Quem semeia ventos...Secretários de Estado da Educação recebidos com chuva de ovos na Escola Secundária D. Dinis, em Lisboa
O movimento estudantil não pára de crescer. Têm ocorrido incidentes um pouco por todo o lado. Esta tarde, a luta dos estudantes contra a política educativa do Governo e, em particular, contra o Estatuto do Aluno, teve o seu epicentro na Escola Secundária D. Dinis, em Lisboa. Os dois secretários de estado, Valter Lemos e Jorge Pedreira, foram mal recebidos pelos alunos que atiraram ovos e tomates contra os carros onde seguiam e contra as paredes da sala onde os dois governantes se reuniram com duas centenas de PCEs. Os dois secretários de estado deslocaram-se à escola secundária D. Dinis para uma reunião com duas centenas de PCEs para tratar de questões sobre a avaliação de desempenho. À hora em que escrevo este post, os dois secretários de estado encontram-se ainda retidos no interior do estabelecimento e os alunos permanecem no exterior do edifício depois de serem expulsos da escola pela PSP. Ao longo da tarde, houve várias tentativas dos estudantes invadirem a escola. Ao contrário do que afirma a ministra da educação, a confusão e a desmotivação reinam na maioria das escolas. Chegou-se ao ponto de a presença nas escolas da ministra e dos secretários de estados ser motivo de paralisação ou confusão generalizada. Não comento a metodologia usada pelos estudantes. Quem semeia ventos...Os 200 PCEs presentes na reunião perderam uma excelente oportunidade de pedirem, em bloco, a demissão dos seus cargos. Faltou-lhes coragem. Mais uma vez.
Os dois secretários de estado só saíram das instalações da Escola Secundária D. Dinis por volta das 19:00. Jorge Pedreira não quis responder às perguntas dos jornalistas sobre as conclusões da reunião. Elogiou os PCEs e afirmou, mais uma vez, que os professores não têm o direito de suspender o processo de avaliação. Deu ainda a entender que os manifestantes foram instrumentalizados por quem se opõe à política educativa do Governo. De registar o tom agressivo das respostas. No mesmo tom se pronunciou esta tarde a ministra da educação que se recusou a responder a perguntas de jornalistas sobre os incidentes na escola secundária D. Dinis. Andam visivelmente zangados com toda a gente. Elogios só para os PCEs. Por que razão será?
Como era de esperar os 200 PCEs presentes na reunião não aproveitaram a ocasião para pedir a demissão, nem sequer para exigirem a suspensão do processo. Os professores não podem contar com eles. Esqueceram-se que foram eleitos pelos professores. Merecem os elogios da ministra e do secretário de estado adjunto. Uns andam borrados de medo. Outros aplaudem, em surdina, o modelo burocrático de avaliação de desempenho. E há ainda os que se julgam directores e já começaram a intimidar os professores numa cópia perfeita dos chefes que os inspiram e procuram imitar. Perdido aqui e acolá, um ou outro raro PCE com coragem para se colocar do lado dos professores.
ProfAvaliação
Os dois secretários de estado só saíram das instalações da Escola Secundária D. Dinis por volta das 19:00. Jorge Pedreira não quis responder às perguntas dos jornalistas sobre as conclusões da reunião. Elogiou os PCEs e afirmou, mais uma vez, que os professores não têm o direito de suspender o processo de avaliação. Deu ainda a entender que os manifestantes foram instrumentalizados por quem se opõe à política educativa do Governo. De registar o tom agressivo das respostas. No mesmo tom se pronunciou esta tarde a ministra da educação que se recusou a responder a perguntas de jornalistas sobre os incidentes na escola secundária D. Dinis. Andam visivelmente zangados com toda a gente. Elogios só para os PCEs. Por que razão será?
Como era de esperar os 200 PCEs presentes na reunião não aproveitaram a ocasião para pedir a demissão, nem sequer para exigirem a suspensão do processo. Os professores não podem contar com eles. Esqueceram-se que foram eleitos pelos professores. Merecem os elogios da ministra e do secretário de estado adjunto. Uns andam borrados de medo. Outros aplaudem, em surdina, o modelo burocrático de avaliação de desempenho. E há ainda os que se julgam directores e já começaram a intimidar os professores numa cópia perfeita dos chefes que os inspiram e procuram imitar. Perdido aqui e acolá, um ou outro raro PCE com coragem para se colocar do lado dos professores.
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