Contudo,
estes não são acidentes, são crimes. Os imigrantes e os refugiados são
forçados a esta realidade devido à política imperialista da OTAN, dos
EUA e da UE, pela agressividade e intervenção na Líbia, Iraque, Mali,
Iêmen, vendidas ao mundo como “revoluções”, assim como pelas políticas
das transnacionais e pelo saque de recursos naturais na África e Oriente
Médio, pela destruição e manipulação das economias dos países e,
finalmente, pela política da União Europeia e seus governos contra os
trabalhadores imigrantes.
A maioria vem da Líbia, Síria, Mali, Iraque, Afeganistão e do norte
da África, países que foram ou são alvo das intervenções militares
imperialistas ou da ação de grupos terroristas patrocinados pelas
potências capitalistas, como o Estado Islâmico (EI). É o chamado “efeito
bumerangue” que agora se volta contra os países europeus. Os dirigentes
dos governos imperialistas reunidos em Bruxelas decidiram que vão usar
drones para bombardear embarcações ancoradas nos portos da Líbia e que
sejam capazes de transportar imigrantes até a costa da Itália e Grécia. A
política anti-imigração do imperialismo é bem clara.
Anteriormente, os imigrantes foram utilizados como mão-de-obra barata
a fim de rebaixar os salários nos países imperialistas e quebrar a
resistência da classe operária desses países. Agora, com o
aprofundamento da crise capitalista, que está elevando a níveis
altíssimos o desemprego, a burguesia imperialista descarta os
estrangeiros para explorar os seus próprios operários. De acordo com
dados da ONU cerca de 2,5 mil imigrantes se afogaram no mar Mediterrâneo
neste ano vítimas dos muitos barcos superlotados que tentam chegar à
costa da Itália e da Grécia.
O fluxo de pessoas desesperadas que parte da Síria, Líbia e do norte
da África na tentativa de alcançar a Europa já é muito maior que o
registrado no mesmo período do ano passado. Números recentes mostram que
milhares de pessoas estão usando uma rota perigosa através dos Bálcãs
para chegar à Alemanha e a outros países do norte da União Europeia. Na
última semana, novas tragédias voltaram a expor ao mundo a gravidade do
problema. Mais de 300 mil imigrantes já arriscaram suas vidas tentando
atravessar o Mediterrâneo neste ano. Em todo o ano passado, foram 219
mil pessoas.
Dois barcos com cerca de 500 imigrantes afundaram após deixar Zuwara,
na Líbia, em 27 de agosto. Corpos de ao menos 71 pessoas, que podem ser
imigrantes sírios, foram descobertos em um caminhão abandonado na
Áustria, também em 27 de agosto. Naufrágio nos arredores da ilha de
Lampedusa, na Itália, matou cerca de 800 pessoas em 19 de abril. Ao
menos 300 imigrantes se afogaram ao tentar atravessar as águas agitadas
do Mediterrâneo em fevereiro.
Desde a LBI denunciamos a política assassina do imperialismo ianque e
europeu e de seus governos contra os imigrantes que fogem dos efeitos
da barbárie capitalista imposta pelas “revoluções made in CIA”. Lutamos
para derrotar as agressões imperialistas contra o povo no norte da
África e do Oriente Médio, pela destruição da OTAN e pela utilização dos
recursos naturais para o benefício dos trabalhadores. A questão central
colocada frente ao avanço da barbárie capitalista que vem deixando um
rastro de morte na Europa é a necessidade de superar a agonia do capital
pela via da revolução socialista.
Não há outra vereda a não ser o da violenta demolição da sociedade de
classes e o da construção revolucionária de um novo modo de produção,
genuinamente socialista, baseado na solidariedade e no
internacionalismo!
Diário Liberdade
segunda-feira, março 28, 2016
domingo, março 27, 2016
A luta continua viva pela abolição das portagens na Via do Infante.
Hoje junto à Ponte Internacional do Guadiana.
Querem-nos rebeldes, rebeldes seremos!
Hoje junto à Ponte Internacional do Guadiana.
Querem-nos rebeldes, rebeldes seremos!
Marcha lenta exige requalificação da EN 124
Várias
dezenas de automóveis participaram numa marcha lenta pela
requalificação da Estrada Nacional 124, num protesto de alerta para a
degradação da via que liga Silves e Porto de Lagos, no interior do
Algarve.
O protesto foi convocado por um grupo de cidadãos que se autodenominou "Utentes da EN124" e um dos organizadores, David Marques, disse que o objectivo principal da marcha lenta passa por "sensibilizar as autoridades" e as "entidades com competência" na matéria para a urgência de intervir e "requalificar a estrada".
"Esta organização, de iniciativa cidadã, tem a ver com o mau estado da EN124, que é um dos principais eixos de ligação que serve aqui o interior do Algarve, nomeadamente a ligação de Silves a Porto de Lagos", explicou David Marques aos jornalistas, antes de encabeçar a marcha lenta de ida e volta entre as duas localidades.
A mesma fonte sublinhou que, "inclusivamente, este triângulo turístico tem ao longo do tempo sido muito afectado, quer no que se refere aos operadores turísticos, quer dos próprios utentes, na ligação com Monchique, com Portimão e com Silves".
"Este triângulo tem sido menosprezado. Já desde 2004, que foi a primeira obra na 124, se pretendia que ela chegasse a Porto de Lagos, mas ficou em Silves", lamentou, numa referência aos trabalhos que foram realizados por ocasião do Campeonato da Europa de futebol de 2004 e que não foram concluídos como inicialmente previstos.
David Marques advertiu que o "mau estado da estrada é evidente" e visível "ao nível das pontes, uma vez que são bastante antigas, são estreitas", mas também é constatável "no próprio traçado da via", porque "em alguns sítios, se forem dois veículos pesados, não se cruzam" por falta de espaço.
"Temos tido contactos com as várias entidades [com tutela na EN 124], primeiro com Estradas de Portugal, agora com a Infra-estruturas de Portugal, e as respostas têm sido sempre no sentido de esperarmos", lamentou.
Por isso, a organização convidou também as Câmaras Municipais da zona e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) para sensibilizá-las sobre a necessidade de juntar esforços para que as obras de requalificação possam realmente avançar.
Pedro Dias é motorista de transporte de passageiros e explicou à Lusa que decidiu participar no protesto porque todos os dias assiste, no exercício da sua profissão, aos problemas que o estado de degradação da EN124 causa nos veículos que por ela transitam.
"Os problemas são todos: são buracos, são os pontões e a estrada não tem condições nenhumas, nenhumas", afirmou o motorista profissional, frisando que "não há bermas" e as condições de segurança ficam "muito comprometidas".
Por isso, Pedro Dias diz que é comum ver automobilistas parados, com "furos nos pneus, com amortecedores partidos" ou outros problemas que "danificam os veículos" e tornam a viagem pela EN124 "muito complicada".
O protesto foi convocado por um grupo de cidadãos que se autodenominou "Utentes da EN124" e um dos organizadores, David Marques, disse que o objectivo principal da marcha lenta passa por "sensibilizar as autoridades" e as "entidades com competência" na matéria para a urgência de intervir e "requalificar a estrada".
"Esta organização, de iniciativa cidadã, tem a ver com o mau estado da EN124, que é um dos principais eixos de ligação que serve aqui o interior do Algarve, nomeadamente a ligação de Silves a Porto de Lagos", explicou David Marques aos jornalistas, antes de encabeçar a marcha lenta de ida e volta entre as duas localidades.
A mesma fonte sublinhou que, "inclusivamente, este triângulo turístico tem ao longo do tempo sido muito afectado, quer no que se refere aos operadores turísticos, quer dos próprios utentes, na ligação com Monchique, com Portimão e com Silves".
"Este triângulo tem sido menosprezado. Já desde 2004, que foi a primeira obra na 124, se pretendia que ela chegasse a Porto de Lagos, mas ficou em Silves", lamentou, numa referência aos trabalhos que foram realizados por ocasião do Campeonato da Europa de futebol de 2004 e que não foram concluídos como inicialmente previstos.
David Marques advertiu que o "mau estado da estrada é evidente" e visível "ao nível das pontes, uma vez que são bastante antigas, são estreitas", mas também é constatável "no próprio traçado da via", porque "em alguns sítios, se forem dois veículos pesados, não se cruzam" por falta de espaço.
"Temos tido contactos com as várias entidades [com tutela na EN 124], primeiro com Estradas de Portugal, agora com a Infra-estruturas de Portugal, e as respostas têm sido sempre no sentido de esperarmos", lamentou.
Por isso, a organização convidou também as Câmaras Municipais da zona e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) para sensibilizá-las sobre a necessidade de juntar esforços para que as obras de requalificação possam realmente avançar.
Pedro Dias é motorista de transporte de passageiros e explicou à Lusa que decidiu participar no protesto porque todos os dias assiste, no exercício da sua profissão, aos problemas que o estado de degradação da EN124 causa nos veículos que por ela transitam.
"Os problemas são todos: são buracos, são os pontões e a estrada não tem condições nenhumas, nenhumas", afirmou o motorista profissional, frisando que "não há bermas" e as condições de segurança ficam "muito comprometidas".
Por isso, Pedro Dias diz que é comum ver automobilistas parados, com "furos nos pneus, com amortecedores partidos" ou outros problemas que "danificam os veículos" e tornam a viagem pela EN124 "muito complicada".
quarta-feira, dezembro 30, 2015
A vida dos negros não importa
A vida das pessoas negras não importa, e o status quo deve ser conservado para que indivíduos brancos possam continuar a controlar praticamente tudo.
Charles R. Larson - CounterPunch

Essa é uma trajetória política que continua até hoje. O movimento Black Is Beautiful ajudou a melhorar o senso de dignidade dos americanos negros, mas não a forma como as pessoas brancas olham para eles. A prova disso? Em primeiro lugar, a luta de Barack Obama para escapar do racismo (principalmente encoberto) desde a sua primeira campanha. "Você mente!" Um congressista gritou para Obama durante um de seus Discursos sobre o Estado da União. Isso teria acontecido se Obama fosse branco? Além disso, houve pelo menos cinquenta tentativas para tentar eliminar o Obamacare. Sem contar o mantra do Partido Republicano: “Nosso objetivo é garantir que Obama seja presidente de um só mandato”. Os conservadores preferem destruir o país do que dar a Obama um pingo de crédito para qualquer coisa. Eles estão determinados a diminuir o seu lugar na história. E têm trabalhado em tempo integral para que isso aconteça.
A vida dos morenos também não importa muito: os indígenas e os latinos foram frequententemente rebaixados na gritaria dos debates presidenciais republicanos, a fim de atender a maioria branca do país. Na prática, isso significa se submeter aos homens brancos de baixa escolaridade, com poucas perspectivas de emprego, que têm visto a sua sorte ameaçada por quase quarenta anos. A ascensão do feminismo na década de 1970 deu um belo susto neles, mas esses caras brancos sempre souberam que, enquanto persistisse a discriminação contra os negros, eles seriam escolhidos no lugar de candidatos negros mais qualificados em uma entrevista de emprego. Finalmente, a diferença educacional - especialmente entre mulheres pretas e de homens brancos das classes baixas - se tornou tão óbvia, que estes homens brancos começaram a perder a cabeça. Eles morrem de medo em relação a um futuro em que os brancos seriam uma minoria nos Estados Unidos. Seus privilégios, unicamente baseados na cor de sua sua pele, estão prestes a se esgotar.
Isso explica, em grande parte, o fanatismo dos candidatos presidenciais republicanos e sua crença de que a vida negros não importa. Os latinos foram adicionados ao seu lamúrio no início da campanha. Então, quando a oportunidade do terrorismo chegou - estenderam a sua indignação para os muçulmanos. Como é irônico que os candidatos presidenciais republicanos tenham abraçado a cartilha do Estado-Islâmico: aterrorizar a vida das pessoas, até que elas se alegrem com o seu dircurso racista. Quem será adicionado à lista em seguida? Os asiáticos, por minar a nossa economia? Judeus, novamente, já que muitos dos comentaristas liberais são judeus? Nem sequer mencionam os LGBTs. Então, racismo e homofobia estão vivos e bem-alimentados nos EUA, como eles sempre estiveram.
O país está em uma terrível bagunça. Enfrentamos problemas enormes enquanto uma nação, e nossos representantes eleitos costumam ignorá-los. Donald Trump assegura a seus seguidores que vai consertar tudo, uma vez eleito, mas ele não providenciou muitas ideias sobre como pretende fazê-lo. Os democratas temem que o racismo nos leve de volta para os campos de concentração, pras fronteiras fechadas ou pior. E um número decrescente de homens brancos com baixa escolaridade e pouco qualificados acreditam que tudo que precisam fazer é atacar Centros de Planejamento Familiar [onde se realizam procedimentos para interrupção de gravidez] e os problemas do país desaparecerão. Seus representantes ligeiramente mais informados no Congresso acreditam que os problemas de crescimento e envelhecimento populacional podem ser resolvidos com financiamento reduzido. Alguns deles bradam por outra guerra, mas eles não querem financiá-la aumentando impostos ou restabelecendo um projeto que poderia prejudicar o futuro dos seus próprios filhos e filhas.
A vida dos negros não importa, mas também as demais não importam muito, desde que o status quo possa ser conservado e indivíduos brancos (de todos os níveis econômicos e educacionais) possam continuar a controlar praticamente tudo. Sua negação da mudança climática denuncia seu medo de perder a capacidade de controlar o mundo que eles têm mantido ao seu alcance por tantos anos. Como Alberto Moravia escreveu em Which Tribe Do You Belong To?? (1974),
"Não há maior sofrimento para os homem do que sentir que seus fundamentos culturais estão ruindo sob seus corpos". Moravia escrevia sobre um outro contexto e sobre um outro tempo. Mas, se trocarmos a palavra "sofrimento", em sua observação, por "medo", é possível compreender o contexto dos homens brancos norte-americanos e o sofrimento que causaram às pessoas de outras cores, etnias, gêneros e religiões.
Charles R. Larson é professor emérito de literatura da American University em Washington, D.C. Seu email é: clarson@american.edu. E seu twitter: @LarsonChuck.
BE pede extinção do Centro Hospitalar do Algarve em «defesa do SNS»
Por Sul Informação • 29 de Dezembro de 2015

Para os bloquistas, a união dos três hospitais algarvios numa só entidade, «agravou as dificuldades» das unidades de saúde em causa, «afastou ainda mais as populações do acesso à saúde e desintegrou localmente a prestação dos cuidados de saúde».
«O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, através do seu deputado pelo Algarve, irá entregar na Assembleia da República, logo no início de janeiro, um Projeto de Resolução propondo a imediata extinção do Centro Hospitalar do Algarve, com a consequente valorização do Hospital de Faro e do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, dotando-os de gestão descentralizada e reforçando-os com novos profissionais e novas valências e serviços», revelou esta estrutura partidária.
Considerando que o atual modelo «se revelou um fracasso», o bloco exige que haja uma alteração do mesmo e o afastamento da atual administração do CHA, «caso ela se mantenha em 2016». «O novo Governo, que abriu um ciclo de esperança também na preservação e melhorias do Serviço Nacional de Saúde deverá atender, muito rapidamente, a estas reivindicações da região», consideram.
Numa nota de imprensa, o BE/Algarve lembrou que nos últimos quatro anos, o Orçamento do SNS recuou para níveis de 2005/06 e que, «entre 2010 e 2014 a despesa pública total com a saúde foi reduzida em 5,5 mil milhões de euros».
Isto levou à criação de vários problemas, consideram, entre os quais «falta assustadora de médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde, falta de medicamentos e de material cirúrgico, adiamento de cirurgias programadas, degradação dos cuidados de saúde hospitalares, caos nas urgências, a maternidade de Portimão em risco de fechar, encerramento ou diminuição grave de serviços e valências, com destaque para a Anestesia, Ortopedia, Pediatria e Obstetrícia/Ginecologia».
«Os últimos casos ocorridos no Hospital de Faro, a somar a tantos outros, só vêm provar que o Centro Hospitalar do Algarve e a sua Administração não têm mais condições para continuar. Foi o caos verificado nas urgências no dia de Natal, o que motivou protestos de utentes pelas longas horas de espera e que levou à intervenção das autoridades policiais, e o recente caso da morte de um doente, vítima de um AVC, transferido de Faro para Coimbra. Há que apurar todas as responsabilidades», lembra o BE.
sábado, outubro 03, 2015
Bloco de Esquerda Algarve
CARTA ABERTA A TODAS AS CIDADÃS E CIDADÃOS DO ALGARVE
Estimados amig@s,
Esta campanha eleitoral está a chegar ao fim e, desde já, há a retirar três grandes ilações: assistimos, como nunca, desde o 25 de abril, a uma manipulação grosseira e sem limites a favor da direita – PáF (PSD/CDS) - procurando condicionar o voto de milhões de portugueses; o PS é a grande desilusão desta campanha; e o Bloco de Esquerda afirmou-se como a grande revelação e corre mesmo o risco de atingir um resultado histórico no dia 4 de outubro – mais que duplicar os seus resultados em número de votos e em número de deputados.
Por outro lado está ao alcance do povo português provocar uma derrota estrondosa da coligação de direita. Como se sabe, o governo PSD/CDS ao longo dos últimos quatro anos, com as suas violentas políticas de austeridade, a mando da troika, de Merkel e da finança, cortou salários, reformas e subsídios, impos portagens, degradou o SNS e a Escola Pública, privatizou serviços públicos essenciais, o desemprego atinge mais de um milhão de pesssoas, a precariedade tornou-se avassaladora, quinhentas mil pessoas foram forçadas à emigração, as manchas de pobreza aumentaram, a dívida pública aumentou em muitos milhões e o défice mantém-se na mesma tal como há quatro anos. É chegada a hora das eleitoras e dos eleitores correrem de vez com Passos e Portas do poder.
O Bloco de Esquerda fez o que tinha de ser feito no Algarve e por todo o país. Estar com o povo, ouvir os seus anseios e esperanças e divulgar as suas propostas. Propostas e políticas a favor das pessoas, daqueles que mais precisam, dos que clamam por uma vida digna, pelo direito ao trabalho com direitos, por justiça social, pelo bem-estar. E por um combate intransigente contra a corrupção. No Parlamento, os deputados bloquistas eleitos pelo Algarve continuarão a apresentar, ainda com mais força e determinação, as aspirações e reivindicações das populações da região, com vista à sua resolução.
No próximo dia 4 de outubro ninguém poderá ficar em casa, incluindo @s jovens, pois cada voto perdido para a abstenção, significará um voto a mais naqueles que irão agravar os sacrifícios e a austeridade, sempre sobre os mesmos. Está na hora de mostrarem a vossa força e utilizarem uma arma poderosa – o voto democrático que é pertença de cada uma e de cada um. E votarem massivamente no Bloco de Esquerda, a força que nunca faltará à chamada e que estará sempre presente ao lado dos que precisam.
Finalmente, só tenho que agradecer a tod@ vós a confiança depositada no Bloco e Esquerda. E tenho que agradecer a tod@ @s bloquistas e a muit@s outr@s que não desistiram, que travaram uma luta difícil por todo o Algarve e que acreditam que outro mundo é possível.
No próximo dia 4 de outubro conto convosco, conto com o vosso voto útil no Bloco de Esquerda.
Com estima e consideração,
João Vasconcelos – candidato do Bloco de Esquerda pelo Algarve
Estimados amig@s,
Esta campanha eleitoral está a chegar ao fim e, desde já, há a retirar três grandes ilações: assistimos, como nunca, desde o 25 de abril, a uma manipulação grosseira e sem limites a favor da direita – PáF (PSD/CDS) - procurando condicionar o voto de milhões de portugueses; o PS é a grande desilusão desta campanha; e o Bloco de Esquerda afirmou-se como a grande revelação e corre mesmo o risco de atingir um resultado histórico no dia 4 de outubro – mais que duplicar os seus resultados em número de votos e em número de deputados.
Por outro lado está ao alcance do povo português provocar uma derrota estrondosa da coligação de direita. Como se sabe, o governo PSD/CDS ao longo dos últimos quatro anos, com as suas violentas políticas de austeridade, a mando da troika, de Merkel e da finança, cortou salários, reformas e subsídios, impos portagens, degradou o SNS e a Escola Pública, privatizou serviços públicos essenciais, o desemprego atinge mais de um milhão de pesssoas, a precariedade tornou-se avassaladora, quinhentas mil pessoas foram forçadas à emigração, as manchas de pobreza aumentaram, a dívida pública aumentou em muitos milhões e o défice mantém-se na mesma tal como há quatro anos. É chegada a hora das eleitoras e dos eleitores correrem de vez com Passos e Portas do poder.
O Bloco de Esquerda fez o que tinha de ser feito no Algarve e por todo o país. Estar com o povo, ouvir os seus anseios e esperanças e divulgar as suas propostas. Propostas e políticas a favor das pessoas, daqueles que mais precisam, dos que clamam por uma vida digna, pelo direito ao trabalho com direitos, por justiça social, pelo bem-estar. E por um combate intransigente contra a corrupção. No Parlamento, os deputados bloquistas eleitos pelo Algarve continuarão a apresentar, ainda com mais força e determinação, as aspirações e reivindicações das populações da região, com vista à sua resolução.
No próximo dia 4 de outubro ninguém poderá ficar em casa, incluindo @s jovens, pois cada voto perdido para a abstenção, significará um voto a mais naqueles que irão agravar os sacrifícios e a austeridade, sempre sobre os mesmos. Está na hora de mostrarem a vossa força e utilizarem uma arma poderosa – o voto democrático que é pertença de cada uma e de cada um. E votarem massivamente no Bloco de Esquerda, a força que nunca faltará à chamada e que estará sempre presente ao lado dos que precisam.
Finalmente, só tenho que agradecer a tod@ vós a confiança depositada no Bloco e Esquerda. E tenho que agradecer a tod@ @s bloquistas e a muit@s outr@s que não desistiram, que travaram uma luta difícil por todo o Algarve e que acreditam que outro mundo é possível.
No próximo dia 4 de outubro conto convosco, conto com o vosso voto útil no Bloco de Esquerda.
Com estima e consideração,
João Vasconcelos – candidato do Bloco de Esquerda pelo Algarve
sexta-feira, outubro 02, 2015
Vale sempre a pena lutar!
Bloco de Esquerda Algarve adicionou 8 fotos novas ao álbum Manifesto eleitoral do Bloco de Esquerda Algarve.
ler e descarregar o documento em PDF: https://pt.scribd.com/…/2825604…/20150910-folheto-Regional-2
sábado, setembro 19, 2015
“Alguém avise a direita que já não estamos em 1940”
Num jantar comício em Lisboa,
Catarina Martins respondeu aos discursos de Coelho e Portas sobre as
mulheres e anunciou que a primeira iniciativa do Bloco no próximo
parlamento será “fazer a lei do aborto respeitar o sentido do referendo,
rasgando a indecorosa lei aprovada à pressa pela direita”.

Foto Paulete Matos
Catarina
Martins encerrou o jantar comício na Cantina Velha da Universidade de
Lisboa, destacando a renovação das listas do Bloco "em idade, género, e
sem perder experiência, combatividade e capacidade de proposta". ”Parece
que o destaque que as mulheres têm nas listas do Bloco se tornou um dos
temas desta campanha", disse a porta-voz do Bloco, defendendo que "isso
mostra bem o quanto ainda nos falta andar" ao fim de 40 anos de
democracia.
“No Bloco de Esquerda e na democracia portuguesa, as mulheres vieram para ficar”, garantiu Catarina Martins, criticando os discursos recentes da coligação de direita sobre as mulheres. “Parece que para Paulo Portas e Passos Coelho, mulher que é mulher é quem sabe das contas da casa, cuida dos jovens e dos velhos, e a sua finalidade maior é ter filhos”. “Alguém avise a direita, que pelos vistos ainda não perceberam, que já não estamos em 1940 ou 1950”, apelou Catarina Martins, antes de declarar um compromisso: a primeira iniciativa parlamentar do Bloco será “fazer a lei do aborto respeitar o sentido do referendo, rasgando a indecorosa lei aprovada à pressa pela direita” para aumentar os entraves à realização de IVG nos hospitais públicos.
Jantar/comício na Cantina Velha da Universidade de Lisboa. Foto Paulete Matos
Catarina Martins falou ainda das “mentiras recicladas” da coligação
PSD/CDS no início de campanha: "Já conhecemos o truque das eleições de
2011 e todos sabemos o que é que acontece mal a campanha acaba. Só se
deixa enganar quem quer". E em seguida registou que “a Segurança Social é
o buraco negro desta campanha”, com a direita a esconder a proposta de
“privatização de parte das reformas no casino da bolsa” e o PS a “não
querer conversar com quem o avisa que cortar os rendimentos dos
reformados não é alternativa a cortar as reformas”.
Do lado do Bloco, a campanha terá “propostas tão profundamente radicais em Portugal como a que diz que quem trabalha deve ter direito a salário e a contrato”. “É possível fazer diferente, com contas certas e acertando contas, indo buscar o dinheiro a quem não tem pago e acabando com esta sangria dos recursos do país. É preciso mudar a política fiscal e é preciso renegociar a dívida. As propostas do Bloco são claras e respondem ao que é essencial para romper com a austeridade” e recuperar salários e pensões, concluiu a porta-voz do Bloco.
Mariana Mortágua. Foto Paulete Matos
“Que prémio é este que a agência de rating vem dar ao governo?”,
questionou em seguida Mariana Mortágua, antes de passar em revista
várias hipóteses: será pela “saúde do sistema financeiro” enquanto o
buraco do Novo Banco aumenta?; será pela "consolidação orçamental” numa
altura em que a dívida dispara e o défice do ano passado será igual ao
de 2012, justamente por causa do Novo Banco? Ou será pela “transparência
e a seriedade” dos negócios do governo, quando a venda da TAP “é uma
farsa” que vai contra as regras da UE e ninguém sabe as condições dos
ajustes diretos dos transportes do Porto?
Mariana Mortágua sublinhou ainda que foi o Bloco a tomar a iniciativa de ir ao Tribunal Constitucional para resgatar os salários e pensões e criticou o falso discurso da “estabilidade” que só produz desemprego, precariedade e emigração. “A estabilidade que esta agência de rating defende é a estabilidade do negócio que só o bloco central pode garantir. O que a S&P quer é o conforto de saber que nenhuma proposta do Bloco para disciplinar a banca e os interesses económicos sairá da gaveta enquanto for o bloco central a governar este país”, concluiu.
Pedro Filipe Soares. Foto Paulete Matos
“Não há alternativa entre cortar e cortar mais um pouco. A verdadeira
alternativa não é entre a escolha da austeridade ou da austeridade, é
entre a austeridade e a solidariedade e dignidade, e essa é a
alternativa do Bloco de Esquerda”, prosseguiu Pedro Filipe Soares,
apelando à rejeição do clima de bipolarização criado pelas sondagens que
falam em empate entre PS e PSD.
“Os empatas estão empatados e por isso dizem que temos de decidir entre eles para os desempatar”, isto depois de “nos empatarem tanto a vida ao longo dos últimos anos”. “Não estamos condenados a ficar com estes empatas”, concluiu Pedro Filipe Soares, apelando ao voto no Bloco de Esquerda para quem queira uma verdadeira alternativa à continuação das políticas dos “empatas”. Pedro Filipe Soares referiu-se ainda ao “descaramento” do vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim, que em 2012 assinou uma carta ao diretor regional de Educação do Norte a propor uma direção do mega-agrupamento de escolas de Monção com elementos próximos do PSD, num claro exemplo de abuso e ingerência política nos assuntos da comunidade escolar.
Jorge Falcato. Foto Paulete Matos
“Não podemos aceitar que uma pessoa que tenha uma incapacidade que a
torna dependente de terceiros seja obrigada ir para um lar residencial a
dezenas de quilómetros de casa, a quem o Estado oferece 950 euros por
utente internado e a quem o lar ainda cobra até 85% dos seus
rendimentos. Essa verba seria suficiente para continuar na sua casa,
junto da família e dos amigos. É tempo de implementar em Portugal uma
política de vida independente em que estas pessoas possam ser donas das
suas vidas”, defendeu Falcato, propondo pagamentos diretos do Estado à
pessoa com deficiência “para que possa contratar a assistência pessoal
para as suas necessidades concretas, como em muitos países europeus”.
Atualmente, as famílias em que um dos membros tem de prescindir do
salário para ficar em casa a cuidar de uma criança deficiente, “são
compensados pelo Estado português com uma esmola de 88 euros mensais”.
Jorge Falcato defendeu ainda a convergência com o salário mínimo das “pensões miseráveis de 150 a 200 euros” de muitos cidadãos “presos a uma cama 24 horas por dia, por não terem quem os levante”. Entre as pessoas com deficiências encontram-se “os mais pobres dos pobres, os que mais sofreram com as políticas de austeridade que nos impuseram, são segregados, excluídos, discriminados pela sociedade apenas por serem diferentes”, prosseguiu Jorge Falcato, lembrando também os trabalhadores, “muitos deles qualificados, que não arranjam emprego devido aos preconceitos existentes”, enquanto “se aguarda pela regulamentação das quotas de emprego nas empresas privadas, previstas na lei há 13 anos, e se arranjam artimanhas para não cumprir as quotas obrigatórias nos concursos de admissão à função pública”.
Esquerda.net
“No Bloco de Esquerda e na democracia portuguesa, as mulheres vieram para ficar”, garantiu Catarina Martins, criticando os discursos recentes da coligação de direita sobre as mulheres. “Parece que para Paulo Portas e Passos Coelho, mulher que é mulher é quem sabe das contas da casa, cuida dos jovens e dos velhos, e a sua finalidade maior é ter filhos”. “Alguém avise a direita, que pelos vistos ainda não perceberam, que já não estamos em 1940 ou 1950”, apelou Catarina Martins, antes de declarar um compromisso: a primeira iniciativa parlamentar do Bloco será “fazer a lei do aborto respeitar o sentido do referendo, rasgando a indecorosa lei aprovada à pressa pela direita” para aumentar os entraves à realização de IVG nos hospitais públicos.

Do lado do Bloco, a campanha terá “propostas tão profundamente radicais em Portugal como a que diz que quem trabalha deve ter direito a salário e a contrato”. “É possível fazer diferente, com contas certas e acertando contas, indo buscar o dinheiro a quem não tem pago e acabando com esta sangria dos recursos do país. É preciso mudar a política fiscal e é preciso renegociar a dívida. As propostas do Bloco são claras e respondem ao que é essencial para romper com a austeridade” e recuperar salários e pensões, concluiu a porta-voz do Bloco.
Mariana Mortágua: “A estabilidade das agências de rating é a dos negócios do bloco central”
Mariana Mortágua comentou a decisão da agência de rating Standard
& Poor’s sobre a dívida portuguesa, a poucas semanas das eleições,
ao dizer que está confiante em que as políticas de consolidação
orçamental continuarão em Portugal quer ganhe o PS ou o PSD. “A S&P
tirou o rating da República portuguesa do lixo tóxico e fez-lhe um
upgrade: agora é só lixo”, disse a cabeça de lista do Bloco por Lisboa.
“No Bloco temos memória e sabemos bem quem são, quando em 2007
classificaram lixo como luxo e ganharam milhões à conta disso”, lembrou
Mariana Mortágua, prosseguindo com o papel destas agências de rating na
especulação com as dívidas dos países periféricas. “Queremos aqui dizer à
agência de rating que não vos reconhecemos legitimidade para avaliar o
nosso país” nem para fazer interferências na nossa democracia, declarou.
Mariana Mortágua sublinhou ainda que foi o Bloco a tomar a iniciativa de ir ao Tribunal Constitucional para resgatar os salários e pensões e criticou o falso discurso da “estabilidade” que só produz desemprego, precariedade e emigração. “A estabilidade que esta agência de rating defende é a estabilidade do negócio que só o bloco central pode garantir. O que a S&P quer é o conforto de saber que nenhuma proposta do Bloco para disciplinar a banca e os interesses económicos sairá da gaveta enquanto for o bloco central a governar este país”, concluiu.
Pedro Filipe Soares: “Não estamos condenados a ficar com estes empatas”
O segundo candidato do Bloco na lista de Lisboa criticou o “tom
futebolístico” do tratamento dos debates entre António Costa e Passos
Coelho, que afunila o debate numa bipolarização “em que a democracia
fica a perder”. Destes debates, conclui Pedro Filipe Soares, ficou a
certeza de que a suposta “alternativa entre os dois é alternância: Costa
quer cortar. E Passos quer cortar ainda mais”, resumiu, dando os
exemplos das medidas que propõem para a Segurança Social, os salários e o
IRS.
“Os empatas estão empatados e por isso dizem que temos de decidir entre eles para os desempatar”, isto depois de “nos empatarem tanto a vida ao longo dos últimos anos”. “Não estamos condenados a ficar com estes empatas”, concluiu Pedro Filipe Soares, apelando ao voto no Bloco de Esquerda para quem queira uma verdadeira alternativa à continuação das políticas dos “empatas”. Pedro Filipe Soares referiu-se ainda ao “descaramento” do vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim, que em 2012 assinou uma carta ao diretor regional de Educação do Norte a propor uma direção do mega-agrupamento de escolas de Monção com elementos próximos do PSD, num claro exemplo de abuso e ingerência política nos assuntos da comunidade escolar.
Jorge Falcato: “Direitos humanos não são regalias”
A intervenção de abertura coube a Jorge Falcato, ativista pelos
direitos das pessoas com deficiência e quinto candidato na lista do
Bloco por Lisboa. Falcato começou por dizer que aceitou o desafio como
“uma oportunidade de tornar visíveis cidadãos considerados de segunda” e
de levar ao parlamento a bandeira da lei pela vida independente, bem
como a oposição a qualquer governo que, “o arrepio das recomendações
europeias, privilegie a institucionalização em vez de garantirem as
condições para o exercício da democracia plena”.
Jorge Falcato defendeu ainda a convergência com o salário mínimo das “pensões miseráveis de 150 a 200 euros” de muitos cidadãos “presos a uma cama 24 horas por dia, por não terem quem os levante”. Entre as pessoas com deficiências encontram-se “os mais pobres dos pobres, os que mais sofreram com as políticas de austeridade que nos impuseram, são segregados, excluídos, discriminados pela sociedade apenas por serem diferentes”, prosseguiu Jorge Falcato, lembrando também os trabalhadores, “muitos deles qualificados, que não arranjam emprego devido aos preconceitos existentes”, enquanto “se aguarda pela regulamentação das quotas de emprego nas empresas privadas, previstas na lei há 13 anos, e se arranjam artimanhas para não cumprir as quotas obrigatórias nos concursos de admissão à função pública”.
Esquerda.net
quinta-feira, setembro 17, 2015
O 18 de Janeiro de 1934: História e Mistificação, por João Vasconcelos, com apresentação no Auditório do Museu Municipal de Portimão, do Prof. António Ventura.
Mais informação na ligação abaixo:
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“Portagens no Algarve não têm qualquer futuro”
João Vasconcelos afirma que as portagens contribuíram para a ruína do Algarve e devem ser abolidas de imediato.

Foto Paulete Matos
Em entrevista ao portal Algarve Vivo,
o candidato do Bloco pelo círculo do Algarve às legislativas de 4 de
outubro destaca os efeitos negativos das portagens na Via do Infante
para a economia da região, “fazendo aumentar os desempregados em muitos
milhares e falências de centenas de empresas”.
“A EN 125 – ainda sem requalificação, tal como prometeu o governo PSD/CDS – transformou-se num autêntico caos infernal durante todo o ano, mas particularmente durante o Verão, e os acidentes de viação sucedem-se em catadupa, com uma média de 23 por dia no Algarve, a maioria na EN 125”, regista João Vasconcelos, lembrando que a sinistralidade rodoviária na região já provocou mais de cem mortes desde a introdução das portagens.
João Vasconcelos aponta o desemprego como um dos principais problemas que o Algarve enfrenta, situação agravada na época baixa do turismo, fruto de um modelo económico “errado, ao apostar quase exclusivamente no turismo de sol e praia, à custa de outros setores económicos”.
Em alternativa, o Bloco defende que o Algarve deve “diversificar as suas atividades ligadas ao aproveitamento dos recursos naturais da região e nas indústrias a jusante, como pesca, aquacultura, viveirismo, agricultura, pecuária e floresta”, bem como fazer “uma aposta no turismo alternativo, cultural, da natureza, rural, desportivo, cinegético, etc” e fixar novas indústrias ligadas ao conhecimento científico, com o contributo da Universidade do Algarve.
Para combater a precariedade no Algarve, João Vasconcelos propõe “acabar com a vergonha dos estágios não remunerados e dos chamados contratos de emprego e inserção, em que o trabalhador leva para casa ao fim do mês a miserável quantia de 83 euros, e obrigar à vinculação imediata dos trabalhadores precários que satisfaçam as necesidades permanentes de emprego no Estado”.
Esquerda.net
“A EN 125 – ainda sem requalificação, tal como prometeu o governo PSD/CDS – transformou-se num autêntico caos infernal durante todo o ano, mas particularmente durante o Verão, e os acidentes de viação sucedem-se em catadupa, com uma média de 23 por dia no Algarve, a maioria na EN 125”, regista João Vasconcelos, lembrando que a sinistralidade rodoviária na região já provocou mais de cem mortes desde a introdução das portagens.
João Vasconcelos aponta o desemprego como um dos principais problemas que o Algarve enfrenta, situação agravada na época baixa do turismo, fruto de um modelo económico “errado, ao apostar quase exclusivamente no turismo de sol e praia, à custa de outros setores económicos”.
Em alternativa, o Bloco defende que o Algarve deve “diversificar as suas atividades ligadas ao aproveitamento dos recursos naturais da região e nas indústrias a jusante, como pesca, aquacultura, viveirismo, agricultura, pecuária e floresta”, bem como fazer “uma aposta no turismo alternativo, cultural, da natureza, rural, desportivo, cinegético, etc” e fixar novas indústrias ligadas ao conhecimento científico, com o contributo da Universidade do Algarve.
Para combater a precariedade no Algarve, João Vasconcelos propõe “acabar com a vergonha dos estágios não remunerados e dos chamados contratos de emprego e inserção, em que o trabalhador leva para casa ao fim do mês a miserável quantia de 83 euros, e obrigar à vinculação imediata dos trabalhadores precários que satisfaçam as necesidades permanentes de emprego no Estado”.
Esquerda.net
terça-feira, setembro 15, 2015
João Vasconcelos, cabeça-de-lista do Bloco de Esquerda pelo Círculo Eleitoral de Faro: “Mais de cem mortos em três anos e meio de portagens na Via do Infante”

Em entrevista por escrito ao site da revista Algarve Vivo, João Vasconcelos, que encabeça a lista de candidatos a deputados do Bloco de Esquerda pelo Círculo Eleitoral de Faro nas eleições legislativas a realizar no dia 4 de outubro, diz o que lhe vai na alma, ou pelo menos parte disso.
Considera que “as portagens não têm qualquer futuro no Algarve” e contribuíram para a “ruína” desta região ao nível de acidentes e falência de empresas. Se for eleito, a primeira medida que apresentará na Assembleia da República será uma proposta precisamente para a “abolição imediata” do pagamento na A22/Via do Infante, seguida de uma outra a nível nacional “para acabar com as portagens em todas as ex-SCUT”.
Aponta soluções para o país, nomeadamente através da “reestruturação da dívida pública” para “libertar fundos e relançar o investimento e o emprego” e destaca os principais problemas do Algarve e a forma de resolvê-los. Garante que o Bloco de Esquerda estará “disponível” para apoiar ou integrar um próximo governo, mas não refere com que partido, nem responde se ele próprio teria aspirações para chegar ao executivo.
José Manuel Oliveira
Ainda acredita na abolição das portagens na A22/Via do Infante? Porquê?As portagens não têm qualquer futuro no Algarve e o que se impõe verdadeiramente é a sua abolição total, e não a diminuição do preço do seu tarifário como defendem PSD, CDS e PS. As portagens contribuíram para a ruína do Algarve, fazendo aumentar os desempregados em muitos milhares e falências de centenas de empresas. A EN 125 – ainda sem requalificação, tal como prometeu o governo PSD/CDS – transformou-se num autêntico caos infernal durante todo o ano, mas particularmente durante o Verão, e os acidentes de viação sucedem-se em catadupa, com uma média de 23 por dia no Algarve, a maioria na EN 125.
A média na região é de 30 vítimas mortais e 150 feridos graves e desde o início do ano já tombaram 30 pessoas – mais de cem mortos em três anos e meio de portagens. Estas constituem um crime social, mas também um crime económico, pois o Estado está a enriquecer a concessionária privada com mais de 40 milhões de euros por ano – uma PPP verdadeiramente vergonhosa e ruinosa. E os responsáveis são o PSD e o CDS que implantaram as portagens através do governo, mas também o PS que as criou ainda no anterior governo.
Portanto, estes três partidos são os únicos responsáveis pelas desastrosas e criminosas portagens no Algarve, logo, não devem merecer o voto dos algarvios que tanto os desprezam.
Qual será a primeira medida que tomará a nível do Algarve se for eleito deputado? E a nível nacional? Porquê?
A nível do Algarve, a apresentação de uma proposta para a abolição imediata das portagens na Via do Infante e, a nível nacional, uma outra para acabar com as portagens em todas as ex-SCUT.
“A EN 125 – ainda sem
requalificação, tal como prometeu o governo PSD/CDS – transformou-se num
autêntico caos infernal durante todo o ano, mas particularmente durante
o Verão, e os acidentes de viação sucedem-se em catadupa, com uma média de 23 acidentes por dia no Algarve, a maioria na EN 125”
Quais são os principais problemas do Algarve e como será possível resolvê-los?
O Algarve debate-se com sérios e grandes problemas, agravados nestes últimos anos pela ação governativa do PSD/CDS, a mando da troika estrangeira e pelas políticas de austeridade emanadas por parte da União Europeia. O governo português apenas se tem comportado como um fiel capataz, executor das medidas austeritárias da troika e de Merkel, cujas repercussões negativas se fazem sentir com uma grande acuidade no Algarve (e por todo o país). Torna-se premente a reestruturação da dívida, reduzindo-a a metade, baixa de juros e prazos mais longos, o que permitirá libertar fundos para relançar o investimento e o emprego.
O desemprego é um dos principais problemas que enfrenta o Algarve, agravando-se na época baixa por ação sazonal da atividade do turismo. O modelo económico implementado no Algarve, por ação do PS e do PSD, foi errado, ao apostar quase exclusivamente no turismo de sol e praia, à custa de outros setores económicos.~
O desenvolvimento económico na região deverá operar-se de forma sustentável, através da diversificação das suas atividades ligadas ao aproveitamento dos recursos naturais da região e nas indústrias a jusante, como pesca, aquacultura, viveirismo, agricultura, pecuária e floresta. Há que apostar também no turismo alternativo, cultural, da natureza, rural, desportivo, cinegético, etc. e fixar novas indústrias ligadas ao conhecimento científico e às tecnologias, onde a Universidade do Algarve terá um importante papel a desempenhar, como um polo no âmbito do conhecimento, cultural, tecnológico e ligada às empresas e ao emprego.
Torna-se necessário criar um programa de reabilitação urbana, criar um outro de apoios fiscais e subsídios à criação de emprego e autoemprego e promover o emprego social, acabar com a vergonha dos estágios não remunerados e dos chamados contratos de emprego e inserção, em que o trabalhador leva para casa ao fim do mês a miserável quantia de 83 euros, e obrigar à vinculação imediata dos trabalhadores precários que satisfaçam as necesidades permanentes de emprego no Estado.
É preciso criar um matadouro público no Algarve, uma Administração dos Portos do Algarve e implementar a Região Administrativa do Algarve.
“A média na região é de 30
vítimas mortais e 150 feridos graves e desde o início do ano já tombaram
30 pessoas – mais de 100 mortos em três anos e meio de portagens. Estas
constituem um crime social, mas também um crime económico, pois o
Estado está a enriquecer a concessionária privada com mais de 40 milhões
de euros por ano – uma PPP verdadeiramente vergonhosa e ruinosa”.
Estaria disponível para integrar um futuro governo? Em caso afirmativo, com que partido (em coligação) e com que pasta?
O Bloco de Esquerda estará disponível para apoiar ou fazer parte de qualquer governo, desde que combata com determinação as políticas de austeridade permanente, devolvendo tudo o que foi roubado aos trabalhadores e reformados, avance com a reestruturação da dívida e promova um choque fiscal, deixando de penalizar quem trabalha e imponha uma taxa sobre as grandes fortunas.
O PS, pelo que se tem visto, não constitui qualquer alternativa ao governo de direita, pois além de ter assinado com a troika, tal como o PSD e o CDS, assinou o Tratado Orçamental que continuará a impor austeridade perpétua, o que levará a uma degradação maior dos serviços públicos e mais cortes nos salários e pensões. Com um governo destes – uma alternância ao governo da direita – o Bloco de Esquerda não poderá pactuar.
O que pensa de cada um dos restantes candidatos a deputados que encabeçam as listas dos partidos e coligações políticas com assento parlamentar pelo Círculo Eleitoral de Faro – aspetos positivos e aspetos negativos? – José Apolinário (PS), José Carlos Barros (coligação Portugal À Frente PSD/CDS-PP) e Paulo Sá (CDU).
Apenas refiro que José Apolinário, pelo PS, e José Carlos Barros, pelo PSD/CDS, representam mais do mesmo. Serão a evolução na continuidade e não farão parte de qualquer alternativa – veja-se que defendem os dois as portagens na Via do Infante. PS, PSD e CDS ao longo dos últimos 40 anos sempre fizeram parte dos problemas e não de uma solução a favor do povo, dos trabalhadores, dos cidadãos deste país. Paulo Sá faz parte de uma das principais forças progressistas do país, com a qual o Bloco tem comungado muitas lutas e assim se espera que continue no futuro.
“Acabar com a vergonha dos
estágios não remunerados e dos chamados contratos de emprego e inserção,
em que o trabalhador leva para casa ao fim do mês a miserável quantia
de 83 euros”
O que fará se não for eleito? Será uma derrota pessoal depois de o Bloco de Esquerda ter tido na Assembleia da República um deputado pelo Círculo Eleitoral de Faro nos últimos quatro anos?
Se não for eleito, continuarei a lutar dentro do Bloco em prol dos mais desfavorecidos e necessitados, ao lado do povo, daqueles que clamam por justiça social, democracia e bem-estar. Continuarei como vereador do Bloco na Câmara de Portimão a defender o programa pelo qual fui eleito. Mas estou confiante que o Bloco irá continuar a ter um bom resultado no dia 4 de outubro, uma garantia muito forte de que as lutas do Algarve e as reivindicações das suas populações continuarão a ser colocadas no Parlamento ainda com mais força, convicção e determinação.
Perfil
Professor de História, gosta de bacalhau, é adepto do Sporting, considera-se “determinado” e “teimoso”, aprecia a “honestidade e a solidariedade” nas pessoas e detesta a “mentira e a vigarice”
Nome: João Manuel Duarte Vasconcelos
Data do nascimento: 8 de março de 1956 (59 anos)
Naturalidade: Portimão
Estado civil: Casado. Tem dois filhos e uma filha, com 31, 29 e 27 anos
Militante do Bloco de Esquerda desde a sua fundação em 1999. Antes, foi militante da UDP (União Democrática Popular) desde 1975.
Licenciado em História e com Mestrado em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Profissão: Professor de História desde 1984
Gastronomia/Prato preferido: Bacalhau
Clube de que é adepto: Sporting, “mas sem fanatismo”.
Religião: Ateísmo
Qual o filme que mais gostou? E o livro?: “A nível de sétima arte, “Spartacus”, porque descreve a luta dos escravos pela liberdade e contra a dominação romana. O livro foi “Os Dez Dias que Abalaram o Mundo”, porque descreve de forma magistral a grande revolução bolchevique de novembro de 1917, em que os operários, os camponeses e outros trabalhadores explorados pelo Czarismo fazem uma revolução em prol de um mundo novo, onde não se verifique a exploração de uns sobre os outros. O que veio a seguir foi outra história”.
Virtude: “Determinado e acreditar que outro mundo é possível; Defeito: “Teimoso”.
Onde costuma passar férias: “Não há recursos para passar férias fora, logo são passadas no Algarve, a partir de casa”.
O que mais aprecia nas pessoas e o que mais detesta: “O que mais aprecio nas pessoas é a honestidade e a solidariedade e o que mais detesto é a mentira e a vigarice”.
Algarve Vivo
Catarina Martins acusa PS de preparar mais austeridade nas pensões
“Como o PS não consegue
acabar com a austeridade sem mudar nada do que conta, volta a ir aos
pensionistas para os seus saldos orçamentais", criticou Catarina Martins
no frente a frente com António Costa, na TVI 24.

"O
que o PS diz é que quem já perdeu sete meses de pensão com este
governo, com o PS vai perder mais um mês", observou Catarina Martins.
Foto de Paulete Matos.
O debate que confrontou Catarina Martins e António Costa na TVI 24 começou com o tema da crise dos refugiados.
A porta-voz bloquista começou por criticar a forma como a União Europeia tem lidado com o drama humanitário dos que fogem da morte e da guerra. “Cada vez que os refugiados são tratados de forma degradante na Europa, é a Europa que está degradada. Não pode estar cada país à espera que o outro acolha refugiados. Enquanto isso, há 10 mil crianças a viajar sozinhas”.
Catarina Martins guardou palavras duras para a atuação do governo liderado por Passos Coelho por ter regateado “os números de acolhimento para baixo”.
No assunto que se seguiu, a Segurança Social, a dirigente bloquista denunciou a proposta do PS de congelar as pensões durante 4 anos, explicando que na prática provocará um corte nas pensões de 1660 milhões de euros – segundo contas do próprio partido (ver quadro abaixo).
“Não posso compreender como é que, estando [António Costa] de acordo que as pensões têm de ser honradas, que as pensões são sagradas, vão retirar 1660 milhões de euros às pensões”, questionou. “Como o PS não consegue acabar com a austeridade sem mudar nada do que conta, volta a ir aos pensionistas para os seus saldos orçamentais". Ou seja, "PS não quer reestruturar a dívida pública, mas acha muito bem voltar a ir ao bolso dos pensionistas. "O que o PS diz é que quem já perdeu sete meses de pensão com este governo, com o PS vai perder mais um mês", concluiu.
Catarina Martins confrontou António Costa com a proposta de reduzir a Taxa Social Única (TSU), acusando-a de retirar “sustentabilidade à Segurança Social” e de provocar “pensões mais baixas no futuro. É a mesma lógica da direita”, assinalou.
“Qualquer governo, para não ser protetorado e se levar a sério, tem de defender a reestruturação da dívida”, defendeu.
A porta-voz bloquista acusou o líder do PS de falta de “coragem” por não defender a renegociação da dívida, o que o situa “à direita de Manuela Ferreira Leite”, ex-ministra das Finanças do PSD.
“Vai falar a seguir a mim. Se me disser que sim ou que vai pensar, já valeu pena. Se disser que não, ficaremos a saber que no dia 5 pretende telefonar a Rui Rio ou Paulo Portas. Que os pensionistas vão perder 1.660 milhões; que a TSU vai ser cortada e que os despedimentos vão ser cortados”.
"Em qualquer dos casos conte sempre que as pessoas saibam quem é que as pode defender e que queiram defender o país. E que cada um e que cada uma nesta eleições não desiste. Há um futuro no nosso país e não é de protetorado", defendeu Catarina Martins no seu minuto final.
António Costa fugiu à questão e não respondeu, limitando-se a reproduzir o discurso que trazia preparado.
Esquerda.net
A porta-voz bloquista começou por criticar a forma como a União Europeia tem lidado com o drama humanitário dos que fogem da morte e da guerra. “Cada vez que os refugiados são tratados de forma degradante na Europa, é a Europa que está degradada. Não pode estar cada país à espera que o outro acolha refugiados. Enquanto isso, há 10 mil crianças a viajar sozinhas”.
Catarina Martins guardou palavras duras para a atuação do governo liderado por Passos Coelho por ter regateado “os números de acolhimento para baixo”.
No assunto que se seguiu, a Segurança Social, a dirigente bloquista denunciou a proposta do PS de congelar as pensões durante 4 anos, explicando que na prática provocará um corte nas pensões de 1660 milhões de euros – segundo contas do próprio partido (ver quadro abaixo).
“Não posso compreender como é que, estando [António Costa] de acordo que as pensões têm de ser honradas, que as pensões são sagradas, vão retirar 1660 milhões de euros às pensões”, questionou. “Como o PS não consegue acabar com a austeridade sem mudar nada do que conta, volta a ir aos pensionistas para os seus saldos orçamentais". Ou seja, "PS não quer reestruturar a dívida pública, mas acha muito bem voltar a ir ao bolso dos pensionistas. "O que o PS diz é que quem já perdeu sete meses de pensão com este governo, com o PS vai perder mais um mês", concluiu.
Catarina Martins confrontou António Costa com a proposta de reduzir a Taxa Social Única (TSU), acusando-a de retirar “sustentabilidade à Segurança Social” e de provocar “pensões mais baixas no futuro. É a mesma lógica da direita”, assinalou.
Renegociação da dívida: António Costa à direita de Ferreira Leite
“Vejo António Costa a dizer o que está mal na Europa e depois só diz mas,mas,mas. Não direi que é uma política pateta, mas é bastante de ficar de braços cruzados”, ironizou Catarina Martins.“Qualquer governo, para não ser protetorado e se levar a sério, tem de defender a reestruturação da dívida”, defendeu.
A porta-voz bloquista acusou o líder do PS de falta de “coragem” por não defender a renegociação da dívida, o que o situa “à direita de Manuela Ferreira Leite”, ex-ministra das Finanças do PSD.
Catarina Martins lançou desafio a António Costa
“Se o PS estiver disponível para abandonar a ideia de cortar 1660 milhões de euros nas pensões, o corte na TSU, o regime conciliatório que é uma forma de flexibilizar os despedimentos, eu no dia 5 de outubro [dia a seguir às eleições] cá estarei para que possamos conversar sobre um governo que possa salvar o país, pensar como reestruturar a dívida para termos futuro e emprego”, afirmou.“Vai falar a seguir a mim. Se me disser que sim ou que vai pensar, já valeu pena. Se disser que não, ficaremos a saber que no dia 5 pretende telefonar a Rui Rio ou Paulo Portas. Que os pensionistas vão perder 1.660 milhões; que a TSU vai ser cortada e que os despedimentos vão ser cortados”.
"Em qualquer dos casos conte sempre que as pessoas saibam quem é que as pode defender e que queiram defender o país. E que cada um e que cada uma nesta eleições não desiste. Há um futuro no nosso país e não é de protetorado", defendeu Catarina Martins no seu minuto final.
António Costa fugiu à questão e não respondeu, limitando-se a reproduzir o discurso que trazia preparado.
Esquerda.net
terça-feira, setembro 08, 2015
FENPROF apresentará aos partidos e ao novo governo proposta de 12 medidas de resolução imediata
O Secretariado Nacional da FENPROF na sua primeira reunião (3 e 4 de setembro 2015) do novo ano escolar analisou a situação e os problemas que afetam a Educação e que persistem no início de mais um ano letivo. Problemas que foram aprofundados ou criados com a ação do governo PSD/CDS-PP.- O ANTES E O APÓS ELEIÇÕES

- 12 MEDIDAS PARA CONCRETIZAÇÃO IMEDIATA
1. Suspender o processo de municipalização;
2. Considerar como atividade letiva para todos os docentes, independentemente do número de horas de titularidade de turma, toda a atividade desenvolvida com alunos, designadamente apoios, coadjuvação, entre outras. Como tal, deverão ser corrigidos os horários de trabalho dos professores, a partir da clarificação de quais são as atividades que integram a componente letiva e a não letiva;
3.Publicar a portaria em falta para integração de professores no escalão salarial correto de carreira, na qual ingressaram por concursos externos. Deverão ser aplicadas as normas vigentes de contagem de tempo de serviço;
4.Reconstituir as turmas que desrespeitam as normas legais vigentes, nomeadamente as que integram alunos que apresentem necessidades educativas especiais, sempre que as mesmas tenham mais de 20 alunos ou mais de 2 com NEE. Alargar a aplicação destas normas ao ensino secundário;
5.Regularizar todas as situações contratuais para o exercício de atividade nas AEC (salário e contrato de trabalho a termo);
6. Publicitar na página da DGAE as listas de ordenação e de colocação das BCE referentes às diversas escolas/agrupamentos;
7.Suspender a PACC e revogar os seus efeitos nos concursos, o que implica a reintegração nas listas de quantos foram retirados das mesmas por esta razão;
8.Aplicar à Educação Pré-Escolar o calendário escolar que está estabelecido para o 1º Ciclo do Ensino Básico;
9. Revogar o processo “Cambridge”;
10.
Iniciar negociações com vista à aprovação de um novo quadro legal que garanta condições, incluindo horários de trabalho e um regime excecional de aposentação, que tenham em conta o elevado desgaste causado pelo exercício profissional;
11.
Alargar o período transitório para os docentes do ensino superior que não concluíram o doutoramento ou não obtiveram o título de especialista, por não terem sido proporcionadas as condições legalmente previstas para tal; reintegrar quem foi, por esse motivo, entretanto, despedido, repondo as condições contratuais; aplicar de imediato a diretiva comunitária para a vinculação de docentes com a habilitação de referência contratados a prazo.
12.
Suspender os efeitos da avaliação feita pela FCT aos centros de ciência e unidades de investigação, nomeadamente em relação ao seu financiamento.

Sendo estas as medidas cuja adopção pode ser garantida logo imediatamente a seguir à tomada de posse do novo governo, há um conjunto de outras que constituem a base reivindicativa dos professores portugueses e que devem implicar, desde logo a abertura de processos negociais, com vista a, entre várias: rever o estatuto do ensino particular e cooperativo; rever as condições de realização da formação inicial, contínua e especializada; rever a legislação de concursos e colocações; rever os regimes de horário de trabalho e as condições estatutárias de exercício da profissão docente; revogar o congelamento das carreiras e garantir a contagem integral do tempo de serviço; aprovar um regime de aposentação que garanta, no imediato, a aposentação de professores aos 40 anos de serviço independentemente da idade e negociação de condições específicas de aposentação para os docentes portugueses; rever a organização curricular do ensino básico e secundário…
- A SITUAÇÃO DA COLOCAÇÃO DE PROFESSORES
NÚMEROS SOBRE COLOCAÇÃO DE PROFESSORES A RETER:
Mobilidade Interna (só horários zero):
1. Candidatos: 1979 QA/QE + 11151 QZP = 13130 docentes
- Foram retirados 1844 QA/QE + 2040 QZP = 3884 docentes
2. Não foram colocados: 373 QA/QE + 821 QZP = 1194 docentes
(Ou seja, houve um aumento de 30% do número de não colocados relativamente ao ano de 2014, que foi de 917).
3. Grupos mais atingidos:
100 (Ed. Pré-escolar): 327 docentes;
240 (EVT): 195 docentes;
110 (1.º CEB): 157 docentes;
530 (Ed. Tecnológica): 127;
330 (Inglês do 3.º CEB e Secundário): 90;
250 (Ed. Musical): 63;
Português (3.º CEB e Secundário): 50
4. Erro concursal: foram retirados 71 docentes da mobilidade interna, alegadamente por motivo de atribuição de horário, quando tal não poderia ser feito, tendo em conta que estes docentes também se candidataram à 2ª prioridade (aproximação à residência)
Contratação
1. Candidatos: 26782 docentes.
2. Não manifestaram preferências mais 2755 docentes;
- Já haviam sido ilegalmente excluídos, por motivo de não aprovação na PACC, cerca de 1200 professores;
- Milhares de docentes profissionalizados, no período da atual legislatura, abandonaram a profissão pela ação direta do governo; lembrar a este propósito que para o ano escolar de 2010-11, se candidataram ao concurso de contratação inicial de então, não menos de 45 mil docentes!
3. Colocados: 949 renovações de contratos + 2834 novos contratos = 3783 professores contratados.
4. Nesta fase, o número de professores que não obtiveram uma colocação para contrato foi superior a 30.000
5. Falta saber quantos serão colocados através da BCE (Bolsa de Contratação de Escolas): se as necessidades das escolas servidas por esta modalidade de concurso forem equivalentes às das escolas servidas pelo concurso nacional, deverão existir cerca de 1700 horários nas escolas TEIP e/ou com contrato de autonomia.
Perante o surgimento de um conjunto de situações suspeitamente irregulares, o Secretariado Nacional decidiu remeter à DGAE um ofício no qual se defende a correção imediata de instruções e instrumentos que contrariam as regras do concurso e/ou violam a legislação em vigor, pondo em causa direitos dos professores legalmente consagrados. (ver anexo)
- HORÁRIOS DE TRABALHO E CONDIÇÕES DE EXERCÍCIO DA PROFISSÃO
Pretende-se que este documento, que integra o dossiê ínsito na edição de setembro do Jornal da FENPROF, seja amplamente divulgado, a fim de, a partir dele, avançar para ação sindical em torno destes dois temas centrais e estruturantes da profissão: horários de trabalho e condições de trabalho.
Esquerda.net
quinta-feira, setembro 03, 2015

sábado, agosto 29, 2015
Fórum Socialismo 2015 começa hoje
José Soeiro aponta que a
iniciativa é um "momento de reflexão sobre alguns dos temas fundamentais
que vão estar em discussão na própria campanha legislativa". O Fórum
Socialismo 2015 inicia-se nesta sexta-feira às 21.30 horas no Porto, com
um debate em que participarão Carvalho da Silva, Luísa Cabral, Miguel
Guedes e José Soeiro.
28 de Agosto

"A
abertura será sobre os desafios das esquerdas políticas e sociais e
tentaremos juntar figuras conhecidas pelo seu percurso sindical, cívico e
artístico para refletir sobre, em vésperas de eleições, quais são os
desafios que se colocam às esquerdas políticas e às esquerdas sociais",
afirmou José Soeiro à Lusa.
O deputado salienta que "o Socialismo não é um fórum que apresenta as posições oficiais do Bloco porque é um espaço no qual o Bloco está essencialmente a aprender com as posições de pessoas que não são do partido mas que têm uma reflexão sobre alguns temas que nos interessa pôr à discussão".
"O Fórum Socialismo não visa apresentar o programa do Bloco mas debater com a sociedade, com especialistas, com ativistas alguns temas que nos parecem centrais" sublinhou ainda o deputado, referindo que "quer os temas internacionais quer os temas nacionais que marcam a atualidade estarão em debate no Socialismo".
Nos cerca de 40 debates (ver programa), José Soeiro destaca o debate “Angola, repressão e direitos humanos", no sábado, e o debate “Miguel Portas”, o Périplo e o que ficou por dizer com José Manuel Pureza, no domingo.
Salientando que "é importante, particularmente num contexto de eleições não deixamos de dar voz às polémicas, à pluralidade que compõe a própria esquerda", o deputado aponta duas mesas de polémica: "A esquerda deve ser patriótica?" (no sábado) com José Neves e Luís Fazenda e "Que passos para um polo de esquerda?" com Manuel Loff, Fernando Rosas e Alfredo Barroso, no domingo.
No sábado às 18.30 horas, Francisco Louçã e Marisa Matias vão refletir sobre "Europa, Democracia e Alternativas".
A iniciativa prologa-se até domingo, 30 de agosto, e decorre na Escola Soares dos Reis, no Porto. A sessão de encerramento será no domingo às 16.30, e nela intervirão Catarina Martins, a poetisa Ana Luísa Amaral e o coordenador da Comissão de Trabalhadores da AutoEuropa, António Chora.
O deputado salienta que "o Socialismo não é um fórum que apresenta as posições oficiais do Bloco porque é um espaço no qual o Bloco está essencialmente a aprender com as posições de pessoas que não são do partido mas que têm uma reflexão sobre alguns temas que nos interessa pôr à discussão".
"O Fórum Socialismo não visa apresentar o programa do Bloco mas debater com a sociedade, com especialistas, com ativistas alguns temas que nos parecem centrais" sublinhou ainda o deputado, referindo que "quer os temas internacionais quer os temas nacionais que marcam a atualidade estarão em debate no Socialismo".
Nos cerca de 40 debates (ver programa), José Soeiro destaca o debate “Angola, repressão e direitos humanos", no sábado, e o debate “Miguel Portas”, o Périplo e o que ficou por dizer com José Manuel Pureza, no domingo.
Salientando que "é importante, particularmente num contexto de eleições não deixamos de dar voz às polémicas, à pluralidade que compõe a própria esquerda", o deputado aponta duas mesas de polémica: "A esquerda deve ser patriótica?" (no sábado) com José Neves e Luís Fazenda e "Que passos para um polo de esquerda?" com Manuel Loff, Fernando Rosas e Alfredo Barroso, no domingo.
No sábado às 18.30 horas, Francisco Louçã e Marisa Matias vão refletir sobre "Europa, Democracia e Alternativas".
A iniciativa prologa-se até domingo, 30 de agosto, e decorre na Escola Soares dos Reis, no Porto. A sessão de encerramento será no domingo às 16.30, e nela intervirão Catarina Martins, a poetisa Ana Luísa Amaral e o coordenador da Comissão de Trabalhadores da AutoEuropa, António Chora.
Termos relacionados Fórum Socialismo 2015, Notícias política
Esquerda.net
Listas de colocação de professores refletem bem a dimensão do que foi, nos últimos anos, a destruição de lugares nas escolas
Tendo em conta a primeira vaga de colocações do ano anterior, “horários-zero” sem colocação sofre aumento de 30%; Cerca de 90% dos candidatos à contratação ficam no desemprego.Das listas de colocação de docentes, tanto dos quadros, por mobilidade interna, como contratados, numa primeira análise, a FENPROF destaca os seguintes quatro aspetos:
- O número de docentes com “horário-zero” que não obteve colocação nesta primeira vaga aumentou em 30,2%, passando de 917 em 2014 para os atuais 1 194;
- Cerca de 90% dos candidatos a um contrato não foram colocados, ou porque foram excluídos (casos de quem não fez a PACC ou nem sequer manifestou preferências após constatar o seu lugar na lista provisória, entre outros), ou porque não obtiveram colocação;
- Segundo os dados do MEC, ficaram por preencher 2 132 horários. Falta, contudo, perceber quantos destes: correspondem a horários com menos de 8 horas (que não podiam ser preenchidos nesta fase); são de escolas / agrupamentos TEIP ou com contrato de autonomia e só poderão ser preenchidos para contratação através das BCE; são horários que não correspondem a grupos de recrutamento, como, por exemplo, técnicas especiais. Seguramente, nenhum destes horários ficou por preencher por falta de candidatos.
- Foi necessário o ano letivo iniciar-se a um mês de eleições legislativas para o MEC recuperar uma prática que havia abandonado, relativamente à data da primeira vaga de colocação de docentes. Nos últimos dois anos, esta primeira vaga de colocação de professores teve lugar já em pleno mês de setembro impedindo milhares de professores de participarem nas tarefas de organização do ano letivo. A FENPROF contestou sempre esse atraso que, aliás, foi prática instalada apenas com a atual equipa ministerial. Felizmente, há eleições, por esta e muitas outras razões…
28/08/2015
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