Professores da Escola Secundária de Tavira suspendem o processo de avaliação
Escola Secundária 3EB Dr. Jorge Augusto Correia – Tavira
SUSPENSÃO DO ACTUAL PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E REVOGAÇÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE
Excelentíssima Senhora Ministra da Educação
Com conhecimento a:
Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia da República
Grupos Parlamentares da Assembleia da República
Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado da Administração Educativa
Excelentíssimo Senhor Director Regional de Educação do Algarve
Excelentíssimo Senhor Presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores
Excelentíssimo Senhor Presidente do Conselho Executivo
Excelentíssimo Senhor Presidente do Conselho Pedagógico
Os professores da Escola Secundária 3EB Dr. Jorge Correia – Tavira, reunidos em Plenário, no dia 12 de Novembro de 2008 , no auditório da referida escola, pelas 13:30, com a finalidade de analisar os impactos deste processo de avaliação do pessoal docente, contra o qual já se haviam manifestado, decidiram, por unanimidade, que o mesmo é inviável, colocando em risco os trabalhos escolares dos professores e dos alunos. Por isso, decidiram suspender, de imediato, todos os actos de natureza passiva referentes ao actual processo de avaliação.
A posição dos professores desta escola tem como fundamento, entre muitos outros que poderíamos enumerar, os seguintes:
- Incongruências do Dec. Lei 2/ 2008, que está tecnicamente mal elaborado;
- Carácter meramente classificativo, punitivo, sem quaisquer preocupações de carácter formativo;
- Procedimentos administrativos e burocráticos que implica, pondo em risco a qualidade e a credibilidade do ensino público;
- Desfocagem da filosofia que deveria presidir ao processo de ensino-aprendizagem em que o aluno é o agente central de todo o processo;
- Inadequação deste modelo de avaliação à realidade nacional que, por este motivo, necessitaria de um período experimental que garantisse a justiça na sua aplicação;
- Imprecisões de conceitos, tais como os de abandono e insucesso escolar, em particular no contexto do ensino secundário;
- Ausência de fórmulas que permitam reajustar as escolas às suas diferentes realidades socioeconómicas e às diversas ofertas educativas (coexistem numa mesma escola cursos com exames nacionais e sem exames nacionais, cursos regulares, cursos profissionais, nocturnos, diurnos, de jovens e de adultos);
- Incongruência ao nomear avaliadores de áreas científicas diferentes das dos avaliados;
- Posicionamento inflexível do Ministério da Educação em relação às posições dos professores no que concerne às fragilidades deste modelo de avaliação;
- Condicionamento dos resultados escolares aos fins estatísticos.
- ProfAvaliação

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