quinta-feira, dezembro 29, 2011

Via do Infante: Novos protestos contra portagens passam pela AR e pelos Reis Magos

A Comissão de Utentes da Via do Infante noo Algarve decidiu, após reunião que decorreu esta terça-feira em Loulé, lançar novas formas de luta pela suspensão das portagens no Algarve, como uma ‘passeata’ com os Reis Magos em Olhão, nova petição na Assembleia da República e assembleia pública.
 
Via do Infante: Novos protestos contra portagens passam pela AR e pelos Reis Magos
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Ainda em 2011, a Comissão de Utentes pretende lançar nova petição, dirigida à Assembleia da República, a solicitar a suspensão imediata das portagens na Via do Infante. Na anterior, entregue quando Jaime Gama (PS) presidia ao Parlamento, foram recolhidas mais de 14 mil assianturas.
“Espera-se assim recolher dezenas de milhares de assinaturas de utentes do Algarve e de outros cidadãos que são contra as portagens na região”, referem os responsáveis, em comunicado.
Convite os Reis Magos a passar na A22 sem pagar
Na primeira semana de 2012 decorre a 7 de janeiro (sábado), às 10h30, junto aos Mercados de Olhão, outra ação contra as portagens. Nesse dia a Comissão de Utentes da Via do Infante vai “convidar” os Reis Magos a circular na Via sem pagar.
Foi entretanto convocada uma assembleia pública de utentes, aberta a toda a população (utentes, empresários, autarcas e outros cidadãos em geral), para o dia 14 de janeiro (sábado), a partir das 15h30, no restaurante Austrália, localizado em Vale da Venda, na entrada oeste de Faro, na EN-125 (frente à antiga fábrica da Sumol).
“Nesta assembleia serão discutidas e aprovadas novas formas de luta pela suspensão das portagens na Via do Infante”, refere Comissão de Utentes, que reitera o apelo à sociedade para “a constituição de uma ampla plataforma de luta pela abolição das portagens”, pois “portajar o Algarve significa a morte definitiva do seu desenvolvimento social e económico”, garante.
EN-125 com ‘caos rodoviário’ e trânsito diminui na Via do Infante
Na sua reunião e no âmbito do balanço das consequências do início do pagamento das taxas a comissão de utentes conclui que a introdução das portagens no Algarve “veio comprovar e, até, a ultrapassar o que se esperava”.
“A EN-125 transformada num autêntico caos rodoviário, com longas e intermináveis filas de veículos; a A22 praticamente ‘às moscas’ com uma descida de veículos de mais de 60%, levando a própria Euroscut a afirmar que esta via tinha agora uma ‘intensidade zero’ de tráfego; os turistas, em particular os espanhóis, estão a boicotar o Algarve e a preferir outras paragens”, refere a comissão no comunicado.
Alegando que a situação está a assumir “uma envergadura alarmante e assustadora” a Comissão de Utentes da Via do Infante dá como exemplo o caso de Vila Real de Santo António onde, garante, “as descidas nas vendas a espanhóis são da ordem dos 75%”.
“O colapso social e económico do Algarve, com uma das maiores taxas de desemprego do país, aproxima-se muito rapidamente se não forem suspensas as portagens no imediato”, alerta a comissão.
Posição dos deputados algarvios alvo de crítica
Por último, na sua reunião a Comissão de Utentes condenou a posição dos parlamentares, “particularmente dos deputados do PSD, CDS/PP e PS eleitos pelo Algarve”, cujos votos chumbaram a apreciação parlamentar do decreto-lei de introdução das portagens (da A22 à A25) apresentada pelo PCP e que foi discutido no plenário da AR no dia 21 de abril, por se pronunciarem “mais uma vez a favor das portagens na região”.
Para a comissão, “as declarações de voto nada valem e o que conta são as ações e, mais uma vez, esses deputados voltaram as costas e votaram contra o Algarve e os algarvios”.
Repudiando os ataques e acusações por parte de alguns responsáveis políticos regionais que têm sido desferidos contra a Comissão de Utentes, esta salienta que “Tais ataques e acusações apenas visam esconder da opinião pública as graves responsabilidades que esses responsáveis têm na introdução das portagens.
“Esta Comissão encontra-se no bom caminho, visto continuar a incomodar muita gente”, conclui o documento dos utentes da Via do Infante.
Observatório do Algarve

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