Alegre diz-se farto dos tiques autoritários da ministra
Alegre diz estar farto de «pulsões e tiques autoritários»
Com críticas à política educativa do Governo, Manuel Alegre, que lança esta terça-feira o segundo número da revista de Opinião Socialista Ops!, exige uma postura diferente por parte do Executivo, sublinhando que está farto de «pulsões e tiques autoritários».
Farto de «pulsões e tiques autoritários», farto daqueles que «não têm dúvidas, nunca se enganam e pensam que podem tudo contra todos». Manuel Alegre não poupa nem nos adjectivos nem no tom com que contesta o rumo do Executivo em matéria de Educação.
Mostrando-se «chocado» com a reacção da ministra da Educação à manifestação de sábado, o dirigente do PS considera que Maria de Lurdes Rodrigues foi «inflexível», utilizando uma linguagem imprópria e incompatível com a cultura democrática.
«Como reformar a Educação sem ou contra os professores?» é a pergunta que Alegre lança, afirmando que «passar de um laxismo anterior a um excesso de burocracia e facilitismo não é solução».
Alegre realça ainda que governar para as estatísticas não é reformar, considerando que se discute tudo menos o essencial, numa referência aos programas e conteúdos do ensino.
Saber ouvir e dialogar é o que o deputado reclama, porque - sublinha - as reformas da Educação «não se fazem tapando os ouvidos aos protestos e às críticas».
Fonte: TSF
Comentário
Manuel Alegre e António José Seguro não escondem a sua incomodidade face ao autoritarismo e agressividade com que o Governo tem lidado com os professores. São cada vez mais os socialistas que partilham essa incomodidade. À medida que as eleições se aproximam, Sócrates e MLR serão cada vez mais pressionados por deputados que receiam uma viragem eleitoral motivada pelo cresente autoritarismo do Governo. Os professores só têm de manter a pressão e continuar a lutar no interior das escolas e nas ruas durante todo o ano lectivo. Seria uma tragédia para os professores se Sócrates voltasse a ganhar as eleições com a maioria absoluta. Os professores têm de tomar cosnciência da importância de votarem nas próximas eleições legislativas. Não votar não retira a maioria absoluta a Sócrates. É preciso votar para tirar a maioria absoluta ao PS. A razão é simples: o PS de Sócrates não mereceu ter a maioria absoluta. Revelou ser um partido profundamente arrogante, mentiroso e autoritário.
ProfAvaliação
ProfAvaliação

0 comentários:
Enviar um comentário