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domingo, maio 31, 2009

30 de Maio: maré de protesto

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REPORTAGEM


Mais de 70 000 professores e educadores desceram a Avenida da Liberdade
"Ministra escuta: os professores estão em luta" foi uma das palavras de ordem ouvidas nesta quente tarde de sábado. "O futuro constrói-se com os professores!", destaca a moção aprovada em Lisboa, a enviar ao Presidente da República e a outras entidades
Mais de 70 000 professores e educadores desceram a Avenida da Liberdade Prosseguindo aquela que é reconhecida como uma das mais persistentes e corajosas lutas desenvolvidas por um sector profissional no nosso País, os educadores e professores voltaram às ruas de Lisboa, exigindo do Ministério da Educação uma postura de seriedade nas negociações com os Sindicatos. Mais de 70 000 docentes fizeram ouvir, de novo, a sua voz, reivindicando soluções justas para os problemas e as injustiças que afectam a Profissão e a Escola Pública. O País não ficou indiferente! / JPO
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Fenprof

A manifestação desta tarde no Twitter

Fiz uma consulta no Twitter Trends com as palavras-chave "manifestação de professores" e surgiram dezenas de tweets sobre os 70 mil professores que desceram, esta tarde, a Avenida da Liberdade.
O Sindicato dos Professores do Norte fez a cobertura, em directo, da manifestação, no Twitter. Pode ver as fotografias e notícias na página do Twitter do SPN: http://twitter.com/spnorte
ProfAvaliação

In Sol
Ontem O porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores declarou hoje, no discurso da manifestação dos docentes em Lisboa, que o protesto é «uma lição de dignidade para quem há-de levar com mais lições», referindo-se ao Ministério da Educação (ME)
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Mário Nogueira diz que manif é «lição de dignidade»

sexta-feira, maio 29, 2009

Professores esperam “manifestação extraordinária”

Apesar dos constrangimentos de final de ano lectivo, os professores estão confiantes numa nova grande manifestação este sábado. Foto de arquivo, de Paulete Matos
A Plataforma Sindical espera mais de 50 mil professores na manifestação deste sábado, admitindo que a adesão possa chegar a valores próximos dos registados no protesto de 8 de Março de 2008, que juntou 100 mil pessoas em Lisboa. "Todos os indícios que temos vão no sentido de uma extraordinária manifestação" afirma Mário Nogueira
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Esquerda.net


DIA 30 NA RUA PORQUE...

Locais de concentração e percursos dos autocarros


sexta-feira, abril 17, 2009


FENPROF estará envolvida empenhadamente na Semana de Consulta dos Professores promovida pela Plataforma Sindical
Reuniões com a participação de Mário Nogueira em agrupamentos de Alter do Chão, Cacém e Silgueiros (Viseu)
FENPROF estará envolvida empenhadamente na Semana de Consulta dos Professores promovida pela Plataforma Sindical

Nesta semana, cerca de três centenas de dirigentes da FENPROF juntar-se-ão aos seus colegas dos restantes Sindicatos da Plataforma para a realização das quase 1.400 reuniões previstas. Nesta Semana de Consulta pretende-se debater com os professores as propostas apresentadas pelo ME no âmbito do designado processo de revisão do ECD e que, de uma forma geral, se orientam para a consolidação de alguns dos aspectos mais negativos daquele estatuto. Avaliação, gestão e concursos, serão, também, temas centrais do debate a realizar. Por fim, pretende-se conhecer a disponibilidade e os compromissos de luta a serem assumidos para este terceiro período. Em cima da mesa estará a proposta de realização de uma grande acção de envolvimento dos professores e educadores na semana que termina a 16 de Maio.


Sobre a alegada cedência do ME em relação às vagas para acesso à categoria de titular
O que o Secretário de Estado Adjunto e da Educação disse na reunião com a FENPROF e nas declarações à comunicação social...


ME recusa efectiva revisão do ECD e apenas quer consolidar aspectos mais negativos
Aos professores resta prosseguir a luta

A FENPROF reuniu esta quinta-feira, dia 16 de Abril, no Ministério da Educação, em Lisboa, no âmbito do designado processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) que, afinal, se assume como uma fraude. "Uma fraude porque, na verdade, não se trata de um processo de revisão, mas de ajustamento e aperfeiçoamento do que de pior existe no ECD imposto pelo Ministério da Educação em 2007", como assinala uma nota divulgada pelo Secretariado Nacional da FENPROF.


Pré-Aviso de Greve coincidente com a realização de aulas assistidas para efeitos de avaliação do desempenho
De 14 de Abril de 2009 a 10 de Julho de 2009

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Fenprof

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Um contributo para o debate do próximo sábado


O sistema enaltecido pela retórica de inclusão através do consumo, da competição, dos rankings, da meritocracia e do cheque é, arrasadoramente, o sistema das desigualdades, da discriminação, da exclusão programada.
Este é o cenário da escola pública.

A reconfiguração política é um novo mandato para a educação.
As recomendações patronais e empresariais são luminosas.
A educação como um “artigo” de primeira necessidade, não mais como um direito fundamental é princípio renovador e consensual da cartilha neoliberal, do capitalismo financeiro e feroz que está deitando o dente à nossa escola pública.
A escola que os estados, os poderes têm a obrigação e o dever de preservar como património inalienável das comunidades, de gerir como bem colectivo e não como um seu próprio bem que pode ser desregulado, usurpado, alienado a seu belo prazer e proveito.

Finalmente, que pensamento temos (cada um de nós) sobre a escola? Que escola queremos?

A do artigo de primeira necessidade e descartável ou a do bem universal, humano e multi-cidadão?
A nossa opção é clara. Ultrapassando o enunciado eufemístico de resistência, o nosso lado é o da promoção da responsabilidade, num processo determinado de repensar e renovar a escola no espaço público, contrariando a sua desescolarização. A nossa escolha é a de ajudar a recolocar, recentrar o debate no essencial.

E o essencial é que o admirável mundo novo que a narrativa moderna pretende oferecer à escola e aos jovens não existe (só nos paraísos dos pretensos senhores da “aldeia global”). As promessas de empregabilidade são enganosas, os índices são os de milhões de desempregados e do aumento de pobreza e de precariedade no trabalho.

No quadro estratégico da política liberal, a educação, a pedagogia (mercantil) não trazem respostas para as necessidades humanas. O panorama político/económico actual é antes uma ameaça, configura uma crise permanente que afecta as relações e o equilíbrio das sociedades.

O desafio que ousamos apresentar é o de tentar compreender tudo contra a inevitabilidade, os determinismos políticos, religiosos, culturais…
É o de colocar sempre à mão os valores e os direitos humanos, como matéria curricular, que deverá ter tanta importância na escola como tem a matemática e as línguas.

É o de aprender e ensinar que as culturas humanas, a salvaguarda das condições vitais de existência, a prevenção do planeta; a água, a água doce, o ar, os oceanos e todas as fontes de energia e de vida…são bens comuns patrimoniais da humanidade.

O desafio é uma emergência.
Educar para a igualdade de oportunidades e pela justiça distributiva, para que “o mundo se liberte da realidade obscena de milhões de escravos da pobreza”, como disse Nelson Mandela.

Fernanda Queirós, (..do Simpósio Maputo – Nov 2008)

Vê aqui mais informação sobre o debate do próximo dia 31 de Janeiro
MEP

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Mais escolas que aprovaram esta semana a suspensão da avaliação de desempenho

E.S. de Alcaide de Faria, Barcelos
E.S. de Maximinos, Braga
Esc.Sec.de Stª Maria Maior,em Viana
E.S. Fernão de Magalhães, Chaves
E.S de Alfena, Valongo
E.S. de Lousada
E.S. D. Afonso Sanches, Vila do Conde
E.S. José Régio, Vila do Conde
E.S. Pedro Alxandrino, Póvoa de stº Adrião
E.S. de Ponte do Lima
E.S. de Arganil
E.S. Marquês de Pombal, Lisboa
Agrup. de Vila Nova de Foz Côa
E.S. de Cinfães
E. S. Manuel Gonçalves, Odemira
Agrupamento Gândara-Mar, Tocha
Agrupamento Alfredo da Silva, Barreiro
E.S. Emídio Navarro, Viseu
Agrupamento de escolas de Odemira
E.S. de Santa Maria da Feira
Escola Secundária/3 de Carregal do Sal,
Escola Secundária Gabriel Pereira de Évora,
Agrupamento de Escolas Luísa Todi, de Setúbal,
Agrupamento de Escolas de S. Miguel da Guarda,
Agrupamento de Escolas da Sequeira,
Agrupamento Vertical Clara de Resende, Porto,
Escola Secundária de Arganil (Coimbra),
Escola Secundária de Lousada,
Escola Secundária de Maximinos, Braga,
Escola Secundária c/ 3º CEB de Cristina Torres, Figueira da Foz,
Escola José Régio, de Vila do Conde,
Escola Secundária Marquês de Pombal, em Lisboa,
Agrupamento de Vila Nova de Foz Côa,
Escola Gabriel Pereira, Évora,
Escola Secundária Severino de Faria, de Évora,
Escola Secundária de Ponte de Lima,
Escola Secundária do Entroncamento,
Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, em Caldas da Rainha,
Escola Secundária Infante Dona Maria,
Escola Secundária Vergílio Ferreira,
Escola Secundária Sá de Miranda, Braga.
Escola Secundária de José Falcão, Coimbra,
Agrupamento de Escolas Inês de Castro, Coimbra

Agrupamento de escolas de Vouzela
Actualização às 22:55:
Agrupamento de Escolas de Caramulo,
Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades

E.S. Frei Heitor Pinto, Covilhã
E.S. Abade de Baçal, Bragança
Agrupamento da Trofa
E.S. do Bombarral
ProfAvaliação

Um novo fôlego chegou e fazia falta!


Foram muitas as escolas que no dia 13 de Dezembro decidiram manter-se firmes na luta contra este modelo de avaliação e a divisão da carreira, apesar de todas as intimidações e ameaças, QUE NÃO PASSAM DISSO MESMO.

É com agrado que constatamos que milhares de professores continuam a recusar entregar os objectivos individuais, mesmo após o simplex da ministra, que mais não é do que uma tentativa de quebrar a unidade da classe.

A resposta dada nas escolas nesta terça-feira mostra que a luta está bem acesa. E prossegue com a greve de 19 de Janeiro e nova manifestação nacional no dia 24 de Fevereiro.

Vê o
comunicado da Plataforma Sindical sobre o balanço da Jornada de Reflexão e Luta

E eis aqui mais escolas que tomaram posição no dia 13, além das já publicadas:

Escola Secundária da Amora

Escola Secundária/3 de Carregal do Sal

Escola Secundária de Caneças

Escola Secundária de Maximinos (Braga)

Escola Secundária de Ponte de Lima

Escola Secundária de Arganil

Escola Secundária Marquês de Pombal

Escola Secundária de Silves

Escola Secundária Cristina Torres – Figueira da Foz
MEP

Unanimidade na Clara de Resende

Ontem os professores do Agrupamento Vertical Clara de Resende, em Reunião Geral, deliberaram por unanimidade manter a suspensão do processo de avaliação tal como agora lhes é apresentado pela tutela.
A moção agora aprovada irá baixar aos departamentos e será levada à Assembleia de Escola.
Carlos M. Rocha

Moção
Os professores do Agrupamento Vertical Clara de Resende, Porto, em conformidade com posições anteriormente assumidas – quer de rejeição do modelo de Avaliação do Desempenho Docente definido no Decreto-Regulamentar 2/2008, quer de suspensão de quaisquer procedimentos relacionados com a sua concretização – em reunião de 13 de Janeiro de 2009, reiteraram a sua decisão em não participar num processo que continuam a considerar inexequível, discriminatório e improdutivo.

Ampla e publicamente contestado por uma inegável maioria de professores, o referido modelo foi o objecto de sucessivas remodelações regulamentadas pelo Governo, em diversa e recente legislação, que mais não visam que provar a sua aparente aplicabilidade. Quando é o oposto que fica demonstrado.

Tais modificações, em nada alterando a substância do modelo, antes tornam mais clara a sua ineficácia enquanto promotor da melhoria dos desempenhos profissionais, minimizando a importância da componente científica e pedagógica na aferição do mérito docente e escamoteando o cariz formativo inerente a qualquer modelo de avaliação de professores.

Assim, os signatários reafirmam a sua vontade e direito de serem avaliados por um modelo justo, exequível e consensual.
Consequentemente, deliberaram manter a suspensão do processo de avaliação tal como agora lhes é apresentado pela tutela.
Exigem ainda a revisão do Estatuto da Carreira Docente que garanta, entre outros objectivos, a eliminação de divisão da carreira, a substituição do modelo de avaliação, incluindo, a abolição das quotas e a revogação da prova de ingresso.
MEP

terça-feira, janeiro 13, 2009



Guião para a discussão (Descarregue)

Tomada de Posição de Escola (Descarregue)






Documento de Apoio à discussão (Descarregue)


Ler e assinar on-line

Suspender
a
avaliação
Rever o ECD

Abaixo-assinado disponibilizado em 11-12-2008

Fenprof

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Jornada nacional de reflexão e luta é esta terça-feira


Um pouco por todo o país, os professores e educadores portugueses reunirão nas suas escolas durante esta terça-feira, 13 de Janeiro, no âmbito da Jornada Nacional de Reflexão e Luta prevista pela Plataforma Sindical dos Professores. As reuniões, que se realizarão ao abrigo da lei sindical, poderão ter lugar no período da manhã, tarde ou noite dependendo das dinâmicas que, escola a escola, forem encontradas.

Em debate estarão cinco grandes temas que foram propostos aos professores:

- Avaliação do desempenho: ponto da situação em cada escola e tomada de posição no sentido de manter ou decidir suspender a aplicação do modelo de avaliação imposto pelo ME, designadamente no que respeita à entrega dos designados "objectivos individuais".

- Greve Nacional de 19 de Janeiro: preparação da greve e de iniciativas de escola no sentido de mobilizar todos os professores para uma Greve que tem três grandes objectivos: protestar contra a prática de intimidação e ameaça adoptada pelo ME; exigir a suspensão do actual modelo de avaliação e a adopção de uma solução transitória alternativa; exigir uma revisão positiva do ECD que garanta, entre outros objectivos, a eliminação da decisão da carreira, a substituição do modelo de avaliação, incluindo, a abolição das quotas, e a revogação da prova de ingresso.

- Conteúdos negociais para a revisão do ECD: iniciando-se a 28 de Janeiro um novo processo de revisão do ECD, pretende-se auscultar os professores sobre as alternativas a apresentar pelos Sindicatos, nomeadamente no que respeita à estrutura da carreira e à avaliação do desempenho.

- Estratégia sindical para a negociação: pretende-se conhecer a posição dos professores sobre a estratégia a adoptar pelos Sindicatos durante o processo de revisão do ECD, designadamente se deverão ou não manter-se no processo de revisão (requerido pelas organizações sindicais) caso não seja garantida, antes das restantes matérias, a eliminação da divisão em categorias.

- Disponibilidade para prosseguir a luta: com as posições que o ME vem adoptando em relação aos professores e à Escola Pública, o prosseguimento da luta dos professores parece ser inevitável. É nesse sentido que se pretende auscultar os professores e educadores, não só sobre a sua disponibilidade, mas sobre as acções que consideram dever ser desenvolvidas, quer escola a escola, quer em iniciativas de âmbito nacional.

Este será um dia muito importante na acção e luta dos professores que precede uma jornada ainda de maior importância, que decorrerá no dia 19 de Janeiro – Greve Nacional dos Professores e Educadores Portugueses.

A Plataforma Sindical dos Professores12/01/2009

Plataforma entrega pré-aviso de greve às aulas assisitidas


As organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores fazem chegar, durante o dia de hoje, ao Ministério da Educação, entre outras entidades a quem estão legalmente obrigados, um Pré-Aviso de Greve às aulas assistidas, que abrangerá todos os professores avaliadores que tenham de observar aulas para efeito de avaliação. Este Pré-Aviso abrange o período compreendido entre as 0H00 de 20 de Janeiro (iniciando-se no dia seguinte à Greve Nacional dos Professores) e as 24H00 de 20 de Fevereiro de 2009 (último dia antes da interrupção lectiva de Carnaval).
MEP

Manifestação em frente ao Palácio de Belém dia 24 de Janeiro


A Comissão Provisória de Coordenação de Escolas em Luta, com o apoio da APEDE, da Comissão Em Defesa da Escola Pública, do Movimento Escola Pública, do Movimento de Professores Desterrados, do MUP e do Promova, decidiu convocar para uma nova manifestação nacional de professores para o dia 24 de Janeiro, junto ao Palácio de Belém.

Esta manifestação é fundamental para continuar a lutar e a dar visibilidade a esta luta contra um modelo de avaliação e um Estatuto da Carreira Docente que prejudicam gravemente a escola pública.

Não podemos dar tréguas a este governo que aproveita o primeiro sinal de desmobilização para voltar a atacar em força.

Assim, façamos uma nova greve histórica e não paremos a seguir.

Apelamos à participação de todos:

GREVE A 19 DE JANEIRO E MANIFESTAÇÃO A 24 DE JANEIRO
MEP

domingo, janeiro 11, 2009

Conselho de Escolas alternativo - As resistências são cada vez maiores


Presidentes de escolas do Norte e Centro vão entregar à ministra manifesto sobre avaliação
Santarém, 10 Janeiro
Os 139 presidentes de órgãos de gestão de escolas hoje reunidos em Santarém decidiram elaborar um manifesto, a entregar "pessoalmente" à ministra da Educação, contendo a sua posição sobre o modelo de avaliação dos professores.
Numa reunião em que chegou a ser "ponderada" a demissão em bloco de todos os presidentes de conselhos executivos (PCE) presentes, estes acabaram por decidir deixar essa discussão "para outra altura", nomeadamente para o caso de a resposta ao seu manifesto não os deixar "mais tranquilos".
Maria João Igreja, presidente do conselho executivo do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano, de Santarém, disse, no final da reunião, que se prolongou até cerca das 18:00, que os PCE decidiram "reforçar a posição do Conselho de Escolas, pedindo a suspensão do modelo de avaliação".
Este pedido sustenta-se no facto de considerarem que "não é possível levar [este modelo] por diante, mesmo simplificado, porque recaiu nos conselhos executivos todo o trabalho e responsabilidade de o aplicar e porque foi retirada a componente científico/pedagógica, que retira a essência da sua função", disse.
Os PCE hoje reunidos em Santarém, provenientes de escolas do Norte e Centro do país, decidiram marcar nova reunião para 07 de Fevereiro, no mesmo local, para abordar "outros temas", esperando ter "mais adesão".
"Este encontro foi muito importante para dividirmos dúvidas e dificuldades e partilharmos o que uns e outros sabem", disse Maria João Igreja, assegurando que, mesmo não se tratando de um movimento organizado, estas reuniões devem continuar para que "cada um não fique no isolamento das suas escolas".
Maria João Igreja disse não ser possível apontar ainda uma data para a entrega do manifesto, que terá de ser primeiro elaborado e ratificado por todos os PCE presentes na reunião.
Interrogada sobre se, perante as dificuldades apontadas, ponderam não aplicar o modelo de avaliação recentemente promulgado pelo Presidente da República, Maria João Igreja afirmou que, embora não concordem, vão avançar com o processo porque os PCE têm a "obrigação de cumprir e fazer cumprir a lei".
"Nenhuma voz se pronunciou contra a avaliação. Todas a consideram essencial, pela credibilidade do ensino, mas não este modelo", afirmou.
Fernando Trindade, da Escola Secundária da Mealhada, afirmou que em questão está, nomeadamente, a "exequibilidade" do processo, pelas tarefas que são incumbidas aos conselhos executivos (CE).
Como exemplo deu o prazo de 15 dias para os CE se pronunciarem sobre os objectivos pessoais traçados por cada professor.
"Numa escola com 180 ou 200 professores, é praticamente impossível analisar e negociar todos, mesmo delegando competências, o que levará a que muitos possam ser aceites tacitamente, o que é perder o rigor" do processo, afirmou.

MEP

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Greve do próximo dia 19 de Janeiro cresce de importância com o processo de revisão do ECD

Goradas que foram as espectativas dos Professores em relação à aprovação das propostas de suspensão do actual modelo de avaliação docente, só nos resta continuar a luta.
Reveste-se de particular importância a greve do dia 19. Assim como a manifestação dos 100 mil professores foi de indignação e a dos 120 assumiu um carácter mais reivindicativo o mesmo se vai passar com as greves uma vez que logo de seguida Sindicatos e ME irão estar de novo sentados à mesma mesa para um novo processo negocial de revisão do Estatuto da Carreira Docente.
Manifestamente existem grandes divergências de objectivos entre o ME e os Sindicatos. Da parte destes últimos e dos professores interessa alterar a actual estrutura da carreira docente, de forma a eliminar a sua divisão em categorias, substituir o actual modelo de avaliação e abolir as quotas que condicionam a atribuição das menções mais elevadas, revogar a espúria prova de ingresso na profissão, aprovar horários de trabalho pedagogicamente adequados, recuperar o tempo de serviço perdido por imposição legal, rever condições de aposentação, entre outros que são sobejamente conhecidos.

Antes de "empanicar" leiam isto...


Suspensão de facto.
Diga, o Ministério da Educação o que disser, envie por mail as instruções que enviar, publique as correcções acertos e simplificações que publicar, os professores, suspenderam, de facto, o modelo
de avaliação do ME.
Simplificações.
De resto, a necessidade de simplificações sucessivas é, em si mesma, um indicador inequívoco da inadequação pedagógica e da inaplicabilidade de um modelo que se diz de avaliação mas não é. Não o é porque não tem um cariz formativo, porque não promove a melhoria das práticas, concentrado que está na seriação de professores para efeitos de gestão de carreira. Os propósitos
do ME são de índole financeira e distantes da qualidade do serviço educativo público.
Recusa.
Os professores, com o apoio e a mobilização do movimento sindical, suspenderam o modelo no terreno e, com o mesmo apoio e a mesma mobilização, serão capazes de negar-se ao primeiro passo de tal avaliação: a entrega dos objectivos individuais. Tal recusa será apoiada pelos sindicatos na medida em que constitui um gesto coerente com as moções elaboradas e aprovadas nas escolas, será um gesto coerente com a recusa de colaborar com um modelo que a generalidade dos docentes considera incorrecto, pouco sustentado, pouco compatível com a Escola Pública portuguesa e pedagogicamente inadequado. Defender uma escola melhor passa pela rejeição crítica do modelo do ME e tal rejeição implica a não participação nos seus diferentes momentos sendo o primeiro deles a entrega dos objectivos individuais.
Consequências.
Manifestando a sua disponibilidade para esta forma de contestação, os professores têm-nos procurado pedindo esclarecimento para uma preocupação sua que reside em saber quais as consequências da não entrega dos objectivos individuais.
Vamos por partes:
1. Para os professores avaliados, as consequências imediatas da não apresentação dos objectivos individuais são o não despoletar do processo de avaliação, logo, a não progressão na carreira e consequências financeiras inerentes. Neste âmbito, importará perguntar qual será a perspectiva de progressão se se fizer a avaliação com o actual modelo, nomeadamente, com o regime de quotas.
2. No que concerne aos professores avaliados, não há consequências disciplinares explícitas previstas.
3. Só há, na legislação em vigor, consequências disciplinares explícitas para os professores avaliadores que se recusem a desempenhar as suas funções.

SPGL
MEP

Movimentos e Sindicatos encontram-se

A reunião decorreu nesta terça-feira, na sede da FENPROF. Do lado dos sindicatos, estiveram presentes representantes de muitas das principais organizações que integram a Plataforma Sindical: o SPGL, o Sindep, o Sindicato Pró-Ordem, o SINAP, a FNE e uma parte da direcção da FENPROF, incluindo o Mário Nogueira. Da parte dos movimentos estiveram presentes, além de nós, membros da APEDE, do MUP e da Comissão em Defesa da Escola Pública.
Correu bem, construíram-se pontes de entendimento que podem dar os seus frutos no futuro. Saímos de lá satisfeitos. Constatámos que no essencial as opiniões dos Sindicatos presentes e dos diversos Movimentos são convergentes e vimos esclarecidas algumas dúvidas.
Para já, trata-se de manter o nível de confrontação que levou a ministra a ficar calada e o primeiro-ministro a mais insultos e mentiras. Neste momento o que é preciso fazer é reafirmar colectivamente que não entregamos os “objectivos individuais”. As ameaças do Jorge Pedreira de tão repetitivas não têm crédito.
A herança que trazemos de 2008 é enorme. O governo está desesperado. Esta guerra dividiu o PS. Se os professores forem derrotados agora, nestes dias que se aproximam, a própria maquilhagem do Simplex-2 e a abertura de negociações com os sindicatos sobre o ECD, prevista para o próximo dia 28, serão desfeitas e o seu projecto de imporem uma redução brutal nos salários dos professores ficará facilitado.
A necessidade que o governo tinha de abrir uma grave fractura num sector central dos serviços públicos está neste momento inviabilizada pela acção de milhares de colegas em centenas de escolas. A tentativa de abrir uma porta para facilitar despedimentos-mobilidade-precariedade na educação, e de com essa violência amedrontar os outros sectores laborais corre o sério risco de ser por nós derrotada.
Os debates e reuniões de esclarecimento, reuniões gerais ou sindicais, são decisivas para que não restem dúvidas de que com a unidade construída seremos capazes de manter a “engrenagem” parada neste período pré-eleitoral.
Movimento Escola Pública

domingo, dezembro 14, 2008

O simplex2 ainda não existe. 6 razões que mostram que a luta dos docentes não é só contra o modelo burocrático e a desfiguração da profissão

1.A ministra da educação serve-se dos emails da DGRHE e das DREs para antecipar a publicação dos diplomas legais no Diário da República. É uma forma de quase terrorismo político que tem como objectivo bombardear os professores com produção legislativa contraditória e criada a um ritmo tão rápido que não dá tempo aos docentes para reflectirem sobre os decretos-leis, decretos regulamentares, despachos e portarias. A estratégia destina-se a esmagar e a ajoelhar os professores.
2. Ainda antes de os diplomas serem aprovados na reunião do Conselho de Ministros já os mesmos circulam pelas escolas, como se não carecessem de publicação no DR, graças aos emails do Gabinete da Ministra, da DGRHE e das DREs.
3. O caso mais espantoso prende-se com a questão da publicação em DR dos despachos de delegação de competências das funções de avaliador. Para evitar processos judiciais, o Governo optou por incluir na Lei do Orçamento um artigo a isentar essa publicação, num claro desrespeito pelo Código do Procedimento Administrativo. A Lei do Orçamento ainda não foi aprovada, muito menos promulgada pelo PR, mas as DREs agem como se a Lei já tivesse sido publicada no DR.
4. Passa-se agora o mesmo com o projecto de diploma do simplex2. O referido diploma ainda não foi aprovado em Conselho de Ministros, muito menos publicado no DR, e já o diploma circula pelas escolas, a mando da DGRHE e das DREs, como se estivesse em vigor. E até há PCEs que andam a pressionar os avaliadores, afirmando que o simplex2 lhes dá cinco dias para relançarem o processo de avaliação de desempenho.

5. Esta forma de entender as leis da República e de colocar as agências da administração central ao serviço de uma certa forma de quase terrorismo político constitui a maior ameaça à democracia. Esse tipo de actuação política tem semelhanças com as formas usadas pelos serviços da administração pública das ditaduras. Não sendo Portugal uma ditadura, porque há eleições livres de 4 em 4 anos e existe liberdade de expressão, embora mitigada, e pluripartidarismo, aproxima-se a passos largos de uma pós-democracia, com um partido que se apoderou dos maiores maiores bancos do país, se está a infiltrar nas administrações das maiores empresas privadas e trata as oposições e os grupos profissionais com desprezo e arrogância. O sistema financeiro é para as empresas o que os vasos sanguíneos são para o corpo humano. O controlo do sistema financeiro pelo PS permite-lhe o controlo das empresas.
6. Estão a ver por que razão a luta dos professores é tão importante? E não é só por causa do modelo burocrático de avaliação e da divisão da profissão em duas categorias. É também porque é uma luta em defesa da liberdade e da democracia.
Nota final: Os diplomas para terem carácter legal e vinculativo têm de ser publicados no Diário da República. O diploma que cria o simplex2 ainda não foi publicado no DR. Por isso, ainda não está em vigor. Amanhã, é apenas mais um dia normal na vida dos professores. A semana que vem é para ser preenchida com aulas, testes e preparação das avaliações dos alunos. O simplex2 não existe. O diploma que cria o simplex2 não será publicado no DR antes de Janeiro.
ProfAvaliação

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Proposta que a Plataforma apresentou ao ME no dia 11/12

Proposta da Plataforma Sindical dos Professores sobre SOLUÇÃO TRANSITÓRIA DE AVALIAÇÃO PARA 2008/2009 E ABERTURA DE PROCESSO NEGOCIAL DE REVISÃO DO E.C.D.

1. SOLUÇÃO TRANSITÓRIA DE AVALIAÇÃO PARA 2008/2009
A Plataforma Sindical dos Professores reafirma a sua profunda discordância com o regime de avaliação imposto pelo ME, inclusive a proposta de simplificação apresentada pela tutela em finais de Novembro passado, pelo que considera importante a existência, no presente ano lectivo, de uma solução transitória de avaliação, que seja exequível e não se centre em procedimentos administrativos.
A Plataforma Sindical dos Professores considera que o modelo transitório de avaliação do desempenho dos docentes, até à negociação de outro que substitua o que se encontra em vigor, deverá ter em conta a realidade do funcionamento das escolas e a especificidade do exercício de funções docentes, assentando em critérios essencialmente pedagógicos.
Assim, para que seja possível operacionalizar a avaliação do desempenho no corrente ano lectivo, a Plataforma Sindical dos Professores propõe que a mesma assente nos seguintes aspectos:
a) Procedimento de avaliação centrado na auto-avaliação, preferencialmente através de documento de reflexão, acompanhado de um dossier organizado com a planificação de aulas, testes, estratégias de intervenção, entre outros materiais do quotidiano lectivo do docente. Admite-se, mas apenas se for essa a opção do Conselho Pedagógico da escola / do agrupamento, em alternativa ao relatório crítico de avaliação, o recurso a grelha de avaliação;
b) Procedimento de avaliação centrado na hetero-avaliação, com o indispensável envolvimento do Conselho Pedagógico, através de comissão específica, e, tornando-se necessário, das estruturas intermédias de gestão escolar;
c) Assiduidade, considerada nos termos previstos no artigo 46.º, números 5 e 8 do Estatuto da Carreira Docente;
d) Homologação, pelo Conselho Executivo, da menção qualitativa a atribuir ao docente, após verificação, pela comissão criada no âmbito do Conselho Pedagógico, das condições acima referidas, ficando garantido o acesso às instâncias de reclamação e de recurso previstas na lei.
Relativamente à atribuição das menções qualitativas:
1.Tendo em conta a existência de quotas e as claras injustiças surgidas no ano transacto em virtude da ausência de critérios claros e objectivos que pudessem ser aplicados, não deverão ser atribuídas menções qualitativas que não sejam as de "Insuficiente", "Regular" ou "Bom", até porque esta é matéria para negociação futura;
2. Em qualquer dos casos, transitoriamente, a atribuição das menções de insuficiente e de Regular não produz efeitos. e) Para a Plataforma Sindical dos Professores, a frequência, com aproveitamento, de acções de formação contínua deveria também ser considerada. Todavia, pelo facto de, desde 1 de Setembro de 2007, não ter existido oferta de formação nos termos legalmente consagrados, sendo os professores alheios a esse facto, estes não podem, por essa via, ser penalizados.
2. PROCESSO NEGOCIAL DE REVISÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE (ECD)
As organizações que compõem a Plataforma Sindical dos Professores propõem a abertura de um processo negocial de revisão do ECD, com início em Janeiro de 2009, de que resultem, entre outros aspectos e medidas que contribuam para a melhoria das condições de exercício da profissão docente, designadamente para a fixação de horários pedagogicamente adequados e para a estabilidade dos professores e educadores, a substituição do actual modelo de avaliação de desempenho dos professores e a alteração da estrutura da carreira, no sentido de eliminar a sua divisão em categorias hierarquizadas.
Lisboa, 11 de Dezembro de 2008
A Plataforma Sindical dos Professores
Precisamos de reacções urgentes por parte dos professores
MEP

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Mário Nogueira dá conferência de imprensa e confirma que não houve acordo

A Plataforma Sindical deu uma conferência de imprensa pelas 17:30. O porta-voz da Plataforma, Mário Nogueira, confirmou que não houve acordo. A ministra não aceitou um único item da proposta da Plataforma Sindical. Mário Nogueira saudou os professores e as escolas que, hoje, aprovaram documentos a exigir a supensão da avaliação do desempenho.
Mário Nogueira confirmou que a Plataforma apresentou uma proposta transitória de solução para este ano lectivo. A ministra inciou a reunião com uma declaração de recusa da suspensão da avaliação de desempenho. Não houve acordo porque se mantêm divergências de fundo. O modelo simplex2 do ME acentua a vertente administrativa (dos cargos) e a proposta transitória da Plataforma está centrada na componente científica e pedagógica. Cada escola optaria pela modalidade mais adequada ao seu projecto educativo ou às circunstâncias: relatório crítico ou grelha. Em vez da existência de avaliadores individuais, a proposta da Plataforma faz depender do Conselho Pedagógico o processo de hetero-avaliação dos professores. Ao conselho executivo caberá homologar as menções atribuídas pelo conselho pedagógico. Dado o adiantado do ano, a Plataforma manifestou-se em desacordo com a atribuição das menções de Excelente e de Muito Bom.
A ministra da educação recusou todas estas propostas.
Em face do desacordo, Mário Nogueira apelou à continuação e aprofundamento da resistência interna nas escolas. A palavra de ordem é: recusa colectiva dos procedimentos de avaliação, quer do simplex1 quer do simplex2. Por fim, Mário Noguera informou que, a partir de amanhã, vai circular por todas as escolas um documento, a ser assinado por todos os professores, em que se manifesta a recusa em aplicar o modelo burocrático de avaliação. A greve prevista para 19/1 mantém-se. No dia 13/1, vai ter lugar em todas as escolas uma jornada de reflexão sobre o estatuto da carreira docente.
Adenda às 18: 24
A ministra da educação, acompanhada por Jorge Pedreira, acaba de dar uma conferência de imprensa. MLR confirma que não houve acordo e lança nova acusações contra os sindicatos, invocando que a proposta alternativa cabia numa página A4. Voltou a defender o que diz ser uma avaliação com consequências e afirmou que as escolas já dispõem de condições para aplicar o modelo de avaliação do ME. Fica a certeza de que o desacordo é total. A reunião do dia 15/12 não acrescentará nada ao desacordo de hoje. A partir de amanhã, a guerra é total. O ME usará todos os mecanismos e instrumentos de pressão e de intimidação sobre os PCEs para dividir e desarmar os professores. Se a intimidação for longe de mais, os PCEs só têm uma solução: apresentação colectiva de pedidos de demissão. A partir de segunda-feira, circulará pelas escolas um documento de recusa do modelo burocrático para ser assinado pelos professores. Em Janeiro, voltam as concentrações e a greve nacional.
ProfAvaliação