40 PCEs de escolas da região de Coimbra aprovam suspensão da avaliação de desempenho

Numa reunião, ocorrida, ontem, em Coimbra, 40 PCEs de agrupamentos e escolas da região de Coimbra aprovaram uma documento que pede à ministra a suspensao do processo de avaliação. Nessa reunião, os PCEs manifestaram preocupação pelo clima que se vive nas esoclas e que em nada beneficia a qualidade das aprendizagens.
Tem-se assistido, nos últimos dias, à aprovação de documentos com idêntico teor por parte dos conselhos pedagógicos e conselhos executivos. O processo está efectivamente parado em muitas escolas. Noutras, são os professores que se recusam a entregar os objectivos individuais. Há, ainda, casos de avaliadores que recusam exercer as funções de avaliador. Enquanto isto acontece, o secretário de estado adjunto e da educação afirmou que, para já, não haverá processos disciplinares. Como é evidente, isto é uma ameaça, como, aliás, reconheceu o sindicatos dos inspectores da educação que, em carta aberta, faz uma forte crítica ao dito governante. É claro que a ameaça de processos disciplinares não se dirige aos avaliados que recusaram sujeitar-se ao processo de avaliação. Para esses, a punição é apenas a não progressão, uma vez que não estão a violar nenhum dever profissional ou conteúdo funcional. A ameaça é dirigida aos avaliadores. Mas, como muito bem afirma o sindicato dos inspectores da educação, como é que se vão levantar processos disciplinares a centenas ou a milhares de avaliadores? Se o ME ousar fazer uma coisa dessas, irá comprar uma guerra interminável que paralisará as escolas públicas portuguesas por muito tempo.
ProfAvaliação
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