Assembleia Metropolitana do Algarve
Moção
TRANSPORTES E MOBILIDADE
1. A recente crise, resultante da paralisação das empresas de transporte de mercadorias, veio evidenciar ainda mais as extremas fragilidades em que assenta a actividade económica da região e as condições de vida dos seus residentes.
2. A nossa condição periférica, no extremo sul do País, ficou bem evidenciada nos atrasos com que se repôs o abastecimento dos combustíveis e dos bens alimentares, maior do que no restante território nacional, apesar da orientação do Governo no sentido de que o Algarve fosse considerada uma região prioritária para esse reabastecimento.
3. A principal actividade económica acusou no imediato a diminuição da procura, numa semana extremamente favorável, pela possibilidade de conjugação de feriados com uns poucos dias do direito a férias.
4. Perante estes factos, bem evidenciados, importa que a Região tome as decisões que se impõem e exija perante o Governo uma nova atitude, que reoriente as prioridades de investimento e para elas mobilize os fundos possíveis e necessários, aplicando-os com rigor.
5. O Algarve não pode estar dependente quase exclusivamente do transporte rodoviário. Com a nossa capacidade produtiva reduzida à expressão mínima, compramos externamente quase tudo o que consumimos. Situados no extremo sul do País, não conseguimos compreender qual o critério de racionalidade que faz movimentar a imensa frota de camionagem ao longo de centenas de quilómetros para nos abastecer (além dos interesses das empresas de camionagem), quando a ferrovia responderia muito melhor a este transporte de longo curso.
6. É tempo pois, de colocar os interesses do Algarve e do País acima dos interesses particulares de grupos económicos específicos. É tempo de agir!
A Assembleia Metropolitana do Algarve, reunida em sessão ordinária no dia 23 de Junho de 2008, afirma inequivocamente junto do Governo, que a modernização da ferrovia (incluindo electrificação e material circulante), e construção de equipamentos complementares são prioritários para a Região, devendo ser garantidas as devidas dotações no OGE para 2009. Neste sentido, a AMAL defende e exige ao Governo:
a) A melhoria da linha férrea que liga a Região ao resto do País e a construção da plataforma logística de Tunes prevista no Programa Nacional para as Alterações Climáticas;
b) A intervenção na linha entre Lagos e Vila Real de Santo António, com electrificação, melhoria das estações, com eventual construção de novas e supressão de existentes, construção de terminais de mercadorias e de áreas de estacionamento;
c) O estudo e a criação de condições técnicas para a inter-modalidade de equipamentos para o transporte de mercadorias ferro-rodoviários.
O Representante do BE na AMAL
João Vasconcelos
Nota: Esta Moção de pois de aprovada deverá ser divulgada pela comunicação social nacional e regional e enviada ao Primeiro Ministro, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Ministro da Economia e da Inovação, Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional e Junta Metropolitana do Algarve.
Observação: Moção rejeitada por maioria com 19 votos contra (PS e alguns PSD), 6 votos a favor (BE, PCP e PSD) e 5 abstenções (PSD).
O PS tudo fez para que esta Moção não fosse admitida para discussão. Pediram a interrupção dos trabalhos, lançaram a confusão e apoiaram uma proposta do PSD para que a moção fosse retirada (para que o assunto fosse discutido numa próxima sessão, possibilitando a recolha de elementos). O Presidente da Mesa (também do PS e actual Presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Faro), desautorizou-os, ameaçou abandonar os trabalhos e que iria fazer uma conferência de imprensa a denunciar o comportamento vergonhoso de alguns membros do PS. Claro que o Bloco não retirou a Moção e acusou-os de prepotência e de estarem desorientados. Desde que uma Moção fosse admitida, deveria ser discutida e votada – era a interpretação do Bloco, do Presidente da Mesa e restantes membros da Mesa da Assembleia. O problema da actuação dos elementos do PS é o facto de não possuírem a maioria na AMAL e querem impedir a todo o custo iniciativas e posições críticas ao governo, ainda por cima vindas da parte do Bloco – o PS é secundado, em parte pelo PSD, e até pelo PCP, que ficam incomodados com as iniciativas bloquistas.








O 


O Governo propôs e a bancada do PS aceitou uma redução do tempo de debate de 30 para 20 dias, na fase de discussão pública, da proposta de revisão do Código de Trabalho na Assembleia da República. Com esta redução, o governo pretende encerrar o assunto até ao final desta legislatura, evitando assim o prolongamento do desgaste causado pela contestação às suas propostas, que segundo os partidos à sua esquerda visam promover os despedimentos simplex. 


Com 197 votos contrários - 37 da esquerda, 36 verdes, 101 (pouco mais de metade dos que estavam presentes), 7 liberais e 17 de direita - acabou por passar, sem emendas, a directiva de retorno.



Apesar de a Arábia Saudita ter anunciado que vai aumentar a produção de petróleo para mais 200 mil barris por dia em Julho, o preço do crude continua a bater recordes: chegou quase aos 140 dólares em Nova York e aos 139,32 dólares em Londres. As causas apontadas para a nova alta são a desvalorização do dólar e um incêndio numa plataforma de petróleo na Noruega, que interrompeu a produção de 150 mil barris diários. 