relação
à riqueza concentrada na classe dominante".
Sempre no campo das causas do levantamento popular e a hegemonia da juventude
na mesma, ao menos convém deixar explícito que o regime
capitalista específico do país, ao sustentar-se, tanto por feito
como premeditadamente, sobre uma alienação e disciplinamento
social altamente refinado e repressivo, produz a sua própria
negação. A juventude observa-se a si própria carente de
futuro, distópica, muito longe da épica que alimentou a
geração de jovens que lutaram contra a ditadura. Desta vez
trata-se de menores de 30 anos que chegaram à consciência em meio
de uma crise civilizatória e de sentido de horizonte. Amanheceram
existencialmente sequestrados pelo aquecimento global; pela guerra armamentista
atómica e pela mais feroz incerteza; pelo seu tratamento como segmento
de mercado; pela sua condição de super-explorado.
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Bloco apresenta propostas para responder a situação de emergência e crise habitacional
