segunda-feira, outubro 10, 2011

Huelva

Transportistas españoles y onubenses rechazan al peaje de la autovía del Algarve en una manifestación en Faro

Peaje
Foto: SCT
FARO, 8 Oct. (EUROPA PRESS) -
   Transportistas españoles y onubenses, junto con representantes políticos del Ayamonte (Huelva) han participado este sábado en la manifestación convocada por el Movimiento 'Algarve-Peajes en la A22 No' en la ciudad portuguesa de Faro para mostrar su rechazo al peaje que el Gobierno luso pretende implantar en la Autovía del Algarve (A22).
   Esta movilización ha contado con la participación del alcalde de Ayamonte, Antonio Rodríguez Castillo (PSOE), así como el resto de grupos políticos, que se han visto apoyados por la Federación Nacional de Asociaciones de Transportes de España (Fenadismer) y de la Unión de Cooperativas de Transportes (Ucotrans).
   En declaraciones a Europa Press, el secretario general de Fenadismer, Juan Antonio Millán, se ha sumado al rechazo sobre la imposición de este peaje, dando su "más enérgica protesta", y recuerda que los transportistas españoles ya han manifestado ante Europa el rechazo cualquier tipo de aumento del costo por el uso de una infraestructura, "se llama peaje o euroviñetas".
   Así, rechaza el peaje en el Algarve ya que, al ser una región "ultraperiférica", supondría "gravar al transporte de mercancías y reducir la competitividad, ya que un kilo de naranjas no podría soportar estos costos". Además, se trata de una región "transfronteriza, lo que dificultaría el comercio, el intercambio y las comunicaciones, yendo en contra de la cohesión de la zona".
   Sin embargo, se muestra consciente de que posiblemente el peaje se instaure, por lo que ya preparan una propuesta de aplicación que entregarán al Ayuntamiento de Ayamonte para "unir esfuerzos entre portugueses, españoles y por parte de todos los sectores para forzar una negociación que minimicen los efectos del impuesto". Así, plantea costos diferentes para los usuarios habituales y esporádicos de la vía o para los que la utilicen para trayectos cortos.
   Por su parte, según ha informado a Europa Press Joao Faba, miembro del movimiento 'Algarve -Peajes en la A22 No', la manifestación preveía reunir ha manifestantes de distintos puntos de Portugal y España. Este grupo de personas, conformado por empresarios hoteleros, asociaciones y personas que participarán a título individual, participará en esta iniciativa ya que este peaje, a su juicio, es "inviable".
   A mediados de agosto alrededor de medio millar de personas formaron un cordón humano en la carretera nacional 125, en Vale da Venda (Faro), para mostrar su rechazo al citado peaje y en abril unos 50 vehículos partieron desde el polígono industrial de Ayamonte para unirse en la frontera con Portugal con numerosos coches que salieron desde la localidad lusa de Monte Gordo para mostrar su rechazo.
   En esta ocasión, fuentes de la organización detallaron a Europa Press que este peaje "va a suponer un frenazo a las relaciones comerciales y a la movilidad que ha existido siempre en los dos lados de la frontera, máxime desde el año 1991 con el puente sobre el río Guadiana".
   Así, creen que esta acción va a afectar "negativamente" para "la vida de la frontera". Por ello, los portugueses han advertido de que "no se van a parar las movilizaciones", porque, "aunque el Gobierno luso ha dicho que no van a sacar el peaje, cada año lo intentan instaurar". Además, precisaron que "la autovía del Algarve se construyó con Fondos Feder en su totalidad, con lo cual no se sabe hasta qué punto es legal instaurar peajes en una vía que se ha hecho con fondos públicos".
   Por su parte, desde el Ayuntamiento de Ayamonte han recordado este miércoles en un comunicado que la implantación de un peaje en la autovía A22, "con un desembolso importante tanto en la compra del aparato emisor como el del propio bono de peajes, frenará el desarrollo del territorio, ya que disminuirá el intercambio turístico y comercial a todos los niveles, viéndose afectadas negativamente tanto la provincia de Huelva como el Algarve y el Alentejo".
Europa Press

Marcha lenta anti-portagens na A22 reuniu um milhar de pessoas e entupiu trânsito


  Cerca de um milhar de pessoas, em mais de três centenas de carros e motos, provenientes de todo o Algarve e até da vizinha Espanha, participaram na tarde deste sábado na marcha lenta contra as portagens na A22, chegando a entupir o trânsito à entrada de Faro, junto ao Fórum Algarve.
Os organizadores da marcha manifestaram o seu «forte protesto e repúdio» contra o anúncio feito ontem pelo Governo de que as portagens começarão a ser cobradas até ao fim do mês.
No auge da manifestação, José Vitorino, antigo presidente da Câmara de Faro e líder do Movimento Com Faro no Coração (CFC), fez uma declaração aos jornalistas, em nome dos organizadores da marcha – Comissão de Utentes da Via do Infante, Movimento Não às Portagens na A22, Moto Clube de Faro e CFC -, para protestar contra a introdução de portagens.
«Queremos manifestar a nossa revolta contra o governo e o poder de Lisboa, que tem sugado as divisas do turismo do Algarve, não tem ligado à região e, agora, em período de crise, lança-nos um xeque mate, porque ficamos aqui cercados e isolados quase como um enclave», disse José Vitorino.
Os algarvios «vão ter que pagar e ter barreiras para se deslocar entre os concelhos onde moram e trabalham», situação que disse ser «quase criminosa» e irá «empurrar turistas e residentes para a estrada da morte», a Estrada Nacional 125, acrescentou.
Manifestou-se ainda «contra a AMAL [Comunidade Intermunicipal do Algarve], porque os presidentes de câmara andaram durante cerca de dois anos a brincar com coisas sérias e a virar o bico ao prego em função dos seus interesses político-governamentais, traindo o eleitorado nas eleições [Autárquicas] de 2005 e 2009».
Por seu lado, João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante, considerou «positiva» a participação de mais de duas centenas de automóveis e de uma centena de motos na manifestação.
«Independentemente de o ministro ter anunciado[ontem] a introdução de portagens, estão aqui muitas pessoas. Isto não é fácil, mas é mais uma demonstração que uma parte da sociedade algarvia está descontente com a introdução de portagens e vamos continuar a lutar mesmo depois da sua introdução», afirmou.
Também presentes na marcha lenta, os deputados do PCP (Paulo Sá) e do Bloco de Esquerda (Cecília Honório), eleitos pelo Algarve, consideraram que a introdução de portagens na Via do Infante é uma medida «injusta», que deve ser suspensa.
Paulo Sá disse à Agência Lusa que «é indispensável travar uma luta na rua contra a intenção do governo de introduzir portagens» na A22. «É importante que os algarvios saiam todos para a rua, protestem e exijam do governo a suspensão da medida», afirmou ainda Paulo Sá, pois, «se os algarvios protestarem de uma forma efetiva e empenhada, o governo pode recuar».
Por seu lado, Cecília Honório classificou a marcha lenta como «um grande protesto, uma grande manifestação por uma luta que é absolutamente justa».
A deputada bloquista, que salientou o facto de a manifestação até ter contado com pessoas vindas de Espanha, disse que «agravar a crise com crise, colocando portagens na Via do Infante, só vai agravar o problema» do Algarve.
Cecília Honório defendeu ainda a necessidade de suspender a introdução de portagens, «porque quando a sociedade tem razão e quando há um protesto com esta dimensão, há um governo que tem que ouvir».
Muitos e originais protestos
Na marcha lenta, além dos cartazes da manifestação colados nos carros, houve quem fizesse os seus próprios cartazes de protesto. É o caso de um cartaz colado na janela traseira de uma viatura, onde a participante escreveu uma letra alternativa para o hino nacional:
«Heróis do mal
Pobre Povo
Nação doente
… E mortal
Expulsai os tubarões
Exploradores de Portugal
Entre as burlas
Sem vergonha
Ó Pátria
Cala-lhe a voz
Dessa corja tão atroz
Que há-de levar-te à miséria
P’ra rua, p’ra rua
Quem te está a aniquilar
P’ra rua, p’ra rua
Os que só estão a chular
Contra os burlões
Lutar, lutar»

Foi ainda o caso do manifestante que participou na marcha lenta, junto ao Fórum Algarve, de bicicleta, ostentando um cartaz que dizia: «Algarve? Só de bicicleta».
Outros manifestantes ostentavam cartazes com palavras de ordem como «Portajar = Matar», «Portajar Via do Infante é atirar-nos para a estrada da morte» ou ainda «Vamos andar a Passos de caracol».
Sul Informação

Marcha lenta anti-portagens também é notícia em Espanha

  Transportadores da região de Huelva, bem como representantes políticos de Ayamonte, participaram no sábado na manifestação convocada pela Comissão de Utentes da Via do Infante contra as portagens na A22.
A marcha lenta, segundo o jornal online www.odielinformacion.es, contou com a participação do alcaide de Ayamonte, Antonio Rodríguez Castillo (PSOE), assim como dos restantes grupos políticos, apoiados pela Federação Nacional de Associações de Transportes de Espanha (Fenadismer) e da União Cooperativas de Transportes (Ucotrans).
O secretário geral da Fenadismer, Juan Antonio Millán, em declarações ao Europa Press, afirmou o seu «mais enérgico protesto» contra a imposição de portagens na A22, e recordou que os transportadores espanhóis já manifestaram à Europa o seu protesto contra qualquer aumento de custo de uma infraestrutura, «chame-se ele portagem ou eurovinhetas».
Em editorial, o Odiel Informacion escreveu que as portagens irão «afetar o transporte de mercadorias, o comércio e, sobretudo, o turismo, um dos setores que conseguiu subir precisamente graças às facilidades de deslocação que oferecia a nova autoestrada que ligava Ayamonte e Vila Real de Santo António».
«Este agravamento pode significar que tanto os onubenses como os cidadãos e turistas do Algarve se verão obrigados a modificar os seus destinos, com as repercussões negativas que isso provocará nos municípios fronteiriços situados em ambos os lados do Guadiana», continua o editorial do jornal andaluz.
«Nestes momentos económicos tão delicados, não parece justificada esta portagem, sobretudo porque a alternativa gratuita que existe por estrada é utilizar a Nacional 125, que liga Castro Marim a Sagres, mas esta via regista um dos maiores índices de perigosidade e, para mais, durante os meses de verão, tornaria a suportar mais tráfego que o que pode».
«Tanto a Junta de Andalucía como o Governo central [de Espanha] deveriam atuar em uníssono para expressar perante a UE uma queixa formal pela imposição desta portagem que tanto pode prejudicar esta província [de Huelva]», conclui o editorial.

Leia a notícia completa aqui:
Masiva protesta en Faro
www.odielinformacion.es/index.php/component/k2/item/4513-masiva-protesta-en-faro
Leia o editoral aqui:
Nueva protesta contra el peaje de la autovía del Algarve
http://www.odielinformacion.es/index.php/component/k2/item/4551-nueva-protesta-contra-el-peaje-de-la-autov%C3%ADa-del-algarve

Comissão de Utentes da A22 pede intervenção de Cavaco

Os utilizadores da Via do Infante querem que o Presidente da República se pronuncie sobre a introdução de portagens naquela v
Ouvido pela TSF, no final de uma marcha lenta na zona de Faro, José Domingos, da Comissão de Utentes da A22, pediu a intervenção do Presidente da República.
«O sr. Presidente da República era primeiro-ministro quando esta via foi construída e garantiu aos portugueses que nunca iria ter portagens», afirmou José Domingos.
«O sr. PR costuma dizer que nunca se engana, então, venha pronunciar-se sobre a Via do Infante», acrescentou.
TSF

O protesto, que chegou à entrada de Faro às 18 horas, foi organizado pela Comissão de Utentes da Via do Infante. 


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A marcha lenta de protesto contra a introdução de portagens na Via do Infante (A22) provocou hoje graves constrangimentos num dos principais acessos à cidade de Faro, onde ainda existe uma longa fila de trânsito.
O protesto foi organizado pela Comissão de Utentes da Via do Infante, o Movimento Não às Portagens na A22, o movimento independente autárquico Com Faro no Coração e o Motoclube de Faro.
Na iniciativa participaram cerca de duas centenas de automóveis e mais de uma centena de motos que saíram pouco depois das 14:00 do Parque das Cidades, junto ao Estádio Algarve (Faro/Loulé), em direção à capital algarvia, passando pelo aeroporto.
O protesto chegou à entrada de Faro cerca das 18 horas.

O Expresso


Utentes contra as portagens congestionaram trânsito (Luís Fora) (foto LUSA)
Marcha lenta contra portagens na A22 condiciona trânsito
Por A Bola

O protesto contra as portagens na Via do Infante (A22), no Algarve, está a provocar fortes congestionamentos no trânsito.

Dezenas de utentes percorreram a EN 125 e a A22 para criticar a intenção do Governo de colocar portagens na via, e a chegada a Faro foi feita com grandes condicionamentos.

Passada mais de uma hora da saída do Estádio do Algarve, os participantes tinham dificuldades em passar na rotunda do aeroporto de Faro.

De acordo com a TSF, havia, ao final da tarde, vários quilómetros de fila.

Política

Meio milhar de condutores na manifestação anti-portagens no Algarve entope ligação ao Aeroporto

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Manifestação contra as portagens na Via do Infante

Cerca de meio milhar de automobilistas e motociclistas quiseram manifestar o seu descontentamento pela introdução de portagens na A22, o que, segundo o ministro da Economia, vai acontecer já no início de Novembro.

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O protesto que durou algumas horas, fez com que o trânsito estivesse muito condicionado, especialmente na ligação à entrada para o Aeroporto de Faro.

Após a desmobilização, ficam as promessas de que este protesto não será o último. A próxima acção será uma providência cautelar contra a colocação de portagens na Via do Infante.

O presidente do Moto Clube de Faro, José Amaro, um dos organizadores do protesto, diz que a EN125 não é alternativa, até porque “nunca foi requalificada”.

Deputados do BE e do PCP eleitos pelo Algarve exigem suspensão de introdução de pagamento na A22



Os deputados do Bloco de Esquerda e do PCP eleitos pelo Algarve estiveram hoje presentes na marcha lenta contra a introdução de portagens na Via do Infante (A22), considerando que a medida é injusta e deve ser suspensa.

Paulo Sá (PCP) e Cecília Honório (BE) juntaram-se ao protesto de hoje, que contou com a participação de cerca de duas centenas de automóveis e mais de 100 motos entre o Parque das Cidades, junto ao estádio do Algarve (Faro/Loulé), e a capital algarvia.

Em declarações à Lusa, Paulo Sá disse que “é indispensável travar uma luta na rua contra a intenção do governo de introduzir portagens” na A22.

“É importante que os algarvios saiam todos para a rua, protestem e exijam do governo a suspensão da medida”, afirmou ainda o eleito do PCP na região, considerando que “se os algarvios protestarem de uma forma efetiva e empenhada, o governo pode recuar”.

Sá disse ainda que “os espanhóis sentem-se também prejudicados” pela introdução de portagens na Via do Infante, que faz a ligação à Andaluzia, e a medida “é prejudicial para o turismo algarvio”, pelo que considera ser “importante que, por uma questão económica, se trave esta medida”.

Cecília Honório afirmou à Lusa que a marcha lenta de hoje “é um grande protesto, uma grande manifestação por uma luta que é absolutamente justa”.

Para a deputada bloquista, “O povo saiu à rua, vieram pessoas de Espanha, o que dá bem a dimensão da razão que esta gente tem nesta luta e o BE está desde a primeira hora contra a introdução de portagens na Via do Infante”.

Honório frisou que “o Algarve é uma região que está esmagada com graves problemas económicos e sociais, uma taxa de desemprego assustadora, um nível de empobrecimento da população muito rápido” e disse que “não há respostas para o crescimento económico”.

“Agravar a crise com crise, colocando portagens na via do Infante, só vai agravar o problema. Tem que haver [margem para suspender a medida], porque quando a sociedade tem razão e quando há um protesto com esta dimensão, há um governo que tem que ouvir”, concluiu. 
Região Sul

Portagens: Algarve contra pagamentos na a22

Algarvios bloqueiam aeroporto

Dezenas de passageiros de voos com partida de Faro foram ontem afectados pela manifestação antiportagens na A22, que bloqueou o acesso ao aeroporto. O protesto realizou-se um dia depois de o ministro da Economia ter anunciado que, até ao final do mês, vão avançar as portagens em todas as Scut (A22, A23, A24 e A25).

Muitos dos passageiros afectados, ao que o CM apurou, tinham como destino o Reino Unido e alguns perderam mesmo os aviões devido ao protesto, que juntou além de algarvios também empresários e políticos espanhóis. Na marcha lenta, onde se associaram dezenas de motards do Moto Clube de Faro, estiveram envolvidos mais de um milhar de pessoas, distribuídas por cerca de 300 viaturas, entre automóveis e motas.
A GNR, que mobilizou dezenas de elementos para controlar o protesto, fez tudo para que o bloqueio no trânsito não afectasse o aeroporto internacional. No entanto, foi impossível fazer fluir o trânsito, quando a velocidade máxima era 5 km/h ou parado. Ao que o CM apurou, muitos automobilistas foram mesmo ameaçados com multas e os militares chegaram a registar matrículas para depois enviar multas para casa.
Os manifestantes arrancaram de quatro pontos do Algarve (Portimão, Albufeira, Tavira e Altura) e terminaram o protesto em Faro, onde bloquearam o aeroporto e a principal entrada, provocando filas de cinco quilómetros. "Os algarvios não vão descansar enquanto não derrotarem as portagens. É mais desemprego, mais taxas moderadoras, aumento do IVA. Só nos resta lutar", assegurou João Vasconcelos, do Movimento AntiPortagens.
TURISMO DE HUELVA AFECTADA
As unidades hoteleiras de Huelva, em Espanha, também irão ser afectadas com as portagens no Algarve. Segundo José Rodríguez, alcaide de Ayamonte, que também participou no protesto, "o aeroporto de Faro recebe por ano 300 mil turistas, que depois seguem para as unidades hoteleiras de Huelva". Vários outros políticos e empresários espanhóis participaram na manifestação.
UTENTES DA BEIRA AMEAÇAM ENDURECER AINDA MAIS A LUTA
A Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, A24 e A25 promete "endurecer" a luta contra a introdução de portagens naquelas vias rápidas, que servem as regiões da Beira Interior e de Trás-os-Montes. Os elementos consideram a medida um "disparate" que poderá ter "consequências catastróficas" para o tecido empresarial e empobrecer a região.
"Quem se mete com os beirões leva. Neste caso, o Governo está a ir longe demais e vai ter uma reposta adequada", garantiu ontem ao CM Francisco Almeida, porta-voz do movimento contra as portagens naquelas Scut. O elemento da comissão de utentes garante que os protestos vão "aumentar de intensidade" e não exclui a hipótese do corte de vias e do incentivo às pessoas para desobedecerem e "não pagarem as portagens nem comprarem os chips".
Antes de o ministro da Economia, Obras Públicas e Transportes garantir na sexta-feira que até ao fim do mês vão ser introduzidas portagens nas vias, a comissão já tinha agendadas algumas iniciativas de luta contra a medida, entre elas uma viagem de autocarro pela velhinha EN16, via alternativa à A25, entre Viseu e Aveiro, na próxima sexta-feira. "Convidamos o ministro da Economia [Álvaro Santos Pereira] e o seu secretário de Estado [Almeida Henriques], que até são de Viseu, a fazerem esse percurso e verem que essa estrada não é alternativa nenhuma", diz Francisco Almeida, frisando que os beirões "estão a ser alvo de uma grande afronta e vão responder na rua".
NORTE SOLIDÁRIO COM PROTESTOS
José Rui Ferreira, porta-voz da Comissão de Utentes contra as portagens no Litoral Norte, manifesta solidariedade para com os utentes das outras vias portajadas. "Não há necessidade de mais portagens. A nível económico, as vias pagas não tiveram o resultado esperado", diz José Ferreira. Refere ainda uma carta enviada ao ministro da Economia a solicitar a reavaliação das portagens nas ex-Scut.
PERDA DE TRÁFEGO SUPERA OS 40%
O tráfego nas três ex-Scut (Litoral Centro, Costa de Prata e Grande Porto) registou quedas desde a introdução de portagens em Outubro de 2010. Em Maio último, a concessão da Costa de Prata tinha perdido 49,1%, a do Grande Porto 40%, enquanto na do Litoral Centro a quebra rondou, no mesmo período, 30%, de acordo com dados do Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (InIr).
Correio da Manhã

Portagens. Organizadores afirmam "forte protesto e repúdio" à decisão do governo

Os organizadores da marcha lenta contra a introdução de portagens na Via do Infante (A22) manifestaram hoje o seu "forte protesto e repúdio" contra o anúncio feito pelo Governo de que irá cobrar a autoestrada até final do mês.Numa declaração aos jornalistas, José Vitorino, antigo presidente da Câmara de Faro e líder do Movimento independente autárquico Com Faro no Coração (CFC), que organizou o protesto em parceria com a Comissão de Utentes da Via do Infante, o Movimento Não às Portagens na A22 e o Moto Clube de Faro, tomou a palavra para, em nome destas organizações, protestar contra a introdução de portagens.
"Queremos fazer uma declaração muito forte de protesto e de repúdio pelo anúncio que foi feito de que vão introduzir portagens na Via do Infante ainda este mês. E queremos desmontar a mentira que é dizer que como é nos outros lados do país também tem que ser no Algarve", afirmou Vitorino.
Os organizadores do protesto consideram que o "Algarve é um caso único" porque "fica cercado", a Via do Infante foi "praticamente paga com fundos comunitário, não tem alternativa" e que "não há nada no acordo com a troika que obrigue a pôr portagens" na A22.
"Queremos manifestar a nossa revolta contra o governo e o poder de Lisboa, que tem sugado as divisas do turismo do Algarve, não tem ligado à região e, agora, em período de crise, lança-nos um cheque mate, porque ficamos aqui cercados e isolados quase como um enclave", acrescentou.
Vitorino disse ainda que os algarvios "vão ter que pagar e ter barreiras para se deslocar entre os concelhos onde moram e trabalham", situação que disse ser "quase criminosa" e irá "empurrar turistas e residentes para a estrada da morte", a Estrada Nacional 125.
Dinheiro Vivo

Representantes políticos e dos transportes espanhóis alertam para prejuízos do pagamento na A22

 

Representantes políticos e do sector dos transportes espanhóis alertaram hoje para os prejuízos económicos, sociais e culturais que a introdução de portagens na Via do Infante (A22) vai acarretar para o Algarve e a província de Huelva (Espanha).

O alerta foi feito pelo alcaide da localidade fronteiriça espanhola de Ayamonte, António Rodríguez, eleito pelo Partido Socialista Espanhol (PSOE), e os representantes locais do Partido Popular (PP), José Maria Mayo, e da Izquierda Unida (IU), António Miravént, junto à localidade da Altura, Castro Marim.
Igualmente presente no local esteve o secretário-geral da Federação Nacional de Associações de Transporte de Espanha (FENADISMER), que defendeu a criação de "uma zona neutra sem portagens" entre Faro e Huelva.
Os quatro juntaram-se a membros da Comissão de Utentes da Via do Infante, que hoje realizam uma marcha lenta contra as portagens em direcção ao Parque das Cidades, em Faro, onde vão juntar a outras provenientes de Tavira, Portimão e Albufeira.
"Com todo o respeito pela soberania portuguesa, esta é uma medida que nos deixa muito preocupados porque traz prejuízos para as duas regiões", afirmou à agência Lusa o alcaide de Ayamonte.
José Rodríguez disse que "o aeroporto de Faro recebe por ano 300 mil turistas que depois seguem para as unidades hoteleiras de Huelva", pelo que a introdução de portagens na Via do Infante também pode representar um prejuízo tanto para o fluxo de passageiros no aeroporto algarvio como para as unidades hoteleiras espanholas.
A redução das relações pessoais e culturais entre as duas regiões é outra das preocupações manifestadas pelos representantes dos três partidos políticos, que aprovaram no Ayuntamiento de Ayamonte uma moção contra a introdução de portagens e a pedir ao Governo espanhol e à Junta da Andaluzia para intercederem junto do Governo português para, pelo menos, alterar o sistema que se prevê vai ser implementado para a cobrança e a defender o princípio de que quem passa paga, contra a compra de um cartão com uma determinada validade.
"Se formos a portajar as vias, encarecemos os produtos e perdemos competitividade", advertiu.
Juan António Millán Jaldón disse ainda que "não faz sentido a União Europeia estar a criar euro-regiões e depois os Estados porem entraves à mobilidade entre elas".
"Por isso defendemos a existência de uma zona neutra, sem portagens, entre Huelva e Faro", afirmou.
O representante do PP de Ayuntamiento alertou, por seu turno, que "se se põem dificuldades ao trânsito económico e cultura, isso vai trazer prejuízos consideráveis, sobretudo para o sector comercial".
O representante da IU disse à Lusa que esta "é uma posição unânime de todo o povo de Ayamonte, porque a medida irá prejudicar não só as relações comerciais, como as culturais e as pessoais".
"Há muitos espanhóis e portugueses que se deslocam ao outro lado da fronteira para comer, ver espectáculos ou passar um dia e esta medida vai criar obstáculos a isso", disse Miravént.  
Lusa

Ayamonte se suma a las quejas sobre el futuro peaje portugués


 
El alcalde de Ayamonte (Huelva), el socialista Antonio Rodríguez (PSOE), lamentó ayer que el peaje que el Gobierno de Portugal ha decidido implantar en la autovía de la región del Algarve "terminará con el flujo de turismo que hay en el sur portugués y Andalucía occidental". Rodríguez aseguró: "El peaje no será bueno para nadie, e incluso dudo de que sea bueno para los propios municipios portugueses", al entender que "hay un flujo de turistas a diario entre las dos zonas limítrofes que es difícilmente cuantificable".
"Si hay que desembolsar 50 euros, más un bono de 10 viajes y hay que gastarlo en tres meses, es muy poco probable que se acoja a él la gente que visita esporádicamente tanto Huelva como el sur de Portugal, y ese flujo de turistas desaparecerá", se lamentó el regidor.
Antonio Rodríguez se quejó, además, de que la alternativa a la autopista, la carretera nacional que discurre en paralelo, no se encuentra en buen estado de uso ni tiene condiciones para asumir todo el tráfico que dejaría de pasar por la autopista.
El impacto que tendrá el peaje no afectará solamente al comercio y al turismo entre las zonas limítrofes de ambos países. Se calcula que alrededor de 300.000 turistas entran en Andalucía después de haber viajado por avión hasta el aeropuerto de Faro. La gran mayoría de estos visitantes provienen del Reino Unido y es bastante frecuente que repartan su tiempo de vacaciones entre los dos países.
La Asamblea portuguesa aprobó esta semana el peaje sobre el que también aseguró que intentaría simplificar. La previsión es que no existan cabinas, por lo que los usuarios deberán de hacerse con un aparato electrónico, que solo se vende en Portugal y que cuesta 27 euros. El pago mínimo para coches sería de 50 euros y 100 para los camiones, no reembolsables, y que caducan a los tres meses.
El País

Centenas aderiram à manifestação contra as portagens na Via do Infante


Centenas de pessoas de todos os cantos do Algarve reuniram-se hoje no Parque das Cidades para dar lugar a uma manifestação contra a introdução de portagens na Via do Infante que o Governo pretende ativar ainda este mês.
Mais de 200 carros e mais de uma centena de motos compuseram a “comitiva” que percorreu a EN 125 em direção a Faro mostrando o seu desagrado. Esta foi a manifestação com maior participação que a Comissão de Utentes da Via do Infante juntamente com outras associações da região conseguiram organizar no último ano, situação que coincide com a iminência da entrada em vigor das portagens na Via do Infante.
Presentes estiveram ainda membros do Bloco de Esquerda e do PCP assim como os deputados Paulo Sá e Cecília Honório e alguns representantes políticos e do setor dos transportes espanhóis.
José Vitorino, do movimento independente “Com Faro no Coração”, foi hoje o porta-voz do grupo que organizou este protesto. À comunicação social acabou por frisar que é tempo de desmontar mentiras e falsos argumentos.
“Queremos fazer uma declaração muito forte de protesto e repúdio pelo anúncio que foi feito sobre a introdução de portagens na Via do Infante ainda este mês”, afirmou. “Queremos desmontar a mentira que é dizer que como é para o resto do país também tem de ser no Algarve”, acrescentou.
Para José Vitorino é importante que o Governo perceba as especificidades e necessidades da região assim como as características especiais que envolveram o financiamento da Via do Infante.
Lembrando que a região se defronta com uma crise económica e social grave, José Vitorino considera que esta medida do Governo vem contribuir para o isolamento da região tanto com o resto do país como com a Espanha. “Vai empurrar turistas e residentes para a estrada da morte [EN 125]“, alertou José Vitorino frisando que se as intenções do Governo se concretizarem vão ser exigidas responsabilidades políticas e civis pelas consequências.
Jornal do Algarve

Fila de oito quilómetros em protesto contra portagens

Protesto na Via do Infante 
quase bloqueou acesso ao Aeroporto de Faro

 Por Idálio Revez, Público

Marcha foi uma reacção rápida ao anúncio feito na véspera pelo ministro da Economia Marcha foi uma reacção rápida ao anúncio feito na véspera pelo ministro da Economia (Luís Costa)
Centenas de carros e motos avançaram ontem, em marcha lenta, contra a introdução de portagens na Via do Infante, prometida pelo ministro da Economia, anteontem. O governante anunciou que a circulação na A22, uma via Scut (sem custos para o utilizador), passará a ser paga – como já acontece há meses noutras antigas Scut – até ao final de Outubro, e os algarvios não demoraram a reagir com um aviso: “Não pagamos.”

O acesso ao Aeroporto de Faro ficou quase bloqueado, devido às filas de carros e motos que para ali se dirigiram. A fila de automóveis, ao ritmo do pára-arranca, estendeu-se por oito quilómetros. Tratou-se de uma das maiores manifestação de protesto dos últimos dois anos. Porém, ao contrário do sucedeu anteriormente, os representantes do PS e do PSD não compareceram desta vez.

Mais de uma centena de motos encabeçou o desfile que saiu do Parque das Cidades/Estádio Algarve em direcção ao aeroporto, apanhando de surpresa alguns turistas que para ali se dirigiam. Na dianteira do protesto, o presidente do Moto Clube de Faro, José Amaro, prometeu: “Eu não vou pagar portagens, e apelo aos motociclistas que façam ao mesmo”. O líder motard argumenta que a Estrada Nacional (EN) 125 não é alternativa à Via do Infante. “Mesmo depois de requalificada, e não se sabe quando o vai ser, continuará a ser uma estrada perigosa”, alegou. Os engarrafamentos, que actualmente já se verificam na EN125, prosseguiu, “serão muito maiores” quando houver portagens.

Anteontem, durante a discussão no Parlamento sobre as linhas orientadoras do plano estratégico dos transportes, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, reconheceu tratar-se de uma medida “impopular”, mas defendeu que é necessária.

“Vamos desmascarar essa mentira”, reage o antigo presidente da Câmara de Faro, José Vitorino (PS), um dos que encabeçaram a manifestação de ontem. O ex-autarca, representante do movimento Com Faro no Coração, alega que cerca de dois terços da Via do Infante estão pagos. Com mais este custo para os automobilistas, o Algarve torna-se “um enclave”, continuou, na medida em que as pessoas ficam sujeitas ao pagamento de portagens entre a residência e os locais de trabalho. “Turistas e residentes vão ser empurrados para a estada da morte.”

Do lado espanhol da fronteira, o presidente da Câmara de Ayamonte (eleito pelo PSOE), António Rodrigues, deslocou-se a Altura (Castro Marim) para manifestar solidariedade aos algarvios, mas ficou-se por aí.

Tavira, Albufeira e Portimão foram outras das localidades indicadas como ponto de encontro para o protesto. O secretário-geral da Federação Nacional de Associações de Transportes de Espanha, em Altura, defendeu uma “zona neutra sem portagens” entre Faro e Huelva, mas não alinhou na marcha lenta. Os deputados Paulo Sá, da CDU, e Cecília Honório, do Bloco de Esquerda, foram os únicos parlamentares eleitos pelo Algarve presentes. José Vitorino aproveitou ainda a ocasião para protestar contra a Comunidade Intermunicipal do Algarve – Amal. “Durante cerca de dois anos, os senhores presidentes de câmara andaram a brincar com coisas sérias, em função dos interesses político-governamentais”.

domingo, outubro 09, 2011

Algarve: Mais de um milhar de pessoas manifestam-se contra portagens na Via do Infante

A marcha lenta promovida este sábado contra a introdução de portagens na Via do Infante mobilizou mais de um milhar de pessoas. Representantes políticos e do sector dos transportes espanhóis juntaram-se aos protestos. A deputada do Bloco Cecília Honório também esteve presente, congratulando esta “luta absolutamente justa”.
A marcha lenta promovida este sábado contou com a participação de mais de um milhar de pessoas, em mais de três centenas de carros e motos, provenientes de Altura, Tavira, Albufeira e Portimão.
A marcha lenta promovida este sábado contou com a participação de mais de um milhar de pessoas, em mais de três centenas de carros e motos, provenientes de Altura, Tavira, Albufeira e Portimão.
O percurso entre o Parque das Cidades e Faro tornou-se bastante mais complicado do que é habitual, registando-se, inclusive, inúmeros constrangimentos no trânsito, devido à marcha lenta contra a introdução, até ao final do mês, de portagens na Via do Infante, anunciada esta sexta-feira pelo governo.
A iniciativa organizada pela Comissão de Utentes da Via do Infante, o Movimento Não às Portagens na A22, o Motoclube de Faro e o movimento independente autárquico Com Faro no Coração contou com a participação de mais de um milhar de pessoas, em mais de três centenas de carros e motos, provenientes de Altura, Tavira, Albufeira e Portimão.
Na iniciativa participaram também representantes políticos e do sector dos transportes espanhóis que alertaram para os prejuízos decorrentes do pagamento de portagens na Via do Infante para o Algarve e a província de Huelva, em Espanha.
João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante, considerou “positiva” a mobilização para esta iniciativa, afirmando que esta “é mais uma demonstração que uma parte da sociedade algarvia está descontente com a introdução de portagens”, sublinhando que irão “continuar a lutar mesmo depois da sua introdução”.
José Domingos, também da comissão de utentes, lembrou, por sua vez, que o presidente da República havia prometido que “a via nunca seria portajada", defendendo que Cavaco Silva deveria pronunciar-se agora.
“Uma luta absolutamente justa”
A deputada do Bloco, Cecília Honório, classificou esta iniciativa como “um grande protesto, uma grande manifestação por uma luta que é absolutamente justa” e sublinhou que esta medida irá “agravar a crise com crise” e “agravar o problema” do Algarve.
“Quando a sociedade tem razão e quando há um protesto com esta dimensão, há um governo que tem que ouvir”, avançou Cecília Honório.
Esquerda.net

sábado, outubro 08, 2011

Comissão de Utentes conseguiu cativar vizinhos espanhóis, entre os quais o alcaide de Ayamonte, para o protesto de amanhã contra o pagamento na Via do Infante.

Mário Lino, correspondente no Algarve (www.expresso.pt)
15:23 Sexta feira, 7 de outubro de 2011
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Espanhóis também estão contra a introdução de portagens na Via do Infante, que dizem prejudicar o fluxo normal entre os dois países
Espanhóis também estão contra a introdução de portagens na Via do Infante, que dizem prejudicar o fluxo normal entre os dois países
Mário Lino
Vêm da Andaluzia, sobretudo da província de Huelva, e não se importam de fazer alguns quilómetros para vir buzinar ao Algarve. Isto porque para os espanhóis que até entrarem em Portugal virão sempre por autoestradas completamente gratuitas, a introdução de portagens na A22 (Via do Infante) prejudicará também a economia espanhola e a livre circulação de pessoas e bens entre os dois países.
"É evidente que estamos perante uma competência exclusiva do Governo de Portugal, mas também é certo que estes dois países da União Europeia, que partilham milhares de quilómetros de fronteira, devem ser cuidadosos para que determinadas medidas não incidam negativamente na economia do país vizinho, com o qual existem muitos vínculos económicos", adianta ao Expresso Pedro Jiménez, coordenador da Esquerda Unida.
Vários nuestros hermanos já confirmaram a sua presença no protesto contra as portagens na Via do Infante, que decorrerá amanhã, 8 de outubro, por todo o Algarve, na EN125 e na A22, num percurso de mais de 120 quilómetros. O protesto terá quatro pontos de partida, em Castro Marim, Portimão, Tavira e Albufeira e conflui para a capital algarvia, Faro, junto ao Fórum Algarve.

Alcaide engrossa protestantes


A chefiar a delegação espanhola encontra-se o alcaide de Ayamonte. Os espanhóis partem de Ayamonte, à tarde, para engrossar o filão de portugueses, que se concentrarão na Rotunda do Infante, em Altura, às 14h, para seguirem depois em marcha lenta a caminho do Parque das Cidades, em Faro. A chegada está prevista para as 20h.
"Como se sabe, a imposição de portagens na Via do Infante irá provocar não só é uma calamidade económica e social no Algarve, já a viver uma das suas maiores crises, mas igualmente irá afetar negativamente o tecido social e económico da nossa vizinha Andaluzia. Neste contexto, ultimamente os nossos vizinhos andaluzes têm empreendido diversas iniciativas e aprovado muitas resoluções, tanto no Parlamento de Andaluzia e Deputação Provincial de Huelva, como em muitos ayuntamentos da região, os últimos dos quais em Cartaya e Punta Umbria", afirma a Comissão de Utentes da A22, em comunicado.

Também a União de Sindicatos do Algarve já confirmou a adesão e o apoio à causa, juntando-se à iniciativa promovida pela Comissão de Utentes da Via do Infante, Grupo Algarve (Facebook) - Portagens na A22 Não, CFC - Movimento Com Faro no Coração e Moto-Clube de Faro.

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/algarve-protesto-antiportagens-tambem-vai-falar-espanhol=f678851#ixzz1a9C6rdE4

Portagens/Via do Infante: Alcaide de Ayamonte manifesta-se no Algarve

O Alcaide de Ayamonte vai encabeçar uma delegação de instituições da Andaluzia que vão participar no protesto contra as portagens a realizar a 8 de outubro com partidas de todo o Algarve e ao longo de 120 km, na EN 125 e na A22.
 
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A caravana espanhola vai partir da Rotunda do Polígono Industrial (perto da Ponte Internacional do Guadiana), em Ayamonte, às 14h30 (hora espanhola), chegando à Rotunda do Infante, em Altura, pelas 14h00 (horal local), seguindo depois a marcha lenta a caminho do Parque das Cidades, em Faro.
Segundo a Comissão de Utentes da Via do Infante, uma das entidades que convocou a marcha, a vizinha Andaluzia tem manifestado a sua preocupação quanto ao impacto das portagens na Via do Infante, através de resoluções aprovadas no Parlamento de Andaluzia e Deputação Provincial de Huelva, assim como em muitos Ayuntamentos (autarquias) daquela região espanhola, como Huelava e Ayamonte a que se juntaram recentemente Cartaya e Punta Umbria».
A marcha de protesto de dia 8 de outubro, organizada pela Comissão de Utentes da Via do Infante, Grupo Algarve (Facebook) – Portagens na A22 Não, CFC – Movimento Com Faro no Coração e Moto-Clube de Faro, recebeu o apoio da União dos Sindicatos do Algarve (CGTP), que também irá mobilizar as suas estruturas na região.
Motas e veículos pesados participam
A organização da marcha lenta espera a participação de todo o tipo de viaturas, desde carros ligeiros a veículos pesados passando pelas motas e motociclos.
O protesto foi simbolicamente agendado para 8 de outubro, aniversário da 1ª marcha lenta em 2010 e deverá decorrer entre as 14h00 e as 20h00, envolvendo a EN 125 e a Via do Infante numa extensão de mais de 120 km.
Concentrações em todo o Algarve
Estão definidos quatro pontos principais de partida, distribuídos por todo o Algarve: A Sotavento em Altura (Castro Marim), junto à rotunda do Restaurante “O Infante”, na EN 125, pelas 14h00 e em Tavira, na rotunda dos Moinhos, (acesso à Via do Infante), pelas 15h00.
No centro a partida da marcha é em Valparaíso (Albufeira), pelas 15h00 e no Barlavento a concentração é em Portimão, no Parque das Feiras, pelas 14h30.
Todas as caravanas vão confluir para o Parque das Cidades (Estádio do Algarve), prevendo-se a partida pelas 16h00 para Faro, passando pelo Patacão, rotunda do aeroporto, rotunda do Fórum Algarve e rotunda do Teatro Municipal, estando prevista uma grande concentração final do protesto frente ao Fórum, entre as 17h00 e as 18h00.
A Comissão de Utentes da Via do Infante apela a “todos os utentes, entidades e cidadãos em geral, particularmente do Algarve, para que dia 8 mostrem a sua indignação contra a injustiça e a arbitrariedade, participando na grande movimentação social que constitui a luta contra as portagens na Via do Infante”.
Observatório do Algarve

sexta-feira, outubro 07, 2011

Espanhóis confirmam presença no protesto de sábado contra portagens

Os espanhóis da Andaluzia, em especial da província de Huelva, já confirmaram à organização que vão marcar presença no protesto contra as portagens na Via do Infante, que vai ter lugar no próximo sábado.
Os manifestantes espanhóis vão partir da rotunda do Polígono Industrial (perto da Ponte Internacional do Guadiana), em Ayamonte, chegando à rotunda do restaurante O Infante, na Altura, às 14h00, incorporando-se à marcha lenta a caminho do Parque das Cidades, em Faro.
A marcha lenta, que irá envolver diversos tipos de viaturas, desde automóveis a motas, passando por veículos pesados, decorrerá entre as 14h00 e as 20h00, numa extensão de mais de 120 km, envolvendo a EN 125 e a Via do Infante.
Haverá quatro pontos principais de partida: Altura (Castro Marim) – junto à rotunda do restaurante O Infante, na EN 125, pelas 14h00 h; Portimão, no Parque das Feiras, pelas 14h30h; Tavira, rotunda dos Moinhos (acesso à Via do Infante), pelas 15h00; e Albufeira, em Valparaíso, pelas 15h00.
Todo este movimento irá depois confluir para o Parque das Cidades (Estádio Algarve), partindo de aqui, às 16h00, a caminho de Faro, passando pelo Patacão, rotunda do aeroporto, rotunda do centro comercial Fórum Algarve e rotunda do Teatro Municipal. Está prevista uma grande concentração final em frente ao Fórum Agarve, entre as 17h00 e as 18h00.
Esta marcha de protesto volta a ser organizada pela Comissão de Utentes da Via do Infante, pelo grupo criado no Facebook “Algarve – Portagens na A22 Não”, Movimento Com Faro no Coração (CFC) e Moto-Clube de Faro.
Recentemente, a organização recebeu o apoio da União dos Sindicatos do Algarve (CGTP), que também irá mobilizar as suas estruturas na região.
“A Comissão de Utentes da Via do Infante apela a todos os utentes, entidades e cidadãos em geral, particularmente do Algarve, para que dia 8 mostrem a sua indignação contra a injustiça e a arbitrariedade, participando na grande movimentação social que constitui a luta contra as portagens na Via do Infante”, refere a organização em comunicado enviado às redações.
In Jornal do Algarve

Espanhóis da Andaluzia confirmam presença no novo protesto contra as portagens na Via do Infante

  Os espanhóis da Andaluzia, particularmente da Província de Huelva, confirmaram a sua presença no protesto contra as portagens na Via do Infante, que vai ter lugar no próximo sábado, dia 8 de outubro, por todo o Algarve, na EN 125 e na A22, num percurso de mais de 120 quilómetros.
A chefiar a delegação espanhola  estará o Alcaide de Ayamonte, revelou hoje a CUVI – Comissão de Utentes da Via do Infante.
Os espanhóis partirão da Rotunda do Polígono Industrial (perto da Ponte Internacional do Guadiana), em Ayamonte, às 14h30 (hora espanhola), chegando à Rotunda do Infante, em Altura, pelas 14h00 portuguesas, incorporando-se na marcha lenta a caminho do Parque das Cidades, em Faro.
A CUVI defende que «a imposição de portagens na Via do Infante irá provocar não só uma calamidade económica e social no Algarve, já a viver uma das suas maiores crises, mas igualmente irá afetar negativamente o tecido social e económico da nossa vizinha Andaluzia».
Por isso mesmo, acrescenta a Comissão, «ultimamente os nossos vizinhos andaluzes têm empreendido diversas iniciativas e aprovado muitas resoluções, tanto no Parlamento de Andaluzia e Deputação Provincial de Huelva, como em muitos Ayuntamentos da região, os últimos dos quais em Cartaya e Punta Umbria».
A grande marcha de protesto de dia 8 de outubro, organizada pela Comissão de Utentes da Via do Infante, Grupo Algarve (Facebook) – Portagens na A22 Não, CFC – Movimento Com Faro no Coração e Moto-Clube de Faro, recebeu o apoio da União dos Sindicatos do Algarve (CGTP), que também irá mobilizar as suas estruturas na região.
A marcha lenta envolvendo diversos tipos de viaturas, como carros ligeiros, motas e veículos pesados , está marcada para o próximo dia 8 de outubro (aniversário da 1ª marcha lenta em 2010), entre as 14h00 e as 20h00, numa extensão de mais de 120 quilómetros, envolvendo a EN 125 e a Via do Infante.
Haverá quatro pontos principais de partida: Altura (Castro Marim) – junto à rotunda do Restaurante “O Infante”, na EN 125, pelas 14h00; Portimão, no Parque das Feiras, pelas 14h30; Tavira, rotunda dos Moinhos, (acesso à Via do Infante), pelas 15h00; e Albufeira, em Valparaíso, pelas 15h00.
Todo este movimento irá confluir para o Parque das Cidades (Estádio do Algarve), daqui arrancando pelas 16h00 a caminho de Faro, passando pelo Patacão, rotunda do aeroporto, rotunda do Fórum Algarve e rotunda do Teatro Municipal, estando prevista uma grande concentração final do protesto frente ao Fórum, entre as 17h00 e as 18h00.
A Comissão de Utentes da Via do Infante apela a «todos os utentes, entidades e cidadãos em geral, particularmente do Algarve, para que dia 8 mostrem a sua indignação contra a injustiça e a arbitrariedade, participando na grande movimentação social que constitui a luta contra as portagens na Via do Infante».
In Sul Informação

Espanhóis participam nos protestos contra portagens na Via do Infante
 
Uma delegação espanhola, composta por autarcas, militantes de partidos políticos, dirigentes empresariais e sindicalistas, participará na «marcha lenta» contra as portagens na Via Infante (A22), que decorrerá sábado no Algarve, anunciou hoje a Comissão de Utentes daquela via.A delegação espanhola, encabeçada pelo presidente do município de Ayamonte, Antonio Rodiguez, deverá partir da rotunda da zona industrial de Ayamonte, próximo da ponte internacional do Guadiana, que divide os dois países, chegando a Altura (concelho de Castro Marim) às 14 horas.
A Comissão de Utentes sublinha que a imposição de portagens, além de constituir uma «calamidade económica e social» para o Algarve, afectará negativamente o tecido económico e social da Andaluzia.
Releva as iniciativas e resoluções ultimamente aprovadas em várias instâncias da província, nomeadamente no Parlamento de Andaluzia e Deputação Provincial de Huelva e em vários municípios (Ayuntamentos) da região, os últimos dos quais Cartaya e Punta Umbria.
Entretanto, a grande marcha de protesto de dia 8 de Outubro, organizada pela Comissão de Utentes da Via do Infante, Grupo Algarve (Facebook) – Portagens na A22 Não, CFC - Movimento Com Faro no Coração e Moto-Clube de Faro, recebeu o apoio da União dos Sindicatos do Algarve (CGTP), que também irá mobilizar as suas estruturas na região.
A marcha lenta de sábado, dia em que se conclui o 1º aniversário da marcha lenta de 2010, decorrerá entre as 14:00 e as 20:00 horas, numa extensão de mais de 120 km, envolvendo a EN 125 e a Via do Infante.
Terá quatro pontos principais de partida: em Altura, Portimão, Tavira e Albufeira, após o que as várias marchas confluirão para o Parque das Cidades (Estádio do Algarve), arrancando pelas 16:00 h para Faro, com passagem pelo Patacão, rotunda do aeroporto, rotunda do Fórum Algarve e rotunda do Teatro Municipal, estando prevista uma concentração final do protesto frente ao Fórum Algarve, entre as 17 e as 18 horas.
Lusa/SOL

Regional

Espanhóis da Andaluzia estão no protesto contra as portagens na Via do Infante

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Anti-portagens

Os Espanhóis da Andaluzia, particularmente da Província de Huelva, confirmaram a sua presença no protesto contra as portagens na Via do Infante, que vai ter lugar no próximo sábado, dia 8 de outubro, por todo o Algarve, na EN 125 e na A22, num percurso de mais de 120 km.
A chefiar a delegação espanhola encontra-se o Alcaide de Ayamonte. Os espanhóis partirão da Rotunda do Polígono Industrial (cerca del Puente), em Ayamonte, pelas 14.30 h (hora espanhola), chegando à Rotunda do Infante, em Altura, pelas 14.00 h, incorporando-se na marcha lenta a caminho do Parque das Cidades, em Faro.

«Como se sabe, a imposição de portagens na Via do Infante irá provocar, não só uma calamidade económica e social no Algarve, já a viver uma das suas maiores crises, mas igualmente irá afetar negativamente o tecido social e económico da nossa vizinha Andaluzia. Neste contexto, ultimamente os nossos vizinhos andaluzes têm empreendido diversas iniciativas e aprovado muitas resoluções, tanto no Parlamento de Andaluzia e Deputação Provincial de Huelva, como em muitos Ayuntamentos da região, os últimos dos quais em Cartaya e Punta Umbria», afirma a comissão de utentes em comunicado.

Por outro lado, a marcha de protesto de dia 8 de outubro, organizada pela Comissão de Utentes da Via do Infante, Grupo Algarve (Facebook) – Portagens na A22 Não, CFC - Movimento Com Faro no Coração e Moto-Clube de Faro, recebeu o apoio da União dos Sindicatos do Algarve (CGTP), que também irá mobilizar as suas estruturas na região.

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Como anteriormente foi anunciado, a marcha lenta envolvendo diversos tipos de viaturas, como carros ligeiros, motas e veículos pesados irá ocorrer no próximo dia 8 de outubro (aniversário da 1ª marcha lenta em 2010), entre as 14,00 e as 20,00 horas, numa extensão de mais de 120 km, envolvendo a EN 125 e a Via do Infante.

Haverá 4 pontos principais de partida: Altura (Castro Marim) – junto à rotunda do Restaurante “O Infante”, na EN 125, pelas 14.00 h; Portimão, no Parque das Feiras, pelas 14.30 h;
Tavira, rotunda dos Moinhos, (acesso à Via do Infante), pelas 15h.; e Albufeira, em Vale Paraíso, pelas 15h.

Todo este movimento irá confluir para o Parque das Cidades (Estádio do Algarve), daqui arrancando pelas 16.00 h a caminho de Faro, passando pelo Patacão, rotunda do aeroporto, rotunda do Fórum Algarve e rotunda do Teatro Municipal, estando prevista uma concentração final do protesto frente ao Fórum, entre as 17.00 e as 18.00 h.

No seu comunicado, «a Comissão de Utentes da Via do Infante apela a todos os utentes, entidades e cidadãos em geral, particularmente do Algarve, para que dia 8 mostrem a sua indignação contra a injustiça e a arbitrariedade, participando na grande movimentação social que constitui a luta contra as portagens na Via do Infante».
6 de Outubro de 2011 | 15:44
barlavento

domingo, outubro 02, 2011

CGTP convoca semana de luta com greves

Entre 20 e 27 de Outubro, incluirá greves nos sectores privado e público. Carvalho da Silva afirma que os 100 dias de governo da direita “foram uma desgraça”e apela ao PS para que “não seja complacente com as políticas da troika”. Louçã diz que "o povo na rua é a melhor resposta".
Os 100 dias da governação PSD-CDS “foram uma desgraça”, diz Carvalho da Silva. Foto de Paulete Matos
A CGTP convocou, no final da manifestação que reuniu 130 mil pessoas em Lisboa e 50 mil no Porto (dados da central), uma semana de luta, entre 20 e 27 de Outubro, que incluirá greves nos sectores privado e público.
O secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, acusou o primeiro-ministro de ter andado, “conscientemente, a mentir aos portugueses” durante a campanha eleitoral e afirmou que os 100 dias da governação PSD-CDS “foram uma desgraça”. O sindicalista lançou um apelo ao PS: “Não sejam complacentes com as políticas da troika”.
E explicou: “Queremos dizer, sem arrogância, que o Partido Socialista não pode continuar prisioneiro do memorando da troika. Não pode haver condescendência. Não pode haver hesitações, complacência com as políticas neoliberais e neoconservadoras”, disse.
Dinâmica de luta colectiva
Carvalho da Silva afirmou que o caminho que Portugal está a percorrer, cumprindo o memorando de entendimento com a troika, é o mesmo que conduziu a Grécia à sua actual situação. “A Grécia está como está, exactamente porque se submete às regras impostas pela troika”.
O secretário-geral da CGTP defendeu a necessidade de um projecto político alternativo, que aposte no combate à fraude e à evasão fiscal, e que taxe a verdadeira riqueza. “A solução está na construção de uma dinâmica e de uma luta colectiva”, frisou.
O sindicalista destacou que não se pode cortar nos direitos das gerações mais jovens. “É preciso continuar a lutar pelo direito à saúde, à segurança social, à protecção na velhice, por infra-estruturas que propiciem o desenvolvimento da sociedade.”
Em Lisboa, o desfile foi encabeçado pelos camionistas da TNC (empresa que abriu insolvência deixando os funcionários sem receber há dois meses), que foram fortemente aplaudidos à entrada da Avenida da Liberdade.
No Porto, a manifestação concentrou “entre 50 a 60 mil pessoas”, que mostraram assim estar contra a “política desastrosa que o governo está a impor”, disse João Torres, coordenador da União dos Sindicatos do Porto.
"O povo na rua é a melhor resposta", diz Louçã
O coordenador do Bloco de Esquerda, que marcou presença na manifestação de Lisboa, defendeu que "o povo na rua é a melhor resposta" para as medidas de austeridade dos barões do PSD que dirigiram o BPN e a Madeira.
"Os barões do PSD, alguns deles tão importantes, dirigiram o BPN, uma intrujice pegada. Há 35 anos dirigem a Madeira, uma vigarice nas contas, querem fazer crer ao país que empurrando-o para medidas de destruição, no caminho da Grécia, podemos evitar a crise da Grécia", acusou Francisco Louçã.
"Nós já estamos nessa recessão, isso é gravíssimo e por isso é que é preciso uma alternativa forte e o povo na rua é a resposta", defendeu.
Para Francisco Louçã, é indispensável que os trabalhadores defendam a Segurança Social e o Serviço Nacional de Saúde, e que denunciem a vigarice das contas, “das medidas que já retiraram metade do subsídio de Natal, agravando sistematicamente as condições de vida e de emprego".

“Quem ficou com o dinheiro na Madeira?”

Quem viveu acima das possibilidades não foi o povo da Madeira, diz Francisco Louçã. Foram os comparsas do Ali Babá, os que viveram à volta daquele governo e daquele regime. O coordenador do Bloco diz que as contas do ministro das Finanças não batem certo porque se esquecem de três parcerias público privadas nas rodovias que disparam a dívida da Madeira para 8.328 milhões de euros.
Louçã: Vítor Gonçalves esqueceu-se de três parcerias público privadas que disparam para 8.328 milhões de euros o valor total da dívida da Madeira. Foto de Paulete Matos
Durante sessão pública na noite de sexta-feira no Porto, Francisco Louçã disse que a conta da dívida da região autónoma da Madeira apresentada pelo ministro das Finanças não bate muito certo, porque Vítor Gonçalves “se esqueceu de três parcerias público privadas nas rodovias” que disparam para “8.328 milhões de euros” o valor total. Mas isso ainda não é tudo, porque ainda há que ter em conta o impacto do ‘off-shore’ da Madeira.
“A Madeira não recebe nada de impostos das empresas situadas no offshore, que são fantasmas, mas o produto é contabilisticamente inflacionado. De forma que a Madeira perde todos os anos fundos comunitários a que teria direito em função do nível de vida real, das madeirenses e dos madeirenses, porque há uma falsificação sistemática das contas por existência da zona franca”, apontou.
Assim, segundo o coordenador do Bloco de Esquerda, “a Madeira perde, no quadro comunitário actual, 900 milhões de euros a que teria direito de fundos de apoio ao desenvolvimento e de apoio social, só porque regista nas suas contas uma zona franca, de empresas fantasmas, de branqueamento de capitais e de fuga aos impostos”.
Para Louçã, é evidente que, na Madeira, “quem viveu acima das possibilidades dos outros foram os comparsas do Ali Babá, quem viveu à volta daquele governo e daquele regime, que tinham tudo e não deram nada”.
“O que é preciso que nos digam é quem é que ficou com dinheiro”, disse, acrescentando que este “está, naturalmente, à volta dos comparsas todos que viveram da facilidade, do amiguismo, dos contratos, das concessões, dos ajustes, das inaugurações ao longo de todos estes anos”.
Revisão em alta do défice
Sobre a revisão em alta do défice anunciada pelo Instituto Nacional de Estatística, o coordenador do Bloco de Esquerda disse que “o registo de que o défice é maior do que se esperava desencadeou imediatamente duas reações”.
“A primeira do PSD e do CDS a dizer que a culpa é do PS”, sublinhou, recordando, porém, que “nenhuma das medidas que cavou esta sepultura da economia portuguesa deixou de ter o apoio do PSD e depois chegou o acordo da troika, mais uma vez com o apoio de Passos Coelho e de Paulo Portas”.
Mas houve outra resposta: “Um secretário de Estado do Ministério das Finanças foi à tarde dizer: sim senhor, medidas extraordinárias. Lá deve ter recebido um SMS e depois saiu a dizer: 'não, na verdade as medidas extraordinárias são como a pescada, antes de o ser já o eram?. Nós estamos sempre em medidas extraordinárias”, disse Louçã, em tom irónico, acrescentando que o governo ainda “não percebeu que quanto maiores os impostos, maior a dificuldade de ter receitas tributárias porque mais pequena é a economia”.
Para Louçã, “toda a política e estratégia do governo é a velha estratégia dos feiticeiros da idade média que achavam que se alguém tinha algum sintoma de doença, na dúvida, abre-se uma veia. É preciso é sangrar o doente. Se o sangrarem bem ele vai ficar bom. Ora se o sangrarem ele morre. Feitiçaria não dá”, afirmou.