Manifestação de Professores:
Um ponto alto na luta contra o Capital e o seu Governo
C. Silva
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| (Foto: Filipe Caetano, PortugalDiario.pt) |
Nos 3 anos que leva no poder, este Governo tem levado a cabo uma das maiores ofensivas contra quem trabalha e muito em particular contra os trabalhadores da Função Pública: mais impostos, menos direitos, redução do apoio social, despedimentos facilitados. Em paralelo, medidas de reforço da repressão para esmagar a inevitável resistência do povo português.
Preparou-se a total entrega de sectores que tradicionalmente garantiam um mínimo de segurança social aos mais desfavorecidos, nomeadamente a saúde, o ensino (do primário ao superior) e as pensões de reforma. Alteraram-se a meio do jogo regras há muito estabelecidas (por exemplo nas reformas). Criou-se um clima de intimidação e terror, no Estado e nas empresas, para que quem trabalhe aceite as mais miseráveis condições de trabalho, salários mais baixos e a precariedade laboral com vista a gerarem níveis de lucro sem precedentes para os grandes capitalistas.
Os funcionários públicos têm sido usados como cobaias preferenciais desta ofensiva. Um humilhante sistema de avaliação e de progressão nas carreiras tem sido um dos seus instrumentos. Este instrumento está agora a ser tentado entre os professores. Sendo um sector com alguma tradição de luta e resistência, apesar de ter vindo a mostrar muitas divisões e desmobilização, essas medidas foram implementadas com alguma cautela.
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| (Foto: Filipe Caetano, PortugalDiario.pt) |
Estas últimas medidas foram a gota de água neste processo de espezinhamento dos professores e desencadearam esta onda de revolta. Ultrapassando muito as organizações sindicais tradicionais e criando novas formas de luta e mobilização (algo com que temos muito a aprender), este movimento poderá ir tão longe quanto os professores quiserem levá-lo. Para que não morra a meio do caminho é necessário que todos os envolvidos compreendam a natureza desta ofensiva, o carácter e o papel do Estado e do ensino público e o actual momento de desenvolvimento do capitalismo, a nível nacional e internacional, nesta era de globalização. Não compreender que isto é uma ofensiva global do grande capital contra todo o povo português, incluindo a classe média com vista a proletarizá-la, não compreender que sem procurar aliar-se e unir-se a todas as lutas de resistência que actualmente decorrem, isso levará ao seu isolamento e, por fim, à sua derrota.
Foi dado um primeiro passo para derrotarmos esta ofensiva. Ousemos saber levá-la até ao fim, unindo todos os que devem ser unidos e recusando o isolamento das lutas.
9 de Março de 2008
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| (Foto: Inácio Rosa, LUSA) | (Foto: Inácio Rosa, LUSA) | |
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| (Foto: Inácio Rosa, LUSA) | (Foto: Jornal Público) | |
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| (Foto: LUSA) | (Foto: Diário de Notícias) |









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